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julho 28, 2014

FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY/2014

FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY/2014


Uma novidade marca a escolha do autor homenageado da 12ª edição da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty: pela primeira vez o destaque vai para um autor contemporâneo: Millôr Fernandes. Mestre do humor, o Guru do Méier, consagrado como o “PENSADOR DE IPANEMA” (Homenageado pelo Rio em 2012, ver abaixo) recebe a homenagem dois anos após sua morte, ocorrida em março de 2012, aos 88 anos.

Rio homenageia a memória de Millôr Fernandes/ leia aqui

Dramaturgo, editor, tradutor, artista gráfico e uma das figuras mais marcantes da imprensa brasileira, Millôr deixou uma inesgotável obra literária e intelectual, incluindo peças de teatro, livros de prosa e poesia, romances, desenhos, exposições de pintura, traduções, roteiros de cinema e textos na imprensa.



“Millôr trazia o mundo da Flip num homem só: da tradução de Shakespeare ao cartum, do jornalismo ao hai-kai. Sua crítica ao poder é fundamental no Brasil de 2014”, afirma Paulo Werneck, curador da Flip.

A próxima edição da Flip acontece de 30 de julho a 3 de agosto de 2014. Realizada sempre no início de julho, terá nova data em função da Copa do Mundo.(FONTE:www.flip.org.br)

As Novas Homenagens Especiais da FLIP/2014


Além da homenagem ao Millôr Fernandes, haverá espaço, com certeza, na FLIP/2014, para os escritores JOÃO UBALDO RIBEIRO, ARIANO SUASSUNA E RUBENS ALVES, recentemente falecidos. A perda desses três consagrados intelectuais abalou o Brasil e nenhum lugar é mais adequado para relembrá-los do que a FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL DA FLIP/2014:

• 30/07/2014 - 19h - FLIP
Conferência de abertura com Agnaldo Farias
Uma homenagem em dois tempos: no primeiro, o crítico Agnaldo Farias destaca o valor da obra de Millôr Fernandes para a arte brasileira.
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 30/07/2014 - 19h - FLIP
Segunda parte da abertura: Millormaníacos
Jaguar conversa com Reinaldo e Hubert.
Em seguida à conferência, dois discípulos do Guru do Méier, Reinaldo e Hubert - que nos anos 1980 editaram uma cria do Pasquim, o Planeta Diário- conversam com o cartunista millormaníaco Jaguar.
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 30/07/2014 - 21h30 - FLIP
Show de abertura com Gal Costa
Local: Tenda do Telão - Areal do Pontal
• 31/07/2014 - 09h30 - FLIP
Mesa Zé Kleber discute urbanismo e prevenção da violência
Paula Miraglia, Jailson de Souza e Silva e Rene Uren
A proposta da mesa Da cidade à cidadania é discutir maneiras de modificar o espaço público das cidades de forma a reduzir a desigualdade e prevenir a violência, trazendo novas visões para a discussão do problema, para além das políticas de repressão e encarceramento.
Entrada gratuita. Retirar ingressos 1 hora antes na bilheteria da Flip
Mediador: Guilherme Wisnik
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 31/07/2014 - 12h - FLIP
Mesa 1: Poesia & Prosa
Autores: Charles Peixoto, Eliane Brum e Gregorio Duvivier
Poesia e prosa não são territórios bem demarcados nos livros de Eliane Brum e Gregorio Duvivier. O caráter híbrido da escrita e a infiltração mútua da poesia pela prosa e vice-versa, lição da poesia marginal dos anos 1970, repercute em dois autores estreantes e na obra completa de um de seus principais representantes, o carioca Charles Peixoto.
Mediador: Miguel Conde
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 31/07/2014 - 15h - FLIP
Mesa 2: Os Possessos
Autores: Elif Batuman e Vladímir Sorókin
Em que medida ler Dostoievski pode ser uma experiência lisérgica? E a crítica literária, pode ser pensada como uma aventura? A ensaísta americana Elif Batuman e o primeiro representante da terra de Tolstói em Paraty,Vladímir Sorókin, trazem notícias de uma superpotência cultural e veem a tradição literária russa pelos olhos do século 21.
Mediador: Bruno Gomide
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 31/07/2014 - 17h15 - FLIP
Mesa 3: Fabulação e Mistério
Autores: Eleanor Catton e Joël Dicker
O mistério e a construção do romance estão no foco de Eleanor Catton e Joël Dicker, que renovam o gênero em obras ambiciosas.
Mediador: José Luiz Passos
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 31/07/2014 - 19h30 - FLIP
Mesa 4: Paraty, Veneza no Atlântico Sul
Autores: Francesco Dal Co e Paulo Mendes da Rocha
A mesa de arquitetura da Flip 2014 recebe o arquiteto Paulo Mendes da Rocha e o crítico italiano Francesco Dal Co, especialista na obra do primeiro Prêmio Pritzker brasileiro, para uma conversa sobre as afinidades entre dois territórios singulares: Veneza e Paraty.
Mediador: Guilherme Wisnik
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 31/07/2014 - 21h30 - FLIP
Mesa Bônus - Porque era ele, porque era eu
Autores: Mathieu Lindon e Silviano Santiago.
Amizade, contracultura, drogas, paternidade, aids, amor gay e suas representações literárias são temas de discussão entre dois autores de livros que rememoram amizades marcantes em suas vidas.
Mediador: Paulo Roberto Pires
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 01/08/2014 - 10h - FLIP
Mesa 5: O guru do Méier
Autores: Cássio Loredano, Sérgio Augusto e Claudius
A arte de Millôr Fernandes nasce de um rara combinação de desenho e palavra escrita. Um caricaturista e um jornalista perfilam Millôr em traço em prosa.
Mediador: Hugo Sukman
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 01/08/2014 - 12h - FLIP
Mesa 6: À mesa com Michael Pollan
Autor: Michael Pollan
Num prato de comida se entrecruzam questões políticas, culturais e ambientais - e é à mesa que temos nossas primeiras lições de democracia e sociabilidade. A arma do ensaísta americano Michael Pollan em sua cruzada contra a comida industrial é a defesa do prazer de comer e de cozinhar, intimamente associado ao da leitura e da escrita.
Mediadora: Lúcia Guimarães
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 01/08/2014 - 15h - FLIP
Mesa 7: Marcados
Autores: Claudia Andujar e Davi Kopenawa
Sobreviventes da guerra de interesses políticos e econômicos que se trava na Amazônia, os yanomami são um povo “marcado” desde meados do século 20. Pioneira do registro do modo de vida yanomami, a fotógrafa Claudia Andujar conversa com o xamã e líder yanomami Davi Kopenawa sobre as origens, o presente e o futuro dos índios no Brasil.
Mediadora: Eliane Brum
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 01/08/2014 - 17h15 - FLIP
Mesa 8: Livre como um táxi
Autores: Antonio Prata e Mohsin Hamid
Dois autores que fazem do humor e da crônica de costumes a matéria-prima de retratos autoirônicos de si mesmos e do mundo a seu redor.
Mediadora: Teté Ribeiro
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 01/08/2014 - 19h30 - FLIP
Mesa 9: Encontro com Andrew Solomon
Autor: Andrew Solomon
Criar um filho pode ser ainda mais desafiador quando a identidade dele não corresponde às nossas expectativas e padrões sociais mais básicos. Autismo, surdez, nanismo e transexualismo são alguns dos casos que o jornalista norte-americano Andrew Solomon examina em sua busca por uma narrativa humanista das exceções e dos afetos em torno delas.
Mediador: Otávio Frias Filho
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 01/08/2014 - 21h30 - FLIP
Mesa 10: 2X Brasil
Autores: Cacá Diegues e Edu Lobo
Na obra de Cacá Diegues e de Edu Lobo estão alguns de seus retratos mais refinados e populares. O cineasta e o compositor fazem um balanço de sua trajetória e da cultura do país nos últimos cinquenta anos.
Mediador: João Gabriel de Lima
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 02/08/2014 - 10h - FLIP
Mesa 11: Liberdade, liberdade
Autores: Charles Ferguson e Glenn Greenwald
Duas faces do combate ao poder imperialista no século 21. As denúncias divulgadas pelo advogado e jornalista Glenn Greenwald expuseram o desmesurado poder dos serviços de espionagem dos EUA, que agem contra seus próprios cidadãos e contra países aliados. As relações espúrias entre autoridades financeiras, mercado e universidades, denunciadas pelo documentarista Charles Ferguson, vencedor do Oscar, mostraram o conluio entre interesses privados e instituições públicas por trás da crise financeira iniciada em 2008.
Mediadora: Lúcia Guimarães
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 02/08/2014 - 12h - FLIP
Mesa 12: Memórias do cárcere: 50 anos do golpe
Autores: Bernardo Kucinski, Marcelo Rubens Paiva e Persio Arida
O golpe de 1964 foi o início de uma ditadura militar que fez da tortura e do “desaparecimento” de pessoas uma verdadeira política de Estado. Três personagens dessa história, Bernardo Kucinski, Persio Arida e Marcelo Rubens Paiva, expurgam, pela expressão literária, os terríveis dias vividos nos porões da ditadura militar.
Mediadora: Lilia M. Schwacz
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 02/08/2014 - 15h - FLIP
Mesa 13: A verdadeira história do Paraíso
Autores: Etgar Keret e Juan Villoro
Das utopias de antigas civilizações à barbárie da modernidade, dois grandes ficcionistas fazem de suas obras espelhos da exuberância e das mazelas de seus países, Israel e México, oscilando entre a visão do paraíso e o terror diante da terra arrasada.
Mediador: Ángel Gurría-Quintana
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 02/08/2014 - 17h15 - FLIP
Mesa 14: Tristes trópicos
Autores: Beto Ricardo e Eduardo Viveiros de Castro
No segundo encontro dedicado aos índios e à Amazônia, o antropólogo Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental, e o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro conversam sobre o pensamento ameríndio e a presença indígena no Brasil de 2014.
Mediadora: Eliane Brum
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 02/08/2014 - 19h30 - FLIP
Mesa 15: Encontro com Jhumpa Lahiri
Autora: Jhumpa Lahiri
Uma das grandes narradoras de nosso tempo, a britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri fala sobre seu romance Aguapés e sobre a literatura como mediação entre culturas.
Mediador: Ángel Gurría-Quintana
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 02/08/2014 - 21h30 - FLIP
Mesa 16: Narradores do poder
Autores: David Carr e Graciela Mochkofsky
O jornalismo é uma pedra no sapato do poder, mas, ao mesmo tempo,os meios de comunicação constituem uma engrenagem central do poder. Dois repórteres tarimbados, a argentina Graciela Mochkofsky e o americano David Carr, trilharam suas biografias investigando as relações entre a imprensa e interesses privados.
Mediador: João Gabriel de Lima
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 03/08/2014 - 10h - FLIP
Mesa 17: Ouvir estrelas
Autores: Marcelo Gleiser e Paulo Varella
Do mais abstrato ao mais concreto, o físico Marcelo Gleiser e o professor de astrofísica Paulo Varella conversam sobre os limites do conhecimento científico, de nossa visão do universo e do céu sobre nossa cabeça.
Mediador: Bernardo Esteves
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 03/08/2014 - 12h - FLIP
Mesa 18: Romance em dois atos
Autores: Daniel Alarcón e Fernanda Torres
Os bastidores de uma trupe de teatro e a influência de um veterano sobre um jovem ator estão na origem da trama criada por Daniel Alarcón em seu último romance; o romance é o território que a atriz Fernanda Torres explora em sua estreia literária. Morte, velhice, palco, narrativa e as representações ficcionais da vida artística estão entre os temas da conversa entre dois autores, destaques contemporâneos das letras latino-americanas.
Mediador: Ángel Gurría-Quintana
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 03/08/2014 - 14h - FLIP
Mesa 19: Os sentidos da paixão
Autores: Almeida Faria e Jorge Edwards
Paixão, ciúme, erotismo e escrita pautam a conversa entre esses dois grandes romancistas, mestres da narrativa ibero-americana.
Mediador: Paulo Roberto Pires
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal
• 03/08/2014 - 16h - FLIP
Mesa 20: Livro de cabeceira
Convidados da Flip leem e comentam trechos de seus autores favoritos.
Neste ano participam: Andrew Solomon, Eduardo Viveiros de Castro, Etgar Keret, Fernanda Torres, Graciela Mochkofsky, Joël Dicker, Juan Villoro e Marcelo Rubens Paiva.
Mediadora: Liz Calder
Local: Tenda dos Autores - Areal do Pontal

abril 18, 2011

O CRIME/O BULLYING/OS POLÍTICOS

“Descobrirão quem eu sou da maneira mais radical.”Wellington de Oliveira, o atirador de Realengo, em “Frases”/”O Estadão”, 17/04/11)



O Blog do Delmanto, já o dissemos, pretende ser o Fórum Cultural e Político para todo cidadão prestante que esteja disposto a cerrar fileira na construção da democracia brasileira! Mesmo que vezenquando se traga ao debate político temas difíceis e que incomodem aos pacíficos de sempre. O importante é que haja uma abertura para o debate sério de temas de interesse da comunidade e de importância para vida política nacional, destacando o cidadão, despertando valores...

Voltado à renovação política e à construção da cidadania , este Blog terá a missão de provocar o debate, convocando a intelligentzia brasileira (emprestemos a expressão russa para definir parte da nossa comunidade intelectual) para a discussão de temas de interesse do país, sempre valorizando o cidadão, despertando valores e delineando novos rumos para a solução dos problemas que estão dormentes há muito tempo...

Um assunto vem polarizando o debate político no Brasil: o proposto Plebiscito do Desarmamento. Após a Tragédia do Realengo que abalou a Nação, de forma oportunista e precipitada, o Senador José Sarney, presidente do Senado Federal propôs a realização dessa consulta popular (que já foi feita em 2005, com resultado contrário à proibição de armas). Então, de um lado, temos a figura de Sarney. Quase que de imediato, surge o apoio do presidente do STE, Lewandowski e, finalmente, algumas considerações sobre o assassino e as causas da Tragédia do Realengo.

SARNEY/ O SENADO/ A FAMÍLIA
Comecemos com a figura folclórica do presidente do senado, José Sarney. É impressionante a capacidade desse político de viver bem em todos os regimes (militar e democrático), abrigando a família e dominando um Estado, o Maranhão. Atualmente, é senador por uma manobra marota: com a então recente criação do Estado do Amapá, Sarney que não teria condições à época de se eleger pelo Maranhão, mudou seu domicílio eleitoral e saiu candidato a senador pelo Amapá (!!!). Como todo coronel político, colocou a filha e o filho na política. Sendo que o outro, de nome Fernando, cuida dos negócios da família. A filha, com longa lista de acusações, é senadora; e o filho, recentemente acusado de fazer jogada para prorrogar o mandato dos dirigentes do PV, inviabiliza esse partido ocupando a liderança na Câmara dos Deputados...



Observatório da Imprensa/A verdade, sem maquiagem/leia aqui

Filho de Sarney com dinheiro na Suíça/leia aqui

Governo Tenta trazer dinheiro do filho do Sarney/leia aqui

A lista de Roseana por Eliakim Araujo/leia aqui

LEWANDOWSKI/ É DEPUTADO FEDERAL?/É SENADOR???
O atual presidente do TSE, Ricardo Levandowski, declarou publicamente ser favorável e que o STE – Superior Tribunal Eleitoral está em condições de realizar o Plebiscito do Desarmamento. Por quê fez ele essa declaração? É usual, um membro do Poder Judiciário opinar dessa forma a respeito de matéria política que foi apenas proposta no Senado, sem consultar a sociedade civil? A OAB, por exemplo, posicionou-se contrariamente à realização do Plebiscito. Esse é apenas um exemplo. O presidente atual do STE não foi um pouco apressado demais? É normal? Para um tema que nem foi apreciado pelo Congresso Nacional?

O Ministro Ricardo Lewandoski, formou-se advogado na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, advogou de 1974 a 1990, sendo que a partir de 1979, ocupou cargos de confiança da política municipal, como e Secretário de Governo e Secretário de Assuntos Jurídicos. Fez mestrado e doutorado na Faculdade de Direito da USP, como membro da equipe do Professor Dalmo de Abreu Dallari a quem sucedeu. Em 1990, foi indicado, pelo quinto constitucional, para compor o Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo, cargo que ocupou até 1997, quando foi indicado para o Tribunal de Justiça de São Paulo. Em 2006, foi indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal. Quer dizer, foi para o Tribunal de Alçada Criminal de SP indicado pelo quinto contitucional (é legal, mas não deixa de ser uma indicação), depois foi para TJ/SP e, por fim, para o STF. Passou a ser juiz, a ser magistrado, e a ser ministro SEM PRESTAR CONCURSO PÚBLICO. E toma, precipitadamente, uma posição clara sobre um tema que ainda nem foi aprovado pelo Congreso Nacional. É estranho. Muito estranho...

O ASSASSINO SOFREU BULLYING?/ AS ARMAS ERAM LEGAIS?
Em 08/04/11, postamos o artigo “Tragédia,Tragédia no Rio”. Onde fizemos uma análise do ocorrido e chegamos à conclusão de que o Brasil não está protegendo como deveria a entrada de armas e de drogas no território nacional. Afinal, as armas do assassino eram armas ilegais, ou seja, não estavam legalmente registrada ou com o seu uso dentro da lei. E afirmavamos, então: Mas o IMPORTANTE é que a PORTA DO BRASIL está ESCANCARADA para as drogas e para as armas! ESCANCARADA!!!!

O assassino foi vítima de bullying. Bullying não é fantasia. Existe. E é grave. Nas entrevistas nos telejornais, definiram o assassino como vítima de bullying. Disseram que em 3 anos só ouviram a sua voz poucas vezes, que não tinha amigos, que era pobre e tímido...Todos sabemos que existe a “crueldade heróica” entre os jovens, quando os que gostam de aparecer o fazem em cima dos tímidos, dos gordinhos, dos “mariquinhas”, dos pobres...ou não é verdade?!? E disseram mais, reproduzido pela Fátima Bernades do Jornal Nacional, que um amigo o encontrara a poucos dias, de madrugada, sentado defronte à escola com olhar fixo e paradão...E na carta que deixou fez menção à sua “virgindade” e , um fato comprovado, ele escolhia as meninas para matar, por quê???

E mais, Eduardo Dantas, colega do assassino, em entrevista ao jornal “O Estadão”, de 17/04/11, em matéria de Pedro Dantas, declarou que “nada justifica o que ele fez, mas acho que a família e o colégio erraram. Ele falava sozinho, não descia no recreio, nunca reagia a agressões. Mas não houve diagnóstico, apesar de a escola contar com turma de alunos especiais.” E destacava: “sempre fui gordinho e era alvo de piadas, mas reagia. Ele apenas ria e não falava nada.” E concluia: “Meninas encarnavam muito nele. Passavam a mão e o chamavam de veadinho. Garotos amarravam o cadarço dele e um dia o jogaram na lixeira.”

Após esclarecer a gravidade do bullying, o festejado cronista João Ubaldo Ribeiro, em sua coluna domingueira (Estadão, 17/04/11), coloca a sua opinião sobre o caso: “...Agora, coitado mesmo, uma ova. Coitados de tantos jovens trucidados bárbara e sadicamente, coitadas das mães que jamais se recuperarão do golpe recebido, coitado dos pais cujo sofrimento jamais cessará, coitados dos sobreviventes que jamais deixarão de carregar essa lembrança de terror, coitados de todos nós, lançados no horror de tanta aflição, participantes, mesmo muito distantes, da tragédia.” E define bem o caso: “Só que gente ruim existe. Às vezes, é até uma questão geográfica, mas certos traços da chamada natureza humana são universais. É antipático e politicamente incorretíssimo dizer isto, mas tem gente que nasce ruim sob um ou mais aspectos e tem gente que nasce muito ruim. Por que a grande maioria dos que sofrem do mesmo distúrbio, não mata?...” e sentencia:”O assassino cruel é na verdade uma vítima? Quem é o praticante dos atos, Satanás?”

TRISTE E GRAVE CONCLUSÃO:

Houve, sim, o bullying. Ele sofreu muita crueldade em sua vida escolar. Mas tantos outros também passaram e passam por isso e não são e nem serão assassinos. O Estado tem, sim, que cuidar para que o bullying não continue nas escolas brasileiras. Agora, o que é urgente e indispensável é aumentar o policiamento e mobilizar as Forças Armadas para que elas assumam o Brasil, ou seja, dominem e resguardem as nossas fronteiras e o nosso litoral.

Plebiscito é ENGANAÇÃO. É PROTELAR SOLUÇÕES. É REPETIR O QUE JÁ FOI FEITO. PAREM COM ISSO!!! VERGONHA CÍVICA SENHORES!!!

VAMOS MAIS UMA VEZ REPETIR: É PRECISO TRANCAR AS PORTAS DO BRASIL PARA O INGRESSO DE DROGAS E ARMAS. E É PRECISO REGULAMENTAR COM SERIEDADE A VENDA E O PORTE DE ARMAS NO BRASIL!
Não há outro caminho! Basta VONTADE POLÍTICA!!!


OBS.: ler, em Textos Anteriores, os artigos “Tragédia,Tragédia no Rio”, de08/04/11; “Juiz Certo X Povo Errado”, de 24/03/11; e “Sarney = Príncipe Salina”, de 11/02/11.