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novembro 24, 2012

Dilma volta com a Faxina Cívica!

FAXINA CÍVICA DA PRESIDENTA DILMA!!!
A presidenta Dilma Rousseff decidiu demitir ou afastar todos os servidores envolvidos na Operação Porto Seguro, entre eles a Chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha e José Weber Holanda, segundo na hierarquia da Advocacia-Geral da União.
A presidenta Dilma Rousseff tem declarado aqui e no exterior que a corrupção não será tolerada em seu governo. Assim, demitiu e afastou os envolvidos na Operação Porto Seguro. Era uma grande quadrilha, composta por executivos do serviço público, advogados e funcionários de alto escalão, com destaque para a Chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, nomeada em 2003 pelo então presidente Lula após ter assessorado por 12 anos o ex-Chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Era através de pareceres “encomendados” que a quadrilha obtinha contratos com o governo federal. A Chefe de Gabinete recebia dinheiro por indicações , viagens e até cirurgias. Era ligada a José Dirceu e ao Secretário Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
A Polícia Federal prendeu os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ambos integravam a quadrilha desarticulada pela ação – e que possuía tentáculos em vários órgãos do governo federal.

* Clipping Josias Souza, www.uol.com.br

Preso pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, Paulo Rodrigues Vieira, diretor de Hidrologia da ANA (Agênca Nacional de Águas), foi guindado ao cargo graças a uma forte pressão de Lula e a uma manobra patrocinada por José Sarney (PMDB-AP). Como ocorre com todos os indicados para diretorias de agências reguladoras, o nome de Paulo Vieira teve de passar pelo Senado. Uma pesquisa nos anais do Legislativo revela que, neste caso, a aprovação foi tumultuada, atípica e violou as regras regimentais.
Assinada por Lula, a mensagem presidencial que indicou Paulo Vieira para uma poltrona da agência de águas teve tramitação relâmpago. Em sabatina precária, o indicado foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado em 16 de dezembro de 2009. No mesmo dia, o nome seguiu para o plenário. Ali, realizaram-se duas votações. Numa, houve empate. Noutra, o nome de Paulo Vieira foi rejeitado por diferença miúda: 26 votos contra, 25 a favor e uma abstenção.
Como manda o regimento, o Senado enviou ao Planalto ofício comunicando a Lula que seu escolhido não passara pelo crivo dos senadores. Não restava ao presidente senão sugerir outro nome. Passaram-se quatro meses. E nada. De repente, quando se imaginava que o jogo estivesse jogado, Sarney valeu-se de sua autoridade de presidente do Senado para reinserir na pauta de votações o nome de Paulo Vieira.
Na tarde do dia 14 de abril de 2010, uma quarta-feira, a indicação de Paulo Veira foi votada pela terceira vez. O nome foi, então, aprovado por 28 votos a 15.