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setembro 16, 2015

Imigração Italiana: Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado...

Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado...
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“Progetti da Capomillennio,

con i segni del passato...”

Vamos “Fazer a América”

Essa era a palavra de ordem para milhares e milhares de italianos que estavam partindo para o “Novo Mundo” cheios de entusiasmo, de alegria e de esperança, muita esperança!

O Novo Caminho

À partir de 1800, mais precisamente, à partir de 1875/87, teve início a grande imigração italiana para as Américas e, de modo especial, para o Brasil. No entanto, desde 1865, o imigrante italiano Aleixo (Alessio) Varoli já havia feito esse caminho e, nos anos 80, já era um vencedor: tinha Fazenda de Café, Indústria de Bebidas e era Agente Consular do Governo Italiano.





Marcelo Delmanto (1999) visitando o Cimitero di Parma (Villetta),
 tomba de Alessio Varolli - morto il 31/01/1916.


Aleixo Varoli era dinâmico, tendo vários empreendimentos, sendo que alguns em sociedade com seu irmão Xisto Varoli.
Tinha Fazenda de Café na região de Itu, mas estava estabelecido na cidade de Botucatu, então “boca do sertão”, onde lançou as suas raízes e edificou a sua família.

Assim, vamos destacar a presença de Aleixo Varoli nos primórdios de Botucatu.

O Pioneiro

A atuação da Colônia Italiana na virada do século passado marcou definitivamente a cidade de Botucatu. Na industrialização (chegamos a ser a 5ª cidade industrial do Estado nos primeiros anos do século XX), nos costumes, na cultura e na lavoura.

E nessa atuação da Colônia Italiana de Botucatu é preciso que se dê destaque à atuação do pioneiro industrial Aleixo Varoli. Com Indústria de Licores e RefrigerantesAleixo Varoli atuava também na cafeicultura, possuindo na região de Itu uma grande fazenda para a produção de café. Na virada do século, conseguiu unificar as entidades representativas da Colônia Italiana em nossa cidade em histórica reunião realizada, em 1902, na casa de seu genro Francisco Botti, constituindo a Società Italiana di Beneficenza (Hoje, o Centro Brasil-Itália).

Aleixo Varoli presidiu por muitos anos a Società Italiana di Beneficenza e foi Agente Consular da Itália em nossa cidade. Com o casamento de suas 3 filhas, constituiu ampla família, com efetiva influência e destaque na sociedade local.


famiglia
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Seus genros, todos italianos, Francisco Botti (Francesco Botti Caffoni), Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) e Adeodato Faconti.  Francisco Botti, casado com Albina Varoli, atuou no setor bancário e deu continuidade à atuação na cafeicultura do sogro, assumindo a sua grande propriedade rural. Botti chegou a ter seu próprio banco, o Banco Brasul (absorvido em meados da década de 1970 pelo Banco Itaú) em sociedade com a família Mellão, da vizinha cidade de São Manoel. Pedro Delmanto, casado com Maria Varoli, atuou no setor calçadista, possuindo Loja de Calçados, Fábrica de Calçados e o Curtume Bella Vista, especialmente montado para servir a Fábrica DelmantoAdeodato Faconti, casado com Leonilda Varoli, sucedeu ao sogro na Industria de Bebidas, além de atuar de forma expressiva como jornalista e escritor, tendo exercido a vereança em Botucatu.

Aleixo Varoli patrocinou a vinda da família Botti para Botucatu, em 1887, como resultado de suas relações de amizade familiar e do relacionamento promissor de Francesco Botti (Botti Caffoni) com sua filha Albina, que teve início na Itália durante as férias periódicas da família Varoli, culminando com o casamento de ambos em 1898. Em 1887, vieram para Botucatu, o primogenito Giuseppe e Maddalena Botti Caffoni ( mais 2 filhos), o cunhado Francesco Sartori e sua família. No ano de 1903/4, mais uma vez a atuação providencial de Aleixo Varoli. Como Presidente da Società Italiana di Beneficenza e Agente Consular da Itália, promoveu e deu o necessário apoio ao retorno repentino de parte da família Botti para a Itália. Na Itália, na cidade de Parma, passou a ter também os seus negócios e uma propriedade rural. Giuseppe Botti representava seus interesses quando estava no Brasil.

Aleixo Varoli, à partir de 1910, passou a ficar 6 meses no Brasil e 6 meses em Parma a tratar de seus interesses na Itália.

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Primeiro Retorno (1913)
Como a educação no Brasil, no início do século, ainda não tivesse atingido o nível que hoje possui, principalmente no interior, Aleixo Varoli patrocinou a ida de seus netos para a Itália, para que pudessem estudar e preparar-se para a futura vida profissional.

Aleixo Varoli enviou seus netos para que estudassem no tradicional e conceituado “Collegio Maria Luigia”, da cidade de Parma, em regime de semi-internato. Mais uma vez, contou com a colaboração de Giuseppe Botti para que fizesse o acompanhamento, na sua ausência, da atuação dos meninos. Foram do Brasil, com média de anos, Aleixo Delmanto (filho de Pedro/Maria Delmanto) eAlfonso, Julio, Carlos e Mário Botti (filhos de Francisco/Albina Botti).

Todos fizeram do básico ao colegial na Itália, tendo Aleixo Delmanto feito também a Faculdade de Medicina da Universidade de Parma e, anos depois (1930/31), especialização na Universidade de Bolonha - a mais antiga Universidade do Mundo! Tanto Parma como Bolonha pertencem, hoje, à Região Emilia-Romagna, uma das mais desenvolvidas da Itália.

Em seu retorno ao Brasil, o jovem médico botucatuense (primeiro “oriundo” local a formar-se em Medicina), recebeu uma grata surpresa e um grande incentivo: seu pai, o industrial italiano Pedro Delmanto, construira uma réplica reduzida de um grande Hospital de Florença! Seria em 1928 a inauguração, em Botucatu, da Casa de Saúde “Sul Paulista”...


Casa de Saúde Sul Paulista – Inagurada em 1928 - Botucatu


Vamos “Fazer a Europa”

Segundo Retorno (1999)
Com a educação no Brasil já tendo nível comparável às melhores do mundo e com a completa integração da Colônia Italiana ao “modus vivendi” do Brasil, não haveria a necessidade do envio dos filhos dos “oriundi” para que buscassem no Velho Mundo a “necessária cultura”...

Agora, a palavra de ordem, no “Novo Milênio”, no Ano 2.000, passou a ser outra: Vamos “Fazer a Europa”! Sim, com a nova ordem econômica mundial e com a liderança nova que o Velho Mundo assumiu, a Europa passou a ser o cenário ideal para o aprendizado das novas normas para o relacionamento entre as Nações.

A Velha Europa se renovou. No mundo da economia globalizada, o Mercado Comum Europeu soube, a tempo e hora, tomar a dianteira das novas relações internacionais. Assim, a Europa, hoje, representa o que há de mais moderno em termos das relações entre as modernas economias. A União Européia tem servido de modelo para que os Estados Unidos priorizassem o seu sistema de integração regional e nós, da América do Sul, priorizassemos o Mercosul.
Quer dizer, mais uma vez, a Europa assumiu a liderança das relações internacionais.

Com essa visão e buscando a preservação de nossas raízes, seguiu no início de 1999 para a Itália o jovem Marcelo Delmanto (bisneto de Pedro Delmanto, neto de Antônio Delmanto e filho de Armando Moraes Delmanto, portanto, tataraneto de Aleixo Varoli). Formado em Direito em 98Marcelo Delmanto optou pelo estudo da língua de seus antepassados aqui em Botucatu (com a Irmã Sílvia, do Colégio Santa Marcelina), completando esses estudos no ano de 1999, por 7 meses, na Universidade para Estrangeiros de Perugia, Itália. Com pleno domínio da língua italiana, candidatou-se a uma vaga no “Bando di Concorso da Università Degli Studi di Bologna”, obtendo uma bolsa de estudo para o Curso de Especialização em “Diritto Delle Comunità Europee” (ano acadêmico 2.000).

A Itália que é o Berço do Direito, onde os Grandes Mestres Chiovenda, Carnelutti e Liebmann lançaram as suas lições definitivas, passou a representar, também, o ideal do relacionamento jurídico internacional perante essa nossa economia globalizada.

Nessa busca de suas raízes e de sua complementação profissional, Marcelo percorreu os lugares históricos de Parma e, aqui mais uma vez, a presença da família Botti: o Dr. Fernando Botti Caffoni, neto de Giuseppe Botti (com 82 anos!), recebeu e ciceroneou Marcelo por Parma: visitaram o túmulo de Aleixo Varoli; a casa onde os “primos brasileiros” viveram; onde estudou e onde se casou Aleixo Delmanto, enfim, um completo retorno às origens.

   Marcelo Delmanto na Facoltà di Giurisprudenza di Bologna
Bologna – Capital Cultural da Europa para o ano 2000


Fernando Botti (Botti Caffoni) é filho de um botucatuense: seu pai Giovanni Botti Caffoni nasceu na cidade de Botucatu, em 1888, filho de Giuseppe e Maddalena Botti CaffoniFernando foi Oficial-Piloto na 2ª Grande Guerra, formou-se em Direito e exerceu por mais de 35 anos cargo na Diretoria da Câmara de Comércio de Parma.

Curso de Especialização

E, por fim, o Curso de Especialização na mais antiga Universidade do Mundo - a de Bolonha! - e uma das mais destacadas da Região Emilia-Romagna e da própria Itália. A região representa a parte mais desenvolvida da Itália, com a menor taxa de desemprego e empresas como a Barilla, Ferrari, Masserati, Ferruzzi, Fiat Tratores, Ducati, CMC, Parmalat e um sem número de pequenas e médias empresas altamente desenvolvidas e com tecnologia de ponta (A Região Emilia-Romagna representa, na atualidade, modêlo de uma economia baseada na excelência das pequenas e médias empresas).

Mantem-se, assim, a tradição de origem e procura-se reforçar o vínculo entre nossos pioneiros imigrantes e a nova economia mundial globalizada.

Bolonha
Nesse retorno programado às origens familiares é importante que se tenha o cenário da região da emilia-romagna. A região é uma das maiores e mais ricas regiões da Itália. Situada na parte setentrional do país, o rio Pó constitue o seu limite setentrional enquanto que ao sul está a cadeia dos apeninos. A antiga estrada romana, a Via Emilia, atravessa toda a região de leste a oeste. Nove cidades de grande interesse histórico constelam toda a região, cuja capital é Bolonha.

Marcelo e colegas no Congresso Europeu da Regione Emilia-Romagna, realizado em SalsomaggioreParma-Itália

A região oferece muitas atrações de diferentes pontos de vista: é rica em arte e arquitetura, a agricultura é florida, o setor industrial é vário e dinâmico, o turismo é muito desenvolvido, de modo particular nas cidades à margem do Adriático. O modêlo italiano de empresa encontra, na região emilia-romagna, o ideal para representá-la: a pequena e média empresa, muito desenvolvidas, com alta tecnologia e que crescem forte através do associacionismo.

Emilia Romagna é sem dúvida uma das regiões cujos serviços sociais e atividades culturais estão entre os mais desenvolvidos da Itália. As capitais das oito províncias são algumas das cidades mais importantes da região: 
Bolonha, Ferrara, Forlí, Modena, Parma, Piacenza, Ravena e Regio Emilia.

CAPITAL CULTURAL


Na virada do século e início do Novo Milênio, a capital da região, Bolonha, viverá o seu grande momento. Considerada há anos como modêlo de administração pública (governada por esquerdistas mas dentro de um padrão ideal de gestão administrativa), a cidade sempre foi vista como a “vitrine” da Europa.

Eleita como a Capital Cultural da Europa - Ano 2000, deverá concentrar durante o Ano do Jubileu os grandes eventos culturais e turísticos da Europa. A par dessa programação especial, já estarão adiantados os preparativos para as comemorações do Centenário da morte de Giuseppe Verdi - Ano 2001, com uma grande série de eventos preparatórios. “Verdi: La Musica Del Secolo” ou “Verdi: Il Ritorno Del Maestro”.

Universidade de Bolonha



Considerada a “Alma Mater” de ilustres cientistas e estudantes de todo o mundo, a Universidade de Bolonha é a mais antiga do mundo, celebrando o seu 9º Centenário, apresenta uma curiosidade interessante para os estudantes de Direito: surgiu como um centro de estudos de Direito, com Irnério que começou a estudar o Digesto de Justiniano, surgindo daí os Glossadores (Glossas -interpretações- referentes ao Direito Romano), proporcionando o renascimento do Direito Romano na Idade Média.
Nesse cenário, é que Marcelo procurará enriquecer o seu conhecimento jurídico com a experiência e a vanguarda jurídica da Itália, há exatos 70 anos após seu tio-avô, Aleixo Delmanto, ter feito seu curso de especialização médica na Universidade de Bologna.

(Almanaque Cultural de Botucatu – Edição Especial Peabiru – Ano 2000)

Pedro Delmanto (Pietro Del Manto)

Importante destacar, nesta reconstrução da ligação da família Delmanto com a Itália, a ascendência de Marcelo Delmanto. Bisneto de Pedro Delmanto, neto de Antônio Delmanto e filho de Armando Moraes Delmanto, Marcelo viria a ser o protagonista deste retorno positivo às origens italianas. E foi de Pedro Delmanto, imigrante italiano vencedor, a sua origem.  
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Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) era casado com a brasileira, filha de imigrantes italianos, Maria Varoli Delmanto. Vindo para o Brasil em 1887, Pedro Delmanto era de Castellabate, da província de Salerno, do sul da Itália, mesma cidade da família Matarazzo. 





Benedetto Del Manto, pai de Pietro Del Manto


Filho de Benedetto Del Manto Caterina Malzone Del Manto, nasceu no distrito de Zoppi, em 1870, falecendo em São Paulo(Capital), em 1965. Iniciou sua vida profissional como sapateiro, na cidade paulista de Sorocaba, sempre contando com o apoio de seus conterrâneos, especialmente de Francisco Matarazzo e Francisco Grandino. Matarazzo e o mestre sapateiro Francisco Grandino foram companheiros e amigos de Pedro e de seu irmão Costabile.  
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Antônio, Fióca, Pedro, Alice, Orlando, Rina com Rubens, e Wanda.
 Abaixo: Fióquinha Maria, Peggy e Glória (casamento de Dante e Cecília - Botucatu).



 De Sorocaba, acompanhando o crescimento da Estrada de Ferro Sorocabana, seguiu para Botucatu, então considerada "boca do sertão". Estabelecido na cidade abriu (1891), juntamente com seu irmão Costabile, um estabelecimento comercial, "Casa Del Manto", de venda de sapatos, botas, luvas e chapéus, possuindo oficina própria para a feitura e conserto de calçados. A partir de 1900, com a volta de seu irmão para a Itália e já atuando sozinho no comércio, ampliou as oficinas para fabricar calçados, importando modernas máquinas da Alemanha. Com fábrica e loja comercial, partiu para a aquisição de um Curtume, especialmente montado para a preparação e fornecimento de couros para a Fábrica de Calçados Delmanto. Completava, assim, o ciclo produtivo: com curtume, fábrica de calçados e loja comercial! Exportou calçados para a Europa. Pedro Delmanto exerceu efetiva liderança em sua comunidade e atuou junto à colônia italiana com muita dedicação.



Maria Varoli Delmanto e Pedro Delmanto


Pedro Delmanto (Pietro Del Manto)





  Como todo imigrante, sonhava vencer e ter seus sete filhos formados. Todos eles formados! Tutti dottori! E foi assim... Três formados em medicina (Aleixo, Antônio e Orlando), dois em advocacia (Dante e Berval) e as duas filhas (Imaculada Conceição e Wanda), professoras. Sempre interagindo com seus conterrâneos, participou e foi Venerável Mestre na Loja Maçônica Italiana "Silvanno Lemmi", que era subordinada diretamente a Roma, tendo seu rito todo em italiano e dependia de correspondência epistolar para o recebimento de orientações, decisões e normas diretamente da Itália. Posteriormente, houve fusão com a Loja Maçônica Guia Regeneradora ( GOB).

      Esse imigrante italiano alcançou seguidos sucessos até a grande crise de 1929, quando encerrou seus negócios, transferindo-se, posteriormente, para a capital do estado. Antes disso, porém, em 1928Pedro Delmanto viveu a realização de outro grande sonho: a inauguração da "Casa de Saúde - Sul Paulista". Estava orgulhoso esse imigrante italiano que possuía o mais antigo estabelecimento comercial da cidade (1891).

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Publicidades da Casa de Saúde "Sul Paulista", no "Jornal de Notícias" de 29/11/1931 e 21/01/1934

Ele preparara esse pequeno hospital para o retorno de seu filho primogênito, Aleixo Delmanto, que fora com 9 anos para estudar em Parma (Itália), com seus primos Botti. Como era natural naquele tempo, seguiu para a terra natal de seu avô materno, Aleixo Varoli, Agente Consular da Itália em Botucatu. Voltava, formado médico pela Real Universidade de Parma, com especialização em Radiologia na mais antiga universidade do mundo, a Real Universidade de Bolonha.

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Homem de visão, Pedro Delmanto contratara para a Direção da Casa de Saúde, importante professor universitário, Catedrático da Real Universidade de Nápoles, na Cadeira de Clínica CirúrgicaProfessor Doutor Ludovico Tarsia. Na Itáliao Professor Tarsia tivera problemas políticos, tendo que se exilar no exterior.
Na Direção da Casa de Saúde Sul Paulista, além do Prof. Tarsia e de seu filho Aleixo, também estava o jovem médico italiano, com atuação como médico na Grande Guerra Mundial, Miguel Losso. A inauguração festiva do pequeno hospital foi um grande e histórico evento para a pequena Botucatu. Único hospital desse porte em toda a regiãoa sua inauguração teve grande repercussão.