junho 25, 2015

Pedro Delmanto & O Empreendedorismo dos Imigrantes Italianos

Pedro Delmanto
&
O Empreendedorismo dos Imigrantes Italianos
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Dia 29 de Junho – DIA DE SÃO PEDRO! – é a data natalícia do meu avô paterno, PEDRO DELMANTO (1870 – 1965). Nascido em 1870, em Zoppi/Castellabate, na região de Salerno/Itália, veio em 1887 para o Brasil, juntamente com seu irmão Costabile.
Seguindo o desbravamento da Sorocabana que aqui chegava com suas paralelas poderosas, elegeu Botucatu como seu porto seguro. Aqui constituiu família e empreendeu com muita dedicação, sempre interagindo de forma positiva com a colônia italiana local. Venceu nos negócios, pertenceu à Loja Maçônica Italiana “Silvanno Lemmi”, tendo sido seu venerável, construiu e cedeu o prédio feito especialmente para essa finalidade. Com a construção da CASA DE SAÚDE “SUL PAULISTA”, atendeu a uma importante reivindicação dos imigrantes italianos de Botucatu: ter seu HOSPITAL! Além de propiciar ao seu filho, Aleixo Delmanto, a oportunidade de dirigi-la juntamente com o Professor Dr. Ludovico Tarsia – Catedrático de Cirurgia da Real Universidade de Nápoles – que estava exilado no Brasil por problemas políticos.



Casado com Maria Varoli Delmanto, teve 7 filhos: Aleixo, Antônio, Dante, Orlando, Berval, Wanda e Peggy (Imaculada Conceição). Como todo imigrante, sonhava vencer e ter seus sete filhos formados. Tutti dottori! E foi assim... Três médicos, dois advogados e duas professoras.
Salve, nono!
Salve, Pedro Delmanto!


CAMINHADA CORAJOSA

Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) viera de Castellabate (Província de Salerno), cidade natal da família Matarazzo. Iniciou sua vida profissional como sapateiro com o Mestre Francisco Grandino, na cidade de Sorocaba, junto a Francisco Matarazzo que também iniciara lá a construção de seu império. De Sorocaba, acompanhando o crescimento da Estrada de Ferro Sorocabana, seguiu para Botucatu, então considerada "boca do sertão". Estabelecido na cidade abriu (1891), juntamente com seu irmão Costabile, um estabelecimento comercial, "Casa Del Manto", de venda de sapatos, botas, luvas e chapéus, possuindo oficina própria para a feitura e conserto de calçados.


No início do século XX, o cavalo era meio de transporte e Pedro Delmanto andava com orgulho pela cidade.

Casou-se com Maria Varoli, filha de Aleixo Varoli, em 1900. O patriarca Aleixo (Alessio) Varoli foi um dos pioneiros da industrialização em Botucatu. Primeiro Presidente da Società Italiana di Beneficenza e Agente Consular da Itália.
Seus genros, todos italianos: Francisco Botti (Francesco Botti Caffoni), Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) e Adeodato Faconti.
Francisco Botti, casado com Albina Varoli, atuou no setor bancário e deu continuidade à atuação na cafeicultura do sogro, assumindo a sua grande propriedade rural. Botti chegou a ter seu próprio banco, o Banco Brasul (absorvido em meados da década de 1970, pelo Banco Itaú) em sociedade com a família Mellão, da vizinha cidade de São Manuel. Pedro Delmanto, casado com Maria Varoli, atuou no setor calçadista, possuindo Loja de Calçados, Fábrica de Calçados e o Curtume Bella Vista, especialmente montado para servir a Fábrica Delmanto.



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Botucatu/Anos40 - Em pé: Antônio, Fióquinha, Fióca, Pedro Delmanto, Alice Delmanto, Orlando, Rina com Rubens no colo e Wanda. Sentadas: Maria Varoli Delmanto, Peggy e Glória. 




 Adeodato Faconti, casado com Leonilda Varoli, sucedeu ao sogro na Industria de Bebidas, além de atuar de forma expressiva como jornalista e escritor, tendo exercido a vereança em Botucatu.

CICLO PRODUTIVO: FAZENDA DE GADO, CURTUME, FÁBRICA DE CALÇADOS, LOJA COMERCIAL E EXPORTAÇÃO DE CALÇADOS PARA A EUROPA






O prédio foi demolido na rua Amando de Barros.. Hoje é o Magazine Luiza. Durante a demolição consegui "salvar" as placas de granito da soleira que mantenho até hoje, depois de restauradas.

A partir de 1900, com a volta de seu irmão para a Itália e já atuando sozinho no comércio, ampliou as oficinas para fabricar calçados, importando modernas máquinas da Alemanha. Com fábrica e loja comercial, partiu para a aquisição de um Curtume, especialmente montado para a preparação e fornecimento de couros para a Fábrica de Calçados Delmanto. Completava, assim, o ciclo produtivo: com fazenda de gado, com curtume, fábrica de calçados e loja comercial!
Pedro Delmanto exerceu efetiva liderança em sua comunidade e atuou junto à colônia italiana com muita dedicação.
Como todo imigrante, sonhava vencer e ter seus sete filhos formados. Todos eles formados! Tutti dottori! E foi assim... Três formados em medicina, dois em advocacia e as duas filhas, professoras.


LOJA MAÇÔNICA ITALIANA “SILVANNO LEMMI”

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Frontispício da loja em destaque. O Simbolismo Maçônico.


Sempre interagindo com seus conterrâneos, participou e foi Venerável Mestre na Loja Maçônica Italiana"Silvanno Lemmi", que era subordinada diretamente a Roma, tendo seu rito todo em italiano e dependia de correspondência epistolar para o recebimento de orientações, decisões e normas diretamente da Itália. No primeiro decênio do século XX, através de iniciativa particular de seu Venerável Mestre Pedro Delmanto, a loja maçônica italiana conseguia a sua sede própria, especialmente construída para essa finalidade. Posteriormente, houve fusão com a Loja Maçônica Guia Regeneradora (do GOB). No frontispício da Loja, ainda hoje, pode-se notar a presença do simbolismo gráfico a apresentar a presença maçônica, na esquina da rua Monsenhor Ferrari com a rua Curuzu. Nesses símbolos vê-se, com destaque, a suástica. No entanto, destaque-se que o prédio data de quase duas décadas antes do advento do nazismo! Da mesma forma, destaque-se que a suástica gravada no prédio está em sua forma original, ou seja, reta. Anos depois, ao ser apropriada e levada a símbolo nazista, a suástica foi estrategicamente inclinada para, simbolicamente, representar movimento maior e mais agressivo.
Simbolismo da Suástica – A ilustração do prédio e de seu simbolismo gráfico é de autoria do artista plástico José Sebastião Pires Mendes, bem como a explicação do simbolismo da suástica: “A suástica presente nas mais diversas culturas da antiguidade, como a indiana, a chinesa, a marajoara e a tolteca, representa em sua origem o movimento perpétuo das coisas, que cria e destrói. Um segmento de reta horizontal simboliza o repouso, a quietude, a ausência, a estática e a tese. Um traço vertical que a corta, faz nascer a cruz, símbolo de criação, da expansão do Universo, da pluralidade, do positivo e do fértil. É o símbolo da vida, que ao se deslocar ao redor de seu ponto central, significa multiplicidade. Acrescido de segmentos em suas extremidades, indica a direção desse giro, para a direita ou para esquerda. Por isso a suástica se chama também cruz gamada, isto é, formada pela letra gama do alfabeto grego.”


CASA DE SAÚDE “Sul Paulista” - 1928



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Esse imigrante italiano alcançou seguidos sucessos até a grande crise de 1929/1930, quando encerrou seus negócios, transferindo-se, posteriormente, para a capital do estado. Antes disso, porém, em 1928, Pedro Delmanto viveu a realização de outro grande sonho: a inauguração da "Casa de Saúde - Sul Paulista". Estava orgulhoso esse imigrante italiano que possuía o mais antigo estabelecimento comercial da cidade (1891).
Ele preparara esse pequeno hospital para o retorno de seu filho primogênito, Aleixo Delmanto, que fora com 9 anos para estudar em Parma (Itália), com seus primos Botti. Como era natural naquele tempo, seguiu para a terra natal de seu avô materno, Aleixo Varoli, Agente Consular da Itália em Botucatu. Voltava, formado médico pela Real Universidade de Parma, com especialização em Radiologia na mais antiga universidade do mundo, a Real Universidade de Bolonha.

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Homem de visão, Pedro Delmanto contratara para a Direção da Casa de Saúde, importante professor universitário, Catedrático da Real Universidade de Nápoles, na Cadeira de Clínica Cirúrgica: o Professor Doutor Ludovico Tarsia. Na Itália, o Professor Tarsia tivera problemas políticos, tendo que se exilar no exterior.


CAMINHADA VITORIOSA

Na segunda metade dos anos 20, Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) já tinha completado seu ciclo produtivo de calçados: com fazenda de gado, curtume, fábrica de calçados (máquinário importado da Alemanha) e loja de comércio, sendo que exportava calçados para a França e a Alemanha. Era um imigrante empreendedor de sucesso. E conseguira realizar um grande sonho: um hospital para atender a forte colônia italiana de Botucatu e dirigido por seu filho primogênito, Aleixo, que se formara em Medicina pela Real Universidade de Parma, na Itália...
Pedro Delmanto procurou reproduzir, em pequena escala, em Botucatu, na Casa de Saúde, as linhas arquitetônicas de um grande hospital de Florença.
Assim, inaugurou a Casa de Saúde “Sul Paulista”, em 1928. Com a presença do Consul Italiano, representando o Rei da Itália, foi inaugurado com toda a pompa esse pequeno hospital. Posteriormente, teve sua denominação mudada para CASA DE SAÚDE “NOSSA SENHORA MENINA”, ao depois, sediou o HOSPITAL SOROCABANA e, atualmente, abriga o Centro de Saúde Geral, localizado na Avenida Santana, no mesmo prédio, que teve, infelizmente, alterada a sua arquitetura original.

CAMINHADA VITORIOSA!

PEDRO DELMANTO, SAUDADES!

Castellabate/Zoppi

Álbum Fotográfico


pesquisa e montagem de Marcelo Delmanto.
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Conde Francisco Matarazzo – O Empreendedor do Século XX/leia aqui


Casa de Saúde Sul Paulista – 1928/leia aqui


Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado.../leia aqui


Os Delmantos, a Folha Dobrada & as ARCADAS.../leia aqui


Antônio Delmanto: Médico Cidadão!/leia aqui

26 comentários:

Delmanto disse...

É oportuno mostrar a importância e a representatividade da colônia italiana para a cidade de Botucatu, mostrando bem a união, a alegria e os sonhos daqueles que estavam literalmente construindo uma cidade, uma comunidade, uma nova Pátria.
E a família Delmanto já está em sua 5ª geração... E a trajetória de nosso patriarca – PEDRO DELMANTO! – é um orgulho para todos nós. A sua história se confunde com a história de nossa cidade, especialmente com seu 1º Ciclo Industrial que teve, nos italianos, uma força e uma presença marcantes.
Caminhada Vitoriosa!
Salve, Pedro Delmanto!
Saudades!

Delmanto disse...

Do trabalho publicado no livro "Memórias de Botucatu" sobre os CICLOS INDUSTRIAIS, fizemos a divisão do desenvolvimento industrial do município em três ciclos: o 1º Ciclo Industrial, indo de 1890 a 1930; o 2º Ciclo Industrial, após o período depressivo da economia com a crise de 1930 que arruinou muitas indústrias locais e perdurou de meados dos anos 50 até quase o final dos anos 60; e o 3º Ciclo Industrial, que estamos vivendo em toda a sua intensidade, iniciou-se praticamente nos anos 70, sendo que começou a ter maior e melhor desempenho de meados dos anos 80 até os dias atuais.
Os pioneiros da industrialização em Botucatu foram os imigrantes. O nosso 1º Ciclo Industrial começou com o início das atividades dos valorosos imigrantes no último decênio do século passado (1890) e veio até a crise econômica de 1929 (arrastando-se até meados dos anos 30) que sacudiu o Brasil e arruinou muitas industrias e estagnou muitas cidades. O escritor botucatuense Hernâni Donato, em seu livro "ACHEGAS", registra pormenorizadamente a atuação dos imigrantes no início da industrialização e, ao depois, na consolidação e ampliação de nosso parque industrial. No "Achegas", os nomes dos pioneiros imigrantes que se encarregaram de abrir com ousadia o caminho:”Petrarca Bacchi, Virgínio Lunardi, Aleixo Varoli, Atílio Losi, Pedro Delmanto, Pedro Stefanini, Antônio Michelucci, Adeodato Faconti, João Pescatori, Felipe di Sanctis, Serafim Blasi, Eugênio Monteferrante, Ângelo Milanesi, João Spencieri e Palleóge Guimarães”.
E a trajetória (“Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado...”) do pioneiro italiano na industrialização de Botucatu, Aleixo (Alessio) Varoli, com início em 1865, está registrada no link http://www.armandomoraesdelmanto.com.br/?area=artigos&id=6&pagina=6"

Anônimo disse...

Lembro de meus pais falando da Casa de Saúde de Botucatu. Morávamos em Conchas, mas Botucatu era o caminho para as compras e para se tratar da saúde. Ele dizia que era um centro avançado da medicina e que se equiparava aos hospitais da capital. Muitos médicos atendiam alguns dias da semana na Casa de Saúde e o resto da semana em hospitais da capital. Fiquei com saudades. Bons tempos. . (ludmila.cunha@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

Caro Armando, li com especial agrado o seu artigo sobre a "Casa de Saúde Sul Paulista". Feito com minúcia e verdade histórica. Já tenho seu texto impresso e aguardando nova edição do "Achegas". Certamente alguém o atualizará por mim mas uma ficha sobre o hospital do seu avô já estará arquivada e a espera. Muito obrigado e parabéns pelo seu blog. Hernâni (Hernâni Donato).
3 de julho de 2011 21:38

Delmanto disse...

Esse diálogo ocorrido em uma cidade do interior paulista em uma reunião de imigrantes, mostra bem a união, a alegria e os sonhos daqueles que estavam literalmente construindo uma cidade, uma comunidade, uma nova pátria:
“...Pino Filiponi, que trabalhava na chave da estrada sorocabana, animava as festas de Pietro Aloisi, com sua charmosa e romântica sanfona. Ela falava, no seu gemido, muito da saudade da Itália.
- Vamos, Pino, o sole mio...
Os italianos de Botucatu estavam chegando, eram os Martin, os Pedretti, os Delmanto, os Minicucci, os Guadagnini, os Alfredi, os Tortorela, os Simonetti, os Losi, os Lunardi, os Blasi, os Bacchi, os Pompiani, os Molini, os Bertochi, os Mori, os Monteferrante.
Cada encontro era saudado com gritos, palavrões, corteses gesticulações napolitanas, esbravejamentos calabreses e risadas a Campobasso.
A comida farta e generosa, regada pelo melhor vinho, esquentava os ânimos, esparramava alegria, esfusiava gestos, explodia gargalhadas. Alambari revivia a Itália.
Esses almoços em Alambari, constituíam um prolongamento dos encontros italianos na conhecida “Pensão Franchino” em Botucatu (baixada), famosa pela qualidade de suas massas e de propriedade de Francesco Aloisi, “fratello” de Pietro. E falava-se de tudo, desde Vittorio Emanuelle até Il Duce, da Revolução de 24 ao Prefeito Cardosinho de Botucatu.
Era proibido falar italiano, pois a diversidade de dialetos impedia o entendimento. Também não se podia falar o português. Mas todos se entendiam na alegria, no vinho, nos abraços e nos apetitosos quitutes de Da. Antonia e suas filhas que não paravam o dia todo na faina de bem servir.
Vado Tonin, com sua máquina fotográfica, tipo caixão, comprada no Progresso Garcia, ia imortalizando as cenas daquela província da Itália, chamada Alambari.
- Qui é La própria Itália...Qualquer giorno, o Vesúvio começa a vomitar brasa ali...E mostrava a Serra de Botucatu...Guarda Dr. Aleixo, não parece próprio a nostra Itália?!?
A festa ia pela madrugada afora...” (do livro “As Boiadas Passam...As lembranças Ficam...”, 1992, de Agostinho Minicucci e Benedito Vinício Aloise).
É registro histórico.

Delmanto disse...

O saudoso prof. Agostinho Minicucci, professor e escritor de renome, com mais de 70 livros publicados, tendo dirigido e expandido as Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU , possui muitos trabalhos sobre os imigrantes italianos. Em um artigo de jornal (Gazeta de Botucatu, 27/09/85), em certo trecho ele relata um pouco da atuação dos imigrantes em uma cidade do interior: “A infância de nossa cidade foi marcada por um surto industrial, em primeiro lugar pelo pioneirismo da colônia italiana, ávida de grandes realizações e da conquista da nova pátria. Os oriundi, como os Bacchis, os Blasis, os Lunardis, os Milanesis e tantos outros, verdadeiros capitães de indústrias, trouxeram o knowhow da Itália e deixaram marcos em prédios que ainda hoje são símbolos de uma época áurea na efervescência da convivência de imigrantes e brasileiros.
Petrarca Bacchi marcou um ciclo na indústria botucatuense levando-a a competir com a poderosa Companhia Paulista de Força e Luz e a instalar uma usina hidroelétrica e outra termoelétrica, chegando à ousadia de fornecer energia à cidade. Produziu cerveja apreciada em todo país. Introduziu o primeiro elevador em indústria, em São Paulo e distribuía de brinde um sifão fabricado na Alemanha.
O berço da Votorantim foi Botucatu e tivemos o início de um ciclo de calçados, com o dinâmico Delmanto. E nisso precedemos a cidade de Franca e a lembrança são os nossos curtumes. A Antarctica andou por Botucatu, criando uma vila com seu nome e chegou a comprar uma fazenda para cultivar cevada...”
(revista cultural Peabiru, nº 09, edição especial comemorativa/maio/junho/98)

Anônimo disse...

Suely Heloisa Teixeira (Facebook)
Salve nono Pedro!!!

Anônimo disse...



Maria De Lourdes Losi (Facebook):
Parabéns pelos seus escritos, gosto muito!

Anônimo disse...

Romualdo Del Manto Netto (Facebook):
Primo Armando, tenho um carinho especial pelo "Tio" Pedro, pois foi ele que recebeu de braços abertos meu Nono Romualdo, que era primo mais novo do Pedro, quando meu Nono decidiu sair de Zoppi - onde também era nascido - para imigrar para o Brasil! Nono Romualdo considerava Pedro o seu pai aqui no país, e quando casou com minha Nona Orsolina, o "Tio" Pedro foi o padrinho. Boas lembranças !!!!! Abraço.

Anônimo disse...

Antonio Manoel Trindade Martins (Facebook):
Romualdo, Muito bom ter esse histórico da migração da família, com a trajetória e atividades desenvolvidas na nova pátria. Você é a quinta geração Del Manto?

Anônimo disse...

Cláudia Campista Arêas (Facebook):
Que linda história!!! Também sou descendente de Italiano, muito orgulho dos nossos ancestrais.

Anônimo disse...

Silvio Poggi Nunes (Facebook):
Foi casado com minha tia avó Maria Delmanto filha da minha bisavó arberesh Francisca Cucci, de Spezzano Albanese, na província de Cosenza, bisavó também da Biral Faconti Alexandra. Já meu avô Angelo Poggi era filho do primeiro casamento da Francisca com Augusto Poggi, que era engenheiro falecendo em Botucatu, casando depois com o Consul da Italia, Alessio Vanolli. Não tenho certeza mas parece que meu bisavô veio para cá porque foi contra a unificação italiana, que realmente destruiu com a economia do Sul da Italia que estava em franco desenvolvimento daí a existência de tantas fábricas de sobrenome italano pela América Latina, a começar pelo Matarazzo, que era de Stellamare di Stabia, província de Salerno.

Anônimo disse...

Silvio Poggi Nunes (Facebook):
Biral uma vez achei na internet que teu bisavô Faconti foi premiado na feira de Milão de 1923 pelo licor de eucalipto quele produzia em Botucatu, meu tio Albino também produzia este licor na Vila Esperança, aqui em SP era para lá de saboroso.

Anônimo disse...

Leandro Mioni (Facebook):
como sempre seus textos, suas historias são enriquecedoras pra mim Sr.Delemanto

Anônimo disse...

Ilza Maria Nicoletti Souza (Facebook):
Que história linda! As fotos são incríveis ! Me lembro , com muito carinho , de muitos deles . Sempre muito elegantes . Como eu achava a Da.Rina chique ! No alto dos meus nove ou dez anos , achava o Decio o moço mais bonito de Botucatu . Ficava na porta da loja (casa Pfaff) com seu amigo Minhoca . Para ir a casa da minha nona precisava passar por eles Que vergonha que eu tinha !!! Diziam : " oi , Gina Lollobrigida"!! Rsrsrs Coisas que não se esquece . Muito gostoso "ouvir" vc falar NONO PEDRO . Eu também tive um . Abs

Anônimo disse...

Silvio Poggi Nunes (Facebook):
Meu avô alugou dos Botti, um imóvel, lá pelo ano de 1919 , na rua Augusta, onde hoje está o Banco do Brasil, e todo mês ia na av. Angélica, numa mansão dos Botti, pagar o locativo, nos fundos que dava para a Frei Caneca meu avô tinha uma fábrica de bebida, como minha avó ficou doente e não podia ficar subindo a Augusta a família mudou-s para a rua Tenente Negrão no Itaim Bibi;

Anônimo disse...


Djanira Genovez (Facebook) compartilhou sua publicação.
Família abençoada...

Marcelo Delmanto disse...

Foi uma realização pessoal ver que toda a pesquisa, a recuperação das fotos antigas, a montagem delas, enfim, a reconstrução de tudo... Pedro Delmanto, na perspectiva do tempo foi um imigrante muito corajoso e realizador. Umvate que conseguiu transformar em realidade os seus sonhos. A construção da Loja Maçônica Italiana foi de uma perfeição simbólica impressionante. Muito bom ter participado desse trabalho. Abs.

Anônimo disse...

Ramiro Vióla (Facebook):
ISSO SIM É UMA HISTÓRIA MARAVILHOSA DE VIDA, FAMÍLIA E TRABALHO - PARABÉNS À FAMILIA DELMANTO, DESBRAVADORES E CONSTRUTORES DE BOTUCATU.

Anônimo disse...

Carlos Teixeira Pinto (Facebook):
Parabéns a toda a família Delmanto .

Anônimo disse...


Roberto Jorge de Freitas (Facebook):
Sim... Tinha alguma coisa em que a economia do Sul da Itália estava em franco desenvolvimento naqueles anos anteriores a da Unificação... Mas, ainda assim, existem algumas observações históricas de que esse desenvolvimento era mais pontual em algumas regiões, devido a sua forte ligação com os países ibéricos... Por aí vai... E as origens dos meus familiares maternos são da Comune di Sacco, da Provincia di Salerno... Comunidade montanhesa e, atualmente, faz parte do Parco Nazionale del Cilento e Vallo di Diano... Infelizmente, durante a derradeira viagem da Itália ao Brasil, tiveram que desembarcar no Rio de Janeiro ao invés continuar a viagem para Santos e sabe se lá para aonde iriam no Interior de SP... E no Rio de Janeiro, montaram uma panetteria na Ilha do Governador... Nos anos da 2a.grande guerra, estiveram detidos em prisões domiciliares em Niterói, da mesma maneira como também foram com as familias alemãs... Conheci um dessas famílias, Liebhold, que trabalhava para a Química Bayer, e que também confirmou as prisões domiciliares naqueles anos.... Quebrando todas as economias da família... E assim foi a longa história familiar

Anônimo disse...

Edison Loureiro (Facebook):
Silvio Poggi Nunes, Matarazzo era de Castellabate. Tem até uma Vila Matarazzo lá.

Anônimo disse...

Alberto Pereira De Carvalho Junior (Facebook):
Armando Morais Del manto, a minha mãe Eulália Poggi, filha de Angelo Poggi, também nasceu em Botucatu, eu conheci o Dante e o Berval, o Silvio é meu irmão.

Anônimo disse...

Romualdo Del Manto Netto (Facebook):
Pois é, Armando Moraes Delmanto. Zoppi é o berço de boa parte da família, junto com Perdifumo e algumas outras "Comunes" de Salerno. Local mágico, lindo e inspirador. Também me apaixonei pelo lugar, especialmente quando conheci a casa do Nono Giovanni, pai do Nono Romualdo (ela ainda existe). Infelizmente, a maior parte da nossa família acabou imigrando para o Brasil e EUA, de forma que existem poucos Del Manto em nossa terra natal. Mesmo assim, me senti "em casa" quando estive por lá, e lembro de uma frase do meu Nono, que meu pai mencionava sempre: "gato que nasce no forno é gato, não é biscoito". Sempre estaremos ligados àquela região da Itália, pelo menos com o coração. Abração.

Delmanto disse...

É vero, Romualdop: "gato que nasce no forno é gato, não é biscoito"... Aliás, essa é base da cidadania italiana. Espalhados pelo mundo, nós, os descendentes, somos, sim, italianos! E Zoppi/Castellabate são de um encantamento único. A Casa dos Matarazzo com placa comemorativa, a Igreja, San Marco, a casa dos Del Manto, enfim, na visita se sente que ali está - com certeza! - um pedaço de nós... Valeu. Grande abraço.

Anônimo disse...

Mario Cotrim Sartor (Facebook) compartilhou a sua publicação.

Exemplo a ser sempre lembrado e seguido.

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