Mostrando postagens com marcador Gilberto Gil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gilberto Gil. Mostrar todas as postagens

outubro 19, 2013

“Vida de artista é vida pública!” ou "É Proibido Proibir"!!!

“Vida de artista é vida pública"!

                                                                            Nana Caymmi


É gozado como as pessoas se revelam, sim, porque não é mudança, apenas o “despir” das máscaras de democratas e de contrários a qualquer CENSURA... “É PROIBIDO PROIBIR”, de Caetano Veloso foi para o "ralo”... “AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE...”, do Chico, também...E o GIL há muito tempo se aliou ao “establishment” da falsa esquerda que “tomou conta” do governo como coisa sua, “só sua...” E dá-lhe NEOLIBERALISMO...

Estão aplicando a famosa frase que foi desmentida, MAS, que na prática de seu governo se comprovou verdadeira: “Esqueçam o que escrevi...” Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e outros menos “votados” estão se mobilizando, dentro da cartilha do PT de “disciplinar” a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, calando a imprensa e, agora, até PROIBINDO as Biografias não autorizadas...

Ruy Castro, um dos mais corretos e competentes escritores, dedicado às biografias faz parte da resistência democrática a essa onda de “ignorantzia” bolchevique...rsrsrs Esse pessoal, definitivamente, está na contra-mão da história. Não estão acompanhando a REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO que está colocando tudo de ponta-cabeça... As REDES SOCIAIS estão mudando o mundo para melhor, esses “antigos” líderes da mídia brasileira estão “voltando” para o passado das DITADURAS (qualquer delas, a de GETÚLIO ou a dos MILITARES) quando o PROIBIR era a regra... Vejam, abaixo, este artigo publicado pelo “Observatório da Imprensa”:

BIÓGRAFOS & BIOGRAFIAS
Impedir biografia é censura, diz Ruy Castro

Por Ubiratan Brasil em 15/10/2013 na edição 768
Reproduzido do Estado de S.Paulo, 12/10/2013

As discussões entre artistas da música e da literatura sobre como regular a publicação de biografias de pessoas conhecidas ganhou um novo round. Em um encontro em que participou sozinho (Fernando Morais avisou, no início da semana, que não iria à Feira de Frankfurt), Ruy Castro manteve o tom acusatório levantado por Laurentino Gomes, na quarta-feira [9/10]. “Os artistas da música propõem censura prévia. Se não for isso, já não entendo mais a língua portuguesa”, ironizou ele, em conversa com o mediador e poeta Heitor Ferraz Mello, no pavilhão brasileiro.
Autor de biografias clássicas, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990) e Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha (1995), Ruy Castro definiu como seria o trabalho de um biógrafo segundo a vontade dos artistas da música: o interessado faz uma pesquisa detalhada, que deve consumir anos de trabalho; em seguida, escreve e, depois que julgar o texto finalizado, submete-o ao biografado. Este deve repassá-lo para um advogado, que, se encontrar algo desabonador, tem o poder de impedir a publicação. “E o biógrafo fica sem ganhar um tostão, mesmo com anos de trabalho realizado.”
O alvo de suas críticas é o grupo denominado Procure Saber, formado por Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Djavan e Roberto Carlos, entre outros, e que faz lobby contra biografias não autorizadas temendo ser alvo de trabalhos caluniosos. Na edição de ontem do Caderno 2, a empresária Paula Lavigne, que gerencia a carreira de Caetano e também responde pelo grupo, disse que os biógrafos é que estão agindo de forma antidemocrática e ditatorial. “É mentira que nós estamos querendo censurar ou proibir alguma coisa, nós só queremos discutir como vamos proteger nossa privacidade”, disse.
“Parte dos lucros”
Ruy Castro, no entanto, sustenta que se trata de uma campanha antidemocrática e que vai atingir diretamente não apenas os biógrafos, mas também documentaristas e ensaístas. “As próximas gerações correm o risco de não conhecerem detalhes da vida e trajetória de importantes personagens da nossa história por conta do receio desses profissionais, que não pretendem se arriscar em projetos que correm o risco de não acontecer”, disse. “Podemos ter lacunas porque Roberto Carlos não quer que se fale de sua perna mecânica.”
Ele elencou exemplos que considera absurdos: “Recentemente, um artigo sobre um assunto qualquer trazia uma citação de Roberto Drummond como epígrafe. Somente uma citação para ilustrar o texto. Pois a viúva do escritor exigiu que se tirasse a frase do marido por não concordar com sua utilização”.
Alguns herdeiros, aliás, costumam dificultar acesso à vida de seus familiares, como acontece, enumera Castro, com os sobrinhos do poeta Manuel Bandeira e a filha do romancista Guimarães Rosa.
Ruy Castro relembrou o recente encontro que os escritores que representam o País na Alemanha tiveram com a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Segundo ele, ela ficou feliz por conhecer o posicionamento dos biógrafos – até o momento, Marta só se informara sobre as reivindicações dos músicos. “Ela comentou que achava justa uma consideração deles sobre o recebimento de uma parte dos lucros gerados pela venda das biografias – como se vendêssemos milhões de cópias e fossemos milionários”, ironizou Castro. “Decidi falar e comentei que, com isso, teríamos de pagar dízimo aos músicos. O que é absurdo.”
Ubiratan Brasil, do Estado de S.Paulo, em Frankfurt





julho 05, 2013

Festa Literária de Paraty:
Graciliano Ramos
é o homenageado!

FLIP – FESTA LITERÁRIA
INTERNACIONAL DE PARATY

A FLIP – FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY começou no dia 03 de julho e irá até 07 de julho (domingo), a 11ª. edição da Festa Literária chega como um dos maiores Festivais de Literatura do Mundo. Tem em sua curadoria o jornalista Miguel Conde. A FLIP realiza cerca de 200 espaços culturais, incluindo debates, shows, exposições, oficinas, exibição de filmes e apresentações de escolas, entre outros: FlipMais, FlipZona e Flipinha.
A Imprensa Oficial “Graciliano Ramos" representa Alagoas na FLIP. A editora que participa pela primeira vez do evento, lançará três publicações, referentes ao escritor alagoano Graciliano Ramos, que será o grande homenageado do festival literário de 2011.

Graciliano Ramos foi romancista, jornalista e político e é um dos mais importantes escritores brasileiros. Nasceu em Quebrangulo, em 1892 e faleceu no Rio de Janeiro em 1953, aos 60 anos de idade. Foi prefeito municipal de Palmeira dos Índios (1927 -1930), em Alagoas, sendo através de seus relatórios administrativos que o escritor e editor Augusto Frederico Schmidt o descobriu e o incentivou a publicar, em 1933, seu livro Caetés. Graciliano foi diretor da Imprensa Oficial de Alagoas de 1930 a 1936, tendo sido também professor e Diretor da rede escolar. Foi preso pela Ditadura de Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935, mas incentivado por José Lins do Rêgo publicou, em 1936, o livro “Angústia”, considerado um de seus melhores trabalhos literários. Somente em 1946 é que ingressa no PCB (já havia a divisão entre PCB e PCdoB), sob o comando de Luís Carlos Prestes.

No ano em que se completa 60 anos da morte do autor de obras que se tornaram “clássicos” da literatura brasileira, como “Vidas Secas”, “Angústia” e “São Bernardo”, a editora da Imprensa Oficial “Graciliano Ramos” lança os títulos: Relatórios de Graciliano Ramos publicados no Diário Oficial (resgatados do acervo do Diário Oficial do Estado, publicado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos), a biografia Graciliano Ramos em Palmeira dos Índios (de Valdemar de Souza Lima), além de uma edição especial da revista Graciliano, que trata da vida e da obra do escritor vistos a partir de um olhar contemporâneo.


Os livros Relatórios de Graciliano Ramos publicados no Diário Oficial e Graciliano Ramos em Palmeira dos Índios integram uma série cujo tema é Graciliano Ramos. O projeto gráfico é assinado pelo designer Roger Ferraz.

GILBERTO GIL FEZ SHOW DE ABERTURA

Um dos mais importantes nomes da música brasileira, o cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, fez o show de abertura da 11ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Concebido como um concerto de cordas, com arranjos intimistas, o show terá canções representativas dos 50 anos de carreira de Gil, além de releituras da obra de alguns de seus mestres musicais, como Dorival Caymmi, Tom Jobim e Jimmy Hendrix. Acompanham o compositor no show seu filho, Bem Gil, na guitarra, o violoncelista Jacques Morelembaum e o violinista Nicolas Krassik.
Apesar da desistência de dois escritores europeus Michel Houellebecq (francês) e Ove Knausgard (norueguês), os organizadores programaram mesas de debates sobre os últimos acontecimentos ocorridos com as Manifestações por todo o Brasil. Com estrutura e programação positiva e com muitas atrações, o FLIP/11 contará com a presença de Laerte, Ruy Castro e Ferreira Gullar.
Por oportuno, no link abaixo, temos o post sobre a FLIP de 2012, com as homenagens a Drummond e Jorge Amado. Vale a pena reler:
"Festa Literária de Paraty":
Drummond e Jorge Amado Homenageados
Leia aqui