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junho 17, 2015

Paraisópolis de Alcides Nogueira é o PERFIL do PAULISTA!

Paraisópolis de Alcides Nogueira é o PERFIL do PAULISTA!


Diria mais: é o PERFIL do BRASILEIRO!
Sim, porque o paulista é a somatória dos que formaram a Nação Brasileira: os descendentes europeus, os descendentes indígenas e os descendentes do negros africanos. É a amálgama da raça brasileira.



PARAISÓPOLIS conseguiu “captar” com maestria o contraste da sociedade brasileira. Nenhuma outra novela soube captar com tanta perfeição essa diferença real do povo brasileiro...E foram tantas as novelas  ambientadas nas favelas cariocas. As fotos da Favela Paraisópolis ao lado dos edifícios luxuosos do Morumbi, tendo em cada andar uma piscina são de uma cruel realidade social.





E ALCIDES NOGUEIRA soube “retratar” esse perfil social que PARAISÓPOLIS  apresenta. Por isso mesmo é que ganhou o Prêmio EMMY, em 2012. À época fizemos o post “Alcides Nogueira ganha o Prêmio Emmy: o Oscar da Televisão”.

Paraisópolis de Alcides Nogueira é o PERFIL do PAULISTA!


Mas o autor de premiadas peças teatrais já emplacou mais de dez novelas globais! Mas o seu grande mérito tem sido o “retratar o perfil dos paulistas" e, por consequência, dos brasileiros. 

Nas novelas “Força de um Desejo” e “Um Só Coração”, a primeira em parceria com Gilberto Braga e, a segunda, em parceria com Maria Adelaide Amaral, Alcides soube traçar as principais características dos paulistas.

A mini série “Um Só Coração” bateu todos os recordes de audiência. Foi uma justa homenagem prestada aos 450 Anos de São Paulo. Retrata com competência e profissionalismo a evolução histórica da cidade. Desde a Semana de Arte Moderna de 1922, passando pelas Revoluções de 1924, 1930 e a grande epopeia de 1932. Foi tal o sucesso que resultou na edição do livro “SÃO PAULO”.



Em “Força de Um Desejo”, Alcides procurou mostrar “o país de um momento histórico crucial. O Segundo Império já começava a enfrentar grandes crises. Imersa na crueldade de uma guerra desigual com o Paraguai, que resultou em um verdadeiro genocídio, a aristocracia era obrigada a abrir os olhos para os horrores da escravidão, da desigualdade social, para os preconceitos morais...
Todos sabem o que aconteceu. Finda a Guerra, o movimento pela Abolição cresceu fortemente, e, quando a escravidão terminou, o Segundo Império sucumbiu...”



E Alcides mostrou onde buscou sua inspiração: “Procurei mostrar meu carinho pela cidade dando o nome de SANTANA à vila onde tudo acontecia. O nome da padroeira de BOTUCATU e madrinha de minha avó Amélia Paes de Almeida Pinto Conceição. Também muitos fatos e costumes ligados à aristocracia cafeeira entraram no folhetim trazidos pelo que aprendi com meu pai, SEBASTIÃO DE ALMEIDA PINTO, e outros historiadores botucatuenses, como Hernâni Donato, Francisco Marins e Armando Delmanto. Minha família, tanto pelo lado paterno quanto pelo materno, perde-se nas brumas dos quinhentos anos...Escrever sobre barões, sinhazinhas, grandes damas, coquetes, escravos, moradores de uma pequena vila do interior foi como revisitar um mundo que me é muito conhecido. Posso amar ou odiar alguns de seus valores, mas não posso ignorá-los. Fazem parte daquilo que sou, que somos. Fazem parte da estrutura do brasileiro. E, para sorte minha, muito do que queria não estava somente nas pesquisas, mas na herança de parentes e famílias amigas. Foi emocionante abrir essa caixinha mágica que me transportou – e espero que a todos os espectadores – a um mundo que ainda precisa ser mais esmiuçado, para que possamos entender a amálgama de nossa raça”.
Esse é Alcides Nogueira!
A revista cultural PEABIRU registrou esse trabalho de Alcides Nogueira:



Um dramaturgo botucatuense se destacando na mídia televisiva com muito brilhantismo.
PARAISÓPOLIS ficará na memória da televisão brasileira por retratar o perfil do paulista e do brasileiro com extrema realidade. Trabalho de gênio.
Salve, Alcides!
Grande abraço!
Sucesso!


novembro 20, 2012

Alcides Nogueira
ganha o Prêmio Emmy:
o Oscar da televisão!

O DRAMATURGO E NOVELISTA ALCIDES NOGUEIRA GANHA O PRÊMIO EMMY!
Aniversário Feliz + Presente Global / Alcides Nogueira/ leia aqui

É A GLÓRIA DA DRAMATURGIA NACIONAL!
O Prêmio Emmy representa o OSCAR para a televisão mundial. Em 2009, a Rede Globo de Televisão ganhou o Prêmio Emmy com “Caminhos da Índia”, da novelista Glória Peres. O prêmio, dedicado à produções feitas fora dos EUA, recebeu 1.100 inscrições, que foram analisadas por jurados de 67 países. Ao todo, foram selecionados 38 finalistas de 15 países que disputaram títulos em 9 categorias.

Alcides Nogueira e Mauro Mendonça Filho fizeram o remake de “O Astro”, novela exibida em 2011, que arrematou a grande premiação. Isso representa uma conquista que consolida a qualidade das produções da Rede Globo. Alcides Nogueira já está preparando o texto da novela do horário das 18:00 h, que será exibida em 2013.
Mauro Wilson, Mauro Mendonça Filho, Geraldo Carneiro, Alcides Nogueira e Claudio Torres com os troféus do Emmy Internacional (Foto: Luiz Ribeiro/ TV Globo)


No recebimento do prêmio, em Nova York, emocionado, Alcides falou: "Eu sou de uma geração de autores que sempre admirou e desejou o Emmy. Ganhar este prémio, ainda mais na sua 40.ª edição, enche o meu coração com uma alegria indescritível. Sinto-me honrado. Mas o prémio não é só meu, é de Geraldo Carneiro, Roberto Talma e de Mauro Mendonça Filho, e da Rede Globo. É da televisão brasileira". Foi com estas palavras que Alcides Nogueira, autor de O Astro, reagiu ao ver a novela brasileira ser distinguida com um prémio Emmy na categoria de Melhor Telenovela.

Rosamaria Murtinho, Alcides Nogueira, Geraldo Carneiro e Mauro Mendonça Filho recebem o prêmio de O Astro (Foto: Luiz Ribeiro/ TV Globo)


A vitória do botucatuense Alcides Nogueira é também a vitória de sua cidade natal: BOTUCATU. Membro de uma família numerosa e muito benquista na cidade, Alcides leva sempre a lembrança de seus saudosos pais, o médico e professor Dr. Sebastião de Almeida Pinto e da prefessora Dona Lali Nogueira Pinto. Abaixo, um histórico da carreira de Alcides Nogueira, da Wikipedia, que fica como registro histórico:

“Alcides Nogueira Pinto (Botucatu, 28 de outubro de 1949) é um dramaturgo e telenovelista brasileiro. De família tradicional, sendo seu pai médico e também escritor, Alcides cresceu num ambiente culto, tendo mesmo aprendido a ler e escrever antes de começar a frequentar a escola. De início sonhava em ser diplomata, mas termina por formar-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Direito Autoral.
Em 1977, escreve sua primeira peça teatral, chamada A Farsa da Noiva Bombardeada, a qual lhe rende problemas com a Censura. No ano de 1981 acontece o primeiro sucesso, Lua de Cetim, ganhadora de dezesseis prêmios. Porém, o primeiro grande sucesso vem mesmo a ser a adaptação para teatro que Alcides faz do livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva.
Os primeiros trabalhos de Alcides para a televisão foram em programas educativos e em textos para o Caso Verdade e para a série Joana (1984). Sua estreia em telenovelas acontece neste mesmo ano, como colaborador de Walter Negrão em Livre Para Voar. No ano seguinte, faz sua estréia como autor-solo em De Quina pra Lua. Ainda na década de 1980 é co-autor de Direito de Amar (1987) e O Salvador da Pátria (1989).
Atua como co-autor de Silvio de Abreu em várias novelas, dentre as quais Rainha da Sucata (1990), Deus nos Acuda (1992), A Próxima Vítima (telenovela) (1995) e Torre de Babel (1998). Em 1997 escreve outra novela-solo, O Amor Está no Ar, lembrada pela abordagem da cultura judaica.
Na década de 2000, estabelece uma parceria com Maria Adelaide Amaral, escrevendo as minisséries de sucesso Um Só Coração (2004) e JK (2006).
Em 2008, escreveu para o horário das 18h a novela Ciranda de Pedra, segunda adaptação do romance de mesmo nome, de Lygia Fagundes Telles. O mesmo já havia sido adaptado anteriormente por Teixeira Filho em 1981.
No teatro, outras obras de Alcides são Pólvora e Poesia, pela qual recebeu o Prêmio Shell de melhor autor, Paris Belfort, Gertrude Stein, Alice Toklas & Pablo Picasso, A Javanesa e Ópera Joyce. Em 2011 escreveu, junto com Geraldo Carneiro e a colaboração de Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira, a novela O Astro, primeira a ser exibida no denominado horário novela das onze, estreou em 12 de julho de 2011, com direção geral de Mauro Mendonça Filho e direção de núcleo de Roberto Talma. A trama é um remake da novela de mesmo nome, exibida no horário das 20h entre 1977 e 1978, de Janete Clair, dirigida por Daniel Filho.Foi seu primeiro sucesso como autor principal em novelas.”