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junho 30, 2012

Os Três Patetas do Mercosul!!!

 Os Três Patetas do Mercosul!!!

Ao falar em 3 PATETAS, todos se lembram do trio trapalhão: Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim e Antonio Patriota. Mas não é, não! Agora, os 3 PATETAS são o BRASIL, a ARGENTINA e o URUGUAI!!!(rsrsrs...)

É o Super-Homem é um Avião é o Chavez?!?/aqui

Há tempos estamos alertando para a loucura que é a liderança primata do “Beiçola de Caracas” (segundo Reynaldo Azevedo), vulgo Hugo Chaves, para os países da América do Sul e, especialmente, para o Brasil que tem uma tradição com o Itamaraty atuando com competência na política externa.
Durante os 8 anos do Lula, Marco Aurélio Garcia (aquele do toc-toc) e o megalonanico (segundo Reynaldo Azevedo) Celso Amorim (aquele que “lambeu as botas dos militares” quando serviu na Embrafilmes...) fizeram e desfizeram na política externa do Brasil. 
 O Lula visitou e abraçou os mais sanguinários Ditadores do Mundo, o Brasil permaneceu “capacho” do “Beiçola” Chaves e o Itamaraty restou envergonhado com o “papelão” feito em Honduras...
Agora, com a presidenta Dilma, tudo volta a ser feito pelos 3 trapalhões?!? A Venezuela NÃO conseguia entrar no MERCOSUL porque tinha o “VETO” do Paraguai. Então, o que fazem os inteligentes 3 patetas com a omissão de Dona Dilma? Suspenderam o Paraguai de forma arbitrária e aprovaram a Venezuela no MERCOSUL...rsrsrs


PQP! Todos sabemos que a presidenta Dilma ainda não tem total independência das loucuras do PT, mas isso foi demais...Só ela saiu humilhada... Pobre Brasil...


Vamos a duas análises profundas do ocorrido:

Os três patetas do Mercosul usaram o golpe que não houve no Paraguai como pretexto para a execução de um golpe de verdade

O golpe que não houve no Paraguai foi o pretexto invocado pelos parceiros vigaristas para a consumação de um golpe real. Sem a presença do único integrante do Mercosul contrário ao ingresso da Venezuela bolivariana, os governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai concederam ao companheiro Hugo Chávez a carteirinha de sócio do clube que nunca funcionou.
Durante oito anos, o Congresso paraguaio amparou-se na cláusula que exige respeito às regras democráticas para barrar a entrada do bolívar-de-hospício. Sete dias bastaram para que a trinca de cínicos removesse a pedra no caminho de Chávez e instalasse no Cone Sul a república de araque localizada no extremo norte do subcontinente.
O impeachment de Fernando Lugo foi decretado sem que qualquer norma constitucional fosse violada. “Tenho a impressão de que foi um golpe”, hesitou Dilma Rousseff no dia do despejo do reprodutor de batina. Se também não souber direito que palavra deve usar para definir o que acaba de fazer em companhia da Argentina e do Uruguai, o neurônio solitário pode dispensar-se de dúvidas: golpe é o nome da coisa.
Formado por parceiros que vivem tentando enganar uns aos outros, o Mercosul era, até esta sexta-feira, uma inutilidade controlada por três patetas. Agora são quatro.

O Senado do Paraguai — imaginemos, do Paraguai, antes motivo de piada quando se falava de democracia — vinha resistindo bravamente, há seis anos, às pressões para aprovar o ingresso da Venezuela do tirano bufão Hugo Chávez no Mercosul, bloco integrado pelo próprio Paraguai e por Brasil, Argentina e Uruguai.
O Senado paraguaio, diferentemente da maneira covarde com que se houve o Congresso brasileiro, se apegou à chamada “cláusula democrática” do Mercosul, segundo o qual só podem integrar o organismo países plenamente democráticos, com eleições livres, liberdade de imprensa, liberdade de opinião, liberdade sindical, Justiça livre e independente e respeito às minorias, entre outras exigências.
Essa cláusula, justiça se faça, foi inserida nos tratados de formação do Mercosul pelos então presidente José Sarney, do Brasil, e Raúl Alfonsín, da Argentina. Com Sarney, naquele momento, a diplomacia brasileira viveu um bom momento.
Agora, estamos vivendo um péssimo e vergonhoso momento: o Brasil participou, alegremente, da manobra que “suspendeu” o Paraguai do Mercosul até as eleições presidenciais já previstas no país para abril do próximo ano. Então, com o Paraguai “suspenso” até abril, seu Senado não pode vetar nada agora em relação ao Mercosul.
Um presentão para a camarilha “bolivariana” que pressionava para que o governo ditatorial de Chávez ingressasse no mercado comum do Sul do continente: o negócio foi fechado hoje mesmo, na mesma reunião de Mendoza, na Argentina, convocada para examinar a situação no Paraguai após o impeachment do presidente Fernando Lugo. (Augusto Nunes/Veja -30/06/2012)

Um golpe na democracia e na credibilidade do Mercosul

Ou seja, a “suspensão” do Paraguai constituiu uma evidente manobra calhorda para driblar o obstáculo às pretensões de Chávez, que o Senado paraguaio impedia.
O governo tresloucado e autoritário de Cristina Kirchner na Argentina foi quem primeiro vociferou que ocorrera um “golpe” no Paraguai com o impeachment de Lugo pelo Congresso. Vários outros governos sul-americanos bateram na mesma tecla — inclusive, apesar de permanecer em cima do muro e por meias palavras, o do Brasil.
Falou-se tanto em golpe, golpe, golpe – e quem assesta um golpe na democracia, agora, são justamente os que acusavam o Paraguai disso. Um golpe na democracia que mina a credibilidade que ainda poderia restar ao Mercosul.
Como publica hoje o site de VEJA, “com alta dose de hipocrisia, os governantes do grupo, que em nenhum momento mencionaram as artimanhas de Chávez para se manter no poder, afirmaram que a suspensão do Paraguai ocorreu devido ao ‘rompimento do processo democrático’ no país – como tem sido definido por países sul-americanos o impeachment sofrido pelo presidente Fernando Lugo, ocorrido estritamente dentro das regras da Constituição paraguaia.”
“[A presidente] Dilma Rousseff, por exemplo, defendeu da seguinte forma a suspensão paraguaia: ‘Nossa posição mostra a sobriedade desta região. Há 140 anos vivemos sem guerras, conflitos étnicos ou perseguições religiosas no Mercosul. Fizemos todos os nossos organismos baseados no compromisso fundamental com a democracia, e o protocolo de Ushuaia evidencia isso’. O protocolo de Ushuaia determina que os países-membros do bloco possuam governos democráticos” (justamente o que impedia o ingresso no Mercosul do truculento regime de Chávez).
Não foi por falta de prever, como publiquei em post anterior. Cubramo-nos de vergonha. Mais um vexame da diplomacia brasileira que, no governo Dilma, vinha se comportando melhor do que durante os oito anos do lulalato.
Não mais. (Ricardo Setti/ Veja – 30/06/2012)