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janeiro 01, 2013

Jornalismo Artesanal:
Jubileu de Ouro!

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50 ANOS DE JORNALISMO!!!
1963 - 2013
“Eu sempre acreditei que até a democratização dos meios de comunicação seria uma luta política. Acabei descobrindo que se tornou uma conquista tecnológica. Hoje, todo mundo pode ser o seu próprio RobertoMarinho...”                                                      Fernando Morais
Em 1963, eu lançava o jornal estudantil “TRIBUNA DO ESTUDANTE”, órgão oficial dos alunos do Colégio Arquidiocesano La Salle, de Botucatu/SP
Em 1966, eu lançava o jornal universitário “A Realidade”, na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Em 1970, eu lançava o jornal “Vanguarda de Botucatu”. Em 1980, eu transformava o “Vanguarda”, jornal mensal e de distribuição gratuita, no bi-semanário “jornal de botucatu”. Em 1988, eu lançava o jornal “FOLHA DE BOTUCATU”. Em 1997, eu lançava a revista cultural “PEABIRU”. E, em 2004, eu lançava o “JORNAL DA CUESTA”...
Ufa!
Sempre foi uma busca consciente e constante. Em todas as empreitadas, uma realização muito grande. Os primeiros jornais, feitos artesanalmente, na tipografia (literalmente, feitos no tipo). Ao depois, já no linotipo. E, depois ainda, feito na mais moderna tecnologia possível (off-set). Já era muito mais fácil, para quem enfrentou as etapas anteriores...
Na minha adolescência sempre sonhara em seguir carreira naquele que representava, para mim, a maior Universidade do Brasil, ou seja, o jornal “O ESTADO DE S. PAULO”. Era sonho, não há dúvida... Em 1965, indo para São Paulo para fazer os cursinhos preparatórios para o ingresso nas faculdades de direito e de sociologia e política, reforcei essa escolha durante as aulas no Curso do Prof. Tolosa. Já cursando as Faculdades de Sociologia e Política e de Direito (USP), conheci e fiquei amigo do Arruda Camargo, respeitado jornalista que fazia excelentes editorais para os melhores jornais paulistas.
(contra-capa do livro "Memórias de Botucatu  2"- 1993)
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Arruda Camargo foi quem abriu as primeiras portas para mim. Em 1969, eu tinha coluna diária no “DCI – Diário do Comércio & Indústria”, além de coluna nos semanários “Shopping News” e “City News”. O tema era sempre a participação dos jovens na renovação política e na construção da cidadania. Essa atuação nos jornais serviu para amenizar a frustração de não ter podido trabalhar no “Estadão”: no ano de 1967, já havia sido bem sucedido em entrevista para começar como revisor no jornal, através de seu então redator-chefe, jornalista Flávio Galvão, quando recebi pedido irrecusável de meu pai para fazer um trabalho político junto ao novo governador. Mudança radical no rumo de meus projetos...Em 1970, o livro "Juventude : Participação ou Omissão", trazia em coletânea alguns desses artigos. A capa criativa de Ida Gardini usava de forma pioneira a bandeira nacional estilizada.



 Desde 1963, portanto há 50 Anos, esse tem sido o roteiro de minha crença política e que tem marcado a minha caminhada nesta vida. Claro que há tanto tempo e ainda estudando, o roteiro ainda não estava completo em sua indispensável pesquisa e estudo necessários. Mas é, em sua essência, o mesmo.
Na paralela, a profissão de advogado e a atuação executiva em várias empresas. Atuação literária (Trilogia das Memórias de Botucatu, “CONSTITUINTE”, CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas e História da Vitória Política Paulista – 1934). Na TV, uma experiência positiva, como editor do telejornal e apresentador.
 Em 2010, a criação de meu site. Também em 2010, o livro digital “HISTÓRIA DE BOTUCATU”. E, em 2011, o lançamento do “Blog do Delmanto”. Em 22 janeiro, o Blog completará 2 anos! Uma grande vitória! Estaremos passando de 500 posts publicados, preparados com pesquisas, ilustrações e fotos, numa atuação jornalística realizadora e que mostra o acerto das palavras do jornalista e escritor Fernando Morais, na abertura deste post.
A receptividade encontrada e a participação espontânea de tantos nos anima. É um desafio. Afinal, os temas requerem debates e sugestões: é a construção da cidadania que sempre buscamos. Mas é um bom desafio participar ativamente de um instrumento de informação e formação nesta rede democrática online...
Voltado à renovação política e à construção da cidadania, este Blog tem a missão de provocar o debate, convocando a “intelligentzia” brasileira (emprestemos a expressão russa para definir parte de nossa comunidade intelectual) para a discussão de temas de interesse do país, sempre valorizando o cidadão, despertando valores e delineando novos rumos para a solução dos problemas que estão dormentes há muito tempo...
Será que vale à pena?!?
Acreditamos que sim!

E nesta fase da construção da Democracia no Brasil, estamos ainda vivendo uma “democracia-meia-sola”, sendo que desde os anos 90 estamos vendo o PSDB e o PT (um da social democracia e o outro, socialista) governando por 18 anos o Brasil e aplicando uma política neoliberal que os iguala ao mais primata dos partidos de direita. Nunca os Bancos e os especuladores do mercado financeiro internacional ganharam tanto dinheiro. Nunca os juros foram tão altos... No livro “História da Vitória Política Paulista: 1934”, lançado em 2010, apresentei um histórico da política brasileira e a necessidade de uma nova CONSTITUINTE.
Assim, fico com a certeza de que a sociedade brasileira organizada terá que convocar novamente uma Assembléia Nacional Constituinte para a realização das reformas que o país precisa com urgência – principalmente a Reforma Política! E, as palavras do jornalista e escritor, Fernando Morais, no prefácio do meu livro “CONSTITUINTE – O Que Todo Brasileiro Deve Saber Sobre a Assembléia Nacional Constituinte”, de 1981, continuam válidas:



 “Em seu prefácio intitulado “A Saída, Onde Está a Saída?”, Fernando Morais destacava:
“Em meio à peregrinação que venho fazendo por incontáveis cidades do interior do Estado de São Paulo em defesa da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, recebo como um prêmio – e como um estímulo – este convite do companheiro Armando Delmanto para prefaciar seu livro sobre o tema. O livro, estou certo, pode ser entendido desde já como mais uma poderosa contribuição à cruzada que os democratas brasileiros vêm sustentando em prol não de uma Constituinte, mas da Assembléia Nacional Constituinte, soberana e livremente eleita pelo povo. A obra se reveste de valor especial quando se sabe de que lavra vem, Armando Delmanto é um combativo político de Botucatu, em São Paulo, um jovem que publicamente se recusou a compactuar com a corrupção que corrói as tripas deste país.

Seu livro representa, sem dúvida, um importante esforço para divulgar, de maneira acessível e didática, sem os rebuscos elitistas da retórica, uma concepção coerente, democrática e popular de como reorganizar o Poder em nosso País, de modo a que este seja conduzido por seu legítimo soberano, o povo brasileiro...”