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julho 08, 2014

9 de JULHO DE 1932 !!!


9 de Julho 32!

O Blog do Delmanto tem procurado ser um Forum Cultural e Político, trazendo ao debate da “intelligentzia brasileira” os temas mais importantes e necessários ao país.

Nestes mais de 3 anos de existência temos destacado a importância que teve na vida cívica nacional a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932!  Foi a mais importante GUERRA CIVIL do Brasil. E essa recordação objetiva manter vivos os ideais daquele movimento e impedir que o 9 DE JULHO se transforme APENAS em um FERIADO ESTADUAL!!!

clique na imagem para ampliá-la (Acervo Delmanto)

Abaixo, o inteiro teor do post em homenagem à Revolução Constitucionalista e – importante! – as consequências desse movimento patriótico que resultou na GRANDE VITÓRIA POLÍTICA DE 1934, quando se conseguiu a realização da Constituinte, com a volta da DEMOCRACIA e da AUTONOMIA nos Estados Federados:


9 de Julho de 1932 !
Resgatar. Recuperar. Retomar o Espírito Cívico da Revolução Constitucionalista de 1932.

“De tanto ver triunfar as nulidades;
De tanto ver crescer as injustiças;
De tanto ver juntarem-se os poderes
nas mãos dos maus;
De tanto ver o caráter diminuir-se
da virtude;
O homem chega a rir-se da honra e
envergonhar-se de ser honesto”.
Rui Barbosa


                           
                                                   clique na imagem para ampliá-la
Esse é o nosso objetivo: lançar as bases para que se possa resgatar, recuperar e efetivamente retomar o espírito cívico que norteou os paulistas na luta pela volta do país ao Estado de Direito, através da convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Esse era compromisso claro na mobilização para o Movimento de1930, descumprido pelo Governo Provisório e que levou São Paulo a pegar em armas em 1932: a volta ao Estado de Direito e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma Constituição Democrática.

Foi o maior movimento cívico vivido pelo povo brasileiro.

Botucatu e a Epopéia de 1932!/ leia aqui


("Estadão" - 07/07/2013)

Apesar do movimento revolucionário de 1930 ter recebido amplo apoio das forças e lideranças políticas paulistas, os seus objetivos foram fraudados pelo caudilhismo, representado por Getúlio Vargas. Uma vez instalado no Poder, Vargas passou a governar fora do Estado de Direito, violando as mais elementares regras democráticas.

O Congresso Nacional, as Assembléias Estaduais e as Câmaras Municipais foram fechadas, todos os Governadores dos Estados (Presidentes) foram depostos e a Constituição de 1891 (preparada por Rui Barbosa) foi revogada. Ocaudilho Vargas passou a governar o Brasil através deDecretos-Leis (1930/32).


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São Paulo assumiu a liderança de exigir o retorno do país ao pleno Estado de Direito. A insatisfação grassava por toda parte e a permanência, que não era provisória, dos governantes federais no poder era a negativa do ideário pregado para o sucesso do movimento de 30.

De início, com o apoio de vários Estados da Federação, principalmente do Rio Grande do Sul e Minas Gerais,sendo certo que os gaúchos tiveram papel significativo no incentivar, mobilizar e apoiar a tomada de posição dos paulistas. No entanto, o grande poder de cooptação do Poder Central conseguiu isolar São Paulo. Sozinhos, os paulistas levantaram a Bandeira da Constituição.

A Revolução Constitucionalista objetivava, tão somente, autonomia administrativa, eleições e Constituição, ou seja, a volta do país ao pleno Estado de Direito. E, a partir daí, realizar a tarefa de modernizar o país, erradicar as injustiças e os erros que um regime político em descompasso com a evolução da humanidade não havia conseguido captar na Primeira República. Nada de separatismo como apregoavam os asseclas do Ditador...

A mobilização foi unânime! As diferenças político-partidárias ficaram para trás. São Paulo soube compreender o momento cívico que estava vivendo e soube levantar, bem alto, a Bandeira da Legalidade!

E o coração de São Paulo havia sangrado no final demaio/32 quando, numa manifestação da população paulistana com a presença de muitos estudantes de direito, pela autonomia de São Paulo e a favor da Constituinte, houve violenta repressão policial. Da ação violenta contra a população, quatro estudantes paulistas foram assassinados:Euclides Miragaia, Mário Martins de Almeida, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. As siglas dos nomes dos mártires (Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo) deram origem ao MMDC, entidade que passou a representar a “alma dos paulistas”na luta que se iniciou a 9 de julho de 1932 contra um Governo Provisório (e que nada tinha de provisório) que não respeitava a autonomia de São Paulo e nem o Estado Democrático de Direito.

A participação da intelligentzia paulista na mobilização da população foi fundamental. A nossa intelectualidade tomou posição firme, quer através do trabalho da pena, quer pela força da palavra, assumindo com a clareza de suas idéias a imprensa, a tribuna parlamentar, os pronunciamentos nos comícios e nos microfones radiofônicos. Resumindo: a mobilização cívica da população!

Todos sabem o desfecho dessa que foi a mais importante ruptura da unidade nacional: a guerra civil de 32, levando irmãos ao mais grave enfrentamento. Os gaúchos – salvo algumas lideranças democráticas que mantiveram a palavra de incentivo e apoio irrestrito – abandonaram os paulistas. O mesmo ocorreu com os mineiros e com as forças militares da capital federal. São Paulo restou sozinho na batalha para poder gerir a si próprio e pelas eleições e pela Constituição Democrática.

São Paulo não ganhou a guerra civil, desproporcional sob todos os aspectos, mas saiu vitoriosa, indiscutivelmente, saiu vitoriosa: o Ditador Getúlio Vargas teve, essa é a verdade, teve que convocar as Eleições Constituintes !

Haviam conseguido “brecar” São Paulo pelas armas, mas o povo brasileiro já havia sido “contaminado” pelo patriotismo e pelo desejo de ver o Estado de Direito reimplantado no país! Os ideais constitucionalistas da Revolução de 32 fincaram profundas raízes no sentimento patriótico do povo brasileiro. O Ditador Vargas não teve outra opção se não a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Na Câmara Federal e nos Estados, foram eleitos os Deputados Constituintes com a missão de elaborar a Constituição de cada unidade federativa.
Com o objetivo de resgatar a atuação valorosa dos paulistas é que fizemos esta interpretação histórica da epopéia cívica de 1932. Esse o cenário real em que se desenvolveu a luta armada e é a mais bela página do exercício da cidadania pelo povo paulista.



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julho 07, 2013

9 de Julho:
Maior Movimento
Cívico do Brasil!

9 de Julho de 1932 !
Resgatar. Recuperar. Retomar o Espírito Cívico da Revolução Constitucionalista de 1932.
“De tanto ver triunfar as nulidades;
De tanto ver crescer as injustiças;
De tanto ver juntarem-se os poderes
nas mãos dos maus;
De tanto ver o caráter diminuir-se
da virtude;
O homem chega a rir-se da honra e
envergonhar-se de ser honesto”.
Rui Barbosa


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Esse é o nosso objetivo: lançar as bases para que se possa resgatar, recuperar e efetivamente retomar o espírito cívico que norteou os paulistas na luta pela volta do país ao Estado de Direito, através da convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Esse era compromisso claro na mobilização para o Movimento de 1930, descumprido pelo Governo Provisório e que levou São Paulo a pegar em armas em 1932: a volta ao Estado de Direito e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma Constituição Democrática.

Foi o maior movimento cívico vivido pelo povo brasileiro.

("Estadão" - 07/07/2013)

Apesar do movimento revolucionário de 1930 ter recebido amplo apoio das forças e lideranças políticas paulistas, os seus objetivos foram fraudados pelo caudilhismo, representado por Getúlio Vargas. Uma vez instalado no Poder, Vargas passou a governar fora do Estado de Direito, violando as mais elementares regras democráticas.

O Congresso Nacional, as Assembléias Estaduais e as Câmaras Municipais foram fechadas, todos os Governadores dos Estados (Presidentes) foram depostos e a Constituição de 1891 (preparada por Rui Barbosa) foi revogada. O caudilho Vargas passou a governar o Brasil através de Decretos-Leis (1930/32).


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São Paulo assumiu a liderança de exigir o retorno do país ao pleno Estado de Direito. A insatisfação grassava por toda parte e a permanência, que não era provisória, dos governantes federais no poder era a negativa do ideário pregado para o sucesso do movimento de 30.

De início, com o apoio de vários Estados da Federação, principalmente do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sendo certo que os gaúchos tiveram papel significativo no incentivar, mobilizar e apoiar a tomada de posição dos paulistas. No entanto, o grande poder de cooptação do Poder Central conseguiu isolar São Paulo. Sozinhos, os paulistas levantaram a Bandeira da Constituição.

A Revolução Constitucionalista objetivava, tão somente, autonomia administrativa, eleições e Constituição, ou seja, a volta do país ao pleno Estado de Direito. E, a partir daí, realizar a tarefa de modernizar o país, erradicar as injustiças e os erros que um regime político em descompasso com a evolução da humanidade não havia conseguido captar na Primeira República. Nada de separatismo como apregoavam os asseclas do Ditador...

A mobilização foi unânime! As diferenças político-partidárias ficaram para trás. São Paulo soube compreender o momento cívico que estava vivendo e soube levantar, bem alto, a Bandeira da Legalidade!

E o coração de São Paulo havia sangrado no final de maio/32 quando, numa manifestação da população paulistana com a presença de muitos estudantes de direito, pela autonomia de São Paulo e a favor da Constituinte, houve violenta repressão policial. Da ação violenta contra a população, quatro estudantes paulistas foram assassinados: Euclides Miragaia, Mário Martins de Almeida, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. As siglas dos nomes dos mártires (Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo) deram origem ao MMDC, entidade que passou a representar a “alma dos paulistas” na luta que se iniciou a 9 de julho de 1932 contra um Governo Provisório (e que nada tinha de provisório) que não respeitava a autonomia de São Paulo e nem o Estado Democrático de Direito.

A participação da intelligentzia paulista na mobilização da população foi fundamental. A nossa intelectualidade tomou posição firme, quer através do trabalho da pena, quer pela força da palavra, assumindo com a clareza de suas idéias a imprensa, a tribuna parlamentar, os pronunciamentos nos comícios e nos microfones radiofônicos. Resumindo: a mobilização cívica da população!

Todos sabem o desfecho dessa que foi a mais importante ruptura da unidade nacional: a guerra civil de 32, levando irmãos ao mais grave enfrentamento. Os gaúchos – salvo algumas lideranças democráticas que mantiveram a palavra de incentivo e apoio irrestrito – abandonaram os paulistas. O mesmo ocorreu com os mineiros e com as forças militares da capital federal. São Paulo restou sozinho na batalha para poder gerir a si próprio e pelas eleições e pela Constituição Democrática.

São Paulo não ganhou a guerra civil, desproporcional sob todos os aspectos, mas saiu vitoriosa, indiscutivelmente, saiu vitoriosa: o Ditador Getúlio Vargas teve, essa é a verdade, teve que convocar as Eleições Constituintes !

Haviam conseguido “brecar” São Paulo pelas armas, mas o povo brasileiro já havia sido “contaminado” pelo patriotismo e pelo desejo de ver o Estado de Direito reimplantado no país! Os ideais constitucionalistas da Revolução de 32 fincaram profundas raízes no sentimento patriótico do povo brasileiro. O Ditador Vargas não teve outra opção se não a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Na Câmara Federal e nos Estados, foram eleitos os Deputados Constituintes com a missão de elaborar a Constituição de cada unidade federativa.
Com o objetivo de resgatar a atuação valorosa dos paulistas é que fizemos esta interpretação histórica da epopéia cívica de 1932. Esse o cenário real em que se desenvolveu a luta armada e é a mais bela página do exercício da cidadania pelo povo paulista.


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julho 07, 2012

- 9 DE JULHO -
VITÓRIA PAULISTA!!!


9 de Julho de 1932 !

Resgatar. Recuperar. Retomar o Espírito Cívico da Revolução Constitucionalista de 1932.
“De tanto ver triunfar as nulidades;
De tanto ver crescer as injustiças;
De tanto ver juntarem-se os poderes
nas mãos dos maus;
De tanto ver o caráter diminuir-se
da virtude;
O homem chega a rir-se da honra e
envergonhar-se de ser honesto”.
Rui Barbosa



Esse é o nosso objetivo: lançar as bases para que se possa resgatar, recuperar e efetivamente retomar o espírito cívico que norteou os paulistas na luta pela volta do país ao Estado de Direito, através da convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Esse era compromisso claro na mobilização para o Movimento de 1930, descumprido pelo Governo Provisório e que levou São Paulo a pegar em armas em 1932: a volta ao Estado de Direito e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma Constituição Democrática.

Foi o maior movimento cívico vivido pelo povo brasileiro.

Apesar do movimento revolucionário de 1930 ter recebido amplo apoio das forças e lideranças políticas paulistas, os seus objetivos foram fraudados pelo caudilhismo, representado por Getúlio Vargas. Uma vez instalado no Poder, Vargas passou a governar fora do Estado de Direito, violando as mais elementares regras democráticas.

O Congresso Nacional, as Assembléias Estaduais e as Câmaras Municipais foram fechadas, todos os Governadores dos Estados (Presidentes) foram depostos e a Constituição de 1891 (preparada por Rui Barbosa) foi revogada. O caudilho Vargas passou a governar o Brasil através de Decretos-Leis (1930/32).



São Paulo assumiu a liderança de exigir o retorno do país ao pleno Estado de Direito. A insatisfação grassava por toda parte e a permanência, que não era provisória, dos governantes federais no poder era a negativa do ideário pregado para o sucesso do movimento de 30.

De início, com o apoio de vários Estados da Federação, principalmente do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sendo certo que os gaúchos tiveram papel significativo no incentivar, mobilizar e apoiar a tomada de posição dos paulistas. No entanto, o grande poder de cooptação do Poder Central conseguiu isolar São Paulo. Sozinhos, os paulistas levantaram a Bandeira da Constituição.

A Revolução Constitucionalista objetivava, tão somente, autonomia administrativa, eleições e Constituição, ou seja, a volta do país ao pleno Estado de Direito. E, a partir daí, realizar a tarefa de modernizar o país, erradicar as injustiças e os erros que um regime político em descompasso com a evolução da humanidade não havia conseguido captar na Primeira República. Nada de separatismo como apregoavam os asseclas do Ditador...

A mobilização foi unânime! As diferenças político-partidárias ficaram para trás. São Paulo soube compreender o momento cívico que estava vivendo e soube levantar, bem alto, a Bandeira da Legalidade!

E o coração de São Paulo havia sangrado no final de maio/32 quando, numa manifestação da população paulistana com a presença de muitos estudantes de direito, pela autonomia de São Paulo e a favor da Constituinte, houve violenta repressão policial. Da ação violenta contra a população, quatro estudantes paulistas foram assassinados: Euclides Miragaia, Mário Martins de Almeida, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. As siglas dos nomes dos mártires (Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo) deram origem ao MMDC, entidade que passou a representar a “alma dos paulistas” na luta que se iniciou a 9 de julho de 1932 contra um Governo Provisório (e que nada tinha de provisório) que não respeitava a autonomia de São Paulo e nem o Estado Democrático de Direito.

A participação da intelligentzia paulista na mobilização da população foi fundamental. A nossa intelectualidade tomou posição firme, quer através do trabalho da pena, quer pela força da palavra, assumindo com a clareza de suas idéias a imprensa, a tribuna parlamentar, os pronunciamentos nos comícios e nos microfones radiofônicos. Resumindo: a mobilização cívica da população!

Todos sabem o desfecho dessa que foi a mais importante ruptura da unidade nacional: a guerra civil de 32, levando irmãos ao mais grave enfrentamento. Os gaúchos – salvo algumas lideranças democráticas que mantiveram a palavra de incentivo e apoio irrestrito – abandonaram os paulistas. O mesmo ocorreu com os mineiros e com as forças militares da capital federal. São Paulo restou sozinho na batalha para poder gerir a si próprio e pelas eleições e pela Constituição Democrática.

São Paulo não ganhou a guerra civil, desproporcional sob todos os aspectos, mas saiu vitoriosa, indiscutivelmente, saiu vitoriosa: o Ditador Getúlio Vargas teve, essa é a verdade, teve que convocar as Eleições Constituintes !

Haviam conseguido “brecar” São Paulo pelas armas, mas o povo brasileiro já havia sido “contaminado” pelo patriotismo e pelo desejo de ver o Estado de Direito reimplantado no país! Os ideais constitucionalistas da Revolução de 32 fincaram profundas raízes no sentimento patriótico do povo brasileiro. O Ditador Vargas não teve outra opção se não a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Na Câmara Federal e nos Estados, foram eleitos os Deputados Constituintes com a missão de elaborar a Constituição de cada unidade federativa.
Com o objetivo de resgatar a atuação valorosa dos paulistas é que fizemos esta interpretação histórica da epopéia cívica de 1932. Esse o cenário real em que se desenvolveu a luta armada e é a mais bela página do exercício da cidadania pelo povo paulista.


fevereiro 03, 2011

LIBERDADE DE IMPRENSA

“Eu sempre acreditei que até a democratização dos meios de comunicação seria uma luta política. Acabei descobrindo que se tornou uma conquista tecnológica. Hoje, todo mundo pode ser o seu próprio Roberto Marinho...” Fernando Morais – jornalista e escritor.

Todo cidadão que tem como ofício as letras, às vezes se pergunta, se questiona se vale a pena escrever e colocar para fora os sentimentos e mandar mensagens e comentar fatos... Será que vale a pena? Mas de imediato e em auto defesa contrapõe outras perguntas: vale a pena viver? Vale a pena amar? Vale a pena sonhar???

Sim, vale a pena. Sempre vale a pena. Tudo que se faz, vale a pena. Pois não estamos aqui para isso? Para viver, viver e viver? Como passageiros dessa vida, acredito, devemos fazer o que achamos que devemos fazer, sempre dentro do respeito ao direito dos outros: direito que começa onde, exatamente, termina ou se limita o nosso. São leis da convivência... É a lei da vida.

Então vale a pena escrevinhar em uma cidade do interior as coisas e os sentimentos que estão a nos dizer alguma coisa e a sua mensagem chegar a Brasília, em Portugal e nos Estados Unidos... Deixar que as palavras surjam, se combinem e se casem... É o milagre da revolução tecnológica que, mobilizando a população, implodiu politicamente a Tunísia, agora começa a agir no Egito e, amanhã, quem sabe...

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Os nossos artigos revelam a visão que temos da importância da comunicação, da ponte que o escritor, o cronista e o jornalista estabelecem com a população: a mágica de você escrever determinado assunto e, se for preciso, clamar por justiça! E, se for preciso, mudar o seu país! E, se for possível, acabar com mesmice política que vem – há anos! – amortecendo a participação popular em um país chamado BRASIL!

O verdadeiro profissional da imprensa livre nunca se descuida de sua missão e, se não fosse corajoso e não ousasse romper as amarras aveludadas do comodismo que estabiliza a vida das pessoas na mediana mediocridade de uma existência sem sustos, sem riscos e sem lutas, não cumpriria a sua missão cidadã...

O que é importante que se escreva?!?

Tudo é importante. Tudo o que cria, interfere e modifica na sociedade, tem a sua importância. De tudo se tira uma mensagem, um exemplo. E de tudo e em tudo o que vemos é a grandiosidade do universo e a insignificância de nossa presença e de nossa passagem por este mundo. O que vemos é que a futilidade, o comodismo, a malversação do dinheiro público, a arrogância dos poderosos, a corrupção dos pulhas terão o acerto de contas no final da linha... Meditação para todos e especialmente para os que ocupam postos de mando... Tudo é passageiro... E a riqueza, a prepotência e o poder tão efêmeros...

E não somos ingênuos de acreditar que no amplo GUARDA-CHUVA que protege a liberdade de imprensa, não estão acomodados muitos jornais e revistas que representam a LIBERDADE DA EMPRESA! Sim, muitos desses veículos se assumiram como representantes de partidos políticos da direita primata. Explico: aqueles que vêem o mundo sob a ótica distorcida da antiga e distante Guerra Fria...

Isso nos traz a importância da imprensa como fonte de informação e como garantia do pleno exercício da cidadania por parte da população. Nesta fase de globalização mundial, a democratização dos direitos do cidadão tem quer ser a bandeira elevada da nossa geração. E, entre os principais direitos do cidadão, está o direito à informação:

É a LIBERDADE DE IMPRENSA!

E essa liberdade, essa informação quando diz respeito à gestão pública NÃO pode ficar sob segredo de governo. O bom e sério jornalista ou comunicador é o que busca as informações que interessem à população e que lhe dizem respeito ou que estejam relacionadas ao exercício de cargo público. E sempre resguardando o informante. É um direito conquistado. É uma liberdade e é um DIREITO DA SOCIEDADE !

No Brasil, a construção da DEMOCRACIA vem contando com a colaboração de jornalistas que, desafiando o poder e os seus ocupantes temporários, levam à população a verdade dos fatos e, muitas vezes, as mazelas e os mal feitos dos despreparados para o poder.

Exemplo de postura tendenciosa que ocorre na imprensa é a que trata o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, como o “sucessor de Fidel Castro” e, num oposto radical, há a que o trata como o fanfarrão, “o beiçola de Caracas...”

Hoje, a figura mundialmente conhecida de JULIAN ASSANGE (Wikileaks), exemplifica bem essa liberdade de imprensa.

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Ele, por suas fontes resguardadas, pôs a nu o poder de vários países, deixando claro a displicência , a irresponsabilidade, o juízo rápido e pequeno com que os poderosos de todo o mundo tem exercido as suas funções.
Isso tem um nome: LIBERDADE DE IMPRENSA!
Lição a meditar-se...