NOVA ESQUERDA COM BRIZOLA NETO?!?
Prestem atenção nas “entrelinhas” da política brasileira...A presidenta Dilma, a pouco e pouco, vai marcando seu governo com o seu perfil político, com a sua CHANCELA! Ela começou politicamente no PDT sob o comando de Leonel Brizola!
Nas relações exteriores e aqui podemos colocar o “fiasco” que foi a Rio+20, acrescido de mais uma dos trapalhões da política externa (Marco Aurélio Garcia, o “megalonanico" Celso Amorim e o “filhote” Antonio Patriota) ao quererem interferir nos assuntos internos do Paraguai!!! Tudo sob o comando do “Beiçola de Caracas” (segundo Reynaldo Azevedo), o Hugo Chaves.
Ela sabe que o MERCOSUL não funciona; ela sabe que o Parlamento do MERCOSUL não foi implantado; ela sabe que a Argentina “boicota” os produtos brasileiros ao arrepio da lei comum do tratado; ela sabe que a Unasul só tem servido para posturas da “esquerda infantil e primata” sob o comando de Hugo Chaves... Logo, ela terá que colocar um proativo à frente do Itamaraty. Mas é importante, nesta fase do “vale tudo” da política segundo os métodos antigos e superados, que se atente para a indicação do deputado federal BRIZOLA NETO para o Ministério do Trabalho. E não foi indicação do PDT, foi indicação PESSOAL da presidenta Dilma!
Brizola Neto NÃO é o Brizola, seu avô. Mas tem tido uma trajetória positiva na política, coerente com suas raízes históricas. Já teve o até exagerado “TIJOLAÇO” na internet, mas mantém uma postura contrária a essas “composições asquerosas” da política tupiniquim...
Analistas políticos estão vendo nesse mais jovem Ministro (33 anos) o surgimento de uma NOVA ESQUERDA: coerente, histórica e que veio para MUDAR os costumes políticos e construir uma grande Nação! Tudo sob o olhar e a CHANCELA da presidenta Dilma!
A FAXINA DO BRIZOLA NETO! É preciso atenção ao ler este artigo do experiente jornalista Carlos Newton. Aí está a nova esquerda: ÉTICA, COERENTE E POSITIVA!
Carlos Newton
Como recomendava o cronista Maneco Muller, não convidem para o mesmo evento social o atual ministro do Trabalho, Brizola Neto, e o anterior, Carlos Lupi. Pode sair faísca.
Reportagem de Fernando Exman e João Villaverde, no jornal Valor, mostra que o ministro Brizola Neto já demitiu praticamente todas as executivos do alto escalão que trabalharam no período em que Lupi, presidente do PDT, foi ministro (abril de 2007 a dezembro de 2011)
Os três principais auxiliares de Lupi afastados por Brizola Neto são o secretário-executivo, Paulo Roberto Pinto, o secretário de políticas públicas de emprego, Carlo Roberto Simi, e a secretária de relações do trabalho, Zilmara Alencar. Das quatro secretarias do Ministério, apenas o secretário de Economia Solidária, Paul Singer, continua no cargo, por não ser indicação de Lupi, já que é antigo militante do PT.
A primeira a cair foi Zilmara, responsável desde março de 2010 pela homologação dos sindicatos no país. Criticada por algumas organização sindicais, em especial pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Zilmara foi substituída pelo sindicalista Manoel Messias, ex-dirigente da CUT. Antes de Zilmara, a secretaria de relações do trabalho fora ocupada por Luiz Antônio de Medeiros, fundador da Força Sindical.
Braço direito de Lupi e ministro interino por 160 dias, Paulo Roberto Pinto foi demitido da secretaria-executiva do ministério no dia seguinte à posse de Brizola Neto. O antigo secretário discursou no Planalto na cerimônia de posse do novo ministro e pretendia a permanência. Mas para o cargo, Brizola Neto nomeou o economista Carlos Antônio Sasse, que fora secretário da Fazenda nos governos Brizola e Garotinho no Rio de Janeiro. Sasse deixou o governo Garotinho depois de denunciar um suposto esquema de corrupção envolvendo fiscais do governo.
Já Carlo Roberto Simi, que comandava a principal secretaria do ministério há cinco anos, responsável pela formulação das políticas da pasta, foi substituído por Marcelo Aguiar, que era assessor parlamentar do ministério. A gestão de Simi foi especialmente criticada pela falta de “determinação” e de “objetivos claros”, segundo os repórteres do Valor.
Além de formular e gerir as políticas do ministério, Simi também presidia o Conselho do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), que nos últimos anos perdeu praticamente todas as suas prerrogativas, em especial a definição de estratégias para qualificar trabalhadores no país.
Enquanto isso, Lupi mostra sua sede de poder e se torna, ao mesmo tempo, presidente nacional do PDT, presidente regional e presidente municipal do partido no Rio de Janeiro. Impressionante.
(Tribuna da Imprensa, 23/06/2012)”
DONA MARTA SUPLICY MANDA SEU RECADO:
Em artigo publicado no domingo, a senadora Marta Suplicy tornou público o seu posicionamento. Foi a primeira a discordar do modo como Lula vem “usando” o PT. Depois, a deputada federal Luiza Erundina conseguiu a admiração da Nação Brasileira ao se posicionar contra a aliança de Lula e Maluf. Agora, Marta Suplicy reforça essa “aversão da alma brasileira” a essa política “rasteira” e sem “controle de qualidade” do ex-presidente:
“O modelo “realpolitik” se esgotou e parece que nem todos estão percebendo. Não dá mais para viver essa praga que se entranhou no sistema político brasileiro. Erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética.
Nascida na Alemanha, a expressão “realpolitik”, segundo Luis Fernando Verissimo, é um termo invocado quando um acordo ou arranjo político agride o bom-senso ou a moral.
Os cidadãos eleitores, que ainda se dão ao trabalho de acompanhar a política, não suportam mais essa prática. Podem até entender a necessidade das composições, alianças e acordos que se tornaram imprescindíveis no Brasil muito em função do nosso sistema eleitoral, do número de partidos e do quanto tornou-se precioso o tempo de TV.
Os que criticam essa modalidade e as formas de fazer política, vistas como “normais” há décadas, têm hoje consciência de que elas são um terrível mal que compromete a ação de governar. Mas quando, pela sua simbologia, ferem os limites do bom-senso e têm a marca do estapafúrdio, tornam-se incompreensíveis para a população e são por ela rechaçadas. Encontram-se além dos limites da própria “realpolitik”.
Os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política. A maioria dos jovens quer distância. E o povo, mais escolado, começa a achar “tudo igual”, o que acaba provocando o mesmo desinteresse.
(artigo da senadora Marta Suplicy – Folha 24/06/2012)”
RESUMO DA ÓPERA: não é fácil lidar com uma política tão fisiológica e imediatista. Mas é preciso insistir, persistir e ter esperanças de que tudo pode e deve mudar. Tem muita gente boa, tem muitos políticos íntegros, tem muito brasileiro disposto a apoiar a renovação lenta e gradual, é verdade, que a presidenta Dilma está impondo à Nação Brasileira.