abril 19, 2017

Hoje, 19 de Abril, é data do aniversário de meu pai...

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Meu pai & Meu amigo!

Hoje, 19 de abril, é data do aniversário de meu pai...
Já passando dos  70 anos e estou eu aqui a escrever sobre ele e para ele...
Saudades!

Antônio Delmanto (1905/1994)
Em 2005, no Centenário de seu nascimento, publiquei uma edição especial da revista PEABIRU dedicada a ele: “Médico Cidadão”. Na abertura da revista, eu escrevi nas “primeiras palavras”: 
“Esse o retrato que gostaria de apresentar a todos os botucatuenses: o retrato do Médico Cidadão. O retrato daquele que tinha a profissão, de fato, como um sacerdócio e o exercício da política, como uma tarefa, exatamente isso: uma tarefa a ser cumprida!”

DOIS MOMENTOS:
Ano em que meu pai foi candidato a Deputado Federal

E, nas “palavras finais”, completando o trabalho sobre sua vida, eu escrevi: “No ano de 1976, eu lançava o meu primeiro livro sobre Botucatu. “Crônicas da Minha Cidade, e fazia a seguinte dedicatória: “Para Antônio Delmanto: meu pai, meu amigo, meu exemplo.” Hoje, é para ele e sobre ele todo o trabalho. Missão cumprida...

Esse trabalho que dedico a meu pai é – com certeza! – o mais importante que escrevi em toda a minha vida e ao qual dediquei todo o meu entusiasmo de filho e cidadão.
Saudades!”


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Ontem, passei um bom tempo percorrendo meus registros do passado: fui a Vitoriana onde ele tinha um sítio, onde íamos nos finais de semana; 


passei na Misericórdia onde ele clinicava e operava; passei no clube (AAB); passei pelo sobrado na Praça do Paratodos; passei pelo Albergue Noturno que ele construiu e doou ao Município...Saudosismo? Acredito que sim. Mas uma coisa leve, com lembranças boas e retempero para continuar a caminhada.

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Para encerrar, vou relatar as palavras finais em meu último livro, em 2010:

“ História da Vitória Política Paulista: 1934”:

“Eu me lembro de um fato ocorrido em 1994, quando eu fui candidato a Deputado Federal pelo PDT de São Paulo, tendo conseguido a legenda graças à interferência do jornalista amigo, Roberto D’Avila, então Secretário do Meio Ambiente do Rio, na gestão Brizola. No absurdo da estrutura política brasileira, os partidos tinham e tem donos e, os não apadrinhados, só participam quando ocorre uma oportunidade dessas... Pois bem, fui até meu pai, político forjado no Partido Democrático, que se transformou depois no Partido Constitucionalista e acabou por formar a base da União Democrática Nacional, para pedir, como sempre, seus conselhos.

Fui direto na minha dúvida: “Olha pai, eu fui convidado para sair candidato pelo PDT a deputado federal. Mas, está difícil. Eles (do PSDB) estão com a prefeitura municipal (Botucatu), deputado estadual, governador do estado e presidente da república... Está duro. Não sei se vale a pena...”

Eu tinha, na época, os meus 47/48 anos.E levei um “pito”! Ele, com seus 89 anos: “Olha aqui, se eu tivesse 10 anos menos, eu sairia candidato. Você tem que levantar a bandeira, rapaz! Senão, como é que vai ter mudança?”

Então, eu me senti deste tamanhinho...

Sai candidato. Foi uma vitória inesperada: 12 mil votos, só em Botucatu! Fui eleito 3º suplente. Não gastei um tostão... Quer dizer, fui candidato numa época em que não acreditava e a eleição foi uma surpresa... Meu pai me deu aquela lição de cidadania, aquele inesquecível “pito”e...morreu... Morreu em agosto e não chegou a ver o resultado da eleição...

Então, eu repito:

É claro que vale a pena! Vale a pena lutar! Vale a pena viver!
É isso que tenho procurado fazer durante toda a minha vida. Confesso que sem o desempenho contínuo que a cobrança paterna me teria feito... Mas tenho procurado fazê-lo. Este livro faz parte desse esforço.”
É isso.

Parabéns, meu pai!

Saudades!

Um comentário:

Delmanto disse...

Aqui no Blog tenho escrito sobre os principais assuntos do dia, segundo o meu entendimento: Política, Eventos, Personagens Interessantes, Experiências passadas, Cidadania, sobre a “Intelligentzia Brasileira”, Combate à Corrupção, Choque na Educação e, também, sobre a minha cidade/Botucatu, sobre minha família, enfim, sobre tudo que foi e tem sido importante para mim...
Hoje, faço mais uma homenagem ao meu pai. Das conversas diárias ficaram os ensinamentos, os conselhos e até o silêncio fraternal e cúmplice...
Antônio Delmanto: Meu Pai!

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