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agosto 10, 2014

Palmeiras: 1º Campeão Mundial de Futebol !!!


PALMEIRAS:

1º Campeão Mundial de Futebol!!!


Este post é só comemoração...
O PALMEIRAS foi reconhecido pela FIFA como o PRIMEIRO a ganhar um torneio mundial de futebol!


Nos links abaixo, temos toda a história do VERDÃO com seus principais atacantes em destaque e seus títulos mais expressivos.

8x 0

Não dá para esquecer e nem esconder: no seu Centenário, o Palmeiras traz o troféu de sua vitória histórica sobre seu maior rival: o Corinthians!
Vitória de 8 x 0 !!!!
REPETINDO: Palmeiras 8 x Corinthians 0...


É o ESQUADRÃO DE FERRO!

TRICAMPEÃO PAULISTA: 1932/33/34!

É isso.
Estamos conversados.
Agora é comemorar o CENTENÁRIO durante o ano de 2014!

VERDÃO!
VERDÃO!!
VERDÃO!!!

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Joseph Blatter: 'Palmeiras foi o primeiro campeão mundial de clubes'

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou neste sábado que irá reconhecer o título do Palmeiras na Copa Rio de 1951 como o primeiro Mundial de Clubes da história.
Gazeta Press
Palmeiras Campeão Copa Rio 1951 Gazeta Esportiva 23/07/1951
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou neste sábado que irá reconhecer o título do Palmeiras na Copa Rio de 1951 como o primeiro Mundial de Clubes da história.
"O Palmeiras, naquela época, foi o primeiro campeão do mundo de clubes", disse o cartola, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Ainda de acordo com o jornal, Blatter irá enviar ao time do Palestra Itália um certificado que chancela o título.
A competição, no entanto, não será considerada um torneio Fifa, assim como as Copas Intercontinentais, disputadas entre 1960 e 2004.
A entidade suíça só chama de "Mundiais Fifa" as edições de 2000, 2005, 2006, 2007, 2008. 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.
"Naquela época, eles (Palmeiras) foram os campeões. Vamos dar um certificado para todos os campeões. Agora, temos um campeão a cada ano", completou Joseph Blatter.
A luta palmeirense pelo reconhecimento do título já vem desde 2006, quando a diretoria do clube produziu um dossiê e o enviou à Fifa, pedindo o reconhecimento da Copa Rio como Mundial de Clubes.
A entidade máxima do futebol respondeu ao clube, por meio de um fax enviado pelo secretário-geral Urs Linsi, mas disse que iria protelar a decisão, nunca dando uma resposta definitiva.
A luta recomeçou durante a Copa do Mundo deste ano, quando os palmeirenses Aldo Rebelo (ministro do Esporte) e Marco Polo Del Nero (presidente eleito da CBF e membro do Comitê Executivo da Fifa), pediram que a entidade analisasse novamente o pedido alviverde. Após cerca de um mês, veio a resposta positiva.
Com isso, o Fluminense também deve ser chancelado como campeão mundial, já que faturou a segunda edição da Copa Rio, em 1952, batendo o Corinthians na final.
O que foi a Copa Rio?
A Copa Rio foi um torneio internacional organizado pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos) e disputado por times da Europa e da América do Sul no Pacaembu, em São Paulo, e no Maracanã, no Rio de Janeiro, um ano depois da derrota do Brasil na Copa do Mundo de 1950.
Os clubes participantes foram: Juventus (Itália), Estrela Vermelha (Iugoslávia), Áustria Viena (Áustria), Nacional (Uruguai), Sporting (Portugal), Nice (França), Vasco e Palmeiras.
O clube do Palestra Itália, que tinha à época uma das melhores formações de sua história, venceu o Nice (3 a 0) e o Estrela Vermelha (2 a 1) e perdeu para a Juventus (4 a 0) na primeira fase.
Na semifinal, eliminou o favorito Vasco, com vitória por 2 a 1 e empate em 0 a 0. Na final, O Palmeiras derrotou a Juventus, vencendo o primeiro jogo por 1 a 0, no Pacaembu, e empatando o segundo em 2 a 2, no Maracanã, graças ao histórico gol de Liminha, para festa de 150 mil pessoas no estádio.
No dia seguinte, já prevendo o que iria se concretizar décadas depois, o jornal Gazeta Esportiva estampou em sua manchete: "Palmeiras campeão do mundo".
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 x 2 JUVENTUS
Atualizado: 09/08/2014 | Por ESPN.com.br- espn.com.br


Verdão foi Tri-Campeão Paulista!/ leia aqui

No seu Centenário, Palmeiras lança sua MARCA HISTÓRICA: O ESQUADRÃO DE FERRO!/ leia aqui

Mazzola: do Palmeiras para o Estrelato Mundial!/ leia aqui


fevereiro 26, 2014

O Poderoso Goleador do Verdão: ROMEU PELLICCIARI !!!




ROMEU PELLICCIARI: 
Artilheiro por inteiro


No único tricampeonato paulista conquistado pelo Palestra/Palmeiras, o artilheiro foi um dos maiores jogadores de sua história: Romeu Pellicciari. Nascido em Jundiaí, SP, em 26 de março de 1911, chegou ao clube em 1930, após ter atuado no Barranco e no São João de sua cidade. Depois de conquistar esses três títulos, transferiu-se, em 1935, para o Fluminense, onde foi campeão mais cinco vezes. Em 1942, em função do falecimento de seu pai, retornou a São Paulo, onde participou de mais um feito histórico: o primeiro título do Palestra como Palmeiras. No ano seguinte, encerrou sua carreira atuando pelo Comercial da Capital. 



PALESTRA (PALMEIRAS) 8 X 0 CORINTHIANS!!!

Além de ter sido um dos principais jogadores da Copa do Mundo de 1938, um outro fato importante marcou sua trajetória: assinalou quatro gols na maior goleada que o time aplicou até hoje no seu arqui-rival, o Corinthians:
 8 x 0, em 5 de novembro de 1933. Assim era Romeu. Hábil no drible, mas sempre jogando para a equipe. Meio gordinho, meio careca, mas um artilheiro por inteiro. Faleceu em 15 de julho de 1971



1934: PALMEIRAS TRI-CAMPEÃO PAULISTA

O ano de 1934 nasceu com um grande sonho da intelectualidade paulista, o governador Armando de Salles Oliveira criou, em 25 de janeiro a Universidade de São Paulo, a USP, que iria tornar-se, com o passar do tempo, uma das mais importantes universidades do mundo.

Dante Delmanto(primeiro à direita) presidia 
o Palestra em 1933. Romeu Pelliciari é o terceiro.



No dia 1º de abril do mesmo ano, o Palestra fazia a sua estréia no Campeonato Paulista, goleando o Ipiranga por 7 a 1. Na semana seguinte mais uma goleada (6 a 0 no Sírio) e uma estréia: o goleiro Aymoré. Na outra semana, dia 15 de abril, outra vitória (3 X 0 em cima do Santos) e mais uma estréia: o médio Zezé. Eram os dois irmãos: Aymoré e Zezé Moreira. Ambos pertenciam ao Botafogo carioca que não havia aderido ao profissionalismo.


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Assim, a campanha do tri-campeonato começou mais fácil do que se supunha. O time base era o mesmo que havia conquistado os títulos de 1932 e 1933, mas  agora contava com dois reforços consideráveis.




O Palestra continuou sua marcha firme para o único tricampeonato de sua gloriosa história. E o título veio com uma campanha brilhante: 12 vitórias, um empate e apenas uma derrota. Além de brilhante, a conquista chegou por antecipação: na penúltima rodada, do domingo, dia 26 de agosto, com a vitória de 3 x 1 sobre o Paulista, time da Capital, em jogo realizado no Estádio Antônio Alonso, que ficava na rua da Móoca. Para completar, o segundo quadro (mais tarde aspirantes) também foi campeão.
Barba e cabelo, como dizia na época. Era o terceiro ano consecutivo de festas para a torcida palestrina.

HINO DO PALMEIRAS

Letra:   Gennaro Rodrigues
Música: Antônio Sergi

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra

Artigo do advogado criminalista, Antonio Claudio Mariz de Oliveira (ex-presidente da OAB/SP e ex-Secretário da Justiça e da Segurança Pública de São Paulo), sobre DANTE DELMANTO, presidente do Palestra Itália e advogado criminalista.


O príncipe dos advogados criminais

Um exame da carreira dos grandes advogados criminais nos mostra o despontar da vocação para a advocacia penal logo nos primórdios da carreira, mesmo já durante a Faculdade ou até antes de nela ingressar.
Nenhuma outra motivação, nenhum outro fator, nenhuma circunstância externa impeliu esse bacharéis a abraçar o Direito Penal e a optar pelo árduo caminho da defesa, íngreme, por vezes tortuoso, mas sempre iluminado pela busca da liberdade e da dignidade pessoal.
Razões, as mais diversas, conduzem os recém-formados a optar por alguns dos ramos da advocacia. Influência de algum advogado mais antigo, oportunidade para trabalhar em um escritório especializado em algum setor, trabalho interno em pessoa jurídica. Enfim, todas razões externas, na maioria dos casos, alheias à vontade do bacharel, que nem sequer fizera a sua escolha.
Já na área penal, prepondera a vocação, a chamada interior para o exercício da defesa daqueles levados às barras dos tribunais criminais.
No caso de Dante Delmanto foi exatamente esse insuperável chamamento que o levou a trabalhar com um grande expoente da advocacia criminal da época, primoroso orador, que foi Adriano Marrey.
Na verdade, sua inata inclinação pela defesa, aflorou quando assistiu a um júri em Botucatu, sua cidade natal, no qual trabalharam Antonio Augusto Covelo e Alfredo Pujol, dois expoentes do Tribunal Popular da época. Nem sequer era estudante de Direito.
Sua vocação levou-o à recusar a carreira diplomática. Uma bolsa patrocinada pela Fundação Carnegie, para estudar na Holanda, especificamente em Haia, depois de concluída, outorgou-lhe o direito de ingressar no Itamaraty como 3º secretário. Preferiu advogar.
Trabalhou durante nove anos no escritório do notável criminalista Adriano Marrey, um dos grandes da época, onde adquiriu valiosa experiência que aliada ao seu estilo próprio, com marcas e aspectos peculiares, que foram se aprimorando e sedimentando com o correr dos anos, tornou-se um dos maiores advogados criminais de todos os tempos.
O fato marcante da conduta profissional de Dante Delmanto foi o cuidado, o esmero, a dedicação religiosa a cada caso. Sua entrega ao minucioso estudo dos processos era absoluta e tornou-se notória e lendária.
Tal como um refinado artesão, a matéria prima de seu trabalho, o processo, era examinado, esmiuçado, prospectado até estar sob o seu domínio absoluto, para em seguida e a partir daí serem construídas as teses de defesa, elaboradas as primorosas razões, todas elas emolduradas por pertinentes citações doutrinárias que davam supedâneo a alegações e argumentos irrespondíveis, calcados nos elementos probatórios constantes dos autos.
Conhecedor de cada folha, certidão ou carimbo do processo, Dante jamais cometeu um engano, uma falha, uma omissão no exame das provas, pois expunha com precisão todas e delas extraía argumentos valiosos para a defesa. Aliás, também foi e ainda é considerado o mais temível e eficiente argumentador dos que pontificaram na advocacia criminal.
Não se pense que Delmanto tivesse os seus interesses, a sua cultura e a sua inteligência exclusivamente voltados para a advocacia. Não, era um homem do mundo e talvez a sua permanente sintonia com os fatos da vida tenha constituído um dos fatores de sua proeminência na advocacia criminal.
Dotado de extraordinária sensibilidade para entender o homem e os fatores humanos, não tinha uma visão maniqueísta da vida, pois como todo advogado vocacionado, possuía plena consciência das inevitáveis contradições que nos marcam e sabia aceitá-las com olhar compreensível, complacente e solidário.
Em sua trajetória de vida, da advocacia à política, passando pelo futebol, Dante Delmanto deixou marcas indeléveis, de caráter, competência e dedicação plena.
Lutou em 1932, na Epopeia Paulista, já formado em Direito. Aficcionado pelo Palmeiras, com vinte e cinco anos, foi eleito seu presidente. Nesse período, o então Palestra Itália, obteve notáveis feitos.
Na política, cerrou fileiras em torno do partido Constitucionalista, tendo sido eleito, em 1935, deputado estadual constituinte, como o candidato mais votado.
No curso de sua vida profissional, Delmanto demonstrou de forma permanente e significativa o seu respeito e acatamento pela dignidade e pelos direitos alheios, fossem adversários da tribuna, réus ou vítimas.
Certa feita recusou-se a utilizar documentos que comprometiam um ex-prefeito, pai de uma moça morta por um seu cliente. A justificativa para não valer-se dos documentos, foi plena do sentido ético que sempre norteou sua vida profissional e pessoal: não seria moral e ético infligir mais dores a quem já as tinha de sobejo pela perda da filha.
Assim se conduzia Dante Delmanto, o "Príncipe dos Advogados Criminais", exemplo para todos nós, velhos e jovens advogados criminais.