Mostrando postagens com marcador Esperança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esperança. Mostrar todas as postagens

agosto 13, 2014

EDUARDO CAMPOS: GRANDE PERDA DA NAÇÃO BRASILEIRA

Editorial
Há, realmente, certas horas na vida dos indivíduos e dos cidadãos, em que, qualquer que seja a posição do corpo, a alma se encontra genuflexa, como afirmou, outrora, conhecido filósofo...

Genuflexa diante do altar da Pátria, diante da virtude, da fé, do amor, como diante das forças vivas, que representam o amanhã dos povos.
Assim me encontro neste momento. Com a alma genuflexa, diante desta tragédia nacional que foi o acidente aéreo no qual faleceu o candidato à presidência da república, EDUARDO CAMPOS.



No fatídico mês de AGOSTO, que registra em nossa história o suicídio de Getúlio Vargas e a renúncia de Jânio Quadros. E neste 13 de Agosto, também é a data de falecimento do lendário ex-governador Miguel Arraes, avô de EDUARDO CAMPOS!

O Brasil não perdeu só um dos candidatos à presidência da república. O Brasil perdeu a “pauta de seus problemas republicanos”! EDUARDO CAMPOS era o único candidato que estava apresentando os problemas do país e, em seguida, apresentando as suas propostas para solucioná-los. E era de uma clareza espantosa! Em agosto (02/08), fizemos o post "UM NOVO OLHAR NA POLÍTICA!" 

Perdemos EDUARDO CAMPOS! Os nossos sentimentos à família, esposa e cinco filhos, sendo que o menor – Miguel como o bisavô! – tinha apenas 8 meses.
EDUARDO CAMPOS foi governador de Pernambuco. Reeleito com 83% dos votos. Foi considerado o melhor GOVERNADOR DO BRASIL. Formava dupla com MARINA SILVA e, ambos, traziam a ESPERANÇA, a COMPETÊNCIA E A CREDIBILIDADE na campanha presidencial.

É, hoje, a GRANDE PERDA DA NAÇÃO BRASILEIRA

Novo Olhar na Política!

Estadão: Ilustração/Baptistão
É isso: UM NOVO OLHAR PARA A POLÍTICA BRASILEIRA!
É este post NÃO é mera propaganda política do candidato à presidência da república, EDUARDO CAMPOS.
Não. Este post buscar levar ao debate da “intelligentzia brasileira” um fato novo, na verdade UM NOVO OLHAR neste cenário já tão desgastado da política brasileira...

NOVO CAMINHO POLÍTICO

Em todas as entrevistas que tem participado, Eduardo Campos tem surpreendido por responder objetivamente a todas as questões, de forma clara, direta, pouco usual no campo político, sempre tanto “escorregadio”, cheio de risinhos simpáticos e “fugas” constantes dos temas mais importantes.
Governador de Pernambuco, Eduardo Campos foi reeleito com 83% dos votos! Foi considerado o melhor governador do Brasil. Realizou uma gestão que conseguiu unificar as forças políticas e culturais de Pernambuco: desde Jarbas Vasconcelos – o baluarte positivo do PMDB! – passando por Roberto Freire, enriquecido pelo apoio de Ariano Suassuna e chegando até a ala política mais conservadora de Pernambuco.

Neto de Miguel Arraes e filho de Ana Arraes, Eduardo Campos carrega sobre seus ombros uma tradição de luta democrática.

NEPOTISMO AO AVESO!


 É a mais pura verdade. No Norte e no Nordeste a prática do NEPOTISMO é o câncer da política brasileira. E essa prática tem sido seguida até em estados politicamente mais desenvolvidos... Eduardo Campos precedeu a União, o STF e os outros Estados ao propor e aprovar Lei contra o NEPOTISMO. 

Ele sempre destaca que sua família fez o NEPOTISMO AO CONTRÁRIO”... Vindo da herança honrosa e digna de MIGUEL ARRAES, Eduardo Campos sempre representou a minoria, a oposição, combatendo exatamente as OLIGARQUIAS POLÍTICAS de seu Estado. Como Arthur Virgílio em Manaus, Eduardo Campos pertence a uma Família que só tem prestigiado e valorizado a política brasileira.
E isso é raridade. Basta ver a família Sarney, os irmãos Gomes, o Renan Calheiros, o Jader Barbalho, o Edson Lobão...e a lista vai longe. Repito: esse mal que apodrece a política brasileira tem encontrado seguidores até em estados do sul e sudeste...

UM NOVO CAMINHO POLÍTICO!

É o que tem proposto Eduardo Campos e é o que temos seguidamente postado neste blog: a necessidade do Brasil sair da opção mesquinha entre PT e PSDB, com a certeza de que as diferenças existentes entre eles NÃO os impediu de há 20 ANOS estarem fazendo a MESMA  POLÍTICA NEO-LIBERAL, com os juros mais altos do mundo, transformando a Pátria Brasileira num paraíso para os especuladores internacionais e onde os BANCOS NUNCA GANHARAM TANTO DINHEIRO! Isso somado à NÃO realização de MUDANÇAS tem levado o Brasil para o limite da mediocridade e do oportunismo político.
O país está humilhado perante as demais Nações... E o que Eduardo Campos propõe e coincide com o que temos proposto de forma continuada, é que é preciso ROMPER esse PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO que vem (des)governando o Brasil há 20 ANOS!

Esse PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO é representado, primeiro, pelo PSDB coalizado ao PMDB e, depois, seguindo o “figurino”, pelo PT coalizado com esse mesmo PMDB...
E vejam que não é invenção! Apenas para exemplificar e clarear as mentes dos tucanos mais resistentes a essas comparações, RENAN CALHEIROS o “maldito” da vez, grande aliado do PT e que preside o Senado Federal “contra” uma posição cidadã de mais de 1 milhão e oitocentos mil brasileiros que peticionaram contra a sua posse na presidência do Senado. Pois bem, esse mesmo Renan Calheiros foi MINISTRO DA JUSTIÇA DE FHC... e tanto o PSDB de FHC como o PT  de Lula/Dilma tiveram o Senador Romero Jucá, do PMDB, como líder de ambos...

UM NOVO OLHAR POLÍTICO!


Este blog convoca seus amigos para que passem a observar a atuação e as declarações dos 3 principais candidatos, MAS, especialmente, as declarações e afirmações de EDUARDO CAMPOS. É surpreendente. É o NOVO NA POLÍTICA NACIONAL. Com coragem cívica e absolutamente transparente, Eduardo Campos está trazendo ESPERANÇAS  para todos que batalhamos para que o Brasil saia do “rés-do-chão” da política e assuma uma nova postura cidadã e desenvolvimentista, com absoluto respeito ao Estado de Direito.



REGISTRO HISTÓRICO
RESPOSTA DE EDUARDO CAMPOS:

“Muito obrigado pelo apoio e envio do material, Armando, juntos vamos construir a nova política que os brasileiros tanto almejam, mais próxima da sociedade e mais justa.”
(03/08/2014)

outubro 23, 2012

Stop! Parando para pensar...

Parando para pensar/parando para pensar/parando para pensar...

Depois da histórica vitória da Democracia e do Estado de Direito, com o julgamento do do MENSALÃO, nada melhor do que pensar no amanhã, para que ele seja mais promissor e a nossa caminhada cívica sustentável!
Arnaldo Jabor, “viaja” pela história recente brasileira:

“vitória do partido do 'mesmo'

23 de outubro de 2012 | 7h 08
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

A história de minha vida política sempre oscilou entre dois sentimentos: esperança e desilusão. Cresci ouvindo duas teses divergentes: ou o Brasil era o país do futuro ou era uma zorra sem nome, um urubu caindo no abismo. Nessa encruzilhada, eu cresci. Além disso, dentro dessa dúvida havia outra: UDN ou PTB? Reacionários da "elite" ou o "povo"? Brigadeiro Eduardo Gomes ou Getúlio, "finesse" ou "sujeira"? Comecei a me interessar por política quando votei em Jânio. Confesso. Eu tinha 18 anos e não consegui me interessar por Lott, aquele general com cara de burro, pescoço duro. Jânio me fascinava com sua figura dramática, era uma caricatura vesga, cheia de caspa e dava a impressão de que ele, sim, era de esquerda, doidão, "off". Meses depois, estou no estribo de um bonde quando ouço: "Jânio tomou um porre e renunciou!" Foi minha primeira desilusão. Eleito esmagadoramente, largou o governo como se sai de um botequim. Ali, no estribo do bonde ‘Praia Vermelha’, eu entendi que havia uma grossa loucura brasileira rolando por baixo da política, mais forte que slogans e programas racionais. Percebi que existia uma ‘sub-história’ que nos dirigia para além das viradas políticas. Uma vocação, uma anomalia secular que faz as coisas ‘desacontecerem’, que criou ‘um país sob anestesia, mas sem cirurgia’, como diagnosticou Mário Henrique Simonsen.

Já na UNE, eu participei febrilmente da luta pela posse do vice João Goulart, que a direita queria impedir. O Exército do Sul, com Brizola à frente, garantiu a posse de Jango e botei na cabeça que, com militares ‘legalistas’ e heróis de esquerda, finalmente o Brasil ia ascender a seu grande futuro.
Nos dois anos seguintes, vivi a esperança de um paraíso vermelho que ia tomar o País todo, numa réplica da rumba socialista de Cuba, a revolução alegre e tropical que ia acabar com a miséria e instalar a cultura popular, a grande arte, a beleza, sem entraves, com o presidente Jango e sua linda mulher fundando a ‘Roma tropical’, como berrava Darcy Ribeiro em sua utopia. Um velho mundo ia cair sem resistência. Não haveria golpes, pois o ‘Exército é de classe média e portanto a favor do País’ – nos ensinava o PCB. Dá arrepios lembrar da assustadora ingenuidade política da hora. No dia 31 de março de 64, estou na UNE comemorando a 'vitória de tudo'.
Havia um show com Grande Otelo, Elza Soares, celebrando a ‘vitória do socialismo’. Um amigo me abraçou, gritando: "Vencemos o imperialismo norte-americano; agora, só falta a burguesia nacional!" Horas depois, a UNE pegava fogo e eu pulava pelos fundos sob os tiros das brigadas juvenis de direita. No dia seguinte, diante de mim, materializou-se a figura absurda de Castelo Branco, como um ET verde-oliva. Acho que virei adulto naquela manhã, com a UNE em fogo, com os tanques tomando as ruas. Eu acordara de um sonho para um pesadelo.

No entanto, os tristes dias militares de Castelo ainda tinham um gosto democrático mínimo, que até serviu para virilizar nossa luta política. Agora, o inimigo tinha rosto e uniforme e contra ele se organizou uma resistência cultural rica e fértil, que se refinou pelo trauma e que perdeu o esquematismo ingênuo pré-64. As ideias e as artes se engrandeceram na maldição. Nossa impotência estimulou uma nova esperança. A partir daí, as passeatas foram enchendo as ruas, num movimento democrático que acreditava que os militares cederiam à pressão das multidões. Era ilusão.
Ventava muito em Ipanema, dezembro de 68, enquanto o ministro Gama e Silva lia o texto do Ato Institucional 5 na TV, virando o País num sinistro campo de concentração. Com uma canetada, o Costa e Silva, com sua cara de burro, instado pela louca ‘lady MacBrega Yolanda’, fechou o País por mais 15 anos. Esperança. Desilusão. Vieram os batalhões suicidas das guerrilhas urbanas. Nos anos do milagre brasileiro, os jovens românticos ou foram massacrados à bala ou caíram no desespero da contracultura mística, enquanto os mais caretas enchiam o rabo de dinheiro nos ‘milagres’ de São Paulo.
O bode durou 15 anos e a democracia virou uma obsessão. "Quando vier a liberdade, tudo estará bem!", dizíamos. Só pensávamos na democracia e ninguém reparou que ela foi voltando menos pelos comícios das Diretas e mais pelas duas crises do petróleo que criaram a recessão mundial, acabando com a grana que sustentava os militares no poder. Os milicos e a banca internacional nos devolveram a liberdade na hora de pagar a conta da dívida externa. Os militares queriam se livrar da batata quente da falência do Estado e entregaram-no aos paisanos eufóricos com a vitória de Tancredo. Nova esperança! Aí, veio um micróbio voando, entrou no intestino do Tancredo e mudou nossa história. E começou a grande desilusão. Com a volta da democracia, no período Sarney, tudo piora. Nossos velhos vícios reapareceram. Apavorado, vi que a democracia só existia de boca, não estava entranhada nas instituições que passaram a ser pilhadas pelos famintos corruptos e políticos que tomaram o poder – todos ‘nobres’ vítimas da ditadura. Daí para frente, só desilusão e dor: inflação a 80% ao mês (lembram?), o messianismo de Collor, montado no cavalo louco da República, vergonha e horror. Depois, nova esperança com o impeachment; depois, mais esperança com o Plano Real, vitória da razão reformista com FHC, logo depois do Brasil no tetra, céu azul, esperança sem inflação. Nunca acreditei tanto na vida.
Mas, hoje, estou aqui, com medo e com tristes pressentimentos. Dilma pode ser uma nova esperança, se criar uma ponte entre a teimosia regressista e uma modernização mais liberal. O problema é que, para além das ideologias, existe no Brasil a maldição do Mesmo, uma grande empada de detritos que clama pelo atraso. O maior inimigo do Brasil é a aliança entre uma ideologia 'de esquerda' e a oligarquia 'de direita' – como é hoje. Nem UDN nem PTB. Ganha sempre o Partido do Mesmo.”
É preciso pensar. Definir o rumo e seguir em frente...