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fevereiro 24, 2018

NOVA MISERICÓRDIA = HOSPITAL UNIMED: RESTAURAÇÃO COM COMPETÊNCIA E PLANEJAMENTO HOSPITALAR


NOVA MISERICÓRDIA = HOSPITAL UNIMED: RESTAURAÇÃO COM COMPETÊNCIA E PLANEJAMENTO HOSPITALAR

 Placa da inauguração  e grades restauradas


 Busto do DR. COSTA LEITE à frente de sua obra benemérita


Nova entrada do Hospital UNIMED


A cidade de Botucatu está ganhando uma obra histórica, restaurada pela UNIMED com todo o respeito às tradições de nosso mais antigo hospital. Após ser gerido como MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE, foi transferido para a UNIMED que a reformou por completo e restaurou externamente o prédio centenário.

Diretoria Executiva
Presidente:
 Dr. Walfrido Jackson Oberg
Diretor Administrativo:  Dr. Danilo Viani Júnior
Diretor Comercial/MKT: Dr. José Teodoro V. Tonete
Diretor Financeiro: Dr. Francisco José Titton Ranzani
Diretor de Educação e Desenvolvimento: Dr. Alexandre César Taborda


De início, os nossos cumprimentos efusivos à Diretoria da UNIMED, tendo à frente o Dr. WALFRIDO JACKSON OBERG. Os beneméritos que viabilizaram a existência e funcionamento da MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE, com certeza, estão honrados em suas trajetórias cívicas e humanitárias.






A reforma, como um todo, além da restauração histórica, abrangeu todo o complexo hospitalar, que foi ampliado e modernizado. Exemplo desse trabalho fruto de um bem efetuado planejamento hospitalar é o funcionamento da AGÊNCIA TRANSFUSIONAL DO HOSPITAL UNIMED BOTUCATU - UNIDADE I. 




Essa unidade resulta da parceria entre a UNIMED e o HEMOCENTRO DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE BOTUCATU. Assim, uma ala do Hospital foi totalmente reformulada e equipada, que abrigará um Posto de Coleta de Sangue. Positiva iniciativa que objetiva facilitar o acesso da população para a doação ao Banco de Sangue que funciona no HC da UNESP.

AS GLORIOSAS 1ª FASE E 2ª FASE DA MISERICÓRDIA

Sob a liderança do Dr. Costa Leite, Botucatu ganhou o seu primeiro Hospital. Sim, o nosso 1º Médico à frente de valorosos cidadãos prestante, viabilizou essa grande conquista para a nossa cidade e região. Nos links abaixo destacados: 




DR.COSTA LEITE.








CONFRATERNIZAÇÃO DAS DIRETORIAS ADMINISTRATIVA E CLÍNICA MÉDICA, RESPECTIVAMENTE PRESIDIDAS PELOS SRS. EMÍLIO PEDUTI E ANTÔNIO DELMANTO.

janeiro 06, 2015

A Misericórdia Botucatuense não existe mais...faz parte da história!

A Misericórdia Botucatuense não existe mais...faz parte da história!






Fundada em 1893, a MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE        prestou inestimáveis serviços à população botucatuense. À época, NÃO existia serviço médico público, restando às entidades assistenciais a prestação desse importante auxílio à população. Assim, em todo o Brasil, por iniciativa em geral da Maçonaria, foram constituídas Associações Beneméritas, sem fins lucrativos, para a fundação, construção e manutenção dos hospitais denominados de SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA.

Assim ocorreu em Botucatu. Tendo à frente o venerável maçon e primeiro médico da cidade, DR. COSTA LEITE, foi fundada a MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE, sendo que em 08 de dezembro de 1905, foi oficialmente inaugurada, graças a ação de ricos proprietários e fazendeiros que auxiliaram financeiramente o novo e importante hospital.

1ª FASE: Sob a liderança do Dr. Costa Leite, o hospital botucatuense cumpriu sua missão, com muita luta de seus idealizadores e o apoio maciço dos botucatuenses.

2ª FASE: Em 1937, após séria crise administrativa e técnica, a MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE deu início à sua segunda fase, consolidando-se como hospital de referência e com uma gestão administrativa e uma atuação médica altamente positivas. A sociedade botucatuense continuou a prestigiar e a colaborar financeiramente com o hospital.

MUDANÇA NO PERFIL DO HOSPITAL

 Já no final dos anos 90 e após as comemorações de seu CENTENÁRIO, a MISERICÓRDIA deixou de atender ao SUS e celebrou contrato de exclusividade com a UNIMED, sendo que o atendimento ao SUS passou a ser feito pela UNESP e pelo HOSPITAL SOROCABANA. Essa mudança ocorreu na gestão de Emílio Peduti Filho, como provedor da MISERICÓRDIA e tendo na presidência da UNIMED o Dr. Omar Abujanra Júnior.

NOVA CRISE FINANCEIRA

Em 2013 e 2014, a MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE passou novamente por gravíssima crise. A UNIMED, a FAMESP e UNESP fizeram esforços para contornar a situação. Com a garantia do seu terreno, a Diretoria do Hospital fez contrato com a UNIMED, sob a presidência do Dr.Walfrido Jackson Oberg, passando toda a gestão para essa entidade. A antiga MISERICÓRDIA passou a denominar-se HOSPITAL UNIMED. Mesmo estando construindo o seu hospital na entrada da cidade, a UNIMED deverá manter a posse e administração do antigo hospital botucatuense.

É REGISTRO HISTÓRICO!

Na matéria publicada no livro “MEMÓRIAS DE BOTUCATU 2”, de 1993 e constante do Site do Delmanto, constante do link abaixo, temos em detalhes todo o histórico desse importante Hospital Botucatuense:


CENTENÁRIO DA MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE - 1893/1993
post de 25/06/2011

Na capital paulista nós temos a Santa Casa de Misericórdia, tradicional e modelar estabelecimento hospitalar. E por todo o Estado de São Paulo e peloBrasil, temos as Santas Casas, hospitais erguidos e mantidos pela caridade das comunidades a que servem... Faço essas considerações, exatamente, pelo fato do hospital que vamos focalizar não levar o nome de Santa Casa: é tão somente Misericórdia Botucatuense.



Sempre me recordo que meu pai, médico, comentava que aMisericórdia não era uma Santa Casa, mas com certeza, era uma Casa Santa! Principalmente em seus primórdios, quando não havia a assistência médica organizada por parte do Governo Federal, funcionando os serviços de saúdepela mobilização da própria comunidade que contava com entidades filantrópicas, geralmente maçônicas.

Histórico Completo da Misericórdia Botucatuense/leia aqui

PARTE 2 – Continua o Histórico/leia aqui

PARTE 3 – Continua o Histórico/leia aqui

Pois bem, a Misericórdia Botucatuense foi fundada em1893, passando a funcionar em 1901, graças ao médico baiano, Dr Antonio José da Costa Leite, que teve a brilhante iniciativa. Como único médico da cidade e da região, acompanhando o avanço das paralelas poderosas da Estrada de Ferro Sorocabana e contando com o apoio financeiro e a doação de terras de fazendeiros e ricos proprietários da cidade.

1ª. FASE DO HOSPITAL:
Dr Costa Leite obtém da matriarca Da. Isabel Franco de Arruda, rica proprietária vinda de Piracicaba, a doação 10 contos de réis. Dez contos de reis! Os fazendeiros Antonio Ferreira da Silva Veiga Russo e Domingos Soares de Barros doaram parte de suas propriedades para o hospital. Sendo que o Domingão(como era conhecido) doou propriedades como primeira fonte de renda da Misericórdia.


Com firme apoio da comunidade foi eleita a primeira Diretoria: Dr Costa Leite, Antonio Cesar, Amando do Amaral Barros, João Rodrigo e Floriano Simões. Como Provedor, o Juiz de Direito, Dr Luiz Ayres de Almeida Freitas. A planta do hospital foi de autoria do arquiteto Francisco B. Soler (espanhol).

Interessante o registro da presença, por dois anos, do médico e depois cientista famoso, Dr. Vital Brasil. Pertenceu ao quadro clínico da Misericórdiae, como secretário, elaborou algumas Atas. Com a existência de muitas fazendas, portanto de muitas matas e animais peçonhentos (cobras e escorpiões), começou a pesquisar e estudar o soro-antiofídico. Em, 1897, seguiu para a capital para atuar no recém fundado Instituto Butantã, onde se consagrou para a ciência.
2ª. FASE DO HOSPITAL:
Em 1937grave crise abalou o funcionamento da Misericórdia. O Corpo Clínico se afastou por desentendimento com a Administração. Após breve período sem prestar serviços, fechado, o hospital reabriu em uma iniciativa da Comissão de Diretores da Administração da Entidade Mantenedora. Foram convidados os srs. Emílio Peduti e o Dr Antônio Delmanto. O primeiro, empresário e capitalista bem sucedido e, o segundo, médico botucatuense com especialização na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com estágio com o Dr Benedito Montenegro, considerado o melhor cirurgião da época e, posteriormente,Diretor da Faculdade de Medicina da USP.
Delmanto e Peduti em solenidade do Hospital

As instalações da Misericórdia eram modestas. Era preciso ampliar. Moderno aparelho de Raio X, caríssimo à época e impossível de ser comprado com recurso próprio, foi uma oferta do Comendador Antonio Pereira Ignácio, fundador da Votorantim (avô do empresário Antonio Ermírio de Moraes). O industrial Antonio de Souza Noschese, doou a sala e todos os aparelhos de Ortopedia, a viúva do ex-prefeito Tonico de Barros doou toda aala de ginecologia com vários quartos e equipamentos, que passou a ser a ala Maternidade “Nhazinha de Barros”. Enfim, com a mobilização do corpo clínicoobteve-se as doações necessárias para o pleno funcionamento do hospital.



Em 1993, a grande comemoração do CENTENÁRIO DA MISERICÓRDIA BOTUCATUENSE. Uma vida onde a benemerência supriu, por décadas, a ausência do Estado no importante setor de prestação de serviços de saúde. Hoje, o hospital está consolidado, mesmo enfrentando as dificuldades que todos os hospitais do Brasil ainda enfrentam.

registro do histórico do Centenário da Misericórdia Botucatuense precisa ser divulgado como forma de se preservar a história e deixar exemplos da participação positiva e vitoriosa da comunidade organizada.

Prof. Arlindo Machado, da Escola de Comunicações e Artes da USP, sobre a importância dos registros históricos e dos livros de história, nos lembra que “...a biblioteca da Sorbonne, tida como a maior da Europacontava com um acervo, no seu início, de 1.228 livros.Hoje, as maiores bibliotecas do mundo abrigam cada uma por volta de dez milhões de volumes. E destaca a importância de registros, como o que estamos fazendo, dos fatos históricos:”...Bancos de Dados inteligentes deverão substituir os inexpressivos fichários atuais, novos softwares ajudarão na tarefa de localizar, selecionar e compreender a informação...deverão condenar ao esquecimento as antigas livrarias e remodelar o conceito de biblioteca...”

Esse é o futuro. É perfeitamente possível digitalizar coleções inteiras de jornais antigos. É viável, através desoftwares específicos, catalogar toda uma biblioteca. Bancos de Dados podem preservar toda a Memória Histórica das cidades.

Repetimos: esse é o futuro! E estamos trazendo o registro importante de parte da construção histórica de uma cidade do interior do Estado de São Paulo, com a construção, pela força da comunidade organizada, de seu Hospital Benemérito.