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maio 08, 2016

PAGANDO A CONTA: O muçulmano Sadiq Khan é eleito o novo prefeito de Londres.

PAGANDO A CONTA:


O muçulmano Sadiq Khan é eleito o novo prefeito de Londres.




Os pais imigraram do Paquistão. E ele se torna o primeiro muçulmano a governar uma capital ocidental... Exatamente a mais conservadora de todas, com toda a fleugma tão decantada dos britânicos que mantinham seus colonizados a uma convivência separada, distante e preconceituosa...

A disputa pela prefeitura de Londres – terceiro maior mandato pessoal da Europa, atrás dos presidentes de França e Portugal – foi acirrada. Os ataques pessoais entre os dois principais candidatos (de um total de 12) ofuscaram o necessário debate sobre os colossais desafios que a capital enfrenta. Goldsmith acusou Khan de radical, por compartilhar palanque com extremistas islâmicos, e Khan reagiu tachando seu adversário de islamofóbico

Os perfis dos dois candidatos não poderiam ser mais diferentes. Sadiq Khan, de 46 anos, é filho de um motorista de ônibus paquistanês. Zac Goldsmith, de 41, é o bilionário herdeiro de uma dinastia de banqueiros. Khan cresceu num imóvel subsidiado pelo Estado; Goldsmith, numa mansão. Khan estudou em colégio público; Goldsmith, no elitista Eton. Khan é muçulmano praticante, defende o casamento homossexual e trabalhou como advogado pró-direitos humanos antes de se eleger parlamentar pelo distrito de Tooting, na zona sul da cidade, em 2004. Goldsmith é um judeu não praticante, que dirigiu uma revista de assuntos ambientais e foi eleito em 2010 por Richmond, na zona oeste.

O referendo de 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia também pairou sobre a campanha eleitoral. Khan é um europeísta convicto, ao passo que Goldsmith – filho de um fervoroso eurocético é a favor da saída da Inglaterra da União Européia.
Esse é o novo quadro político europeu...

PAGANDO A CONTA !!!!!!

Os antigos Impérios Colonias Europeus começaram a PAGAR A CONTA quando africanos e asiáticos, seus ex-colonos, começaram a chegar nas antigas Matrizes em busca de empregos e de oportunidades, em cima de um direito adquirido: a dupla cidadania! E a urgência é o temor do que possa ser feito pelo ESTADO ISLÂMICO.

           RESUMINDO: Uma revolução democrática pela informação chegou a encantar o mundo e, agora, é o pesadelo das Nações Européias: o que fazer com esses países (suas ex-colonias) e o que fazer com os imigrantes indesejados (ex-colonos , quase ex-escravos)?????????

                  O que fazer contra o ESTADO ISLÂMICO?


                   Serão as NOVAS CRUZADAS?!?



outubro 13, 2014

Dia Mundial do Escritor

 
ARCHIBALD JOSEPH CRONIN

Na data de hoje, quando se comemora o DIA MUNDIAL DO ESCRITOR ( o DIA NACIONAL DO ESCRITOR É COMEMORADO NO DIA 25 DE JULHO), busquei na minhas lembranças a série de livros – uma coleção de capa dura – do escritor escocês Archibald Joseph Cronin, ou simplesmente A.J.Cronin como era mais conhecido. Para quem estava iniciando o curso científico, a descoberta dessa coleção de livros (pertencente ao meu irmão Décio) foi uma grande descoberta.

 
Estudando no Colégio Arquidiocesano La Salle, de Botucatu, vivia um período de muita efervescência cultural. Tanto que o professor de português e redação, Prof. Agostinho Minicucci, ao fazer o prefácio do jornal do colégio, em 1963, cravara uma verdade que tem me acompanhado até hoje:

“E estava eu lendo Criatividade profissional, um livro novo, diferente, de Eugene Von Fange...
- Professor, eu queria um artigo para o nosso jornal – “Tribuna do Estudante...”
Para quem estava mastigando criatividade, pensando no pensamento criador, na ânsia do novo, uma apresentação seria muito prosaico.
Delmanto...
Bem, deixe-me, de início, apresentá-lo. É o Delmanto do 1º Científico do Colégio Arquidiocesano. Um rapaz que brotou (o termo é criativo) no 2º ciclo, lendo e lendo, escrevendo às vezes e iniciando-se na arte literária. Percebe-se quando alguém começa a sentir os comichões literários que coçam mais que varíola agonizante...”

Definição perfeita. Era uma busca intensa por bons livros. A coleção de livros de Jorge Amado, José de Alencar, Machado de Assis, Graciliano Ramos, entre tantos outros, foram lidos com entusiasmo crescente. Com a descoberta de “A Cidadela”, do Cronin, a “viagem passou a correr o mundo”, visitando outros países, outras culturas. “A Cidadela” foi apenas o primeiro de toda a coleção. Estilo envolvente, claro.


 

Cronin não caiu no esquecimento como tantos outros escritores. Suas obras viraram filmes (“Spanish Gardem”/ "A Cidadela") e seus livros obtiveram recordes de vendagem. Era um escritor popular. “A Cidadela” foi o campeão de vendagem. Com uma vida bem alicerçada como médico, passou a se dedicar à literatura por problemas de saúde. Com o tempo, fechou seu consultório, passando a viver só para a literatura. É preciso que a atual juventude tome conhecimento de sua obra e que algum Editor reedite sua obra completa: A Cidadela, A Dama dos Cravos, Almas em Conflito, Anos de Ternura, Anos de Tormenta, As Chaves do Reino, Encontro de Amor, O Castelo do Homem sem Alma, Os Deuses Riem, Sob a Luz das Estrelas e Uma Estranha Mulher.

Na crônica de Ialmar Pio Schneider (poeta, trovador e contista) temos um perfil completo de Cronin:

"Um dos escritores mais interessantes que já tive a oportunidade de ler, foi sem dúvida, o célebre médico e romancista escocês A. J. Cronin (Archibald Joseph), que nasceu a 19 de julho de 1896, em Cardross, Dumbartoshire, Escócia, filho único de Patrick Cronin e Jessie Montgomerie. Faleceu no dia 6 de janeiro de 1981, na Suíça, para onde se transferira em 1955. O primeiro dos seus livros que li foi A Cidadela, e isto há muitos anos. Trata-se da história de um médico que provocou a manifestação do Parlamento Inglês no sentido de proibir a circulação do livro, uma vez que o romance foi considerado um “tremendo libelo contra a mercantilização da Medicina”. Diga-se que encerrava passagens autobiográficas do autor e foi a consagração definitiva de sua carreira literária. 
Depois vieram os livros que fui lendo ao longo do tempo e foram As Chaves do Reino, Sob a Luz das Estrelas, Noites de Vigília, Pelos Caminhos de Minha Vida, Um Erro Judiciário, etc. Mas ele escreveu mais de 20 romances. 
Terminei de ler por esses dias a sua primeira obra O Castelo do Homem sem Alma ( A Família Brodie), tradução de Rachel de Queiroz, que constitui um drama vivido em um lar que poderia ser feliz, porém, cuja imposição de um pai autoritário transformou em um inferno. Quando publicou este romance, escrito em apenas 3 meses em uma granja onde foi recuperar a saúde abalada por excesso de trabalho, obteve um grande êxito na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado ao teatro e ao cinema. 
“Sua obra já foi traduzida em quase todos os países, e no Brasil foi bem recebida pela crítica. O ensaísta e professor Genolino Amado, grande conhecedor de Literatura, especialmente da inglesa, a propósito de A Cidadela afirma: “... Um novo, intenso e singular novelista surgira na Inglaterra, trazendo na sua vocação criadora essa mescla de patético e de humour, de imaginação surpreendente e de observação direta da realidade cotidiana, tão marcada e típica nos escritores de sangue escocês.”


Outras opiniões de escritores brasileiros sobre a obra de Cronin: 

É extraordinário que certa crítica, que tanto se comoveu com o superficial teosofismo de Charles Morgan em Fountain, persista em desconhecer o poeta e pensador destes dois romances admiráveis (As Chaves do Reino e Três Amores). Destes dois romances verdadeiramente singulares, pela sua força de vida e pelo seu significado de espírito na massa da produção intelectual hodierna, tão desprovida do senso da profundidade, como só o entendem os que sabem que Deus existe...” - Tasso da Silveira (in o Diário, B. Horizonte)

“O autor de As Chaves do Reino é o mesmo de A Cidadela, A . J. Cronin. E este seu novo romance não é menos interessante do que o outro. Nem podia ser: Cronin tem o gênio do romance. Quero dizer, o segredo de surpreender a vida nos seus momentos mais dramáticos de expressão. O segredo de condensar toda uma situação psicológica num gesto, numa atitude, numa palavra, às vezes num silêncio. De ir além da superfície sem mistério nenhum dos homens e das coisas como são ordinariamente vistas. E ir a essas profundidades sem torturas de análise, sem usar escafandro, sem ele mesmo fazer-se antes um personagem de aventura para o leitor.” - Olívio Montenegro ( in Diário de Pernambuco, Recife)

“Cronin é inegavelmente um grande romancista, Católico, nos seus livros passa o sopro suave da caridade cristã, que ressalta ao contraste da sua ausência. Quem não leu A Cidadela e Noites de Vigília, e não sentiu esse espírito de caridade? – Mas o escritor é um realista, no bom sentido. Faz seus romances sobre a vida. As Chaves do Reino é um grande livro.” – Padre Negromonte ( in O Diário, B. Horizonte)

O que me atrai neste autor é sua maneira magistral de organizar a trama de seus romances, e ainda toda a experiência adquirida no exercício da Medicina que imprime em suas páginas um sentido humanitário.”

julho 25, 2013

Cronin & o Dia do Escritor!

ARCHIBALD JOSEPH CRONIN
Na data de hoje, quando se comemora o DIA DO ESCRITOR, busquei na minhas lembranças a série de livros – uma coleção de capa dura – do escritor escocês Archibald Joseph Cronin, ou simplesmente A.J.Cronin como era mais conhecido. Para quem estava iniciando o curso científico, a descoberta dessa coleção de livros (pertencente ao meu irmão Décio) foi uma grande descoberta.

Estudando no Colégio Arquidiocesano La Salle, de Botucatu, vivia um período de muita efervescência cultural. Tanto que o professor de português e redação, Prof. Agostinho Minicucci, ao fazer o prefácio do jornal do colégio, em 1963, cravara uma verdade que tem me acompanhado até hoje:
“E estava eu lendo Criatividade profissional, um livro novo, diferente, de Eugene Von Fange...
- Professor, eu queria um artigo para o nosso jornal – “Tribuna do Estudante...”
Para quem estava mastigando criatividade, pensando no pensamento criador, na ânsia do novo, uma apresentação seria muito prosaico.
- Delmanto...
Bem, deixe-me, de início, apresentá-lo. É o Delmanto do 1º Científico do Colégio Arquidiocesano. Um rapaz que brotou (o termo é criativo) no 2º ciclo, lendo e lendo, escrevendo às vezes e iniciando-se na arte literária. Percebe-se quando alguém começa a sentir os comichões literários que coçam mais que varíola agonizante...”
Definição perfeita. Era uma busca intensa por bons livros. A coleção de livros de Jorge Amado, José de Alencar, Machado de Assis, Graciliano Ramos, entre tantos outros, foram lidos com entusiasmo crescente. Com a descoberta de “A Cidadela”, do Cronin, a “viagem passou a correr o mundo”, visitando outros países, outras culturas. “A Cidadela” foi apenas o primeiro de toda a coleção. Estilo envolvente, claro.

Cronin não caiu no esquecimento como tantos outros escritores. Suas obras viraram filmes (“Spanish Gardem”/ "A Cidadela") e seus livros obtiveram recordes de vendagem. Era um escritor popular. “A Cidadela” foi o campeão de vendagem. Com uma vida bem alicerçada como médico, passou a se dedicar à literatura por problemas de saúde. Com o tempo, fechou seu consultório, passando a viver só para a literatura. É preciso que a atual juventude tome conhecimento de sua obra e que algum Editor reedite sua obra completa: A Cidadela, A Dama dos Cravos, Almas em Conflito, Anos de Ternura, Anos de Tormenta, As Chaves do Reino, Encontro de Amor, O Castelo do Homem sem Alma, Os Deuses Riem, Sob a Luz das Estrelas e Uma Estranha Mulher.

Na crônica de Ialmar Pio Schneider (poeta, trovador e contista) temos um perfil completo de Cronin:
Um dos escritores mais interessantes que já tive a oportunidade de ler, foi sem dúvida, o célebre médico e romancista escocês A. J. Cronin (Archibald Joseph), que nasceu a 19 de julho de 1896, em Cardross, Dumbartoshire, Escócia, filho único de Patrick Cronin e Jessie Montgomerie. Faleceu no dia 6 de janeiro de 1981, na Suíça, para onde se transferira em 1955. O primeiro dos seus livros que li foi A Cidadela, e isto há muitos anos. Trata-se da história de um médico que provocou a manifestação do Parlamento Inglês no sentido de proibir a circulação do livro, uma vez que o romance foi considerado um “tremendo libelo contra a mercantilização da Medicina”. Diga-se que encerrava passagens autobiográficas do autor e foi a consagração definitiva de sua carreira literária.

Depois vieram os livros que fui lendo ao longo do tempo e foram As Chaves do Reino, Sob a Luz das Estrelas, Noites de Vigília, Pelos Caminhos de Minha Vida, Um Erro Judiciário, etc. Mas ele escreveu mais de 20 romances.

Terminei de ler por esses dias a sua primeira obra O Castelo do Homem sem Alma ( A Família Brodie), tradução de Rachel de Queiroz, que constitui um drama vivido em um lar que poderia ser feliz, porém, cuja imposição de um pai autoritário transformou em um inferno. Quando publicou este romance, escrito em apenas 3 meses em uma granja onde foi recuperar a saúde abalada por excesso de trabalho, obteve um grande êxito na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado ao teatro e ao cinema.

“Sua obra já foi traduzida em quase todos os países, e no Brasil foi bem recebida pela crítica. O ensaísta e professor Genolino Amado, grande conhecedor de Literatura, especialmente da inglesa, a propósito de A Cidadela afirma: “... Um novo, intenso e singular novelista surgira na Inglaterra, trazendo na sua vocação criadora essa mescla de patético e de humour, de imaginação surpreendente e de observação direta da realidade cotidiana, tão marcada e típica nos escritores de sangue escocês.””

Outras opiniões de escritores brasileiros sobre a obra de Cronin: “É extraordinário que certa crítica, que tanto se comoveu com o superficial teosofismo de Charles Morgan em Fountain, persista em desconhecer o poeta e pensador destes dois romances admiráveis (As Chaves do Reino e Três Amores). Destes dois romances verdadeiramente singulares, pela sua força de vida e pelo seu significado de espírito na massa da produção intelectual hodierna, tão desprovida do senso da profundidade, como só o entendem os que sabem que Deus existe...” - Tasso da Silveira (in o Diário, B. Horizonte)

“O autor de As Chaves do Reino é o mesmo de A Cidadela, A . J. Cronin. E este seu novo romance não é menos interessante do que o outro. Nem podia ser: Cronin tem o gênio do romance. Quero dizer, o segredo de surpreender a vida nos seus momentos mais dramáticos de expressão. O segredo de condensar toda uma situação psicológica num gesto, numa atitude, numa palavra, às vezes num silêncio. De ir além da superfície sem mistério nenhum dos homens e das coisas como são ordinariamente vistas. E ir a essas profundidades sem torturas de análise, sem usar escafandro, sem ele mesmo fazer-se antes um personagem de aventura para o leitor.” - Olívio Montenegro ( in Diário de Pernambuco, Recife)

“Cronin é inegavelmente um grande romancista, Católico, nos seus livros passa o sopro suave da caridade cristã, que ressalta ao contraste da sua ausência. Quem não leu A Cidadela e Noites de Vigília, e não sentiu esse espírito de caridade? – Mas o escritor é um realista, no bom sentido. Faz seus romances sobre a vida. As Chaves do Reino é um grande livro.” – Padre Negromonte ( in O Diário, B. Horizonte)

O que me atrai neste autor é sua maneira magistral de organizar a trama de seus romances, e ainda toda a experiência adquirida no exercício da Medicina que imprime em suas páginas um sentido humanitário.”

julho 25, 2012

Dia do Escritor: Homenagem a A.J. Cronin!


ARCHIBALD JOSEPH CRONIN
Na data de hoje, quando se comemora o DIA DO ESCRITOR, busquei na minhas lembranças a série de livros – uma coleção de capa dura – do escritor escocês Archibald Joseph Cronin, ou simplesmente A.J.Cronin como era mais conhecido. Para quem estava iniciando o curso científico, a descoberta dessa coleção de livros (pertencente ao meu irmão Décio) foi uma grande descoberta.


Estudando no Colégio Arquidiocesano La Salle, de Botucatu, vivia um período de muita efervescência cultural. Tanto que o professor de português e redação, Prof. Agostinho Minicucci, ao fazer o prefácio do jornal do colégio, em 1963, cravara uma verdade que tem me acompanhado até hoje:
“E estava eu lendo Criatividade profissional, um livro novo, diferente, de Eugene Von Fange...
- Professor, eu queria um artigo para o nosso jornal – “Tribuna do Estudante...”
Para quem estava mastigando criatividade, pensando no pensamento criador, na ânsia do novo, uma apresentação seria muito prosaico.
- Delmanto...
Bem, deixe-me, de início, apresentá-lo. É o Delmanto do 1º Científico do Colégio Arquidiocesano. Um rapaz que brotou (o termo é criativo) no 2º ciclo, lendo e lendo, escrevendo às vezes e iniciando-se na arte literária. Percebe-se quando alguém começa a sentir os comichões literários que coçam mais que varíola agonizante...”
Definição perfeita. Era uma busca intensa por bons livros. A coleção de livros de Jorge Amado, José de Alencar, Machado de Assis, Graciliano Ramos, entre tantos outros, foram lidos com entusiasmo crescente. Com a descoberta de “A Cidadela”, do Cronin, a “viagem passou a correr o mundo”, visitando outros países, outras culturas. “A Cidadela” foi apenas o primeiro de toda a coleção. Estilo envolvente, claro.
Cronin não caiu no esquecimento como tantos outros escritores. Suas obras viraram filmes (“Spanish Gardem”/ "A Cidadela") e seus livros obtiveram recordes de vendagem. Era um escritor popular. “A Cidadela” foi o campeão de vendagem. Como uma vida bem alicerçada como médico, passou a se dedicar à literatura por problemas de saúde. Com o tempo, fechou seu consultório, passando a viver só para a literatura. É preciso que a atual juventude tome conhecimento de sua obra e que algum Editor reedite sua obra completa: A Cidadela, A Dama dos Cravos, Almas em Conflito, Anos de Ternura, Anos de Tormenta, As Chaves do Reino, Encontro de Amor, O Castelo do Homem sem Alma, Os Deuses Riem, Sob a Luz das Estrelas e Uma Estranha Mulher.
Na crônica de Ialmar Pio Schneider (poeta, trovador e contista) temos um perfil completo de Cronin:
Um dos escritores mais interessantes que já tive a oportunidade de ler, foi sem dúvida, o célebre médico e romancista escocês A. J. Cronin (Archibald Joseph), que nasceu a 19 de julho de 1896, em Cardross, Dumbartoshire, Escócia, filho único de Patrick Cronin e Jessie Montgomerie. Faleceu no dia 6 de janeiro de 1981, na Suíça, para onde se transferira em 1955. O primeiro dos seus livros que li foi A Cidadela, e isto há muitos anos. Trata-se da história de um médico que provocou a manifestação do Parlamento Inglês no sentido de proibir a circulação do livro, uma vez que o romance foi considerado um “tremendo libelo contra a mercantilização da Medicina”. Diga-se que encerrava passagens autobiográficas do autor e foi a consagração definitiva de sua carreira literária.

Depois vieram os livros que fui lendo ao longo do tempo e foram As Chaves do Reino, Sob a Luz das Estrelas, Noites de Vigília, Pelos Caminhos de Minha Vida, Um Erro Judiciário, etc. Mas ele escreveu mais de 20 romances.

Terminei de ler por esses dias a sua primeira obra O Castelo do Homem sem Alma ( A Família Brodie), tradução de Rachel de Queiroz, que constitui um drama vivido em um lar que poderia ser feliz, porém, cuja imposição de um pai autoritário transformou em um inferno. Quando publicou este romance, escrito em apenas 3 meses em uma granja onde foi recuperar a saúde abalada por excesso de trabalho, obteve um grande êxito na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado ao teatro e ao cinema.

“Sua obra já foi traduzida em quase todos os países, e no Brasil foi bem recebida pela crítica. O ensaísta e professor Genolino Amado, grande conhecedor de Literatura, especialmente da inglesa, a propósito de A Cidadela afirma: “... Um novo, intenso e singular novelista surgira na Inglaterra, trazendo na sua vocação criadora essa mescla de patético e de humour, de imaginação surpreendente e de observação direta da realidade cotidiana, tão marcada e típica nos escritores de sangue escocês.””

Outras opiniões de escritores brasileiros sobre a obra de Cronin: “É extraordinário que certa crítica, que tanto se comoveu com o superficial teosofismo de Charles Morgan em Fountain, persista em desconhecer o poeta e pensador destes dois romances admiráveis (As Chaves do Reino e Três Amores). Destes dois romances verdadeiramente singulares, pela sua força de vida e pelo seu significado de espírito na massa da produção intelectual hodierna, tão desprovida do senso da profundidade, como só o entendem os que sabem que Deus existe...” - Tasso da Silveira (in o Diário, B. Horizonte)

“O autor de As Chaves do Reino é o mesmo de A Cidadela, A . J. Cronin. E este seu novo romance não é menos interessante do que o outro. Nem podia ser: Cronin tem o gênio do romance. Quero dizer, o segredo de surpreender a vida nos seus momentos mais dramáticos de expressão. O segredo de condensar toda uma situação psicológica num gesto, numa atitude, numa palavra, às vezes num silêncio. De ir além da superfície sem mistério nenhum dos homens e das coisas como são ordinariamente vistas. E ir a essas profundidades sem torturas de análise, sem usar escafandro, sem ele mesmo fazer-se antes um personagem de aventura para o leitor.” - Olívio Montenegro ( in Diário de Pernambuco, Recife)

“Cronin é inegavelmente um grande romancista, Católico, nos seus livros passa o sopro suave da caridade cristã, que ressalta ao contraste da sua ausência. Quem não leu A Cidadela e Noites de Vigília, e não sentiu esse espírito de caridade? – Mas o escritor é um realista, no bom sentido. Faz seus romances sobre a vida. As Chaves do Reino é um grande livro.” – Padre Negromonte ( in O Diário, B. Horizonte)

O que me atrai neste autor é sua maneira magistral de organizar a trama de seus romances, e ainda toda a experiência adquirida no exercício da Medicina que imprime em suas páginas um sentido humanitário.”

agosto 10, 2011

OS VÂNDALOS LONDRINOS!


É importante abordar essa nova manifestação que brota das redes sociais. Era previsível. A tecnologia virtual pode ser usada para o bem, para a busca de novos caminhos e, TAMBÉM, pode ser usada para desagregar e agredir a sociedade, mesmo que o motivo primeiro seja o desemprego e a falta de perspectiva futura pela estagnação governamental na busca de metas e de um desenvolvimento sustentável.



Foto Chocante e texto de Reinaldo Azevedo/ leia aqui

TV Folha/ Violência em Londres/ Editorial/ veja aqui

Veja o relato dos vândalos ingleses/ aqui

Violência em Londres/ Globo News/ veja aqui

Crise Social explode na Inglaterra/ leia aqui

No Ex-Blog de Cesar Maia, de 10/08, encontramos um texto que clareia com profundidade esse fenômeno social:

“LONDRES: UMA VERSÃO EXTREMISTA DA MOBILIZAÇÃO PELAS REDES SOCIAIS!(Peter Apps – Reuters/La Nacion, 10) 1. Jovens sem oportunidades, furiosos com o sistema e extraordinariamente bem organizados através das redes sociais: os vândalos londrinos, exibem algumas das características dos manifestantes pro-democracia da 'primavera árabe'. Mas, enquanto lá os jovens saíram às ruas com a esperança de gerar uma mudança positiva, a violência na Grã-Bretanha parece quase niilista, focada nos saques e numa rápida explosão de publicidade e poder, que os jovens dos centros pobre da cidade, sentem que se lhes nega oportunidades, há muito tempo.
2. Não importa se esse desencanto alimenta protestos políticos, o extremismo, ou o delito indiscriminado e o menosprezo pela lei. O certo é que a destruição e o fogo em Londres sugerem que tanto a politica como os protestos, podem se tornar mais violentos nos próximos anos. É provável que a situação atual esteja potencializada pela ação de dois poderosos fatores: o auge das redes sociais, que permite organizar-se para levar a frente o 'poder', e os problemas econômicos que agravam as penúrias.
3. Quando o governo tentou esmagar os protestos e controlar a internet, só logrou aumentar o fogo. "Os desdobramentos de todos estes eventos é um mesmo sentimento, particularmente entre os jovens, que são os que têm energia para sair às ruas e amotinar-se. Não ocorre só aqui", disse Louise Taggart da consultoria AKE. "O risco de que isto se repita é muito grande".

No mundo todo, em toda parte, os movimentos sociais estão aflorando e marcando, definitivamente, mudanças fundamentais. Quem diria que na elegante e clássica Inglaterra existiria uma “bolha social” de miséria e desesperança que iria explodir de uma forma errada, agredindo uma Nação civilizada, mas socialmente estagnada?!?

Mauro Santayana analisa o quebra-quebra na Inglaterra/ leia aqui

Que fique o exemplo para o Brasil!
Que dos poderosos tapetes vermelhos de Brasília surja uma liderança que possa fazer a higienização política e administrativa deste país, ainda há tempo e hora!!!