PSDB Paulista continua dividido: Grupo do Alckmin e Grupo do Serra!
A história começa assim:
1) o Serra era governador de São Paulo e o Geraldo Alckmin (ligado ao grupo do ex-governador Mário Covas) foi candidato do PSDB a Prefeito da Capital. O Serra apoiou a candidatura do Gilberto Kassab que era candidato do DEM. Traição partidária. O candidato do governador Serra ganhou. E terá a tarefa de fundar um “partido-estepe”, o PSD;
2) o Geraldo Alckmin, derrotado, após algum tempo, aceitou ser Secretário de Desenvolvimento do Estado, convidado por Serra. O objetivo era pacificar o grupo do Covas/Alckmin para apoiar Serra na disputa da presidência da república. Geraldo Alckmin saiu candidato a governador de São Paulo e Serra foi candidato a Presidente da República. Traição partidária. Consta que Serra só seria eleito se tivesse uma grande vitória em São Paulo. Não teve. Foi derrotado;
3) Aparentemente com o apoio do governador Geraldo Alckmin, Serra saiu candidato a Prefeito de São Paulo, em 2012. Traição partidária. O governador Alckmin fez corpo mole (põe mole nisso!) e Serra foi derrotado pelo novato candidato do PT, Fernando Haddad.
RESUMO DA ÓPERA:
Os traíras tucanos pertencem aos dois grupos que estão enterrando o PSDB paulista e, portanto, o PSDB nacional.
Com isso, praticamente está selada a saída de José Serra para um novo partido (PPS + PMN) que somará com o PSD do Kassab, inviabilizando a REELEIÇÃO de Geraldo Alckmin.
SERRA, ao que consta será candidato a governador CONTRA Geraldo Alckmin. E não interessa quem terá mais votos, os DOIS SERÃO DERROTADOS. O PT deverá eleger o futuro governador.
A SURPRESA: a candidatura de Serra será com o objetivo de inviabilizar a REELEIÇÃO de Geraldo Alckmin, mas – muito mais IMPORTANTE! – SERVIRÁ PARA DAR SUSTENTAÇÃO À CANDIDATURA PRESIDENCIAL DE EDUARDO CAMPOS!
Com ampla base no norte e no nordeste, o atual governador de Pernambuco PRECISA contar com amplo apoio do sudeste e no sul. Com isso, a reeleição da presidenta Dilma corre sério risco e as chances de Eduardo Campos sobem bastante.
ex-deputado estadual Milton Flávio é médico e professor da UNESP/Botucatu. Atualmente trabalha na Secretária de Energia.
Então a notícia abaixo, da traição na disputa da direção partidária, passa a ser a DESCULPA que Serra precisava para seguir seu novo caminho. O eleito para presidir o PSDB da Capital é o médico e ex-deputado Milton Flávio, ligado ao secretário José Aníbal que é seu superior na secretaria de energia.
Simples assim!
O PSDB caminha para seu final melancólico e traíra!
Serrista perde eleição para presidir PSDB de SP.
Folha de São Paulo - 17/04/2013
“Após votação tumultuada, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) retirou sua candidatura à presidência do PSDB de São Paulo acusando três secretários de Estado tucanos de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo.
Aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab.
vereador Andrea Matarazzo (PSDB)
O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla.
“Me preparei para disputar com um candidato, mas enfrentei três secretarias de Estado, com todo o poder delas. Aí, obviamente, perco com orgulho”, disse Matarazzo numa referência aos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento
Covas e Aníbal se uniram para montar uma candidatura alternativa à de Andrea. O nome escolhido foi o do ex-deputado Milton Flávio, que é subordinado a Aníbal na Secretaria de Energia.
Os dois secretários e Matarazzo almejam disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016, o que ampliou a hostilidade na votação do PSDB.
Com a desistência de Andrea, Flávio foi eleito por aclamação. "Reconheço a vitória do Milton Flávio e a do Aníbal, que foi quem de fato ganhou" afirmou Matarazzo.
Procurado, Aníbal disse que a fala do vereador reflete uma "visão torta" da sigla "Ganhou a militância."
Semeghini, que é o atual presidente da sigla, foi quem conduziu as negociações. Ele, Covas e Matarazzo chegaram a fechar acordo em torno da eleição de Andrea, negociando os demais cargos da executiva. O vereador afirma esse acordo foi quebrado.
"Eu fui derrotado junto com o Andrea. Não acredito que estivesse se referindo a mim", disse Semeghini. "O Semeghini não está comigo em nada. Nem na vitória, nem na derrota", devolveu Matarazzo.”













