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julho 14, 2018

Sessão Solene Comemorativa do 46º Aniversário da ABL - Academia Botucatuense de Letras



Sessão Solene Comemorativa do 46º Aniversário da ABL - Academia Botucatuense de Letras
fotos acervo ABL
Sessão presidida pelo  Acadêmico NEWTON COLENCI

Realizou-se na noite de ontem, na Secretária Municipal da Cultura, a Sessão Solene Comemorativa do 46º Aniversário de fundação da ABL. Presidida por seu presidente, Acadêmico NEWTON COLENCI, contou com a presença do Acadêmico Waldir Paixão - Secretário Municipal da Educação; da Secretária da Cultura, Cristina Cury Ramos; da Vereadora Alexandre Lucchesi, representando a Câmara Municipal de Botucatu, além de grande público e dos acadêmicos da ABL.

As homenagens foram feitas ao Acadêmico JOSÉ FERNANDO MAFRA CARBONIERI e à poetisa VANICE DE ANDRADE CAMARGO ALVES, Membro participante da Fundação da ABL e autora do HINO DA ACADEMIA.

Acadêmico MAFRA CARBONIERI em sua posse na APL

 
Na instalação da ABL, VANICE CAMARGO ALVES na primeira fila , ao lado de Dª MARINA PASSOS e de HUGO PIRES - 1973


No evento cultural o destaque para a participação do CORAL DE BOTUCATU, regido pela Acadêmica e Maestrina, MÁRCIA FURRIER GUEDELHA BLASI, que comemorava seus 50 Anos de atividade profissional, tendo participado da fundação da ABL, regendo o Coral da Igreja Presbiteriana Independente e, hoje, à frente do Coral Municipal de Botucatu, com expressiva apresentação nas festividades da noite cultural.

A Acadêmica e Maestrina, MÁRCIA GUEDELHA BLASI, na instalação da ABL à frente do Coral da Igreja Presbiteriana Independente - 1973

A Acadêmica MÁRCIA GUEDELHA BLASI, NA COMEMORAÇÃO DO 46º aNIVERSÁRIO DA ABL à frente do Coral Municipal - 2018


A saudação à poetisa Vanice de Andrade Camargo Alves foi feita pela Acadêmica Carmem Sílvia Martin Guimarães e a saudação ao Acadêmico José Fernando Mafra Carbonieri foi feita pelo Acadêmico João Francisco Gabriel, ambos tendo exercido a magistratura com muita dedicação e destaque. Os homenageados receberam flores da ABL, pelas mãos da Acadêmica Maria Helena Blasi Trevisani.

Os homenageados e a Acadêmica Maria Helena Blasi Trevisani


Acadêmica Carmem Sílvia Martin Guimarães


Acadêmico João Francisco Gabriel


O Diploma de MEMBRO HONORÁRIO ao novo acadêmico foi entregue pelo presidente da ABL, Acadêmico Newton Colenci a quem coube o encerramento da magnífica noite cultural. O Acadêmico Armando Moraes Delmanto entregou o boton da academia ao desembargador e acadêmico MAFRA CARBONIERI.

O homenageado, MAFRA CARBONIERI, recebendo o boton da ABL das mãos do Acadêmico Armando Moraes Delmanto

VANICE DE ANDRADE CAMARGO ALVES

No acervo da revista PEABIRU nº 05, de setembro/outubro de 1997 e na Edição Especial Comemorativa do 30º Aniversário da ABL, de 09 de Julho de 2002, destacamos matéria referente a atuação e produção literária de VANICE DE ANDRADE CAMARGO ALVES:




E o HINO DA ACADEMIA:


JOSÉ FERNANDO MAFRA CARBONIERI



Nasceu na cidade de Botucatu, interior do Estado de São Paulo, Brasil, a 13 de abril de 1935. Fez na sua terra os cursos fundamentais até formar-se pela Escola Normal, nome que a tradição mantém para o Instituto de Educação "Cardoso de Almeida". Mudou-se aos 18 anos com a família para Bauru, cidade próxima, para ingressar na Faculdade de Direito da ITE, Instituição Toledo de Ensino.
Nessa época, iniciou suas atividades no magistério, dando aulas de literatura e língua portuguesa no Colégio São José, na Sociedade Civil de Educação "Guedes de Azevedo", e no Instituto de Educação "Ernesto Monte".
Foi o primeiro professor, no Brasil, a relacionar o nome de Fernando Pessoa num plano de curso de literatura, e a estudá-lo em aulas sequenciais. Isso aconteceu em 1960, data da 1ª edição da Obra Poética pela José Aguilar.
Dirigiu jornais estudantinos e acadêmicos, e com a professora de francês e sociologia Sylvia Figueira Pinto, com quem se casaria em 1962, manteve no Diário de Bauru, por largo período, uma página literária.
Foi promotor público, professor de direito penal e juiz de direito do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. Aposentou-se como desembargador do Tribunal de Justiça.
Mesmo antes da publicação regular de seus livros, o autor recebeu várias distinções e prêmios literários:

1958. Prêmio Octavio Lopes para poesia modernista. Casa da Cultura de Limeira-SP.
1965. Prêmio Governador do Estado para poesia. São Paulo-SP .
1967. Prêmio Governador do Estado para conto. São Paulo-SP.
1972. Prêmio Paraná para conto. Curitiba-PR.
1973. Prêmio Adelino Magalhães. Menção Honrosa para conto. Niterói-RJ.
1996. Prêmio Cruz e Sousa. Menção Honrosa para obra inédita de literatura infantil. O Menino de Letras, farsa 2, Florianópolis-SC.
1997. Prêmio Jabuti (indicação de livro de poesia). Cantoria de Conrado Honório. São Paulo-SP.
1998. Prêmio Octavio de Faria para romance editado. O Motim na Ilha dos Sinos. UBE- Rio.
2000. Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira. Revista Culto Poesia. A Lira de Orso Cremonesi.
2001. Prêmio Cecília Meireles. 44° Aniversário da UBE-Rio. Poesia. A Lira de Orso Cremonesi.
2002. Prêmio Marengo dOro. Centro Cultural da cidade de Sestri Levante (Gênova, Itália). A Lira de Orso Cremonesi (3° lugar).
2003. Prêmio Casa de Las Américas. Cuba. Poesia. Menção especial para A Lira de Orso Cremonesi.
2003. Prêmio Walmir Ayala. Menção Especial para obra inédita. UBE-Rio. Poesia. Carta sobre O Destino e A Urgência.
2005. Prêmio da Accademia Internazionale Il Convivio para romance editado. Castiglione di Sicília (CT) - Itália. O Motim na Ilha dos Sinos.

As edições se iniciaram em 1970, com a publicação de O Canto Furtivo, poesia, pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC), de São Paulo.

Outros livros de poemas:
1997. Cantoria de Conrado Honório.
1998. Modas de Aldo Tarrento (ambos lançados pela Mercado Aberto/Gente do Livro, de Porto Alegre-RS).
2001. A Lira de Orso Cremonesi. Lemos Editorial. São Pau1o-SP.

Literatura infantil:
1985. A Flauta Lógica. Cia. Editora Nacional. São Paulo-SP.
1997. A Flauta Lógica, farsa 1 (2a edição revista).
1997. O Menino de Letras, farsa 2.
1998. Absurdo Mundo, farsa 3 (os três volumes, com unidade gráfica para a coleção, foram lançados pela Mercado Aberto/Gente do Livro, de Porto Alegre-RS).

Conto, novela e romance:
1973. Os Gringos. Novelas e contos. CEC, São Paulo-SP.
1973. Arma e Bagagem. Novelas e contos. Martins, São Paulo-SP.
1977. Homem Esvaziando Os Bolsos. Novelas e contos. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro-RJ.
1997. O Motim na Ilha dos Sinos. Romance. Mercado Aberto, Porto Alegre-RS.

Antologias:
O autor tem contos e poemas publicados em italiano e inglês.
No Brasil, figura em antologias da Globo, da Record, da Civilização Brasileira e da Ediouro.
As mais recentes dessas obras coletivas são as da Ediouro, 2002, São Paulo, Os 100 Melhores Contos de Crime e Mistério da Literatura Universal, e da Record, 2007, Rio, Crime Feito em Casa.

Edições de amostragem:
Ultimamente o autor editou pela HAZ Gráfica, São Paulo, apenas para amostragem, oito livros de poemas, sem ISBN e portanto fora do circuito livreiro.
Diálogos e Sermões de Frei Eusébio do Amor Perfeito. Cantaria de Conrado Honório. Modas de Aldo Tarrento. Carta Sobre O Destino e A Urgência. A Lira de Orso Cremonesi. A Lira de Malavolta Casadei. O Canto Furtivo e A Lira de Roque Rocha.

Inéditos:
O Abismo (romance).
Peripécias (literatura infantil).

Em preparo:
Um Estudo em Branco e Preto (romance).

Sobre o Autor:
A Poética de Mafra Carbonieri: uma pluralidade singular (tese apresentada pela professora Lucilene Colodo do Amaral Ferreira ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Letras. Orientadora: Profª Drª. Aurora Fornoni Bernardini. São Paulo, 2008, 462 páginas).
Fundador: Pedro Augusto Gomes Cardim Sucessores: Oliveira Ribeiro Neto, Ricardo Ramos, Mário Chamie.