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setembro 18, 2015

LIVRO “BRASILEIROS VOADORES” RELEMBRA OS 300 ANOS DE CONQUISTAS NACIONAIS NA AVIAÇÃO


LIVRO “BRASILEIROS VOADORES” RELEMBRA OS
300 ANOS DE CONQUISTAS NACIONAIS NA AVIAÇÃO
 



Conhecida pelo relançamento dos livros autobiográficos de Santos-Dumont, após ficarem anos fora de catálogo, a Taller Comunicação apresenta um novo título sobre os pioneiros da aviação. Em “Brasileiros Voadores”, a proposta é recordar os mais de três séculos de tradição do nosso país na conquista dos ares, uma história admirada em todo o mundo.

Na produção do livro, a Taller trabalhou em conjunto com os autores Laurete Godoy e Jorge Henrique Dumont Dodsworth. Com outras quatro obras sobre o tema, Laurete foi a embaixadora do “Pai da Aviação” no programa “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”. Sobrinho-neto do inventor, Jorge Henrique apoia várias iniciativas que preservam o seu legado.

Comuns e Especiais

Com uma linguagem simples e histórias descontraídas, “Brasileiros Voadores” resgata a trajetória dos principais pioneiros do ar sem qualquer pretensão de ser uma enciclopédia ou manifesto ufanista. Muito pelo contrário, a proposta dos autores foi homenagear o trabalho de homens e mulheres comuns, que dedicaram suas vidas ao grande sonho de voar.

“O livro é o resultado de mais de 12 anos de pesquisas, onde tive a felicidade de conhecer pessoas maravilhosas, que ousaram ser diferentes e deixaram seus nomes gravados na história da aviação. Mas o melhor foi descobrir que não se tratavam de heróis, eram humanos como qualquer um, com medos, erros, acertos, quedas e recomeços”, relembra Laurete. 


Grandes Histórias

Em 236 páginas, “Brasileiros Voadores” relembra dezenas de pioneiros, como Bartholomeu de Gusmão, Santos-Dumont, Julio Cezar, Augusto Severo, José do Patrocínio, Edu Chaves, Anésia
Machado, Ada Rogato, Ribeiro de Barros, Casimiro Montenegro, Lavenère-Wanderley, Guedes Muniz, Hélio Marincek, Rubem Berta, Alberto Bertelli, José Neiva, Ozires Silva, entre muitos outros.

“Com esse trabalho, procuramos prestar a nossa homenagem aos brasileiros e brasileiras que, com sua criatividade, dedicação e paixão, levaram o nome do país aos céus do mundo. As atuais e futuras gerações precisam  conhecer esses exemplos, ter orgulho da nossa tradição na arte de voar e se preparar para também fazer história”, ressalta Jorge Henrique.

Ficha Técnica

Título: “Brasileiros Voadores - 300 anos pelos céus do mundo”
Páginas: 236 em cores (20,5 x 20,5 cm)
ISBN: 978-85-62342-07-03
Preço: R$ 60,00 (com frete grátis)


Informações para a Imprensa:

Taller Comunicação

Douglas Cavallari
(11) 3042-2697 / (11) 992-718-947

Leia uma amostra do livro em:


Acesse as imagens da capa em:

agosto 15, 2015

Indústria Aeronáutica Neiva/Embraer + o Pioneiro José Carlos Neiva no livro da História da Aviação no Brasil!

Indústria Aeronáutica Neiva/Embraer + o Pioneiro José Carlos Neiva no livro da História da Aviação no Brasil!



O livro “BRASILEIROS VOADORES – 300 ANOS PELOS CÉUS DO MUNDO” é de autoria de LAURETE GODOY E JORGE HENRIQUE DUMONT DODSWORTH – sobrinho-neto do PAI DA AVIAÇÃO – SANTOS DUMONT. Pelo trabalho de pesquisa e pelas parcerias feitas, o livro é uma verdadeira enciclopédia da aviação no Brasil, com todo o caminho percorrido, as conquistas e a estruturação industrial.
E nessa abordagem ampla, o papel de pioneiro do Vôo a Vela, com os Planadores e, ao depois, com a fabricação do PAULISTINHA, o Engº JOSÉ CARLOS DE BARROS NEIVA marcou com destaque a sua participação positiva na Aviação Brasileira.
“Já em 1942, o famoso empresário paulista Francisco “Baby” Pignatari (sobrinho do Conde Matarazzo), também piloto privado, decidiu investir no mercado de aviões e criou a CAP – Companhia Aeronáutica Paulista. À partir de 1943, passou a fabricar o CAP – 4 “Paulistinha”, que foi produzido até 1947. Em 1954, Baby Pignatari foi responsável por um dos mais bonitos momentos das festividades do 4º Centenário de São Paulo: dois aviões sobrevoaram o Vale do Anhangabaú e, lançando grande quantidade de papel-alumínio cortado, proporcionaram uma linda e inesquecível chuva prateada.”

BOTUCATU GANHA SUA FÁBRICA DE AVIÕES



JOSÉ CARLOS DE BARROS NEIVA


JOSÉ CARLOS DE BARROS NEIVA nasceu em São Paulo, em 18 de janeiro de 1924, vindo a falecer em São Sebastião, em 09 de fevereiro de 2013. ESSE LIVRO MARCA, COM DETALHES, A PARTICIPAÇÃO EMPREENDEDORA DE NEIVA NA CONSTRUÇÃO AERONÁUTICA:

“O aeromodelismo foi o grande mestre e a base da escolha profissional de Neiva. A partir daí ele e o pai, ajudados por José Buarque de Macedo e o aviador gaúcho João Luiz Job, construíram dois planadores no Rio de Janeiro. Em um deles José Carlos aprendeu a arte de planar. Depois, começou a voar sozinho, sem instrutor. Certo dia, José Bento Ribeiro Dantas, presidente dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, chamou-o e disse: “Eu acho que não é bom você ficar dando susto no seu pai, voando sem instrutor. Vou mandar você para o Rio Grande do Sul, para aprender a pilotar de verdade”.
“Assim aconteceu, o jovem ganhou passagem para Porto Alegre e pode completar o treinamento. Neiva retornou ao Rio de Janeiro habilitado como piloto de planador e, repleto de entusiasmo, iniciou a construção do primeiro planador brasileiro, que acabou vendido para a Companhia Nacional de Aviação. O sucesso foi imediato: recebeu a encomenda de outros três aparelhos para o Ministério da  Aeronáutica. O aparelho recebeu o nome de Neiva B Monitor e foi o responsável pela formação de inúmeros pilotos. Carinhosamente chamado de “Neivão”, fez os primeiros voos em 1950 e, passado meio século, ainda estava em atividade no Aeroclube de Planadores de Tatuí, no estado de São Paulo.”

A VOLTA DOS PAULISTINHAS



“A seguir, foram produzidas outras séries para aeroclubes brasileiros. Nessa época, as duas fábricas de aviões que existiam no Brasil – a CNNA e a CAP -, que forneciam aviões para o Ministério da Aeronáutica, haviam encerrado as atividades. Em 1952, o governo importou dos Estados Unidos oitenta aparelhos Piper PA-18. Neiva tinha certeza de que o Brasil possuía condições de suprir o mercado interno. Empenhou-se e, por meio do CTA, obteve de Francisco Pignatari autorização para fabricar o Paulistinha.
Para cumprir a empreitada, associou-se a Antônio Araújo Azevedo, engenheiro diplomado pelo Escola Politécnica, que possuía uma oficina de reparo de aviões no interior paulista. Em 1954 foi fundada a Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva. Dois anos depois, a empresa transferiu-se para a cidade de Botucatu, onde estava localizada a empresa de Azevedo, e foi assim que, com o aval e estímulo do Ministério da Aeronáutica, iniciou a construção de aviões.”

SUCESSO DA INDÚSTRIA AERONÁUTICA

No ano seguinte, com a fabricação de vinte Paulistinhas Neiva P-56 para a Esquadrilha de Ligação e Observação em Canoas, RS, a produção em série teve continuidade. Eram aparelhos entelados, sendo a fuselagem feita com tubos de aço soldados e as asas construídas em freijó, madeira nacional. Muitos cadetes da turma do Curso de Formação de Oficiais Aviadores de 1968, da antiga Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, receberam instrução de voo nos P-56, designados FAB L-6.
Nenhum cadete efetuou voo solo nessas aeronaves, mas foi nos Paulistinhas que receberam os primeiros ensinamentos sobre a arte de voar. Utilizados pelo Ministério da Aeroáutica, aeroclubes e particulares, os Paulistinhas, produzidos inicialmente pela CAP e, posteriormente, pela Neiva, transformaram-se em um dos grandes sucesso da indústria aeronáutica em tempo de paz, contribuindo para a formação de expressivo número de pilotos.
Como na época surgiram no mercado outros protótipos, enquanto fabricava o Paulistinha, a empresa Neiva projetou um avião metálico. Com isso, encerrou-se a série dos P-56 de dois lugares e teve início a do Regente, com quatro lugares.
A seguir veio o Neiva T-25 Universal, avião de asa baixa, acrobático, com trem de pouso triciclo escamoteável ou retrátil. Foram exportados para o Chile e Paraguai e, anos depois, algumas unidades usadas também foram doadas para a Bolívia. A FAB comprou 140 aviões e, até hoje, esses aparelhos seguem formando pilotos em todo o Brasil.”

A GRANDE ALEGRIA

Quando o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do CTA iniciou os estudos para fabricar o primeiro avião, contou com a colaboração de José Carlos de Barros Neiva, que apresentou ao núcleo de comando da instituição o industrial francês Max Holste, profissional decisivo na execução do projeto do Embraer BEM 110 Bandeirante.
Criada a Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica, ela passou a fabricar aviões para o Ministério da Aeronáutica e, com isso, em março de 1980, a então indústria Aeronáutica Neiva S/A foi assumida pela empresa e dela tornou-se susidiária, na cidade de Botucatu.
Ao longo de trinta anos de atividade, José Carlos de Barros Neiva realizou o sonho de muitos jovens, colocando talentosos pilotos nos céus do Brasil. Pelos relevantes serviços prestados à aeronáutica brasileira, foi eleito membro do Conselho Superior do Incaer – Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica – e passou a ocupar a cadeira nº 2, que tem como patrono Augusto Severo de Albuquerque Maranhão.
Porém, a grande alegria aconteceu em 26 de março de 2004. Apesar de residir na tranquila Ilha Bela, ao ver, pela TV, a primeira mulher da FAB a voar sozinha, pilotando um T-25 Universal, avião confeccionado por sua fábrica. Neiva sentiu o coração bater em ritmo acelerado. Com a emoção, teve a certeza de também ter contribuído para o progresso da aviação brasileira.”
(trechos do livro “BRASILEIROS VOADORES – 300 ANOS PELOS CÉUS DO MUNDO”)
Vejam a lista dos aviões fabricados pela Aeronáutica Neiva:

• Planador BN-1
• Planador Neiva B Monitor
• Neiva P-56 Paulistinha
• Neiva Regente
• EMB-712 Tupi, avião fabricado sob licença da empresa Piper.
• EMB-810D Seneca II, avião fabricado sob licença da Piper.
• EMB-820C Navajo, avião fabricado sob licença da Piper.
• EMB-202 Ipanema
• T-25 Universal (Usado na instrução dos cadetes da Força Aérea Brasileira)

Neiva entre os pioneiros do Vôo a Vela, Acácio (esquerda) e Darcy Assis (direita), em 2010.

Hoje, a lembrança nos leva aos anos 60 quando os famosos “Teco-Teco” eram  fabricados em Botucatu. Após a Embraer assumir a Neiva, a fábrica passou a produzir aviões agrícolas e o conhecido Tucano, além de produzir peças para o jato da Embraer.
José Carlos de Barros Neiva faleceu na cidade de São Sebastião/SP, em 09 de fevereiro de 2013.

REGISTRO HISTÓRICO



No livro “Memórias de Botucatu”, de 1990/1995, registramos o processo industrial em Botucatu: “A INDUSTRIALIZAÇÃO EM BOTUCATU (http://www.armandomoraesdelmanto.com.br/?area=artigos&id=46&pagina=4)
Onde aparece, com destaque, a presença da NEIVA/EMBRAER na consolidação industrial do município.



Com três ciclos industriais, Botucatu pode estabelecer uma sólida base industrial, não poluente. No 2º Ciclo Industrial, a presença do pioneiro e empreendedor José Carlos de Barros Neiva foi uma grande conquista para Botucatu. No artigo citado, reproduzimos a parte à indústria aeronáutica:



2º CICLO INDUSTRIAL


"De meados dos anos 50 até os últimos anos da década de 60 tivemos o nosso 2º Ciclo Industrial. Na verdade, em que pese ter sido um período de expressão modesta em termos econômicos, deixou plantadas algumas sementes que vieram a crescer neste nosso atual 3º Ciclo Industrial: a nossa indústria aeronáutica, a de auto-peças e a de roupas.
No setor alimentício, tivemos já no final dos anos 60, a inauguração festiva da CATU - Produtos Alimentícios, do Grupo Martin. Esse grande empreendimento foi uma iniciativa arrojada de Ângelo Martin e seus irmãos que construíram a fábrica ao lado da Rod. Marechal Rondon, local escolhido para a implantação, anos depois, da CAIO, montadora de ônibus urbanos.
Com a OMAREAL tivemos plantada a semente de nossa Indústria Aeronáutica: o Engº Antônio Azevedo instalou, em hangar adaptado, oficina de manutenção de aviões, chegando a projetar e a construir um protótipo que obteve sucesso. 


Primeiro avião produzido em Botucatu pela Omareal.

No entanto, a OMAREAL não vingou. Coube a José Carlos Neiva, fabricante de planadores no Rio de Janeiro, atraído à cidade por Azevedo, a incumbência de instalar uma fábrica de aviões: a Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva Ltda., posteriormente Neiva-Embraer. Em 1956, a Neiva passou a fabricar o PAULISTINHA P-56." 
(trecho do livro "Memórias de Botucatu", de 1990, de Armando Moraes Delmanto)

Nota do Blog: o cartão da autora, Laurete Godoy:





Santos Dumont é só nome de aeroporto ?!?/leia aqui

O Governo Montoro & o Super Helicóptero Sikorsky/leia aqui

O Nosso Aero Clube – Histórico Completo/leia aqui