fevereiro 16, 2012

Serra será candidato a Prefeito de São Paulo


Já foi deputado federal, senador, prefeito e governador, experiente, centralizador, José Serra pertence à velha escola política paulista que não costuma dar espaço para a renovação política. Essa a situação do PSDB de São Paulo, com os pré-candidatos a Prefeito: Bruno Covas, Trípoli, Andrea Matarazzo e José Aníbal enfrentando a mesma realidade do PP do ex-prefeito Paulo Maluf: as novas lideranças não tiveram espaço e tempo para a sua consolidação dentro do partido.

No “Estadão”, de 16/02, a notícia:
“Serra é candidato. A síndico do PSDB
Serra será candidato. Só não sabe ainda a que cargo: prefeito, presidente… Não ouso especular, mas posso sugerir: Serra poderia se candidatar a síndico do PSDB. Já que ele não é lá um cara muito querido dentro do partido, como síndico, ele poderia ficar cornetando seus correligionários e estes poderiam ignorá-lo (mais ou menos como acontece com Suplicy no PT).
Ou, numa jogada mais ousada, Serra poderia migrar para o PSD, a casinha do Kassab, seu “pet” de estimação. Isso sim é que é uma grande coalizão. Já imaginou Serra e Kassab junto com Dilma, Lula e a turma toda? Se isso ocorrer mesmo, aí sim, seremos o país do extremo governismo e da unanimidade…”
Assim, já é praticamente certo que José Serra “aceitará” a sua candidatura para Prefeito de São Paulo, com a promessa sagrada de que NÃO abandonará a prefeitura para tentar ser governador de novo...

CONSEQÜÊNCIAS POSITIVAS NO PSDB:
1-) Serra ficando os 4 anos na Prefeitura, deixa Geraldo Alckmin livre para se candidatar à reeleição:
2-) Serra ficando os 4 anos na Prefeitura, deixa o Aécio Neves com o campo livre para ser candidato do PSDB à presidência da República, o que é desejo da cúpula tucana;
3-) Serra ficando os 4 anos na Prefeitura será IMBATÍVEL na sua própria reeleição podendo, assim, ficar 8 anos no comando da maior capital brasileira e à frente de um dos mais fortes orçamentos do país.

RESUMINDO: Agrada a todos, menos aos 4 pré-candidatos a prefeito do PSDB. É preciso GANHAR A ELEIÇÃO que não é difícil, dependendo, é claro, da força de Lula e da presidenta Dilma na mobilização do eleitorado a favor do jovem advogado, ex-ministro da educação, Fernando Haddad. E, para finalizar, Serra terá o apoio do Kassab que só montou o PSD a pedido do próprio Serra...


6 comentários:

Anônimo disse...

He he He...O Serra, como sempre, deixa tudo para resolver na última hora. O Serra é tão previsível...Dificilmente ele perde, apesar do jovem Fernando Haddad vir com o apoio do Lula e da presidenta Dilma. Será a luta do velhinho X contra o jovem...A cidade de São Paulo já está cansada da “mesmisse” dessa turma que está há tanto tempo no poder. O candidato Fernando Haddad é formado em Direito e tem uma experiência de 7 anos como Ministro da Educação. Já Serra já foi candidato 3 vezes a prefeito da capital, 3 vezes a governador e 2 vezes a presidência da república, é mole? O páreo será difícil com Serra saindo à frente...(carla.bueno2011@bol.com.br)

Anônimo disse...

Se o Serra sair candidato ele vai sentir a dureza de uma traição. O governador Geraldo Alckmin lhe dará o apoio, mas trabalhará, na “moita”, para seu “queridinho” Chalita que sairá candidato a prefeito pelo PMDB. Afinal, ninguém ainda esqueceu que qdo o Alckmin foi candidato a prefeito pelo PSDB, o Serra, companheiro de partido e na época governador, trabalhou e conseguiu eleger o Kassab do DEM. Agora as coisas se inverteram...rsrsrs É o velho ditado: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido!” E agora, José?!? (bastosgustavo@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

Olha, como paulistana eu quero saber se o Serra vai cumprir o seu mandato de prefeito! Quando se elegeu prefeito, o Serra prometeu cumprir o mandato e NÃO cumpriu, saiu candidato a governador. Então tem que ser um compromisso muito claro não só com o PSDB mas com toda a população de São Paulo. E que escolha um vice bom, porque esse Kassab, vigê d’us!!! (maria-de-lourdes2004@hotmail.com)

Anônimo disse...

Eu acho que o Serra tem “dedo podre” para escolher os seus companheiros de chapa. Tá certo que é indicação do outro partido coligado, mas sempre se oferece algumas opções para a escolha do cabeça de chapa, no caso o Serra. Escolheu o Kassab, malufistas, político sem expressão, subserviente e deu no que deu; pra governador, pegou como vice o Guilherme Afif Domingos que já foi candidato a vice do Reinaldo de Barros contra o Montoro, quer dizer, o Afif foi o Kassab que não deu certo, também malufista de origem tendo sido secretário da agricultura do Maluf...não dá, né?; e, por fim, foi buscar aquele Índio da Costa, um zero à esquerda... São Paulo espera que ele saiba escolher desta vez e que prepare um grupo de jovens tucanos para o futuro. É isso aí.
(pinto.rodolfo28@yahoo.com.br)

p.a.marangoni disse...

Delmanto,parabéns pelo texto.Coloquei no twitter e também escrevi a respeito no meu blog. Grande abraço

Delmanto disse...

Agradeço ao comentário do Marangoni em meu post sobre a candidatura de Serra à prefeitura de São Paulo. E no blog do p.a.marangoni tem um texto que mostra bem a realidade política paulista e o papel que representa José Serra nesse contexto. Vamos ao texto:
“Política paulista:Serra,um instrumento que divide
Serra. S.f. Instrumento cortante.
Serra tico-tico. Pequena serra mecânica que se desloca em movimento de vaivém. (Aurélio)

Estava a ler um artigo sobre o José Serra no Blog do Delmanto,detalhando as vantagens de tê-lo como prefeito e outro artigo no Estadão sobre o desgaste ocasionado por indefinições. Concordo com os dois textos. Mas sempre que se fala em Serra sente-se um ar de “pois é”,o eterno candidato é o fusquinha dos paulistas,um carisma já forçado,quase uma desculpa por falta de opção. Serra se enquadra na definição do Aurélio para serra tico-tico,com movimentos de vaivém,quer tudo,vai para lá e para cá e o resultado é a definição primeira,instrumento cortante,que separa,divide. E no meio do vaivém tem a arrogância de não se submeter às prévias,coisa para simples mortais. Depois chega com ares de imperador e manda o vencedor desocupar a cadeira conquistada legitimamente. Pouco tempo depois deixa-a novamente para concorrer ao que aparecer,desde síndico de um Cingapura à presidência da República.

O grande Estado da federação não tem líderes e sua poderosa capital está sendo prostituída. "A última preocupação é a Prefeitura. Usar os filiados do PSDB de São Paulo como peões do xadrez da política estadual e nacional já é ruim. Fazer a cidade de São Paulo de peão nesse jogo é, francamente, uma arrogância sem limite" disse o cientista político Eduardo Graeff

PSDB não é mais um partido,é um clube particular. Pobre São Paulo que além de tudo tem que suportar um Kassab,o bobo da corte mas que como todo colega de profissão conhece os segredos e acaba sendo cortejado por todos. Os paulistas não possuem líderes políticos à altura porque aqui,terra de oportunidades e progresso,os elementos de valor se tornam rapidamente grandes empresários ou executivos de sucesso,deixando a política para aventureiros,vigaristas e personalidades doentias por fama e poder. A política paulista,gulosa,torna-se indecisa e se presta a ser manipulada sem qualquer ética,desavergonhadamente sem rumo,diretrizes,orgulho,vergonha na cara.
Serra parece o Kiko,filho da Dona Florinda,moleque mimado que quer tudo para ele e não divide com ninguém. E neste passar dos limites da paciência,vem a plebe rude e elege algum incompetente Seu Madruga petista...”

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