Desde o início, nos propusemos a ser um FORUM CULTURAL, onde a “intelligentzia brasileira” pudesse buscar o debate aberto, eliminar suas dúvidas, partilhar suas experiências, enfim, participar, de forma efetiva, da construção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do Brasil. E o surgimento, com vida própria e conseqüências marcantes, das redes sociais, tem deixado a “vanguarda pensante” de nossa sociedade com um interesse maior ainda, no entendimento desse fenômeno social e na interação que ele proporciona para as conquistas sociais e para a higienização política do país.
Redes Sociais/ Wikipédia/ leia aqui
Fórum Cultural e Político/ leia aqui
Recentemente, saiu um trabalho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, muito bem elaborado e objetivo. Já temos publicado, como complementação para os nossos debates, textos publicados por terceiros, inclusive de Cesar Maia. Na busca da compreensão dessa Revolução da Informação que está tomando o mundo de assalto, com a Rebelião dos Indignados acontecendo na Europa, a Liberdade de Imprensa passa a assumir aspectos de importante ferramenta para a manifestação cada vez maior – até de maneira imprevisível! – dos segmentos sociais mais participativos.
A Liberdade de Imprensa/ Novos Caminhos/ leia aqui
A Revolução da Informação/ leia aqui
A Revolta dos Indignados/ leia aqui
Assim, trazemos para conhecimento e debate, este trabalho de Cesar Maia. É um esforço de um militante político diferenciado e que nunca esteve preso a “fórmulas” milagrosas de ideologias que atrasaram e manietaram, por décadas, a humanidade. Só a sua busca de compreensão, já o qualifica. Vamos lá:
“REDES SOCIAIS ATROPELAM A 'SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA'!
1. Um acompanhamento cuidadoso das mobilizações ocorridas nos países árabes e na Europa, que vem sendo acunhadas de "os indignados", mostra a completa ausência indutora de sindicatos, associações locais ou profissionais ou partidos políticos. Essas mobilizações têm como vetores indutores as redes sociais, as mídias sociais.2. Ou seja: a chamada 'sociedade civil organizada' perdeu sua capacidade de mobilização e liderança, vis a vis as redes sociais. Isso vale também para os partidos políticos, que se fossilizam exclusivamente na atividade parlamentar e falam para eles mesmos e para os meios de comunicação.
3. Neste aspecto, essa é a primeira mudança profunda desde a revolução francesa, ou seja, desde mais de 200 anos. Portanto, essa mudança não deve ser tratada apenas como um fato interessante para a curiosidade dos analistas. Deve ser tratada como um fato histórico que muda as relações dentro da sociedade civil, dentro da sociedade política e entre ambas. As redes sociais superam a disjuntiva entre democracia representativa, via eleições parlamentares, e democracia direta, via sociedade civil organizada.
4. Uma democracia direta eletrônica com a característica básica de ser horizontal e não ter coordenações, lideranças e organizações estáveis. Não se consegue impor um clichê, ou um nome para um segmento em ebulição nas redes sociais. Não se pode chamar de associação, sindicato ou partido, esta ou aquela rede. Não tem forma nem sede.
5. E as associações civis e políticas que imaginarem poder usar as redes sociais como instrumentos seus, vão perder tempo. Elas têm, de certa maneira, de se dissolver nas redes, resgatando sua integridade pela unidade de suas idéias, sem a pretensão de reproduzir nas redes sociais a forma de fazer política social ou partidária à qual estão acostumados.
6. Esse é um processo que já começou e que vai desenvolver no tempo, os seus caminhos, os seus métodos. Os que pensam ser um modismo serão atropelados. Os que tiverem humildade e estudarem a sua lógica vão se antecipar aos demais nessa transição de organizações verticais rígidas para redes horizontais plásticas e automobilizáveis.
7. E de tal agilidade e rapidez, que quando se estiver fazendo um estudo de caso, outros estarão surgindo. Nenhum permanente na forma e todos permanentes no método”.
(Ex-Blog de Cesar Maia/19/08)


