DONA DA TOGA!!!
A presidenta Dilma Rousseff acaba de mostrar à Nação Brasileira e aos políticos estupefatos que é a DONA DA TOGA, ou seja, é ela quem indica! Agora, pela terceira vez, sendo que as duas indicações anteriores foram, como está, estritamente técnicas. Ora, se isso não caracteriza o perfil de um governante... A presidenta Dilma tem sabido tomar DECISÕES REPUBLICANAS nos momentos mais importantes para o país. E a indicação do professor e jurista Teori Zavascki, atual ministro do TSJ, mostra bem a seriedade e a isenção com que a presidenta toma as suas decisões.
“Dona da toga A indicação de Teori Zavascki para o Supremo Tribunal Federal causou perplexidade em correntes do PT que tentavam emplacar candidatos à vaga. Ao antecipar a escolha e optar por mais um magistrado de carreira, Dilma Rousseff deu, no entender de petistas, outro sinal de que não agirá para ajudar os réus no processo. Nas sondagens a Zavascki, emissários do Planalto disseram que, apesar de o regimento interno permitir, não seria conveniente que ele votasse no caso. (Vera Guimarães/Folha online 11/09/2012)”
ministro Tinor Zavascki
Os dois ministros do STF que foram anteriormente indicados pela presidenta Dilma são o ministro Luiz Fux e a ministra Rosa Weber, que estão tendo um desempenho irrepreensível e elogiado nas decisões do STF, quer pelo alto nível de suas intervenções, quer pela erudicidade jurídica a alicerçar seus votos.
ministro Luiz Fux
ministra Rosa Weber
Zavascki chegou ao STJ em 2003, indicado por Fernando Henrique Cardoso, recebeu a nomeação de Lula. Antes, foi desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre , e advogado do Banco Central e do Banco Meridional do Brasil. Nasceu em Faxinal dos Guedes (SC).
O eficiente senador Cristovam Buarque apresentou PEC que altera a indicação de ministros do STF. Era uma medida clamada pela sociedade civil há muito tempo:
“Tramita no Senado desde o último dia 28 a PEC 44/12, que modifica o processo de escolha de futuros integrantes do STF.
A PEC determina que os ministros do STF passem a ser escolhidos a partir de uma lista sêxtupla, formada por dois indicados pelo MPF, por meio do Conselho Superior do MPF; dois indicados pelo CNJ; um indicado pela Câmara dos Deputados, por decisão do plenário da Casa; e um indicado pela OAB, por meio do Conselho Federal.
A PEC, que altera o art. 101 da CF, ainda proíbe a indicação de quem tenha, nos quatro anos anteriores, ocupado mandato eletivo no Congresso Nacional ou cargos de Procurador-Geral da República, Advogado-Geral da União ou de ministro de Estado.
Pela proposta, depois de recebidas as indicações, o presidente da República formará lista tríplice, enviando-a ao Senado. A lista será submetida à CCJ, que procederá à sabatina pública de cada indicado, formalizando a escolha do nome a ser submetido ao plenário do Senado. Ainda de acordo com a PEC, o plenário, por maioria qualificada, aprovará a indicação.
Em caso de não aprovação, a proposta determina que o segundo nome seja submetido ao plenário; se não aprovado, passa a ser examinado pelos senadores o terceiro nome da lista; se mais esse nome for rejeitado, a vaga fica em aberto, e o processo recomeça com novas indicações.
Se a escolha for aprovada, o nome será enviado ao presidente da República para nomeação. O novo ministro terá prazo de 30 dias para tomar posse.
Personalização
Ao justificar a proposta, Cristovam Buarque sustenta que o atual processo representa excessiva personalização, por resultar de uma escolha unipessoal do presidente da República.
O senador avalia que a inclusão no procedimento de escolha de instituições como Câmara dos Deputados, OAB, MPF e CNJ conferirá maior qualificação e equilíbrio às designações de juízes do STF.”







