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outubro 26, 2012

Gabriela inesquecível!!!

Ah! Aquela Gabriela é inesquecível...


A Rede Globo de Televisão fez o remake da emblemática novela “GABRIELA”, baseada no romance “GABRIELA, CRAVO E CANELA”, do consagrado romancista brasileiro, JORGE AMADO (1912/2001), lançado em 1958.

Na primeira versão, de 1975, a direção coube ao diretor Walter Avancini da obra adaptada para a televisão por Walter George Durst. Na primeira versão – a versão que marcou a televisão brasileira e revelou a artista brilhante que é Sônia Braga! Walter Avancini teve como seu auxiliar exatamente o Roberto Talma que hoje é todo poderoso na Globo e dirige um Núcleo de Dramaturgia.


Na nova versão, temos o Roberto Talma como Diretor de Núcleo, o Mauro Mendonça Filho como Diretor-Geral e Walcyr Carrasco como Diretor Executivo. Após 36 anos, a TV Globo apresenta o remake. Aliás, tem acertado nessas iniciativas, assim foi com o remake de “O ASTRO”, que sob a direção de Alcides Nogueira, foi sucesso e está representando a dramaturgia brasileira em importante premiação internacional.
A nova “Gabriela”traz toda a competência e o perfeccionismo da “Deusa Platinada”. Sônia Braga sendo, agora, substituída por Juliana Paes. Fúlvio Stefanini, com interpretação genial, sendo substituído por Marcelo Serrado que brilhou na novela anterior como “afeminado”, exagerou com bocas e caretas na interpretação do conquistador Tonico Ferreira. Nacib que teve toda a espontaneidade de Armando Bogus, teve na nova versão um Humberto Martins muito mais velho, cabelo pintado de preto graúna, mais parecendo o avô do Nacib de 1975...
E a famosa cena do telhado passou a ser o contraponto entre as duas versões, de 1975 e de 2012. É incomparável! Certas cenas de filmes ou de novelas ficam marcadas de forma emblemática no imaginário popular...

“Por isso, quando acontece uma releitura, gera-se expectativa em torno da regravação de tal momento marcante. Pense numa cena de Gabriela – a novela que consagrou Sônia Braga em 1975. Gabriela, moleca e inocente, sobe no telhado, pega a pipa que lá caiu e a levanta sorridente para a multidão lá embaixo, que está eufórica com a visão da bela mulher que expõe suas partes pudendas sem se dar conta. A cena é bonita, no melhor dos sentidos. Causa um misto de diversão – porque chega a ser engraçada – com emoção, por conta da pureza da protagonista. Marcou a TV e de lá para cá foi repetida inúmeras vezes pelos vídeo-shows da vida.”

Chega ao seu final a nova versão de “GABRIELA”, também um excelente trabalho, MAS fica a certeza de que permanecem – inesquecíveis! – os personagens da versão de 1975. É isso.