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janeiro 14, 2014

Lutar contra os CANALHAS !!!

Lutar contra os CANALHAS !!!

“Talvez já tenhamos aprendido que a culpa de nosso atraso não é de imperialistas e canalhas de fora. Mudar o País tem de ser uma luta contra os canalhas de dentro. Não precisamos de invasores e inimigos, com esta multidão de saúvas que nos corroem.” (Arnaldo Jabor)

É importante esta etapa do ano de 2014 para irmos “esquentando as baterias” da cidadania para a Eleições de 2014. É Preciso MUDAR! E, para isso, precisamos LUTAR CONTRA OS CANALHAS que estão corroendo as tripas deste Brasilzão! É aqui dentro que estão os “inimigos da Pátria”! Aqui mesmo. No Brasil. Estão na situação, alguns na oposição e outros que “migraram” da situação para uma oposição oportunista...

A “sociedade organizada” precisa separar o "joio do trigo” e, para isso é preciso debater muito, conversar muito e construir um novo “caminho” para livrar o Brasil desses “políticos parasitas” que estão há mais de duas décadas dominando em proveito próprio” a Nação Estupefata!

E o artigo do Arnaldo Jabor traz material muito bom para debatermos e fazermos a nossa reflexão cívica. Vamos a ele:

Ano novo, vida nova?
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo


Vivemos um momento histórico em que tudo parece desabar, o que pode nos levar ao chamado "delírio de ruína", como chamam os psiquiatras. No entanto, 2013 foi um ano didático e creio que as deficiências seculares de nossa formação estão vindo à tona. Assim, estamos evoluindo de costas, aprendendo com os horrores. Dos porões do atraso já surgem luzes, em nossa 'jornada de imbecis até o entendimento'. Isso. O título de uma peça de Plínio Marcos serve bem para descrever o caminho que trilhamos em 2013. Temos razões até para um desconfiado otimismo. Qual será a lista de nossas esperanças?

Por exemplo, finalmente a família Sarney está servindo para alguma coisa: o horror do Estado (que possuem há 50 anos) está vindo a furo, como um tumor. O povo do Maranhão está menos iludido em sua desgraça. A prisão dos mensaleiros já tinha alertado sobre o estado de nossas penitenciárias. O medo máximo dos 'dirceus' era cair perto da 'boca do boi', nas celas que matam milhares de desespero e de faca, estilete, decapitação.

Em seguida, estourou Pedrinhas, abrindo finalmente as cortinas de gente intocável, aliada com sua 'cordialidade' criminosa. Sarney sumiu e Dilma também, pois não pode perder o aliado para a reeleição. Mas, já sabemos mais sobre isso. Didático: Sarney pauta a Dilma. Será que ela vai ficar ofendida?

Aprendemos que detalhes explicam muito. Já sabemos que os cardápios de Roseana e Cid Gomes são parecidos. Cid gosta de escargot, caviar, salmão e outras iguarias, custando 3 milhões para o Ceará; Roseana já prefere grandes quantidades: 850 quilos de filé 'mignon', duas toneladas e meia de camarão, 200 quilos de salmão e 80 de lagostas. Dois menus que são uma aula de ciência política brasileira.

Já aprendemos que, além de 'esquerda' e 'direita', temos de pensar na qualidade da vida e do interesse público. Como dizia Marco Aurélio (não o Garcia nem o de Mello, claro, mas o imperador): "O que é bom para a abelha tem de ser bom para a colmeia".

Muitos já entendem que o Estado não é a 'solução', mas é o 'problema'. Já sabem que um Estado gigante suga como um vampiro a sociedade e não devolve em serviços e reformas o que nós emprestamos a ele. Já sabemos que a sociedade acordou, apesar de amedrontada pelos fascistas dos black blocs, como vimos em junho de 2013.

Entrou em nosso entendimento (ao menos para os que sabem ler e não são o 'estrume' das oligarquias) que a corrupção não é um pecado moral, mas uma forma de governo. Já aprendemos que não há um contrato sem aditamento superfaturado, já sabemos que ladrões e bolcheviques se unem por um mesmo fim: pilhar o Estado, em nome de uma ideologia oportunista.

Alguns (ou muitos?) intelectuais com má consciência já devem ter entendido que substituir o possível pelo imaginário, o presente por um 'futuro', o singular pelo geral destroem a administração da vida real. Somos um país sob anestesia, mas sem cirurgia, como dizia Simonsen.

Hoje, temos de aceitar a impossibilidade de uma harmonia final. Não há solução -, mas, 'processo'. Nunca teremos um país perfeito, resolvido, nunca chegaremos "lá". Devemos abandonar uma política "central, geral, total", como nos planos quinquenais da URSS ou nos "saltos para a frente" da China de Mao. Somente uma política econômica indutiva, imaginosa, descentrada e pragmática pode ir formando um tecido de parcialidades que acabem por mudar o conjunto.

Ao menos estamos mais no presente. A importância da internet, dos celulares, a interdependência com o vasto planeta nos livrou um pouco da alma de tupiniquim, de vira-latas paranoicos.

Já começamos também a entender a diferença entre causas e consequências. Miséria é consequência. A injustiça é endêmica e de tal modo paralisante que inviabilizou até agora uma real 'luta de classes'. Os excluídos já nasceram derrotados "desde Cabral".

Como dizem as avós: "Há males que vêm para o bem" - a ditadura nos trouxe a "fome de democracia"; a piração oligárquica e corrupta de Collor nos trouxe uma "fome de República", de modernização do País. O julgamento do STF e a dificuldade de sua realização durante oito anos nos mostrou a evidência de que o Judiciário tem de ser reformado urgentemente.

A falência fiscal do Estado nos deu uma espécie de "orfandade" diante do gigante quebrado, mas criou mais autonomia nos empreendedores.

Deixou claro que o Estado tem de existir para a sociedade e não o contrário, como ainda é hoje.

Aprendemos que a tal "mão invisível do mercado" pode nos dar bananas, claro. No entanto, o conceito de "mercado" dinamiza a autorregulação da vida social e econômica do País, sim. Mercado é um termômetro, um sensor dos desejos sociais, mercado relativiza certezas burras e poderes autoritários. Talvez já tenhamos aprendido que a culpa de nosso atraso não é de imperialistas e canalhas de fora. Mudar o País tem de ser uma luta contra os canalhas de dentro. Não precisamos de invasores e inimigos, com esta multidão de saúvas que nos corroem.

Infelizmente, muita gente hoje ainda acredita que um governo de estatizações e tardio desenvolvimentismo, governo que ainda trabalha em cima de categorias velhas como 'democracia burguesa', 'moralidade pequeno-burguesa', 'patrimônio nacional' e o novo sujo "bolivarianismo" esteja no caminho certo. Não conseguem aceitar o óbvio: o Brasil estava preparado pelo Plano Real e o governo de FHC para decolar. Veio o Lula e jogou tudo para trás, aliado principal de Sarney e até do Severino, lembram? Ele levava macarrão como propina no restaurante do Congresso. A continuar assim (se a Dilma vencer), teremos uma brutal recessão em 2014/15, e o aparelhamento descarado do Estado talvez impeça um retorno à racionalidade perdida. Aí, 2014 será um "ano interessante", como dizem os chineses: um ano de desgraças, erros crassos e teimosia burra.

E estará provada a maldição, a famosa praga chinesa: "Tomara que você viva em tempos interessantes". Só nos resta desejar ano novo, vida nova.

Mas, que vida?

(“Estadão, 14/01/2014)

abril 22, 2013

DILMA X LULA:
está chegando a hora!!!

DILMA X LULA!!!

Está chegando a hora da verdade. Está chegando a hora da "onça beber água”!
revista Veja
Lula planeja trair Dilma. Promete apoiá-la, MAS, depois de outubro quando ela não mais poderá ir para outro partido,começarão as manifestações petistas pela candidatura de LULA para salvar o partido...
Ministra Gleisi Hoffmann
Acontece, que Dilma já sabe disso e também prepara a “cama” para Lula. A Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann – de absoluta confiança de Dilma!- acaba de determinar a abertura de processo para investigar o enriquecimento ilícito de Dona (rainha) ROSE NORONHA!!! Esse é o "calcanhar de Aquiles de Lula”, por aí é que será cavada a sua “cova”...

Vejam o artigo de hoje, na “Tribuna da Imprensa”, do jornalista Carlos Newton. Estão abertas as apostas...

Por trás do caso Rosemary está a disputa entre Lula e Dilma pela candidatura à Presidência em 2014. Acredite se quiser.

Carlos Newton


Desde 2010 eu vinha avisando que Lula e Dilma iriam se enfrentar. E ninguém acreditou. Agora, os dois caminham para um duelo de titãs, e o caso de Rosemary Novoa Noronha está sendo usado como arma estratégica nessa disputa que agita os bastidores do poder. O que está em jogo é a sucessão presidencial de 2014, que já começou faz tempo, embora poucos estivessem percebendo, porque os políticos (com as exceções de praxe) são dissimulados, ardilosos e cínicos. Ao eleitorado, prometem dias melhores, mas quando chegam ao poder, só pensam em si próprios (e na próxima eleição, preferencialmente).
Desde que Dilma Rousseff tomou posse, tenho escrito aqui na Tribuna que o rompimento entre ela e o ex-presidente Lula é inevitável. Os dois – criador e criatura – podem fingir à vontade, podem sorrir juntos para o respeitável público, podem interpretar o papel que bem quiserem, mas a realidade é uma só: Dilma e Lula estão disputando o mesmo espaço. O PT só pode lançar um candidato, e a Física nos ensina que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo.
Lula diz que Dilma é candidata, mas já fez várias vezes a ressalva fatal, que tanto atormenta a atual locatária do Planalto-Alvorada. Afirma ele: “Se houver qualquer problema, o velhinho” estará pronto para entrar em campo”. Outro dia, nosso grande amigo Carlos Chagas chamou atenção para essa posição mais do que dúbia de Lula. Imaginem o que não passa pela cabeça de Dilma Rousseff.
DISPUTA HIPÓCRITA
No contexto dessa disputa hipócrita (que agita nos bastidores, enquanto em público os dois vivem na maior harmonia) Lula torce para que a economia fique travada, de forma a que em 2014 ele possa reinvindicar a candidatura, surgindo como salvador da pátria, e o PT prazerosamente o atenderá, podem ter certeza. Ao mesmo tempo, Dilma tenta de tudo para retomar o crescimento econômico e torce para que a imagem de Lula se deteriore devido ao novo inquérito da Polícia Federal sobre o mensalão, em que o ex-presidente é o principal investigado, ao lado do ex-ministro Antonio Palocci, que perdeu o cargo, a honra e a reputação, mas continua influente no partido, que tem essa característica de conviver normalmente com a corrupção, sob o argumento de que os outros partidos também são corruptos, vejam a que ponto chegamos.
Aliás, não é por mera coincidência que se diz que a Operação Porto Seguro foi desfechada com a cumplicidade do Planalto (ou melhor, da ala dilmista do palácio, porque há a outra ala, a lulista, que não gostou nada da iniciativa da Polícia Federal, que trouxe à tona o romance do ex-presidente com sua chefe de gabinete, o poder transferido a ela e tudo o mais. Curiosamente, quando a operação foi desfechada, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo estava curtindo uns dias de praia em Fortaleza…
Agora, o caso Rosemary volta às manchetes e ela ameaça falar, vejam só que situação delicada. A ala lulista do PT (praticamente todo o partido) está temerosa, é claro. A ala dilmista do governo (não existe ala dilmista no PT) está em festa.
O assunto é muito quente e logo iremos voltar a ele.
(Tribuna da Imprensa – de 22/04/2013)