Ah! Aquela Gabriela é inesquecível...
A Rede Globo de Televisão fez o remake da emblemática novela “GABRIELA”, baseada no romance “GABRIELA, CRAVO E CANELA”, do consagrado romancista brasileiro, JORGE AMADO (1912/2001), lançado em 1958.
Na primeira versão, de 1975, a direção coube ao diretor Walter Avancini da obra adaptada para a televisão por Walter George Durst. Na primeira versão – a versão que marcou a televisão brasileira e revelou a artista brilhante que é Sônia Braga! – Walter Avancini teve como seu auxiliar exatamente o Roberto Talma que hoje é todo poderoso na Globo e dirige um Núcleo de Dramaturgia.
Na nova versão, temos o Roberto Talma como Diretor de Núcleo, o Mauro Mendonça Filho como Diretor-Geral e Walcyr Carrasco como Diretor Executivo. Após 36 anos, a TV Globo apresenta o remake. Aliás, tem acertado nessas iniciativas, assim foi com o remake de “O ASTRO”, que sob a direção de Alcides Nogueira, foi sucesso e está representando a dramaturgia brasileira em importante premiação internacional.
A nova “Gabriela”traz toda a competência e o perfeccionismo da “Deusa Platinada”. Sônia Braga sendo, agora, substituída por Juliana Paes. Fúlvio Stefanini, com interpretação genial, sendo substituído por Marcelo Serrado que brilhou na novela anterior como “afeminado”, exagerou com bocas e caretas na interpretação do conquistador Tonico Ferreira. Nacib que teve toda a espontaneidade de Armando Bogus, teve na nova versão um Humberto Martins muito mais velho, cabelo pintado de preto graúna, mais parecendo o avô do Nacib de 1975...
E a famosa cena do telhado passou a ser o contraponto entre as duas versões, de 1975 e de 2012. É incomparável! Certas cenas de filmes ou de novelas ficam marcadas de forma emblemática no imaginário popular...
“Por isso, quando acontece uma releitura, gera-se expectativa em torno da regravação de tal momento marcante. Pense numa cena de Gabriela – a novela que consagrou Sônia Braga em 1975. Gabriela, moleca e inocente, sobe no telhado, pega a pipa que lá caiu e a levanta sorridente para a multidão lá embaixo, que está eufórica com a visão da bela mulher que expõe suas partes pudendas sem se dar conta. A cena é bonita, no melhor dos sentidos. Causa um misto de diversão – porque chega a ser engraçada – com emoção, por conta da pureza da protagonista. Marcou a TV e de lá para cá foi repetida inúmeras vezes pelos vídeo-shows da vida.”
Chega ao seu final a nova versão de “GABRIELA”, também um excelente trabalho, MAS fica a certeza de que permanecem – inesquecíveis! – os personagens da versão de 1975. É isso.


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outubro 26, 2012
maio 31, 2012
Recado à Presidenta Dilma: Vamos invadir essa Praia Globalizada ?!?
Quando o mundo todo passa por uma de suas mais radicais transformações, não é possível que a Política Externa continue com a mesma técnica, tática e preceitos da época do Barão do Rio Branco...
Com a REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO que vem transformando, de fato, o mundo em uma ALDEIA GLOBAL , não podemos ficar com uma Chancelaria de Relações Exteriores alheia a essa mudança que tem provocado transformações radicais, com a queda de Ditaduras e uma postura universal contra os “remédios” econômico-financeiros fixados pelo Fundo Monetário Internacional – FMI, para a “recuperação” das economias de países que ultrapassaram os limites da responsabilidade fiscal.
Essa interação do Brasil com o mundo precisa ser no mesmo ritmo exigido pela internet, sob pena de ficarmos muito aquém do que se poderia conquistar com tanto potencial natural e tanta riqueza construída especialmente pelo agro-negócio. E o turismo, sustentáculo de tantos países europeus, não significa nada para os brasileiros, com uma demanda de turistas absolutamente abaixo de sua capacidade real.
A BARREIRA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Essa é uma realidade que não vai mudar: não estamos entre as cinco línguas mais faladas e prestigiadas nas relações internacionais. O espanhol, sim, está inserido. Mas não nos basta e nem resolve os nossos problemas de “existência” e divulgação perante os meios de comunicação de todo o mundo. E essa classificação, com o devido destaque para a língua citada, é baseado no número de pessoas que usam essa língua nos diversos países do mundo.
Assim, nas divulgações turísticas e empresariais, salvo algumas poucas exceções, o português está excluído. Quando muito se encontra um “portunhol” sofrível...
INVADINDO ESSA PRAIA GLOBALIZADA...
Qual, então, o caminho a ser seguido?!?
É concentrar os esforços governamentais no objetivo de atingir às programações e a estrutura do TURISMO DE LAZER E EMPRESARIAL.
Hoje, praticamente menos de 10 Grupos Empresariais “controlam” o TURISMO de um modo geral. Sendo certo que os principais “possuem” cerca de 5 mil hotéis. REPETINDO 5 mil hotéis!!!
E, nessa rede hoteleira, existe uma gama de opções a divulgar países e suas respectivas alternativas turísticas. Em nenhuma delas o Brasil está presente.
Uma das principais opções é através das programações das TVs internas da rede. E aí é que se encontra um bom caminho a ser percorrido pelo Brasil.
CAMINHO SEGURO A SER SEGUIDO:
A tão propalada PPP – Parceria Públíco-Privada é o caminho a ser seguido. Partindo do princípio de que todo hóspede, numa determinada hora de seu tempo no hotel, busca distração via TV, nada mais acertado do que inserir o Brasil nesse contexto, aparentemente tão insignificante. Hoje, é IMPOSSÍVEL encontrar programação do Brasil, quando muito e de forma pejorativa se encontra, às vezes, a RTP (Portugal) com uma programação muito limitada...
Essa PPP teria que ser coordenada pelo ITAMARATY+ TV BRASIL (Empresa Brasil de Comunicação) que se dedica à parte cultural, documentários, divulgação de filmes nacionais, mas tudo bem alternativo. Criar-se-ia um DEPARTAMENTO DA TV BRASIL/INTERNACIONAL. Através desse instrumento oficial é que se buscaria e se tentaria fazer as negociações com essas mega empresas internacionais.
MODUS FACIENDI
Sem muita complicação: seriam divulgados (a grade de programação) pela TVBRASIL/INTERNACIONAL somente programas musicais (musical brasileiro), documentários ecológicos e históricos, sempre entremeados de noticiário breve e positivo sobre o Brasil.
E essa grade de programação NECESSARIAMENTE seria feita em uma parceria com as TVs Comerciais. Sem maiores discussões, as melhores programações musicais e de documentários seriam fornecidas e, somadas às programações da TV BRASIL (que representa as TVs de Cultura do país), seriam a grade de divulgação desse poderoso instrumento de divulgação e inserção do Brasil nessa fechada estrutura internacional. Uma programação enxuta, dinâmica e positiva!
IMPORTANTE: tudo seria OBRIGATORIAMENTE legendado em inglês. O gerenciamento seria feito por profissionais do turismo e do marketing, excluídas, com certeza, qualquer ingerência político-partidária.
Com esse material, o ITAMARATY e a TV BRASIL/INTERNACIONAL estariam em condições de inserir o Brasil e suas riquezas e potencialidades nesse exclusivo e importante mercado internacional.
A seguir, outros trabalhos poderiam ser direcionados objetivando “nichos” de divulgação nessa grande ALDEIA GLOBAL na qual está se transformando o mundo...
ESSA PRAIA GLOBALIZADA É QUE SERIA INVADIDA...
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