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junho 22, 2013

Nada do que foi será...

NADA DO QUE FOI SERÁ...

“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará”


Hoje, de alma lavada e com sabor de juventude, de mudança, de virada, de conquista, de construção, de amor...

O Brasil viveu momentos mágicos com os INDIGNADOS BRASILEIROS mostrando às autoridades, aos acomodados, aos políticos, aos partidos políticos que pulsa forte a cidadania no coração da juventude e de todos brasileiros que ainda sonham com uma Pátria mais justa, com menos desigualdades sociais e com mais civismo! A história está registrada:

A “intelligentzia brasileira” saberá captar as Mensagens dos Manifestantes. A VOZ DAS RUAS ecoou por todo o Brasil. No post “Novo Brasil no Ritual da Passagem”, fizemos a “chancela” do momento especial que vivia a Nação Brasileira, com uma foto emblemática na frase que a eternizou:


“A foto de abertura é EMBLEMÁTICA: ela mostra na obra arquitetônica imortal de Oscar Niemeyer os “vultos” do NOVO BRASIL que surgiu! É o RITUAL DA PASSAGEM de um POVO adormecido para a posição de Autor de sua História!”


RESUMINDO: A Revolução da Mobilização Social foi e estará sendo pra valer! Nada mais será como antes! A nossa DEMOCRACIA-MEIA SOLA, a CORRUPÇÃO e a IMPUNIDADE, ficou claro, PRESCISAM de MUNDANÇAS URGENTES! E não será com meras palavras, ditando regras, como fez a presidente Dilma, que se chegará a bom termo. NÃO!. É preciso que ela CONVOQUE ou encaminhe ao CONGRESSO NACIONAL a CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE EXCLUSIVA, ou seja, para a REFORMA POLÍTICA! No Senado Federal, Cristovam Buarque já se posicionou a favor!

A SOLUÇÃO É A MUDANÇA TOTAL!
Essa é a VOZ DAS RUAS!
Esse o NOVO BRASIL no RITUAL DA PASSAGEM!!!

Com a certeza de que estaremos com ânimo redobrado para as MUDANÇAS que virão, vamos ouvir com o Lulu Santos a música (dele e do Nelson Motta) que emprestou seus versos para a abertura deste post: “Como uma Onda no Mar”. E, também de autoria de Nelson Motta, o artigo “Mocidade Independente”:

A MÚSICA:

Como uma Onda no Mar/Lulu Santos e Nelson Motta/ veja aqui

“Como Uma Onda no Mar”
Lulu Santos/Nelson Motta


Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

O ARTIGO:
POLÍTICA
Mocidade independente, por Nelson Motta
 O Globo


Discursando para um auditório lotado de políticos, empresários, lobistas e funcionários, a presidente Dilma advertiu que “esta mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público” e foi aplaudida entusiasticamente pelos presentes, como se ninguém ali tivesse nada a ver com isso.
A democracia representativa foi desmoralizada pelos políticos, que a usaram para representar apenas os seus próprios interesses e de seus partidos, e agora os jovens gritam nas ruas “o povo unido/sem sigla e sem partido”, e são aplaudidos pela população. Para não ser vencido, o povo unido precisa estar representado no poder
O governo e o Congresso não enfrentam uma urgente e fundamental reforma politica porque os políticos não querem se mostrar como são: incapazes de chegar a qualquer acordo no interesse do país — porque só sabem defender seus próprios interesses e de seus partidos, como uma corporação que se apossou do Estado e o usa em seu beneficio. Por isso os jovens gritam contra os privilégios dos políticos. E eles fingem que não é com eles.
Hoje as ruas gritam contra os gastos e roubalheiras da Copa do Mundo, que vai consumir bilhões de reais e o povo vai ver pela televisão, enquanto os velhos políticos e as novas elites da era Lula estarão lado a lado na tribuna dos privilegiados.
Contrastando com o Brasil Maravilha que o embriagador marketing oficial mostra na TV, pago com dinheiro público, o Brasil real está nas ruas.
As antigas militâncias apaixonadas, hoje amestradas e pagas, babam de inveja diante da TV, velhos partidos tentam pegar carona no movimento e são escorraçados. A maioria absoluta dos manifestantes despreza os atuais partidos — mas exige ser representada, ter voz e direitos respeitados. Novas formas de pressão e de expressão estão nas praças e no ar.
As cenas que vemos são uma representação dramática da insatisfação dos jovens com o futuro que os espera, se continuarmos representados pelo que o Brasil tem de pior, de saqueadores de verbas públicas a vândalos predadores.
No momento, quem me representa é meu neto de 17 anos.
Nelson Motta é jornalista
(Blog do Noblat – 21/06/2013)