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setembro 03, 2019

TESTEMUNHO PESSOAL – IBM -1986 Do Correio Eletrônico à Web-Internet...

TESTEMUNHO PESSOAL – IBM -1986
Do Correio Eletrônico à Web-Internet...




“...eu não seria a mesma se me dissessem que eu seria privada do que me oferece esse mundão sem dono que é a web/internet...”                  Requeri

É impressionante!
A adesão às redes sociais na web crescem e se multiplicam em uma velocidade nunca vista na história da comunicação de massas. Quem corre vai ficar onde está e quem ficar parado vai ser atropelado...  Hoje é preciso que a pessoa esteja atenta e procure interagir no seu local de trabalho, aonde estuda, pela internet, sei lá! O que não pode é acreditar no “papai-mamãe”, ou seja, que através dos sindicatos esclerosados ou através de partidos políticos falidos e fora da real, terá uma caminhada positiva... O mundo gira a uma velocidade que – via redes sociais! – só os que estiverem atentos conseguirão sobreviver em termos de cidadania e de construção de dias melhores com o consequente arquivamento desses pulhas que tomaram a Pátria de assalto. Quem viver, verá!!!
Sempre cito uma afirmação de um conhecido jornalista, Fernando Morais: “Eu sempre acreditei que até a democratização dos meios de comunicação seria uma luta política. Acabei descobrindo que se tornou uma conquista tecnológica. Hoje, todo mundo pode ser o seu próprio Roberto Marinho...”
Exatamente isso, com a Revolução da Informação, tudo se tornou acessível em termos de comunicação: a telefonia celular, a internet, os blogs, o Facebook, o Instagram, o Twiter (as redes sociais), as redes internacionais de televisão e demais recursos da tecnologia audiovisual levam a todos os rincões do planeta a realidade de nosso tempo.
Simples assim... Por esses poderosos meios de comunicação, as pessoas se conectam rapidamente, levando notícias, relatando online as suas expectativas e as suas esperanças. Assim, a Aldeia Global se corporifica no avanço tecnológico da comunicação via internet...

TESTEMUNHO PESSOAL 



Na CESP, a minha experiência com o “computador pessoal” foi interessante. Fora a sua utilização profissional, à época, ele só estava conectado com toda rede da empresa. Era sistema IBM, altíssima tecnologia. E ninguém tinha o seu “personal computer”.
Então, era aquela realidade: qual a vantagem de usar o PC para mandar recados para algum colega da empresa se você tinha o telefone e o PC não era rápido e nem fácil de ser utilizado?!?
Não havia a possibilidade – e ninguém imaginava que haveria ! – de comunicação tendo cada pessoa o seu PC em casa...

Foi preciso a ação criativa e inovadora de Steve Jobs e Bill Gates, cada um ao seu tempo, com “cola” ou não, a levarem democraticamente para o mundo essa importantíssima forma de comunicação que está mudando formas de governo, dando liberdade e conhecimento para populações desprezadas, enfim, transformando esse nosso planeta na verdadeira “Aldeia Global”.

Na IBM - Pedra da Gávea - RJ



No ano de 1986, trabalhando na CESP – Cia Energética Paulista, foi oferecido pela IBM aos executivos da empresa, um curso intensivo de MS DOS da IBM. O curso intensivo foi realizado no moderno Centro de Treinamento da IBM - Pedra da Gávea, um lugar apropriado para um mergulho inicial na web-internet... Pedra da Gávea é uma montanha monolítica na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, Brasil. Composta por granito e gneisse, a sua altitude é de 842 metros ...

A CESP já tinha instalado todo um sistema online pela IBM. O curso limitou-se ao básico elementar. No retorno, passamos a utilizar o PC também para recados aos colegas de trabalho, de outras áreas, com o título de “Correio Eletrônico”. Era limitadíssimo. Chato até, eu diria.

Mas este é o testemunho de alguém que vivenciou os primórdios da utilização desse tipo de comunicação e que não poderia imaginar – e acho que nem a IBM imaginou – que o “personal computer” sofreria uma evolução de tanta envergadura.
Jobs e Gates se revezaram no comando e na criação. Cada um teve o seu ciclo. A IBM – quem diria! – ficou para trás..


Steve Jobs & Bill Gates, ciclos




Saibam que a palavra "ciclo", segundo o “Aurélio”, significa série de fenômenos que se sucedem numa ordem determinada. Sequência de fenômenos que se renovam periodicamente.

“...devemos permanecer com “fome” de realização, com “fome” de criação, bem como nunca esquecendo de alimentar a “loucura” dos nossos sonhos, que são o que nos dá sentido à vida e nos faz progredir, evoluir, perseverar”. (discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford)

O que fazer com a verdade?!? Você deve saber o que fazer com ela... Steve Jobs ou Bill Gates?!?




Em todos os países, fãs, empresários, concorrentes, políticos, enfim, uma unanimidade gritante a lamentar a morte do homem que mudou o cotidiano de milhões de pessoas, com invenções, como o computador Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. E tudo começou com a criação do Apple I, graças à engenhosidade de Stephen Wozniak (sócio de Jobs), e a sua persistência e criatividade que lhe deram o crédito por iniciar a revolução do computador pessoal. À época, Jobs iniciou a sua Macintosh (1976) e Gates a sua empresa (1975).

Steve Jobs morreu, aos 56 anos, após uma longa batalha contra uma forma rara de câncer no pâncreas. Deixou uma fortuna avaliada em 7 bilhões de dólares. Teve 4 filhos de dois relacionamentos. Considerado um gênio, Jobs teve um ciclo ativo descontínuo. Afastado da Empresa Apple, em 1992, voltaria em 1997 para reinventá-la como líder do mercado com criações marcantes.




Sobre a morte de Steve Jobs, a mensagem de Bill Gates:

"Eu estou realmente triste em saber da morte de Steve Jobs. Melinda (a esposa de Bill Gates) e eu levamos nossas sinceras condolências aos seus familiares, amigos e a todos que foram tocados pelo seu trabalho.

Steve e eu nos conhecemos há mais de 30 anos e fomos colegas, competidores e amigos durante mais de metade das nossas vidas.

O mundo raramente vê alguém que cause impactos tão profundos quanto os causados por Steve, efeitos que durarão muitas gerações
Para aqueles de nós que fomos afortunados o suficiente em trabalhar com ele, foi uma honra imensa. Eu sentirei uma imensa falta de Steve."


A rivalidade entre Jobs e Gates


A rivalidade entre Jobs e Gates começa em 1977, no lançamento do Apple II. Gates, até então um joão-ninguém, é esnobado pelo colega numa feira de informática. E jura, naquele momento, destruir a Apple...

Com muita malícia, ele fecha um contrato para fornecer programas para o Mac. Quando Jobs percebe, Bill já roubou sua tecnologia e criou o Windows – uma cópia deslavada do Mac.

Apple e Microsoft ficaram em campos opostos pela primeira vez no fim dos anos 1980. O lançamento do Windows, sistema da Microsoft com interface gráfica, levou a Apple a processar a empresa de Gates, em 1988.

A Apple alegava que as convenções de uso do Windows (ícones, uso do mouse para arrastar e soltar objetos, entre outras) haviam sido copiadas do Lisa e do Macintosh, computadores lançados pela Apple em 1983 e 1984.
Jobs havia deixado a Apple em 1985, mas rumores deram conta de que ele não teria ficado satisfeito ao ver muitos dos princípios do Macintosh “copiados” pelo rival.

O processo só chegou ao fim, seis anos depois, com derrota da Apple. Durante esse tempo, a empresa viu sua fatia de mercado diminuir consideravelmente. Já a Microsoft só cresceu, pois seu sistema Windows rodava não só em PCs da IBM, mas também de outros fabricantes, como HP e Compaq.
Em 1997, a Apple termina se rendendo à poderosa Microsoft
É REGISTRO HISTÓRICO!





agosto 07, 2013

É Preciso Pensar!

“As idéias ousadas estão praticamente fora de moda.”
Argumento Lógico. Não é segredo, especialmente nos Estados Unidos, que vivemos numa era pós-Iluminismo na qual racionalidade, ciência, argumento lógico e debate perderam a batalha em muitos setores e, talvez, até na sociedade em geral, para superstição, fé, opinião e ortodoxia. Embora continuemos fazendo avanços tecnológicos gigantescos, podemos estar na primeira geração que girou para trás o relógio da história – que retrocedeu intelectualmente de modos avançados de pensar para os velhos modos das crenças. Mas pós-Iluminismo e pós-idéia, embora relacionados, não são exatamente a mesma coisa.
Pós-Iluminismo refere-se a um estilo de pensar que já não mobiliza as técnicas de pensamento racional. Pós-idéia refere-se ao pensar que não é mais feito, independentemente do estilo.”
(NEAL GABLER/ THE NEW YORK TIMES/ ESTADÃO/ 21/08/2011)
 
 
Desde o início nos propusemos a fazer deste blog um FORUM CULTURAL, onde a intelligentzia brasileira pudesse levantar os seus problemas, realizar os grandes debates, caminhar em busca das informações para convertê-las em alguma coisa maior que meros fatos e transformá-las em idéias que explicassem essas mesmas informações...

No jornal “O Estado de S. Paulo”, de 21/08/2011, o artigo “A enxurrada de enganosas grandes idéias”, de Neal Gabler do “The New York Times”, aborda esse tema controverso, mas indispensável para que não nos tornemos meras figuras repetitivas e vazias no “imenso universo informativo” que chegou via internet.

Explica o autor, que no passado, “buscávamos não só apreender o mundo, mas realmente conhecê-lo, que é a função primordial das idéias. Grandes idéias explicam o mundo e nos explicam uns aos outros.”

Assim, nesse caminhar da humanidade, vimos que “Karl Marx chamou a atenção para a relação entre os meios de produção e nossos sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes como meio para compreender nossas emoções e comportamentos. Einstein reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou sobre a natureza da comunicação moderna e seu efeito na vida moderna. Essas idéias permitiram que nos desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder as grandes e atemorizantes questões de nossas vidas.”

E vejam o alerta que o autor faz de uma indiscutível verdade: “Mas se a informação foi um dia um alimento de idéias, na última década ela se tornou sua concorrente. Estamos como o agricultor que possui trigo demais para fabricar farinha. Somos inundados por tanta informação que não teríamos tempo para processá-la mesmo que quiséssemos, e a maioria de nós não quer.”
E o mundo vai se transformando rapidamente. A realidade midiática, através das redes sociais, principalmente, tem provocado verdadeiras revoluções comportamentais que os mais otimistas não esperavam nem para as próximas gerações. A Revolução da Informação, tem proporcionado as grandes rebeliões da Ásia e da África e a derrubada de Ditaduras cruéis e violentas; mas tem, também, proporcionado a Revolta dos Indignados da Europa que querem uma Democracia mais dinâmica e em consonância com os anseios da sociedade, com mais empregos e uma dinâmica maior no processo produtivo. E, para mais uma grande surpresa, também através das redes sociais, os Vândalos Londrinos chocaram o mundo ao explicitarem que a mobilização rápida e abrangente das pessoas pode ser tanto para o bem como para o malfeito.

Assim, com toda a facilidade que a internet nos trouxe, “preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato. Ele nos mantém “por dentro”, nos mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo.” E o autor nos alerta: Não é por acaso, com certeza, que o mundo pós-idéia brotou com o mundo das redes de relacionamento social. Apesar de haver sites e blogs dedicados a idéias, Twitter, Facebook, Myspace, etc., os sites mais populares na web, são basicamente bolsas de informações destinadas a alimentar a fome insaciável de informação, embora essa dificilmente seja do tipo de informação que gera idéias. Ela é, em grande parte, inútil exceto na medida em que faz o possuidor da informação se sentir, bem...informado.
E a nossa realidade na comunicação virtual, via internet, está cada vez mais assumindo um aspecto de padronização negativa. Vamos ao que diz o autor: “...os sites de relacionamento social são a principal forma de comunicação entre jovens, e estão suplantando os meios impressos, que é onde as idéias eram tipicamente gestadas. Depois, os sites de relacionamento social criam hábitos mentais que são inimigos do tipo de discurso deliberado que dá origem a idéias. Em lugar de teorias, hipóteses e argumentos importantes, obtemos tuíters instantâneos de 140 caracteres sobre comer um sanduíche ou assistir um programa de TV.

Assim, a facilidade das redes sociais tendem a “encolher o universo da pessoa a ela mesma e seus amigos, enquanto pensamentos organizados em palavras, seja online seja na página impressa, alargam o foco pessoal”.



Tuitar e pensar ao mesmo tempo, não dá...

“...não se pode pensar e tuitar ao mesmo tempo, não por ser impossível fazer tarefas múltiplas, mas porque tuitar – que é, em grande parte, um jorro, ou de opiniões breves sem sustentação, ou de descrições breves das próprias atividades prosaicas – é uma forma de distração e anti-pensamento.”
E para a nossa sociedade , diria até mais, para a própria humanidade que não pensa grande, os resultados serão pífios para as próximas gerações. Mesmo porque as idéias não são meros brinquedos intelectuais, trazendo – com certeza – conseqüências práticas imprevisíveis.

E o autor conclui seu pensamento com um desafio para que tenhamos idéias ousadas mas, principalmente, que pensemos, pensemos muito!“

Nós nos tornamos narcisistas da informação, tão desinteressados por qualquer coisa fora de nós e de nossos círculos de amizade ou por petisco que não possamos partilhar com esses amigos que se um Marx ou um Nietzsche surgisse subitamente trombeteando suas idéias, ninguém lhes daria a menor atenção, certamente não a mídia em geral, que aprendeu a servir ao nosso narcisismo. O que o futuro pressagia é cada vez mais informação. Não haverá nada que não conheçamos. Mas não haverá ninguém pensando nisso. Pense nisso.”

abril 30, 2013

“O suicídio assumido
do Estadão”...

BYE-BYE JORNALÕES!!!

Em seu artigo de hoje, 30/04/2013, no “OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA” o jornalista Alberto Dines analisa a “mudança anunciada” do “Estadão”. Em ampla publicidade pela TV, o centenário jornal paulista anuncia o seu “emagrecimento racional” durante a semana e a sua “programação completa” no final de semana...(me engana que eu gosto...)


A verdade verdadeira é que o jornalismo brasileiro, de uma forma geral, não se renovou e não inovou na batalha diária do jornalismo que informa e dá condições para seu leitor “formar” a sua opinião.

Diz, Alberto Dines:

“De repente, a esqualidez coletiva, a magreza como exercício de descartabilidade. O suicídio assumido publicamente pelo antigo Estadão a partir da segunda-feira (22/4) foi compartilhado com uma sensação de alívio pela concorrência. O novo figurino Ersatz – sucedâneo inferior – caiu do céu, presente dos deuses. É extremamente conveniente aos diários ditos nacionais e regionais, finalmente desobrigados de competir em qualidade e densidade.”

E mais:

“A autoflagelação do antigo Estadão é apenas o começo de uma perigosa desertificação jornalística. Se até agora se gastava no fim de semana pelo menos duas horas para ler a safra de jornais e revistas, o tempo de leitura vai se reduzir substancialmente. Pouco adiantará esticar os infográficos, dramatizar os episódios policiais e as abobrinhas oriundas da TV.
Nosso jornalismo esgotou-se, patina na desimportância, incapaz de reencontrar as fontes de vitalidade e renovação. Nem a antecipação do embate presidencial conseguirá aumentar a circulação ou a receita da mídia impressa porque onde não há diversidade, não há surpresas. O inesperado não se sustenta automaticamente.”

E trás um argumento que retrata a sociedade civil brasileira, tão amorfa e indiferente à “roubalheira institucionalizada” e à “descrença propositalmente colocada” das instituições democráticas que os “políticos no poder” tem, sistematicamente, lhe mostrado:

“As elites endinheiradas não gostam de jornais opulentos, substanciosos, preferem a sublime dramaturgia das telenovelas, fingem que são informadas pelas mídias sociais e adoram desfolhar revistas com as irresistíveis citações proferidas por celebridades de shortinho.
Já as empresas jornalísticas, incapazes de multiplicar talentos e há décadas apostando em estrelas fatigadas pela rotina da submissão, começaram a afiar bisturis e guilhotinas, ávidas para cortar custos e gorduras.”

Vamos, cada um de nós, fazer a nossa parte. No jornalismo tradicional e na internet é possível exercer a cidadania necessária e condenar, repetidamente se for preciso, os maus políticos e os corruptos “encastelados”!!!

fevereiro 16, 2013

Tuitar e pensar
ao mesmo tempo, não dá?!?

“As idéias ousadas estão praticamente fora de moda.”
Argumento Lógico. Não é segredo, especialmente nos Estados Unidos, que vivemos numa era pós-Iluminismo na qual racionalidade, ciência, argumento lógico e debate perderam a batalha em muitos setores e, talvez, até na sociedade em geral, para superstição, fé, opinião e ortodoxia. Embora continuemos fazendo avanços tecnológicos gigantescos, podemos estar na primeira geração que girou para trás o relógio da história – que retrocedeu intelectualmente de modos avançados de pensar para os velhos modos das crenças. Mas pós-Iluminismo e pós-idéia, embora relacionados, não são exatamente a mesma coisa.
Pós-Iluminismo refere-se a um estilo de pensar que já não mobiliza as técnicas de pensamento racional. Pós-idéia refere-se ao pensar que não é mais feito, independentemente do estilo.”

(NEAL GABLER/ THE NEW YORK TIMES/ ESTADÃO/ 21/08/2011)
 
Desde o início nos propusemos a fazer deste blog um FORUM CULTURAL, onde a intelligentzia brasileira pudesse levantar os seus problemas, realizar os grandes debates, caminhar em busca das informações para convertê-las em alguma coisa maior que meros fatos e transformá-las em idéias que explicassem essas mesmas informações...

No jornal “O Estado de S. Paulo”, o artigo “A enxurrada de enganosas grandes idéias”, de Neal Gabler do “The New York Times”, aborda esse tema controverso, mas indispensável para que não nos tornemos meras figuras repetitivas e vazias no “imenso universo informativo” que chegou via internet.

Explica o autor, que no passado, “buscávamos não só apreender o mundo, mas realmente conhecê-lo, que é a função primordial das idéias. Grandes idéias explicam o mundo e nos explicam uns aos outros.”

Assim, nesse caminhar da humanidade, vimos que “Karl Marx chamou a atenção para a relação entre os meios de produção e nossos sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes como meio para compreender nossas emoções e comportamentos. Einstein reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou sobre a natureza da comunicação moderna e seu efeito na vida moderna. Essas idéias permitiram que nos desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder as grandes e atemorizantes questões de nossas vidas.”

E vejam o alerta que o autor faz de uma indiscutível verdade: “Mas se a informação foi um dia um alimento de idéias, na última década ela se tornou sua concorrente. Estamos como o agricultor que possui trigo demais para fabricar farinha. Somos inundados por tanta informação que não teríamos tempo para processá-la mesmo que quiséssemos, e a maioria de nós não quer.”
E o mundo vai se transformando rapidamente. A realidade midiática, através das redes sociais, principalmente, tem provocado verdadeiras revoluções comportamentais que os mais otimistas não esperavam nem para as próximas gerações. A Revolução da Informação, tem proporcionado as grandes rebeliões da Ásia e da África e a derrubada de Ditaduras cruéis e violentas; mas tem, também, proporcionado a Revolta dos Indignados da Europa que querem uma Democracia mais dinâmica e em consonância com os anseios da sociedade, com mais empregos e uma dinâmica maior no processo produtivo. E, para mais uma grande surpresa, também através das redes sociais, os Vândalos Londrinos chocaram o mundo ao explicitarem que a mobilização rápida e abrangente das pessoas pode ser tanto para o bem como para o malfeito.

Assim, com toda a facilidade que a internet nos trouxe, “preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato. Ele nos mantém “por dentro”, nos mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo.” E o autor nos alerta: Não é por acaso, com certeza, que o mundo pós-idéia brotou com o mundo das redes de relacionamento social. Apesar de haver sites e blogs dedicados a idéias, Twitter, Facebook, Myspace, etc., os sites mais populares na web, são basicamente bolsas de informações destinadas a alimentar a fome insaciável de informação, embora essa dificilmente seja do tipo de informação que gera idéias. Ela é, em grande parte, inútil exceto na medida em que faz o possuidor da informação se sentir, bem...informado.
E a nossa realidade na comunicação virtual, via internet, está cada vez mais assumindo um aspecto de padronização negativa. Vamos ao que diz o autor: “...os sites de relacionamento social são a principal forma de comunicação entre jovens, e estão suplantando os meios impressos, que é onde as idéias eram tipicamente gestadas. Depois, os sites de relacionamento social criam hábitos mentais que são inimigos do tipo de discurso deliberado que dá origem a idéias. Em lugar de teorias, hipóteses e argumentos importantes, obtemos tuíters instantâneos de 140 caracteres sobre comer um sanduíche ou assistir um programa de TV.

Assim, a facilidade das redes sociais tendem a “encolher o universo da pessoa a ela mesma e seus amigos, enquanto pensamentos organizados em palavras, seja online seja na página impressa, alargam o foco pessoal”.



Tuitar e pensar ao mesmo tempo, não dá...

“...não se pode pensar e tuitar ao mesmo tempo, não por ser impossível fazer tarefas múltiplas, mas porque tuitar – que é, em grande parte, um jorro, ou de opiniões breves sem sustentação, ou de descrições breves das próprias atividades prosaicas – é uma forma de distração e anti-pensamento.”

E para a nossa sociedade , diria até mais, para a própria humanidade que não pensa grande, os resultados serão pífios para as próximas gerações. Mesmo porque as idéias não são meros brinquedos intelectuais, trazendo – com certeza – conseqüências práticas imprevisíveis.

E o autor conclui seu pensamento com um desafio para que tenhamos idéias ousadas mas, principalmente, que pensemos, pensemos muito!“

Nós nos tornamos narcisistas da informação, tão desinteressados por qualquer coisa fora de nós e de nossos círculos de amizade ou por petisco que não possamos partilhar com esses amigos que se um Marx ou um Nietzsche surgisse subitamente trombeteando suas idéias, ninguém lhes daria a menor atenção, certamente não a mídia em geral, que aprendeu a servir ao nosso narcisismo. O que o futuro pressagia é cada vez mais informação. Não haverá nada que não conheçamos. Mas não haverá ninguém pensando nisso. Pense nisso.”

agosto 26, 2011

Idéias ousadas & é preciso pensar!

“As idéias ousadas estão praticamente fora de moda.”

Argumento Lógico. Não é segredo, especialmente nos Estados Unidos, que vivemos numa era pós-Iluminismo na qual racionalidade, ciência, argumento lógico e debate perderam a batalha em muitos setores e, talvez, até na sociedade em geral, para superstição, fé, opinião e ortodoxia. Embora continuemos fazendo avanços tecnológicos gigantescos, podemos estar na primeira geração que girou para trás o relógio da história – que retrocedeu intelectualmente de modos avançados de pensar para os velhos modos das crenças. Mas pós-Iluminismo e pós-idéia, embora relacionados, não são exatamente a mesma coisa.
Pós-Iluminismo refere-se a um estilo de pensar que já não mobiliza as técnicas de pensamento racional. Pós-idéia refere-se ao pensar que não é mais feito, independentemente do estilo.”
(NEAL GABLER/ THE NEW YORK TIMES/ ESTADÃO/ 21/08/2011)



Desde o início nos propusemos a fazer deste blog um FORUM CULTURAL, onde a intelligentzia brasileira pudesse levantar os seus problemas, realizar os grandes debates, caminhar em busca das informações para convertê-las em alguma coisa maior que meros fatos e transformá-las em idéias que explicassem essas mesmas informações...

No jornal “O Estado de S. Paulo”, de 21/08/2011, o artigo “A enxurrada de enganosas grandes idéias”, de Neal Gabler do “The New York Times”, aborda esse tema controverso, mas indispensável para que não nos tornemos meras figuras repetitivas e vazias no “imenso universo informativo” que chegou via internet.

Explica o autor, que no passado, “buscávamos não só apreender o mundo, mas realmente conhecê-lo, que é a função primordial das idéias. Grandes idéias explicam o mundo e nos explicam uns aos outros.”

Assim, nesse caminhar da humanidade, vimos que “Karl Marx chamou a atenção para a relação entre os meios de produção e nossos sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes como meio para compreender nossas emoções e comportamentos. Einstein reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou sobre a natureza da comunicação moderna e seu efeito na vida moderna. Essas idéias permitiram que nos desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder as grandes e atemorizantes questões de nossas vidas.”

E vejam o alerta que o autor faz de uma indiscutível verdade: “Mas se a informação foi um dia um alimento de idéias, na última década ela se tornou sua concorrente. Estamos como o agricultor que possui trigo demais para fabricar farinha. Somos inundados por tanta informação que não teríamos tempo para processá-la mesmo que quiséssemos, e a maioria de nós não quer.”



E o mundo vai se transformando rapidamente. A realidade midiática, através das redes sociais, principalmente, tem provocado verdadeiras revoluções comportamentais que os mais otimistas não esperavam nem para as próximas gerações. A Revolução da Informação, tem proporcionado as grandes rebeliões da Ásia e da África e a derrubada de Ditaduras cruéis e violentas; mas tem, também, proporcionado a Revolta dos Indignados da Europa que querem uma Democracia mais dinâmica e em consonância com os anseios da sociedade, com mais empregos e uma dinâmica maior no processo produtivo. E, para mais uma grande surpresa, também através das redes sociais, os Vândalos Londrinos chocaram o mundo ao explicitarem que a mobilização rápida e abrangente das pessoas pode ser tanto para o bem como para o malfeito.

Assim, com toda a facilidade que a internet nos trouxe, “preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato. Ele nos mantém “por dentro”, nos mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo.” E o autor nos alerta: Não é por acaso, com certeza, que o mundo pós-idéia brotou com o mundo das redes de relacionamento social. Apesar de haver sites e blogs dedicados a idéias, Twitter, Facebook, Myspace, etc., os sites mais populares na web, são basicamente bolsas de informações destinadas a alimentar a fome insaciável de informação, embora essa dificilmente seja do tipo de informação que gera idéias. Ela é, em grande parte, inútil exceto na medida em que faz o possuidor da informação se sentir, bem...informado.



E a nossa realidade na comunicação virtual, via internet, está cada vez mais assumindo um aspecto de padronização negativa. Vamos ao que diz o autor: “...os sites de relacionamento social são a principal forma de comunicação entre jovens, e estão suplantando os meios impressos, que é onde as idéias eram tipicamente gestadas. Depois, os sites de relacionamento social criam hábitos mentais que são inimigos do tipo de discurso deliberado que dá origem a idéias. Em lugar de teorias, hipóteses e argumentos importantes, obtemos tuíters instantâneos de 140 caracteres sobre comer um sanduíche ou assistir um programa de TV.

Assim, a facilidade das redes sociais tendem a “encolher o universo da pessoa a ela mesma e seus amigos, enquanto pensamentos organizados em palavras, seja online seja na página impressa, alargam o foco pessoal”.



Tuitar e pensar ao mesmo tempo, não dá...

“...não se pode pensar e tuitar ao mesmo tempo, não por ser impossível fazer tarefas múltiplas, mas porque tuitar – que é, em grande parte, um jorro, ou de opiniões breves sem sustentação, ou de descrições breves das próprias atividades prosaicas – é uma forma de distração e anti-pensamento.”

Revolução da Informação/ leia aqui

Revolta dos Indignados/ leia aqui

Os Vândalos Londrinos/ leia aqui

E para a nossa sociedade , diria até mais, para a própria humanidade que não pensa grande, os resultados serão pífios para as próximas gerações. Mesmo porque as idéias não são meros brinquedos intelectuais, trazendo – com certeza – conseqüências práticas imprevisíveis.

E o autor conclui seu pensamento com um desafio para que tenhamos idéias ousadas mas, principalmente, que pensemos, pensemos muito!“

Nós nos tornamos narcisistas da informação, tão desinteressados por qualquer coisa fora de nós e de nossos círculos de amizade ou por petisco que não possamos partilhar com esses amigos que se um Marx ou um Nietzsche surgisse subitamente trombeteando suas idéias, ninguém lhes daria a menor atenção, certamente não a mídia em geral, que aprendeu a servir ao nosso narcisismo. O que o futuro pressagia é cada vez mais informação. Não haverá nada que não conheçamos. Mas não haverá ninguém pensando nisso. Pense nisso.”