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junho 17, 2014

A política do "PÃO E CIRCO"... no Brasil ?!?..

A POLÍTICA DO PÃO E CIRCO


O Império Romano perdurou por muito tempo. Na Roma Antiga foram construídos Anfiteatros, Arenas e Teatros inspirados nos teatros gregos para servirem aos combates de gladiadores, de animais selvagens e demais diversões públicas. Podiam ser até cheios de água (alguns deles) para espetáculos de combates navais. O mais conhecido e maior deles é o Coliseu de Roma. Alguns anfiteatros, como o Coliseu Romano e a Arena de Verona, encantada cidade de Romeu e julieta, podiam abrigar até 40 000 pessoas sentadas e mais 5.000 em pé.


COLISEU

COLISEU


Anfiteatros são arenas ovais ou circulares rodeadas de degraus a céu aberto (não confundir com os “TEATROS” que são de bancada semi-circular ou semi-oval). Eram lugares com vista de ambos os lados, ou seja, um lugar de visão.


VERONA



O COLISEU DE ROMA e a ARENA DE VERONA são exemplos desses anfiteatros magníficos. O TEATRO DE TAORMINA é magnífico, no topo de uma escarpa, com vista para o mar, serve até hoje para a realizações de grandes eventos musicais, apresentações teatrais e ficaram famosos os festivais de cinema realizados em Taormina.


TAORMINA



RESUMINDO: O IMPÉRIO ROMANO perdurou poderoso: eram realizados espetáculos quase todos os dias com ampla distribuição de pães...Assim, a plebe ignara, como era conhecida pelos poderosos de então, ficava “adormecida” e NÃO apresentava maior perigo ao PODER...


Maracanã

Manaus

Beira Rio



Abaixo, artigo publicado no conceituado “Observatório da Imprensa” abordando a política do “PÃO E CIRCO”. Funcionou no passado e irá funcionar no futuro...

“A política do pão e circo
Por Flavia Arcanjo em 10/07/2012 na edição 702
(Observatório da Imprensa)


Na Roma Antiga, a escravidão elevou o índice de desemprego. Por conta disso, os camponeses desempregados migraram para as cidades romanas em busca de melhores condições de vida, consequentemente, esse crescimento urbano acarretou diversos problemas sociais. Para atenuar a insatisfação contra os governantes e conter uma possível revolta plebeia, o primeiro imperador romano, Otávio Augusto, que governou de 27 a.C. a 14 d.C., criou a política do pão e circo. A medida consistia em oferecer alimento e diversão à população carente.
Quase todos os dias, o governo promovia lutas de gladiadores nas arenas, tais como o Coliseu, e na entrada desses estádios eram distribuídos pães gratuitamente. Com isso, as chances de revoltas diminuíam, já que a classe baixa acabava se esquecendo dos problemas da vida. Era o que argumentava Augusto: divertidos e bem alimentados, não teriam por que reclamar.
Impérios foram erguidos, conquistados e destruídos. Anos se passaram, porém o conceito da política do pão e circo continua vivo, contudo com outros elementos: Bolsa Família e futebol. Na última quarta-feira (4/7), o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro) pegou fogo. Diversos pacientes tiveram que evacuar o local sem o menor auxílio, inclusive pessoas que, por conta de membros fraturados, estavam com gesso. Uma mulher, que tinha fibrose pulmonar, faleceu por conta da inalação de muita fumaça.
Os leões e os pães
No entanto, o Jornal Nacional abriu o programa falando da final da Libertadores que seria disputada pelos times Boca Juniors e Corinthians. Durante a programação, diversos links ao vivo relatavam a situação do estádio do Pacaembu. No dia seguinte, o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o voto secreto para cassação de mandato. Contudo, a pauta do dia dizia respeito à vitória do Corinthians. A história do time alvinegro foi contada de diversas maneiras pelos mais diversificados veículos.
E em meio a tanta emoção corintiana, eu me pergunto: greves de universidades públicas, situação precária do Sistema Único de Saúde, CPI do Cachoeira, caso Demóstenes, desindustrialização do país e tantos outros assuntos relevantes, onde estão?
Será que os leões dos circos antigos e os pães de Augusto os devoraram?”