ITÁLIA UNIDA – 155 ANOS ! - 1861 – 2017

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São registros históricos importantes para que se marque, com toda magnitude, os festejos da unificação italiana. Com a colaboração e a experiência de meu filho Marcelo Delmanto, por ter morado na Itália por 3 anos, onde se especializou em Direito da Comunidade Européia (Università di Bologna), ficando como representante do Brasil (2000/2004), junto à Regione Emilia-Romagna, indo 2 vezes ao ano para os congressos dos jovens descendentes residentes no exterior.
Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado.../ leia aqui
A UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA

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Após o falecimento de Vittorio Emanuele II – o grande arquiteto da unificação italiana – seu filho, Umberto I, assume o trono e se revela como o consolidador da unificação e como o pacificador das divergências naturais do país, antes dividido entre tantos ducados, reinos e repúblicas... Pelo apoio que sempre soube prestar de forma positiva às vítimas das inundações, terremotos, epidemias de cólera e outras tragédias nacionais, foi aclamado pelo povo como “O BOM”.
Interessou-se, particularmente, pela política externa italiana, sendo o responsável pela reaproximação com a Alemanha e a Áustria. Em um atentado terrorista ocorrido em 1900, após 22 anos de um reinado que serviu para consolidar definitivamente a unificação da Itália, morria assassinado Umberto I – “O REI BOM”!
GIUSEPPE GARIBALDI / ANITA GARIBALDI
“Montado em seu cavalo,
Garibaldi é o Capitão.
Nas verdes ondas do campo,
A sua rédea é o timão.”
Érico Veríssimo
Os versos reproduzidos por Érico Veríssimo em O Continente, primeira parte de “O Tempo e o Vento”, mostram a força com que a imagem desse grande herói está enraizada em nossa cultura popular. A história sempre registra os feitos dos heróis autênticos. Giuseppe Garibaldi foi um deles. Chefe Militar Revolucionário, desde moço participara das lutas políticas em prol da unificação de seu país. Pertenceu à “Jovem Itália”, uma sociedade secreta (maçônica) fundada (1831) por Giuseppe Mazzini, que se notabilizou em procurar atrair para a causa da unificação italiana a presença de expressivos segmentos da sociedade, como os camponeses e os operários. Garibaldi, perseguido politicamente, participou como exilado político, de lutas no Uruguai e no Brasil. No Uruguai, lutou ao lado de Venâncio Flores. No Brasil, participou da Guerra dos Farrapos, já com sua imagem firmada no Brasil, tendo seus feitos cantados e glorificados nas canções de campanha.
A Guerra dos Farrapos foi o mais longo movimento de contestação do Poder Central. Esse movimento foi auxiliado pela maçonaria e liderado pelo Coronel Bento Gonçalves. Segundo Érico Veríssimo, a Guerra dos Farrapos terminou “com honra para os dois lados”.
Giuseppe Garibaldi/ Herói de 2 Mundos/ leia aqui
Anita Garibaldi/Heroína de 2 Mundos/ leia aqui
Anita Garibaldi/Revolucionária/ leia aqui
A figura carismática de Giuseppe Garibaldi sempre esteve ligada à presença forte de Anita Garibaldi. Na famosa Retirada da Laguna, o grande guerreiro deixou expressa a importância de Anita:“À testa de alguns homens, resto de tantos combatentes que tinham, com justa razão, merecido o título de bravos, eu ia a cavalo. Orgulhoso dos vivos, orgulhoso dos mortos... Ao meu lado, a mulher digna de toda admiração. Que me importava pois não possuir senão o que tinha comigo? Que me importava servir a uma República pobre, que não pagava ninguém e da qual, ainda que fosse rica, eu não teria aceitado coisa alguma?”

Mini-série 7 Mulheres/ leia aqui
Com 18 anos, Anita conheceu Giuseppe Garibaldi: foi amor à primeira vista. Com o fim da breve República Juliana, o casal segue para o sul. Anita combate ao lado de Garibaldi em Santa Vitória, passa o Natal de 1839 em Lages e toma parte no combate das Forquilhas (Curitibanos), quando é presa mas consegue uma fuga espetacular. Na retirada da tropa, o casal teve seu primeiro filho, Menotti (1840). No dia 26 de março de 1842, Anita e Giuseppe se casam na Igreja São Francisco de Assis, já em Montevidéu, onde depois nasceram os filhos Rosa, Tereza e Riccioli.
Poucos meses antes de Garibaldi terminar a sua heróica participação no Rio de La Plata, Anita viaja para a Itália com os filhos, onde Giuseppe chegaria em abril de 1848, no comando do navio Speranza, já rebatizado de Bifronte.
Depois de morar em Genova e Nice, Anita segue ao encontro do marido que comanda a Legione Italiana. No dia 19 de agosto de 1849, Anita falece nos braços do esposo em pranto, longe dos filhos, num quartinho da casa dos irmãos Ravaglia, em Mandriole. Após a morte de Anita, Giuseppe, triste e derrotado, voltou ao exílio para percorrer parte da África, Espanha, Inglaterra e América do Norte.
Alexandre Dumas, admirador e amigo de Giuseppe Garibaldi, publicou sua obra “Memórias de Garibaldi”, baseada no relato diário do grande guerreiro. Nesse trabalho, Alexandre Dumas retrata com emoção a figura de Anita Garibaldi, mostrando a sua importância como musa e companheira do grande herói dos dois continentes... (revista Peabiru, nºs 09/10 – maio/junho e julho/agosto de 1998).


