Abraham Lincoln e seu famoso fã brasileiro
No Brasil é muito conhecido e admirado esse campeão da Democracia e da Igualdade Social. Mas um fã se sobressai: o ex-presidente Jânio da Silva Quadros. Sempre teve sobre a sua mesa de trabalho uma estátua de Lincoln. Mas após anos afastado da política pelos militares, Jânio voltou a disputar a Prefeitura Municipal de São Paulo, onde já exercera o cargo de Prefeito da maior capital brasileira. Em 1984, derrotou – contra a previsão contrária de todos os Institutos de Pesquisa, exceto a Rádio Jovem Pan! – o candidato do então prefeito nomeado, Mário Covas e do governador eleito, Franco Montoro: Fernando Henrique Cardoso.
Já na campanha, Jânio deixou a barba crescer e no formato da barba de Abraham Lincoln. Manteve o novo e exótico visual até a sua posse.
FHC fez fotos e deu entrevista, sentado na cadeira
do Prefeito de São Paulo, um dia antes das eleições...
Mais de 30 anos depois, Jânio voltava a governar São Paulo. Com seus 80 anos esmerou-se em projetos modernos e ousados: túneis, viadutos, ônibus de 2 andares (vermelhos) como os de Londres, buscando sempre agilizar o trânsito e facilitar a vida dos paulistanos. Quando seu secretário de planejamento comunicou-lhe a intenção de se casar com sua filha Tutu, Jânio o demitiu...
Demagogia?!?
Parece que não! Foi o único ex-presidente a recusar a pensão vitalícia oficial para ex-presidentes...
Como das outras 2 vezes em que governou a Capital Paulista e o Governo do Estado, Jânio fez uma administração séria e dinâmica. Deixou a imagem de quem admirava e procurava se espelhar no grande presidente norte-americano. Foi um fã exemplar.
É REGISTRO HISTÓRICO!
Revista Cultural PEABIRU n°10 -julho/agosto/1998
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Abraham Lincoln é o grande referencial democrático!
“...que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra.”
Lincoln é a CHANCELA, a MARCA da DEMOCRACIA: “...que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra.” Em seu famoso discurso em Gettysburg, Lincoln deixava clara a sua posição perante a Nação:“...nossos pais deram origem neste continente a uma novaNação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais.”
O filme de Spielberg busca, fundamentalmente recolocar no ápice da História Política dos Estados Unidos a sua maior figura, o garantidor daDEMOCRACIA AMERICANA: Abraham Lincoln”
O filme Lincoln, produzido e dirigido Steven Spielberg – famoso diretor de filmes de sucesso e de efeitos especiais - deu nova vida à figura já lendária de Abraham Lincoln. Lincoln foi quem garantiu a unidade dos EUA, depois de derrotar os Confederados que aspiravam aseparação, a secessão dos Estados do Sul. Foi uma guerra sangrenta: mais de 600 mil americanos morreram! Da mesma forma e com grande reconhecimento popular, ficou marcado na história norte-americana por terabolido a escravidão, e ter dado a liberdade e cidadania aos negros, através da 13ª Ementa à Constituição.
O já consagrado ator Daniel Day-Lewis, que tem umainterpretação magnífica, representa tão bem e com tanta personalidade que praticamente cria umAbraham Lincoln com a grandeza que a história consagrou. Insufla em Lincoln a sensação de vida e realidade necessárias para que pudessemos assistir a um desfile de figuras e fatos históricos do grande país norte-americano.
O filme está indicado a 12 Oscars e com grandes chances de render as terceiras estatuetas de ator, a Day Lewis, e de diretor, a Spielberg, que destaca: “não é um filme para engrandecer a figura de um dos mais importantes presidentes dos EUA. “Ele está na nota de U$ 5 e na moeda de um centavo. Não precisamos de mais monumentos a Lincoln. O que precisamos é de um olhar sobre este homem, o tempo em que ele viveu, como ele viveu e como ele tomou as decisões históricas que ele tomou”.
Em seu famoso discurso, quando traçou as bases para a igualdade dos homens e os pilares para o governo “do povo, pelo povo e para o povo”:
“Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdadee consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais.
Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalhadessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos.
Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes.
O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram.
Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra.”
Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalhadessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos.
Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os valentes homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes.
O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram.
Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada até este ponto tão insignemente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação, com a graça de Deus, renasça na liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra.”
ABRAHAM LINCOLN -19/11/1863-
Cemitério Militar de Gettysburg/Pensilvânia
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
MEMORIAL DE LINCOLN NOS EUA
O prédio tem o formato de um templo grego dórico, e tem uma grande escultura de Abraham Lincolnsentado e inscrições de dois conhecidos discursos deLincoln. O monumento foi inaugurado por Warren G. Harding, em 30/05/1922 , e contou com o único filho sobrevivente do ex-presidente, Robert Todd Lincoln. Para o edifício foi utilizado calcário de Indiana e mármore do Colorado, a partir da cidade de MÁRMORE COLORADO.
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A parte principal do monumento é a estátua de Lincoln, feitas por Daniel Chester French. Mostram o presidente pensativo, olhando para o leste. Uma das mãos é fechada, enquanto que a outra está aberta. A estátua tem 6mts. de altura e 6 mts. de largura. O monumento foi moldado pelos irmãos Piccirilli, de Nova York em seu estudo sobre o Bronx de 28 blocos de mármore. Osalão principal é ladeado por dois quartos. Em um deles, o Discurso de Gettysburg é gravado na parede sul, e no outro, o segundo discurso inaugural de Lincolnestá inscrito na parede norte. Acima destes discursos são uma série de murais pintados por Jules Guerin e mostram um anjo representando a verdade e libertando um escravo.(Wikipédia)














