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maio 22, 2014

O GOVERNO MONTORO & O SUPER HELICÓPTERO SIKORSKY

O GOVERNO MONTORO & O SUPER HELICÓPTERO SIKORSKY


O Governo de Franco Montoro (1983/1986) representou uma grande reconquista democrática dos paulistas: após 20 anos, ainda no Regime Militar, os governadores dos estados voltaram a ser eleitos pelo povo. Foi a Grande Vitória da Oposição que contou com as mais expressivas participações da “intelligentzia paulista”!

E exatamente por ter contado com a “vanguarda intelectual” de São Paulo, Montoro pode fazer um governo democrático e moderno, no mais diversos setores de atuação do Estado. Especificamente, vamos ter como cenário as empresas energéticas paulistas, para as quais o governador Montoro contou com os professores José Goldemberg e Jacques Marcovitch na presidências das empresas energéticas (ambos exerceram a Reitoria da USP – Universidade de São Paulo).

VIAJANDO NO TEMPO:
 30 ANOS DEPOIS...

Recebi, nesta semana, um pedido de amizade no Facebook de um amigo e colega de trabalho na CESP. Fiquei surpreso. Não esperava esse reencontro, mesmo que virtual. Há mais de 25 anos não tinha contato e nem encontrava esse amigo. Esse reencontro me levou a uma “viagem no tempo”... Há dias rememorando aquele período, talvez um dos mais importantes em minha carreira profissional. Tenho muito orgulho de ter atuado e de ter podido participar, de forma efetiva, desse importante e vitorioso período da história política paulista.

No ano de 1983, pertenci à equipe do prof. José Goldemberg/Jacques Marcovitch durante o governo inovador de Franco Montoro. Pertenci à Coordenadoria de Gestão Empresarial da Presidência da Energia de São Paulo (CESP, CPFL, Eletropaulo e Comgás), tendo como coordenador, Jovelino de Carvalho Mineiro. À época, a ENERGIA DE SÃO PAULO era a maior empresa da América do Sul, à frente da Petrobrás. Participei da elaboração do projeto jurídico da Presidência Unificada das empresas de energia paulistas.





Devido ao bom desempenho da gestão do prof. Goldemberg à frente da Energia São Paulo, em 1983. o coordenador da Gestão Empresarial foi convidado para participar, em 1984, da reestruturação do Setor de Publicidade do Governo Estadual. Tive a oportunidade de também participar dessa tarefa com prazo determinado. Antes mesmo do final de 1984 já estávamos de volta à CESP.


Convidado, em 1985, assumi o Departamento Administrativo da CESP, responsável pela administração dos imóveis (da capital e do interior) da empresa e das frotas de veículos (utilitários, carros, caminhões) de aviões e de helicópteros , além das áreas de serviços técnicos e manutenção.

Durante o ano de 1985, representando a CESP, participei juntamente com o Ten.Coronel Mário José de Almeida Pernambuco e do Major Antonio Moreira Soares de Azevedo (da Chefia da Casa Militar do Governo do Estado), da compra na Inglaterra (Chester), do Jato Executivo Bae 146 da British Aerospace, destinado ao uso do governador do estado, substituindo 5 aeronave de pequeno porte e de muitos anos de uso.

Também em 1985, novamente pela CESP e na companhia dos mesmos representantes da Casa Militar, seguimos para os Estados Unidos (Jupiter/Flórida), mais especificamente para a fábrica da SIKORSKY AIRCRAFT EXPORT CORPORATION, onde foi efetuada a compra do HELICÓPTERO SIKORSKY S-76 (o conhecido TROVÃO AZUL), nº de série 76-00171, da UNITED TECNOLOGIES INTERNACIONAL INC. O helicóptero era para uso do governador e de sua equipe de governo.






SIKORSKY – E O PRIMEIRO HELICÓPTERO MONORROTOR

Ele é reconhecido e festejado nos Estados Unidos como um herói nacional: Igor Ivanovich Sikorsky!
Nasceu em Kiev/Ucrânia em 25/05/1889 e faleceu em Easton/EUA em 26/10/1972.



O primeiro voo de um helicíptero monorrotor foi realizado por Sikorsky em 13/05/1940.



Naturalizado americano, Sikorsky dedicou-se à aviação: concebeu o primeiro avião quadrimotor e desenvolveu os primeiros hidroaviões de casco para a Pan American Airwais, em 1930. E liderou, em 1940, o desenvolvimento do helicóptero VS-300, com as configurações que se tornaram usuais: um rotor principal e um rotor vertical anti-torque, na cauda.








Sikorky ficou como o responsável pela fabricação em série de helicópteros. Hoje, a Fábrica Sikorsky representa a tecnologia de ponta na fabricação de helicópteros. Os helicópteros foram desenvolvidos e construídos durante a primeira metade do século XX, sendo que somente em 1942, com projeto de Sikorsky, teve início a produção em larga escala, com 131 aeronaves construídas.

Nas fotos, pode-se ver a equipe paulista nos EUA e o Helicóptero SIKORSKY:



Advogado Delmanto, Ten. Coronel Pernambuco , 
Major Azevedo eo piloto José Antonio



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março 04, 2014

Papa fala palavrão sem querer no Vaticano!

Papa fala palavrão sem querer no Vaticano!


O Papa Francisco, argentino e mesmo dominando bem o italiano, cometeu um erro de pronúncia durante sua benção semanal no Vaticano, em Roma. O Papa pronunciou um palavrão, com uma audiência de milhões de pessoas, mas, logo em seguida, se corrigiu.
No entanto, logo depois, a gafe foi parar na internet e o vídeo foi postado no Youtube, ganhando milhões de acessos em todo o mundo.

A palavra dita pelo Papa, em italiano, foi “cazzo” - gíria popular para o órgão sexual masculino, muito usada na Itália.

Em seu sermão, o Papa, de 77 anos, estava pedindo uma solução pacífica para a crise na Ucrânia. Falando a partir da janela de seu apartamento no Palácio Apostólico do Vaticano, ele disse: "É meu desejo que todos os cidadãos do país se esforcem para superar mal-entendidos e construir juntos o futuro da nação”.
"Eu faço um apelo urgente à comunidade internacional para apoiar todas as iniciativas em nome do diálogo e da harmonia”, acrescentou o pontífice.

"Um coração cheio de vontade de posse é um coração vazio de Deus. Para isso, Jesus muitas vezes castigou os ricos porque o risco para eles procurarem segurança na riqueza deste mundo é alto. Neste ‘cazzo’, neste caso, a providência de Deus torna-se visível como gesto de solidariedade", completou o Papa.

Apesar do erro, comum para pessoas que falam vários idiomas, o deslize papal deixou a todos surpresos. Seu estilo acessível o levou a ser nomeado pela revista TIME como “Pessoa do Ano”, no final de fevereiro.
Um porta-voz do Vaticano não quis comentar o deslize.



Bocatatu é a Vó / leia aqui

A então primeira-dama do Brasil, Rosane Collor de Mello, em entrevista, mandou um abraço à população de Botucatu/SP e, desacostumada, pronunciou “BOCATATU”. Foi uma "grita geral", mas fizemos o artigo “Bocatatu é a Vó” que serviu para colocar o erro de pronúncia em seu devido lugar. Até o consagrado escritor mineiro, Otto Lara Resende, com a repercussão do caso, escreveu o artigo “Boca, tatu, siri”, na Folha de São Paulo (reproduzido no link “Bocatatu é a Vó”).



Lembro-me, também, de uma solenidade no Palácio dos Bandeirantes, em plena campanha pelas “DIRETAS, JÁ!”, com a presença do deputado federal Dante de Oliveira, autor da emenda das eleições diretas, o então governador de São Paulo, FRANCO MONTORO, finalizando com empolgação o seu discurso, prestou suas homenagens “à postura democrática e à oportunidade da emenda de DANTE ALIGHIERI...”
É isso.
Coisas que acontecem...

Papa Francisco, Franco Montoro, Rosane Collor, Erros de pronúncia, Cazzo, Dante Alighieri, Bocatatu

agosto 25, 2013

Governador Franco Montoro
- O Democrata ! -

GOVERNADOR FRANCO MONTORO (1983/1986)
Em política, eu cheguei naquela fase, daquela musiquinha: “o meu coração é só de Jesus, a minha alegria é a Santa Cruz...”
Quer dizer, o poder, a política... Eu trabalhei com 3 governadores do Estado de São Paulo e com um vice-governador. Foi um privilégio. O Sodré, o Paulo Egydio e o Montoro e com o Almino Affonso (vice). Então, o Poder, esses tapetes vermelhos, poderosos, bonitos, eu conheço cada dobra. O Poder é absolutamente temporário e ilusório. Então, política...
FRANCO MONTORO: 30º ANIVERSÁRIO DE SUA POSSE (1983-2013)
O governador Franco Montoro é uma das exceções em nossa política. Iniciou sua carreira no Partido Democrata Cristão, ao lado de Plínio de Queiroz, Hélio Bicudo, Plínio de Arruda Sampaio, Carvalho Pinto e Jânio Quadros. Sim, Jânio da Silva Quadros. Depois seguiram caminhos diferentes, mas a origem é essa. Coincidentemente, são políticos de uma qualidade superior, leais, idealistas.
O primeiro contato que tive com o então senador Franco Montoro foi em 1982. O governador era Paulo Maluf e, em visita a Botucatu, foi alvo de grande manifestação estudantil contra a presença do governador e a favor da redemocratização do país. Houve agressão, por parte da segurança do governador, aos estudantes e o campus da UNESP foi invadido pela polícia. Após o conflito, assumi como advogado a defesa dos estudantes juntamente com o deputado estadual e advogado José Yunes, por indicação do senador Franco Montoro, no inquérito policial.

O segundo contato foi durante as eleições municipais de 1982. Na luta pela redemocratização, o PMDB tinha a preferência do eleitorado. Mas como o PDS lançou a candidatura do ex-prefeito Plínio Paganini somada à uma sub-legenda com a candidatura do empresário Mario Sartor, o PMDB decidiu lançar também uma sub-legenda. Como o vereador com maior votação no partido, eu sai candidato a Prefeito com Roberto Sogayar, a vice. O PMDB estava em situação privilegiada. A chapa Jamil Cury/Joel Spadaro trabalharia com Severo Gomes para o Senado Federal e com Pacheco Chaves para Deputado Federal. A chapa Armando Delmanto/Roberto Sogayar trabalharia para Almino Affonso para o Senado Federal e com Aldo Rebelo para Deputado Federal.
Foto da campanha para as eleições de 1982, com Franco Montoro e Orestes Quércia.

Foi uma vitória expressiva. Os votos da legenda e da sub-legenda se somaram e o engenheiro Antonio Jamil Cury elegeu-se prefeito municipal. O então candidato Franco Montoro acompanhou essa composição e esteve presente no grande comício de encerramento da campanha. Montoro aproveitou para passar, antes, por São Manoel, terra de seu adversário político, Reynaldo de Barros (o vice era Afif Domingos), onde obteve também a vitória e elegeu, em São Manoel, o mais jovem prefeito do Brasil, Milton Monti, hoje deputado federal.
clique na imagem para ampliá-la
Por fim, o terceiro contato, durante seu governo, tive a oportunidade de assessorar o professor José Goldemberg que foi presidente das empresas de energia do Estado (CESP, CPFL, Eletropaulo e Comgás) e também o seu sucessor, professor Jacques Marcovitch. Atuando na equipe de gestão empresarial da presidência unificada das empresas de energia, participei, por 10 meses, da equipe que atuou na Casa Civil na reestruturação do setor publicitário do Governo Montoro.

E tomo a CESP como referencial da qualidade e da importância que o governador dava para um setor tão vital para o Estado. Os 2 presidentes de sua gestão na CESP, os professores José Goldemberg e Jacques Marcovitch foram, posteriormente, Reitores da USP, tendo o professor Goldemberg sido Secretário Estadual da Educação e Ministro do Meio Ambiente.

O governador André Franco Montoro foi a grande liderança na campanha das “Diretas Já”, reunindo a preferência para ser indicado o candidato do PMDB nas eleições ainda indiretas. Ele o preferido e também o deputado federal Ulisses Guimarães. No entanto, para que houvesse a união das forças oposicionistas, o indicado foi o governador de Minas Gerais Tancredo Neves, que representava a ala mais moderada vinda do PP – Partido Popular que foi absorvido pelo PMDB. Montoro abriu mão de sua candidatura em histórica reunião no Palácio dos Bandeirantes. Eu tive o privilégio de acompanhar essa decisão que iria mudar o rumo político do país, mesmo sem Tancredo (que faleceu) e apesar de José Sarney que exerceu a presidência da república à frente do PMDB...Mas isso já é uma outra história...

ANDRÉ FRANCO MONTORO, democrata-cristão, professor de direito na PUC/SP, parlamentar correto, administrador competente, soube mobilizar positivamente os paulistas na retomada do comando do Estado. Com postura de Estadista soube governar com controle de qualidade e com idealismo político. Ficou como exemplo. Saudades!

novembro 24, 2012

Ulisses Guimarães:
Senhor Diretas, Já!

DIRETAS, JÁ! DIRETAS, JÁ! DIRETAS, JÁ!
Foi no Palácio dos Bandeirantes, então governado por Franco Montoro, que saiu a decisão da escolha de TANCREDO NEVES como candidato a Presidente da República, representando as oposições, pelo sistema ainda indireto das eleições presidenciais. Franco Montoro e Ulisses Guimarães – o SENHOR DIRETAS, JÁ! – eram as lideranças naturais caso o movimento pelas eleições diretas tivessem obtido sucesso.
Mesmo com o falecimento de Tancredo Neves, Ulisses Guimarães conseguiu, como presidente da Câmara dos Deputados e presidente da Constituinte, aprovar, pelo Congresso Nacional, a CONSTITUIÇÃO DE 1988 – a CONSTITUIÇÃO CIDADÃ! Mesmo com sistemático “boicote” feito por Sarney e pela “turma do centrão” – a ala fisiológica dos parlamentares” – a Constituição de 1988 conseguiu chegar até meados dos anos 90. De lá para cá, todos os governos “ditos de esquerda”, adotaram uma política neo-liberal com a conseqüente alterações constitucionais que desfiguraram o “espírito cidadão” da nossa Nova Constituição.
Primeiro, Fernando Henrique Cardoso quebrou uma “NORMA PÉTREA” de nosso Regime Republicano: desde a implantação da República NÃO era permitida a reeleição dos governantes. Todos sabemos o preço ($$) da aprovação da reeleição, verdadeiro rascunho/inícial do MENSALÃO mineiro e o do PT. FHC + Lula +Dilma mantiveram a mesma política NEO-LIBERAL, com os Bancos em situação privilegiada  (nunca neste país os banqueiros ganharam tanto) , além dos juros “escandalosos” a transformarem o Brasil no paraíso do Capital Especulativo.
É isso.
O artigo de Carlos Chagas na “Tribuna da Imprensa” de 24/11/2012, precisa ser lido. Vamos fazer a reconstrução de nossa DEMOCRACIA, vamos convocar a “intelligentzia brasileira” para a realização de uma REFORMA POLÍTICA através de uma nova CONSTITUINTE!

Carlos Chagas

Transcorridos em outubro, sem maiores comemorações, os dezesseis anos da promulgação da atual Constituição, o que mais se vê são lamentações e críticas. Sob a omissão explícita dos que foram constituintes e ainda hoje se encontram na ativa da vida política, tanto quanto dos que mergulharam no ostracismo, não se ouviu uma só comemoração pelo que a nova carta representou em matéria de afirmação dos direitos individuais e sociais. Virou moda compará-la à Geni dos versos do Chico Buarque, depois de haver sido “a Constituição-cidadã, do arrabalde, do mocambo e da favela” à qual se referiu com justo e redobrado orgulho o seu artífice maior, o dr. Ulysses Guimarães.
É pena que os mortos não falem, porque mais do que calar as críticas oportunistas de hoje, sua voz serviria para lembrar um dos momentos mais expressivos da reconstrução da democracia brasileira. É curta a memória dos sabujos do neoliberalismo, enfileirados todos na tentativa de continuar defendendo o indefensável, no caso, a permanência desse modelo cruel que demoliu boa parte das conquistas da Constituição de 1988. O pretexto foi a ruína das estruturas de um muro de palha.
O ilusório mundo moderno globalizado imaginou haver promovido o fim da História e levou esse bloco de irresponsáveis a culpar a Constituição como forma de conquistar passaportes para a conquista de migalhas caídas da mesa do banquete dos poderosos. Ledo engano. De nada adiantou reformar e desfigurar nossa lei fundamental através de emendas que alienaram a soberania nacional.
O resultado aí está: apesar dos nítidos avanços verificados no governo Lula, ainda se contam aos milhões os indigentes que sobrevivem com a metade do salário mínimo por mês; também alguns milhões de desempregados; quantos cidadãos que acordam sem saber se vão almoçar? Empresas nacionais condenadas ao fracasso por precisarem livre-competir com multinacionais privilegiadas pelas reformas adotadas depois de 1988; prevalência da atividade especulativa e predatória sobre a atividade produtiva; privatizações do patrimônio público erigido às custas de muito sacrifício e, por fim, inviabilidade total do modelo responsável por haver culpado a Constituição como causa de todos os nossos males.
Esta seria a mais perfeita Constituição que o Brasil já possuiu, tivesse sido cumprida e não desfigurada pela sanha dos neoliberais que desde a cerimônia da promulgação empenharam-se em desmoralizá-la e transfigurá-la, esquecidos de que emergiu da vontade nacional expressa por seus legítimos representantes.
ATÉ A CABOTAGEM…
A consequência? Princípios fundamentais revogados, como o dos monopólios do petróleo, do gás canalizado, da propriedade estatal do subsolo e até da navegação de cabotagem; direitos sociais suprimidos em cascata, em nome da livre negociação entre patrões e empregados, ou seja, entre a guilhotina e o pescoço; serviços públicos de custo multiplicado em favor de oligarquias financeiras alienígenas; aumento desmesurado da violência por falta de opções dadas aos desgarrados do pequeno clube dos privilegiados.
Encontra-se exangue, moribundo e apenas insepulto o neoliberalismo que se opôs à Constituição e conseguiu golpeá-la mortalmente. São responsáveis pela nossa débacle as elites políticas e econômicas que, por engodo e mistificação, ascenderam ao poder em 1995, usurpando-o quatro anos depois com a vergonhosa emenda da reeleição.
Por isso não comemoraram o 5 de outubro deste ano, mas, ao contrário, continuam apontando a nossa lei fundamental como causa dos efeitos criados pelo seu egoísmo suicida. Valesse uma exortação, ou um sonho, e este seria a possibilidade de voltarmos atrás o relógio do tempo, retornando o Brasil à letra integral de sua nova Constituição.
Claro que nada é perfeito, o mundo gira e adaptações sempre serão imprescindíveis, mas jamais as que se perpetraram malandramente para destruir o que de mais profundo a Constituição representava: um caminho novo, seguro e determinado no rumo do aprimoramento social, econômico e político.
Até porque, falta regulamentar princípios apenas enunciados, como aquele que oportunamente, nestes dias, demostra a falácia dos neoliberais. O artigo 220 determina ao Congresso estabelecer os meios legais para a defesa do cidadão e da família diante dos excessos da programação do rádio e da televisão. Censura, nunca mais, seria renegar tudo o que a Constituição um dia pretendeu consagrar. Mas multas pesadíssimas sobre os que incorressem na prática de baixarias apresentadas nas telinhas, por que não? Debite-se aos neoliberais mais essa omissão, mancomunados que estão com certos e minoritários barões da mídia interessados na preservação, pela ordem, dos respectivos lucros.