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agosto 26, 2017

ALEGRIA, ALEGRIA -Há 50 Anos!

O grito de revolta de Caetano Veloso

1967 - 2017

Foi o primeiro a sacudir a juventude no ano de 1967. Era o começo da “rebeldia” dos jovens que se viam sem perspectiva para o futuro e sob um regime sem liberdade. Caetano Veloso teve e tem esse mérito. Com muita criatividade e inspiração, ele alcançou o coração e as mentes de toda uma geração!

Revolução Cultural – Anos 60/ leia aqui

O texto, abaixo, do blog da Tribuna da Imprensa é muito bom:

"O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria”apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, rompeu com todos os estilos até então escritos, visto que encontra-se em um regime ditatorial no Brasile, com esta música, procura conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época, conforme explica o professor de português Alexandre Varela Castilho.

Segundo o professor, nos primeiros versos, Caetano já manifesta a sua idéia política contrária a ditadura militar, na época, vigente no país, ou seja, “caminhando contra o vento” significa resistência, “sem lenço e sem documento” eram acessórios obrigatórios para se andar nas ruas, então andar sem o lenço reforçava a ideia de resistência e rebeldia, já o documento seria para dificultar a sua identificação ao ser abordado pela polícia. Uma estratégia dos rebeldes do sistema politico.

Alexandre Castilho afirma que, a estrofe “O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…”, refere-se ao jornal O Sol, que circulava na zona sul carioca. “O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/Eu vou…”, trata-se de uma referência à censura, prossegue o professor Alexandre Castilho, porque o governo controlava todos os meios de comunicação e tudo que era divulgado ao povo.


A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em Compacto simples, em 1967, pela Philips."
“Alegria, Alegria” com Caetano Veloso/Depoimento de Nelson Mota/Histórico!/ ouça aqui



ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou
O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

(blog da TRIBUNA DA IMPRENSA - )
(Colaboração enviada por Paulo Peres - site Poemas & Canções)

dezembro 09, 2015

O BRASIL "REBELDE" & CAETANO VELOSO... URGENTE!!!


O grito de revolta de Caetano Veloso
Foi o primeiro a sacudir a juventude no ano de 1967. Era o começo da “rebeldia” dos jovens que se viam sem perspectiva para o futuro e sob um regime sem liberdade. Caetano Veloso teve e tem esse mérito. Com muita criatividade e inspiração, ele alcançou o coração e as mentes de toda uma geração!
Revolução Cultural – Anos 60/ leia aqui

O texto, abaixo, do blog da Tribuna da Imprensa é muito bom:

"O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genialCaetano Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria”apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, rompeu com todos os estilos até então escritos, visto que encontra-se em um regime ditatorial no Brasile, com esta música, procura conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época, conforme explica o professor de português Alexandre Varela Castilho.

Segundo o professor, nos primeiros versos, Caetano já manifesta a sua idéia política contrária a ditadura militar, na época, vigente no país, ou seja, “caminhando contra o vento” significa resistência, “sem lenço e sem documento” eram acessórios obrigatórios para se andar nas ruas, então andar sem o lenço reforçava a ideia de resistência e rebeldia, já o documento seria para dificultar a sua identificação ao ser abordado pela polícia. Uma estratégia dos rebeldes do sistema politico.

Alexandre Castilho afirma que, a estrofe “O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…”, refere-se ao jornal O Sol, que circulava na zona sul carioca. “O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/Eu vou…”, trata-se de uma referência à censura, prossegue o professor Alexandre Castilho, porque o governo controlava todos os meios de comunicação e tudo que era divulgado ao povo.

A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em Compacto simples, em 1967, pela Philips."
“Alegria, Alegria” com Caetano Veloso/Depoimento de Nelson Mota/Histórico!/ ouça aqui



ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou
O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

(blog da TRIBUNA DA IMPRENSA - 26/08/2013)
(Colaboração enviada por Paulo Peres - site Poemas & Canções)

agosto 19, 2015

Caminhando contra o vento....


                

Foi o primeiro a sacudir a juventude no ano de 1967. Era o começo da “rebeldia” dos jovens que se viam sem perspectiva para o futuro e sob um regime sem liberdade. Caetano Veloso teve e tem esse mérito. Com muita criatividade e inspiração, ele alcançou o coração e as mentes de toda uma geração!

Revolução Cultural – Anos 60/ leia aqui

O texto, abaixo, do blog da Tribuna da Imprensa é muito bom:

"O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genialCaetano Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria”apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, rompeu com todos os estilos até então escritos, visto que encontra-se em um regime ditatorial no Brasil e, com esta música, procura conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época, conforme explica o professor de português Alexandre Varela Castilho.

Segundo o professor, nos primeiros versos, Caetano já manifesta a sua idéia política contrária a ditadura militar, na época, vigente no país, ou seja, “caminhando contra o vento” significa resistência, “sem lenço e sem documento” eram acessórios obrigatórios para se andar nas ruas, então andar sem o lenço reforçava a ideia de resistência e rebeldia, já o documento seria para dificultar a sua identificação ao ser abordado pela polícia. Uma estratégia dos rebeldes do sistema politico.

Alexandre Castilho afirma que, a estrofe “O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…”, refere-se ao jornal O Sol, que circulava na zona sul carioca. “O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/Eu vou…”, trata-se de uma referência à censura, prossegue o professor Alexandre Castilho, porque o governo controlava todos os meios de comunicação e tudo que era divulgado ao povo.



A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em Compacto simples, em 1967, pela Philips."
“Alegria, Alegria” com Caetano Veloso/Depoimento de Nelson Mota/Histórico!/ ouça aqui

ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou
O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

(blog da TRIBUNA DA IMPRENSA - 26/08/2013)
(Colaboração enviada por Paulo Peres - site Poemas & Canções)

agosto 15, 2014

A Palavra de Caetano sobre Eduardo Campos!

A PALAVRA DE CAETANO SOBRE EDUARDO CAMPOS...


O momento político nacional requer muita cautela e muita determinação.

De EDUARDO CAMPOS, tenho esperança que suas idéias e suas bandeiras serão levadas e levantadas. A esposa Renata, o irmão Antonio e o filho João já expressaram o desejo de que Marina Silva prossiga nessa caminhada que, juntos, começaram pela MUDANÇA POLÍTICA.



As palavras de CAETANO VELOSO chegam em boa hora. Longe das especulações políticas e dos elogios falsos dos falsos políticos...










Caetano Veloso diz que morte de Campos aumenta descrença na Política.

Deu na Folha (14/08/2014)

O cantor e compositor Caetano Veloso afirmou que é “insuportável” a notícia da morte do presidenciável e ex-governador Eduardo Campos (PSB), vítima de uma acidente aéreo em Santos, litoral de São Paulo.
O músico disse que a tragédia aumenta a descrença na política do país, como se evidenciasse “a inviabilidade de superação dos nossos problemas”, e que o momento é de luto. Ele destacou ainda, em um texto publicado em sua página no Facebook, que conheceu o político ainda criança.
“Olhando as responsabilidades que ele assumiu (e das quais deu conta com folga), sinto-me um menino diante de um adulto. Mas percebi o peso dos anos ao ver na TV a notícia insuportável de sua morte: me vi de repente cansado demais das esperanças ligadas ao Brasil”, disse Caetano. “São muitas décadas de teimosa aposta no país em que nasci”, completou.

POLARIDADE EMPOBRECEDORA

Para Caetano, Campos fazia política de forma desafiadora. “Que tenha morrido aos 49 anos um líder como Eduardo parece sinal de negação de quaisquer possibilidades. Esboça-se o gesto de um político que prometia ver com coragem as complexidades de nossa vida, desafiando a polaridade empobrecedora dos grupos majoritários estabelecidos, e vem a foice do destino dizer que não. Sinto como se evidenciasse a inviabilidade de superação dos nossos problemas”, afirmou.
Segundo ele, a “a hora é de luto”, com solidariedade aos familiares e a Marina Silva cotada para assumir a vaga do PSB na disputa ao Palácio do Planalto.
“Acompanhar Marina Silva em suas palavras de pesar; seguir leal ao tom de dignidade que ela, ao aproximar-se de Eduardo, adensou no nosso enfermo cenário político; chorar com a mãe, a mulher, os filhos, os parentes todos de Eduardo (essa família tão merecidamente amada do povo pernambucano e do meu coração); e tentar, com paciência, reaprender que pode-se perder a fé e a esperança mas que a caridade (o amor) não morre – e assim redime sempre as outras virtudes.”

outubro 19, 2013

“Vida de artista é vida pública!” ou "É Proibido Proibir"!!!

“Vida de artista é vida pública"!

                                                                            Nana Caymmi


É gozado como as pessoas se revelam, sim, porque não é mudança, apenas o “despir” das máscaras de democratas e de contrários a qualquer CENSURA... “É PROIBIDO PROIBIR”, de Caetano Veloso foi para o "ralo”... “AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE...”, do Chico, também...E o GIL há muito tempo se aliou ao “establishment” da falsa esquerda que “tomou conta” do governo como coisa sua, “só sua...” E dá-lhe NEOLIBERALISMO...

Estão aplicando a famosa frase que foi desmentida, MAS, que na prática de seu governo se comprovou verdadeira: “Esqueçam o que escrevi...” Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e outros menos “votados” estão se mobilizando, dentro da cartilha do PT de “disciplinar” a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, calando a imprensa e, agora, até PROIBINDO as Biografias não autorizadas...

Ruy Castro, um dos mais corretos e competentes escritores, dedicado às biografias faz parte da resistência democrática a essa onda de “ignorantzia” bolchevique...rsrsrs Esse pessoal, definitivamente, está na contra-mão da história. Não estão acompanhando a REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO que está colocando tudo de ponta-cabeça... As REDES SOCIAIS estão mudando o mundo para melhor, esses “antigos” líderes da mídia brasileira estão “voltando” para o passado das DITADURAS (qualquer delas, a de GETÚLIO ou a dos MILITARES) quando o PROIBIR era a regra... Vejam, abaixo, este artigo publicado pelo “Observatório da Imprensa”:

BIÓGRAFOS & BIOGRAFIAS
Impedir biografia é censura, diz Ruy Castro

Por Ubiratan Brasil em 15/10/2013 na edição 768
Reproduzido do Estado de S.Paulo, 12/10/2013

As discussões entre artistas da música e da literatura sobre como regular a publicação de biografias de pessoas conhecidas ganhou um novo round. Em um encontro em que participou sozinho (Fernando Morais avisou, no início da semana, que não iria à Feira de Frankfurt), Ruy Castro manteve o tom acusatório levantado por Laurentino Gomes, na quarta-feira [9/10]. “Os artistas da música propõem censura prévia. Se não for isso, já não entendo mais a língua portuguesa”, ironizou ele, em conversa com o mediador e poeta Heitor Ferraz Mello, no pavilhão brasileiro.
Autor de biografias clássicas, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990) e Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha (1995), Ruy Castro definiu como seria o trabalho de um biógrafo segundo a vontade dos artistas da música: o interessado faz uma pesquisa detalhada, que deve consumir anos de trabalho; em seguida, escreve e, depois que julgar o texto finalizado, submete-o ao biografado. Este deve repassá-lo para um advogado, que, se encontrar algo desabonador, tem o poder de impedir a publicação. “E o biógrafo fica sem ganhar um tostão, mesmo com anos de trabalho realizado.”
O alvo de suas críticas é o grupo denominado Procure Saber, formado por Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Djavan e Roberto Carlos, entre outros, e que faz lobby contra biografias não autorizadas temendo ser alvo de trabalhos caluniosos. Na edição de ontem do Caderno 2, a empresária Paula Lavigne, que gerencia a carreira de Caetano e também responde pelo grupo, disse que os biógrafos é que estão agindo de forma antidemocrática e ditatorial. “É mentira que nós estamos querendo censurar ou proibir alguma coisa, nós só queremos discutir como vamos proteger nossa privacidade”, disse.
“Parte dos lucros”
Ruy Castro, no entanto, sustenta que se trata de uma campanha antidemocrática e que vai atingir diretamente não apenas os biógrafos, mas também documentaristas e ensaístas. “As próximas gerações correm o risco de não conhecerem detalhes da vida e trajetória de importantes personagens da nossa história por conta do receio desses profissionais, que não pretendem se arriscar em projetos que correm o risco de não acontecer”, disse. “Podemos ter lacunas porque Roberto Carlos não quer que se fale de sua perna mecânica.”
Ele elencou exemplos que considera absurdos: “Recentemente, um artigo sobre um assunto qualquer trazia uma citação de Roberto Drummond como epígrafe. Somente uma citação para ilustrar o texto. Pois a viúva do escritor exigiu que se tirasse a frase do marido por não concordar com sua utilização”.
Alguns herdeiros, aliás, costumam dificultar acesso à vida de seus familiares, como acontece, enumera Castro, com os sobrinhos do poeta Manuel Bandeira e a filha do romancista Guimarães Rosa.
Ruy Castro relembrou o recente encontro que os escritores que representam o País na Alemanha tiveram com a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Segundo ele, ela ficou feliz por conhecer o posicionamento dos biógrafos – até o momento, Marta só se informara sobre as reivindicações dos músicos. “Ela comentou que achava justa uma consideração deles sobre o recebimento de uma parte dos lucros gerados pela venda das biografias – como se vendêssemos milhões de cópias e fossemos milionários”, ironizou Castro. “Decidi falar e comentei que, com isso, teríamos de pagar dízimo aos músicos. O que é absurdo.”
Ubiratan Brasil, do Estado de S.Paulo, em Frankfurt





agosto 26, 2013

O grito de revolta de
Caetano Veloso

O grito de revolta de Caetano Veloso
Foi o primeiro a sacudir a juventude no ano de 1967. Era o começo da “rebeldia” dos jovens que se viam sem perspectiva para o futuro e sob um regime sem liberdade. Caetano Veloso teve e tem esse mérito. Com muita criatividade e inspiração, ele alcançou o coração e as mentes de toda uma geração!
Revolução Cultural – Anos 60/ leia aqui

O texto, abaixo, do blog da Tribuna da Imprensa é muito bom:

"O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria” apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, rompeu com todos os estilos até então escritos, visto que encontra-se em um regime ditatorial no Brasil e, com esta música, procura conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época, conforme explica o professor de português Alexandre Varela Castilho.

Segundo o professor, nos primeiros versos, Caetano já manifesta a sua idéia política contrária a ditadura militar, na época, vigente no país, ou seja, “caminhando contra o vento” significa resistência, “sem lenço e sem documento” eram acessórios obrigatórios para se andar nas ruas, então andar sem o lenço reforçava a ideia de resistência e rebeldia, já o documento seria para dificultar a sua identificação ao ser abordado pela polícia. Uma estratégia dos rebeldes do sistema politico.

Alexandre Castilho afirma que, a estrofe “O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…”, refere-se ao jornal O Sol, que circulava na zona sul carioca. “O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/Eu vou…”, trata-se de uma referência à censura, prossegue o professor Alexandre Castilho, porque o governo controlava todos os meios de comunicação e tudo que era divulgado ao povo.

A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em Compacto simples, em 1967, pela Philips."
“Alegria, Alegria” com Caetano Veloso/Depoimento de Nelson Mota/Histórico!/ ouça aqui



ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou
O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

(blog da TRIBUNA DA IMPRENSA - 26/08/2013)
(Colaboração enviada por Paulo Peres - site Poemas & Canções)