Mostrando postagens com marcador Festa Popular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Festa Popular. Mostrar todas as postagens

março 18, 2018

FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO! ANHEMBI/SP





FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO!


Verdadeiro documento histórico relatado em seus detalhes pelo saudoso Mestre, prof. JOSÉ ANTONIO SARTORI, na revista PEABIRU, nº05, de setembro/outubro/1997:

Essa matéria sobre o folclore religioso de nossa região captou toda a magia da festa e contou com a ilustração do professor Benedito Vinicio Aloise. É uma preciosidade!



FESTA DO DIVINO!!!



BANDEIRA DO DIVINO
Os devotos do Divino vão abrir sua morada
Pra bandeira do Menino ser bem-vin­da, ser louvada
Deus vos salve este devoto pela esmo­la em vosso nome
Dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome
A bandeira acredita que a semente seja tanta
Que essa mesa seja farta, que essa casa seja santa
Que o perdão seja sagrado, que a fé seja infinita
Que o homem seja livre, que a justiça sobreviva
Assim como os três Reis Magos, que se­guiram a Estrela Guia
A bandeira segue em frente atrás de melhores dias
No estandarte vai escrito que Ele vol­tará de novo
E o Rei será bendito, Ele nascerá do povo.
(Ivan Lins e Vítor Martins)

É tradicional a FESTA DO DIVINO em Anhembi, acontecendo há 150 anos! Reúne cerca de 30 mil turistas nos meses de maio ou junho, conforme o DIA DE PENTECOSTES do ano. São três dias de festividades em devoção ao ESPÍRITO SANTO, celebrando a sua vinda sobre os apóstolos e sobre a VIRGEM MARIA durante a última ceia.

Este ano as comemorações acontecem nos dias 18,19 e 20 de maio A cidade se prepara para receber os milhares de turistas e, principalmente, a Irmandade do Divino. ANHEMBI possui, hoje, porto de navegação fluvial que faz parte da importante Hidrovia Tietê-Paraná.
clique na imagem para ampliá-la

Esta matéria sobre o nosso folclore regional(link acima), tão bem trabalhada pelo saudoso prof. José Antonio Sartori, então vice-presidente da Academia Botucatuense de Letras – ABL, foi publicada na revista PEABIRU nº 51997, com ilustrações do prof. Vinício. E essa publicação foi motivo de um feliz reencontro: há 45 anos atrás, eu organizei uma excursão de universitários da FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA para a Festa do Divino, em Anhembi.

Conseguindo um ônibus da Secretaria Estadual do Turismo, fizemos a sua lotação, em 1968, com os universitários interessados em conhecer o nosso interior e uma de suas mais expressivas festividades populares: a FESTA DO DIVINO. Fomos recepcionados pelo prefeito de então Wadih Jorge e pela família Morato do Amaral. Sucesso total e a certeza de que esse tipo de divulgação ganha o interesse e consegue a participação do pessoal acostumado apenas à “selva de pedra” das grandes capitais.
clique na imagem para ampliá-la

Praticamente depois de 30 anos (agora republicado 15 anos depois), o artigo do prof. Sartori consegue, em detalhes, reviver a envolvente festa popular de Anhembi. E, grata surpresa e coincidência, era nosso mestre de Antropologia na ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA, o prof. Alceu Maynard Araújo, Membro Efetivo da Academia Paulista de Letras – APL e que viria a ser, muito tempo depois, meu Patrono na Academia Botucatuense de Letras – ABL. Famoso folclorista paulista, o prof. Alceu despertou nos universitários o interesse em conhecer as nossas tradições culturais e, hoje, do nosso turismo-raiz, fazendo a divulgação de nosso folclore.


Anhembi é um dos municípios do bem estruturado PÓLO CUESTA
 ( + Areiópolis, Bofete, Botucatu, Conchas, Itatinga, Paranapanema, Pardinho, Pratânia e São Manuel). “O Pólo Cuesta é um consórcio turístico criado em 2001, com o objetivo de desenvolver o turismo de forma regional e sustentável através da integração e trabalho em conjunto dos municípios.” A FESTA DO DIVINO é uma grande atração turística a valorizar o folclore regional.


fevereiro 22, 2017

AS ESCOLAS DE SAMBA E A GRANDE ÓPERA POPULAR

“Seria difícil imaginar um auditório com 60 mil pessoas assistindo a uma ópera, mesmo num palco a céu aberto. Mas não numa ópera popular. Nesta, o palco é móvel e múltiplo. Os atos são móveis e múltiplos. Cada ato desliza com seu cenário e seus figurantes nesse palco móvel. O libreto conta o enredo que é cantado por um coro de milhares de vozes junto aos tenores populares, em carro próprio de som. Assim é o desfile das escolas de samba: uma ópera popular...” César Maia.


O Carnaval das Grandes Escolas de Samba, do Rio e de São Paulo, é a Grande Ópera Popular. Com mais de 60 mil pessoas assistindo ao vivo e milhões de outras pelo mundo todo assistindo, através do “flash” do melhor momento do desfile de cada escola, pela televisão e pela internet. Nessa Aldeia Global, consolidada pela revolução da informação, o carnaval das grandes escolas é o grande espetáculo: é a Grande Ópera Popular!



César Maia conseguiu definir com maestria essa grande festa popular.  E ele vem de uma linhagem política que teve acertos e erros, marcando por muitas gestões o Estado do Rio de Janeiro. Começou como assessor e depois Secretário de Leonel Brizola, de quem depois se afastou. E foi sucedido pelo atual prefeito Eduardo Paes, que começou com ele, como assessor, depois Secretário e depois se afastou. É a vida...

Ópera Popular/aqui

Mas a ele, César Maia, o Rio deve a criação da Cidade do Samba e da Cidade da Música.

Pois bem, na administração de Leonel Brizola, havia um gênio raro: Darci Ribeiro. Foi o sociólogo brilhante que se especializou no estudo do Brasil e conseguiu captar a verdadeira “alma” do que temos, hoje, como “a raça brasileira”. Surgiram da imaginação de Darci e da arte de Niemeyer os famosos CIEPS (prédios das escolas de tempo integral) e o Sambódromo, que viria realmente formar e consolidar o carnaval como a Grande Ópera Popular! Hoje, é a Passarela Professor Darci Ribeiro, localização do Sambódromo, na avenida Marquês de Sapucaí.

Cidade do Samba/aqui

Cidade da Música/aqui

À partir do Sambódromo do Rio, vieram o Sambódromo de São Paulo (no Anhembi, o Espaço Cultural “Grande Otelo”), também criação de Niemeyer, e muitos outros com menor proporção e destaque por todo o Brasil...E o carnavalesco Chico Spinoza, da Tom Maior, definiu bem a diferença entre os carnavais de São Paulo e do Rio: “Carnaval no Rio é cultural (tem o ano todo) em São Paulo é lazer de verão...” Mas ambos, com certeza, são grandes e inesquecíveis shows!

Paradonas da Mangueira/aqui

O SUMIÇO E O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA NO BRASIL

Se a nova realidade das Escolas de Samba – com muito dinheiro e organização empresarial --, num primeiro momento, sufocou o carnaval de rua do Rio de Janeiro passaria, quase 3 décadas depois, a contar com o ressurgimento forte dessa manifestação popular na Cidade Maravilhosa. Primeiramente, a movimentação popular se concentrou e foi crescendo na Bahia e em Pernambuco. Com verdadeira multidão (média de 1,5 a 2 milhões de foliões) seguindo os trios elétricos e os blocos carnavalescos. E, nos últimos anos, a explosão popular tomou conta do carnaval de rua do Rio e sem atritar com o grande show das Escolas de Samba. O famoso Bloco da Bola Preta (do Rio) já disputa com o Bloco do Galo da Madrugada (do Recife) a liderança de público...

Carnaval de Rua/aqui

A INFRAESTRUTURA PÚBLICA TEM QUE DAR ASSISTÊNCIA AO POVO

Essa nova realidade do carnaval de rua nas grandes capitais, especialmente no Rio de Janeiro, Salvador e Recife/Olinda, precisa que as respectivas administrações públicas dessas cidades, com planejamento prévio, providenciem a indispensável higienização das vias por onde circulam os blocos, trios elétricos e a população, ou seja, a colocação de banheiros químicos suficientes para que não ocorra mais o que vem sucedendo: após a grande festa popular o mal cheiro e a sujeira transformam esses logradouros públicos no caos de cada comunidade.

Banheiro Químico/aqui

A VOLTA DAS MARCHINHAS E DOS BAILES DE SALÕES

A outra grande vítima do crescimento gigantesco dos desfiles das grandes escolas de samba foi o tradicional baile carnavalesco de salão, com as suas marchinhas populares, em cada cidade de nosso imenso país. Acabou? Não, não acabou... Estava adormecido e, sem atritar também com o espetáculo da Grande Ópera Popular, vão ressurgindo aos poucos os concursos de marchinhas e a participação popular nos bailes de salão, especialmente no interior do Brasil. Isso é bom. Isso faz com que o povo participe também, além de assistir ao grande show carnavalesco da Grande Ópera Popular! 

Carnaval é a Grande Ópera Popular!

Mas o Carnaval sempre foi a maior manifestação popular do povo brasileiro!

fevereiro 05, 2016

Carnaval: a GRANDE ÓPERA POPULAR !


“Seria difícil imaginar um auditório com 60 mil pessoas assistindo a uma ópera, mesmo num palco a céu aberto. Mas não numa ópera popular. Nesta, o palco é móvel e múltiplo. Os atos são móveis e múltiplos. Cada ato desliza com seu cenário e seus figurantes nesse palco móvel. O libreto conta o enredo que é cantado por um coro de milhares de vozes junto aos tenores populares, em carro próprio de som. Assim é o desfile das escolas de samba: uma ópera popular...”
                                                                         César Maia.

O Carnaval das Grandes Escolas de Samba, do Rio e de São Paulo, é a Grande Ópera Popular. Com mais de 60 mil pessoas assistindo ao vivo e milhões de outras pelo mundo todo assistindo, através do “flash” do melhor momento do desfile de cada escola, pela televisão e pela internet. Nessa Aldeia Global, consolidada pela revolução da informação, o carnaval das grandes escolas é o grande espetáculo: é a Grande Ópera Popular!



César Maia conseguiu definir com maestria essa grande festa popular. Ele que recentemente deixou a Prefeitura do Rio de Janeiro é considerado um grande administrador público. Com certeza, o melhor do Rio depois de Carlos Lacerda. E ele vem de uma linhagem política que teve acertos e erros, marcando por muitas gestões o Estado do Rio de Janeiro. Começou como assessor e depois Secretário de Leonel Brizola, de quem depois se afastou. E foi sucedido pelo atual prefeito Eduardo Paes, que começou com ele, como assessor, depois Secretário e depois se afastou. É a vida...

Ópera Popular/aqui

Mas a ele, César Maia, o Rio deve a criação da Cidade do Samba e da Cidade da Música. Além de uma administração que deu nova “cara” à cidade maravilhosa.

Pois bem, na administração de Leonel Brizola, havia um gênio raro: Darci Ribeiro. Foi o sociólogo brilhante que se especializou no estudo do Brasil e conseguiu captar a verdadeira “alma” do que temos, hoje, como “a raça brasileira”. Surgiram da imaginação de Darci e da arte deNiemeyer os famosos CIEPS (prédios das escolas de tempo integral) e o Sambódromo, que viria realmente formar e consolidar o carnaval como a Grande Ópera Popular! Hoje, é a Passarela Professor Darci Ribeiro, localização do Sambódromo, na avenida Marquês de Sapucaí.


Cidade do Samba/aqui

Cidade da Música/aqui

À partir do Sambódromo do Rio, vieram o Sambódromo de São Paulo (no Anhembi, o Espaço Cultural “Grande Otelo”), também criação de Niemeyer, e muitos outros com menor proporção e destaque por todo o Brasil...E o carnavalesco Chico Spinoza, da Tom Maior, definiu bem a diferença entre os carnavais de São Paulo e do Rio: “Carnaval no Rio é cultural (tem o ano todo) em São Paulo é lazer de verão...” Mas ambos, com certeza, são grandes e inesquecíveis shows!

Paradonas da Mangueira/aqui

O SUMIÇO E O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA NO BRASIL

Se a nova realidade das Escolas de Samba – com muito dinheiro e organização empresarial --, num primeiro momento, sufocou o carnaval de rua do Rio de Janeiro passaria, quase 3 décadas depois, a contar com o ressurgimento forte dessa manifestação popular na Cidade Maravilhosa. Primeiramente, a movimentação popular se concentrou e foi crescendo na Bahia e em Pernambuco. Com verdadeira multidão (média de 1,5 a 2 milhões de foliões) seguindo os trios elétricos e os blocos carnavalescos. E, nos últimos anos, a explosão popular tomou conta do carnaval de rua do Rio e de São Paulo, sem atritar com o grande show das Escolas de Samba. O famoso Bloco da Bola Preta (do Rio) já disputa com o Bloco do Galo da Madrugada (do Recife) a liderança de público...

Carnaval de Rua/aqui

A INFRAESTRUTURA PÚBLICA TEM QUE DAR ASSISTÊNCIA AO POVO

Essa nova realidade do carnaval de rua nas grandes capitais, especialmente no Rio de Janeiro, Salvador e Recife/Olinda, precisa que as respectivas administrações públicas dessas cidades, com planejamento prévio, providenciem a indispensável higienização das vias por onde circulam os blocos, trios elétricos e a população, ou seja, a colocação de banheiros químicos suficientes para que não ocorra mais o que vem sucedendo: após a grande festa popular o mal cheiro e a sujeira transformam esses logradouros públicos no caos de cada comunidade.

Banheiro Químico/aqui

A VOLTA DAS MARCHINHAS E DOS BAILES DE SALÕES

A outra grande vítima do crescimento gigantesco dos desfiles das grandes escolas de samba foi o tradicional baile carnavalesco de salão, com as suas marchinhas populares, em cada cidade de nosso imenso país. Acabou? Não, não acabou... Estava adormecido e, sem atritar também com o espetáculo da Grande Ópera Popular, vão ressurgindo aos poucos os concursos de marchinhas e a participação popular nos bailes de salão, especialmente no interior do Brasil. Isso é bom. Isso faz com que o povo participe também, além de assistir ao grande show carnavalesco da Grande Ópera Popular! 
Carnaval é a Grande Ópera Popular!
Mas o Carnaval sempre foi a maior manifestação popular do povo brasileiro!

fevereiro 10, 2015

CARNAVAL/ÓPERA para 60 mil pessoas!!!





CARNAVAL/ÓPERA


“Seria difícil imaginar um auditório com 60 mil pessoas assistindo a uma ópera, mesmo num palco a céu aberto. Mas não numa ópera popular. Nesta, o palco é móvel e múltiplo. Os atos são móveis e múltiplos. Cada ato desliza com seu cenário e seus figurantes nesse palco móvel. O libreto conta o enredo que é cantado por um coro de milhares de vozes junto aos tenores populares, em carro próprio de som. Assim é o desfile das escolas de samba: uma ópera popular...” César Maia.

O Carnaval das Grandes Escolas de Samba, do Rio e de São Paulo, é a Grande Ópera Popular. Com mais de 60 milpessoas assistindo ao vivo e milhões de outras pelo mundo todo assistindo, através do “flash” do melhor momento do desfile de cada escola, pela televisão e pela internet. NessaAldeia Global, consolidada pela revolução da informação, o carnaval das grandes escolas é o grande espetáculo: é a Grande Ópera Popular!



César Maia conseguiu definir com maestria essa grande festa popular. Ele que recentemente deixou a Prefeitura do Rio de Janeiro é considerado um grande administrador público. Com certeza, o melhor do Rio depois de Carlos Lacerda. E ele vem de uma linhagem política que teve acertos e erros, marcando por muitas gestões o Estado do Rio de Janeiro. Começou como assessor e depoisSecretário de Leonel Brizola, de quem depois se afastou. E foi sucedido pelo atual prefeito Eduardo Paes, que começou com ele, como assessor, depois Secretário e depois se afastou. É a vida...

Ópera Popular/aqui

Mas a ele, César Maia, o Rio deve a criação da Cidade do Samba e da Cidade da Música. Além de uma administração que deu nova “cara” à cidade maravilhosa.

Pois bem, na administração de Leonel Brizola, havia um gênio raro: Darci Ribeiro. Foi o sociólogo brilhante que se especializou no estudo do Brasil e conseguiu captar a verdadeira “alma” do que temos, hoje, como “a raça brasileira”. Surgiram da imaginação de Darci e da arte deNiemeyer os famosos CIEPS (prédios das escolas de tempo integral) e o Sambódromo, que viria realmente formar e consolidar o carnaval como a Grande Ópera Popular!Hoje, é a Passarela Professor Darci Ribeiro, localização do Sambódromo, na avenida Marquês de Sapucaí.

Cidade do Samba/aqui

Cidade da Música/aqui

À partir do Sambódromo do Rio, vieram o Sambódromo de São Paulo (no Anhembi, o Espaço Cultural “Grande Otelo”), também criação de Niemeyer, e muitos outros com menor proporção e destaque por todo o Brasil...E o carnavalesco Chico Spinoza, da Tom Maior, definiu bem a diferença entre os carnavais de São Paulo e do Rio: “Carnaval no Rio é cultural (tem o ano todo) em São Paulo é lazer de verão...” Mas ambos, com certeza, são grandes e inesquecíveis shows!

Paradonas da Mangueira/aqui

O SUMIÇO E O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA NO BRASIL

Se a nova realidade das Escolas de Samba – com muito dinheiro e organização empresarial --, num primeiro momento, sufocou o carnaval de rua do Rio de Janeiro passaria, quase 3 décadas depois, a contar com o ressurgimento forte dessa manifestação popular na Cidade Maravilhosa. Primeiramente, a movimentação popular se concentrou e foi crescendo na Bahia e em Pernambuco. Com verdadeira multidão (média de 1,5 a 2 milhões de foliões) seguindo os trios elétricos e os blocos carnavalescos. E, nos últimos anos, a explosão popular tomou conta do carnaval de rua do Rio e sem atritar com o grande show das Escolas de Samba. O famoso Bloco da Bola Preta (do Rio) já disputa com o Bloco do Galo da Madrugada (do Recife) a liderança de público...

Carnaval de Rua/aqui

A INFRAESTRUTURA PÚBLICA TEM QUE DAR ASSISTÊNCIA AO POVO

Essa nova realidade do carnaval de rua nas grandes capitais, especialmente no Rio de Janeiro, Salvador e Recife/Olinda, precisa que as respectivas administrações públicas dessas cidades, com planejamento prévio, providenciem a indispensável higienização das vias por onde circulam os blocos, trios elétricos e a população, ou seja, a colocação de banheiros químicos suficientes para que não ocorra mais o que vem sucedendo: após a grande festa popular o mal cheiro e a sujeira transformam esses logradouros públicos no caos de cada comunidade.

Banheiro Químico/aqui

A VOLTA DAS MARCHINHAS E DOS BAILES DE SALÕES

A outra grande vítima do crescimento gigantesco dos desfiles das grandes escolas de samba foi o tradicional baile carnavalesco de salão, com as suas marchinhas populares, em cada cidade de nosso imenso país. Acabou? Não, não acabou... Estava adormecido e, sem atritar também com o espetáculo da Grande Ópera Popular, vão ressurgindo aos poucos os concursos de marchinhas e a participação popular nos bailes de salão, especialmente no interior do Brasil. Isso é bom. Isso faz com que o povo participe também, além de assistir ao grande show carnavalesco daGrande Ópera Popular! 
Carnaval é a Grande Ópera Popular!
Mas o Carnaval sempre foi a maior manifestação popular do povo brasileiro!

março 08, 2011

GRANDE ÓPERA POPULAR !

“Seria difícil imaginar um auditório com 60 mil pessoas assistindo a uma ópera, mesmo num palco a céu aberto. Mas não numa ópera popular. Nesta, o palco é móvel e múltiplo. Os atos são móveis e múltiplos. Cada ato desliza com seu cenário e seus figurantes nesse palco móvel. O libreto conta o enredo que é cantado por um coro de milhares de vozes junto aos tenores populares, em carro próprio de som. Assim é o desfile das escolas de samba: uma ópera popular...” César Maia.

O Carnaval das Grandes Escolas de Samba, do Rio e de São Paulo, é a Grande Ópera Popular. Com mais de 60 mil pessoas assistindo ao vivo e milhões de outras pelo mundo todo assistindo, através do “flash” do melhor momento do desfile de cada escola, pela televisão e pela internet. Nessa Aldeia Global, consolidada pela revolução da informação, o carnaval das grandes escolas é o grande espetáculo: é a Grande Ópera Popular!



E César Maia conseguiu definir com maestria essa grande festa popular. Ele que recentemente deixou a Prefeitura do Rio de Janeiro é considerado um grande administrador público. Com certeza, o melhor do Rio depois de Carlos Lacerda. E ele vem de uma linhagem política que teve acertos e erros, marcando por muitas gestões o Estado do Rio de Janeiro. Começou como assessor e depois Secretário de Leonel Brizola, de quem depois se afastou. E foi sucedido pelo atual prefeito Eduardo Paes, que começou com ele, como assessor, depois Secretário e depois se afastou. É a vida...

Ópera Popular/aqui

Mas a ele, César Maia, o Rio deve a criação da Cidade do Samba e da Cidade da Música. Além de uma administração que deu nova “cara” à cidade maravilhosa.

Pois bem, na administração de Leonel Brizola, havia um gênio raro: Darci Ribeiro. Foi o sociólogo brilhante que se especializou no estudo do Brasil e conseguiu captar a verdadeira “alma” do que temos, hoje, como “a raça brasileira”. Surgiram da imaginação de Darci e da arte de Niemeyer os famosos CIEPS (prédios das escolas de tempo integral) e o Sambódromo, que viria realmente formar e consolidar o carnaval como a Grande Ópera Popular! Hoje, é a Passarela Professor Darci Ribeiro, localização do Sambódromo, na avenida Marquês de Sapucaí.

Cidade do Samba/aqui

Cidade da Música/aqui

À partir do Sambódromo do Rio, vieram o Sambódromo de São Paulo (no Anhembi, o Espaço Cultural “Grande Otelo”), também criação de Niemeyer, e muitos outros com menor proporção e destaque por todo o Brasil...E o carnavalesco Chico Spinoza, da Tom Maior, definiu bem a diferença entre os carnavais de São Paulo e do Rio: “Carnaval no Rio é cultural (tem o ano todo) em São Paulo é lazer de verão...” Mas ambos, com certeza, são grandes e inesquecíveis shows!

Paradonas da Mangueira/aqui

O SUMIÇO E O RETORNO DO CARNAVAL DE RUA NO BRASIL

Se a nova realidade das Escolas de Samba – com muito dinheiro e organização empresarial --, num primeiro momento, sufocou o carnaval de rua do Rio de Janeiro passaria, quase 3 décadas depois, a contar com o ressurgimento forte dessa manifestação popular na Cidade Maravilhosa. Primeiramente, a movimentação popular se concentrou e foi crescendo na Bahia e em Pernambuco. Com verdadeira multidão (média de 1,5 a 2 milhões de foliões) seguindo os trios elétricos e os blocos carnavalescos. E, nos últimos anos, a explosão popular tomou conta do carnaval de rua do Rio e sem atritar com o grande show das Escolas de Samba. O famoso Bloco da Bola Preta (do Rio) já disputa com o Bloco do Galo da Madrugada (do Recife) a liderança de público...

Carnaval de Rua/aqui

A INFRAESTRUTURA PÚBLICA TEM QUE DAR ASSISTÊNCIA AO POVO

Essa nova realidade do carnaval de rua nas grandes capitais, especialmente no Rio de Janeiro, Salvador e Recife/Olinda, precisa que as respectivas administrações públicas dessas cidades, com planejamento prévio, providenciem a indispensável higienização das vias por onde circulam os blocos, trios elétricos e a população, ou seja, a colocação de banheiros químicos suficientes para que não ocorra mais o que vem sucedendo: após a grande festa popular o mal cheiro e a sujeira transformam esses logradouros públicos no caos de cada comunidade.

Banheiro Químico/aqui

A VOLTA DAS MARCHINHAS E DOS BAILES DE SALÕES

A outra grande vítima do crescimento gigantesco dos desfiles das grandes escolas de samba foi o tradicional baile carnavalesco de salão, com as suas marchinhas populares, em cada cidade de nosso imenso país. Acabou? Não, não acabou... Estava adormecido e, sem atritar também com o espetáculo da Grande Ópera Popular, vão ressurgindo aos poucos os concursos de marchinhas e a participação popular nos bailes de salão, especialmente no interior do Brasil. Isso é bom. Isso faz com que o povo participe também, além de assistir ao grande show carnavalesco da Grande Ópera Popular!
Carnaval é a Grande Ópera Popular!
Mas o Carnaval sempre foi a maior manifestação popular do povo brasileiro!