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novembro 29, 2012

Filha do ex-ministro Tarso Genro
põe a boca no megafone!!!

LUCIANA GENRO RASGA O VERBO!!!
E não fica pedra sobre pedra. É bom que os “militantes” do PT que receberam a “incumbência” de “atacar a decisão do STF”, leiam este artigo com atenção!
Hoje, Tarso Genro é governador do Rio Grande do Sul e sua filha Luciana milita no PSOL.
Vamos ao artigo:
“Luciana Genro exige o fim de todas as quadrilhas políticas
(Tribuna da Imprensa/ 29/11/2012)
Luciana Genro
Junto com Heloísa Helena, Babá e João Fontes, fui expulsa do PT por votar contra a Reforma da Previdência – a mesma que foi objeto da compra de votos através do mensalão. Quem comandou a nossa expulsão foi José Dirceu e quem executou foi Delúbio Soares, com a anuência de José Genoíno.
Conheço muito de perto todo este episódio da história brasileira. Condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha, agora querem se passar por vítimas, como se fossem perseguidos políticos ou condenados sem provas. Nada mais falso.
Estão sendo condenados por crimes de corrupção, por “comprar” parlamentares da direita, por desviar verba publica e uma série de condutas que tem como maior vítima o povo brasileiro.
O voto do Min. Joaquim Barbosa cumpriu importante papel para sepultar falácias, na medida em que nada constrange mais do que a apresentação dos fatos concretos que provam que toda a articulação era promovida pelo então ministro-chefe da Casa Civil. Ou alguém duvida que José Dirceu tivesse o completo “domínio dos fatos”?
Se o Supremo não fosse composto por uma maioria de ministros nomeada por Lula e Dilma, a suspeita de uma perseguição política até poderia ser legítima. Mas não é o caso. Oito dos onze ministros que iniciaram o julgamento foram indicados por eles.
Seria então um complô dos Ministros do STF, nomeados pelo PT contra o próprio PT, que instigados pela mídia anti-petista julgam e condenam sem provas pessoas inocentes? Alegação risível e patética que só serve para o PT tentar justificar o fato de que estes dirigentes condenados seguem filiados, e no caso de José Dirceu, ainda com considerável poder político no partido.
O falso discurso de defesa das garantias constitucionais também não cabe aqui. Nenhum dos réus do mensalão está desprotegido como os pobres que caem todos os dias nas garras do sistema jurídico-penal. O julgamento destes, em geral condenados e encarcerados em prisões imundas, não é notícia, exceto quando um juiz rebelde resolve soltá-los. Aos réus do mensalão não falta dinheiro – quiçá ainda do Valerioduto – e ótimos advogados.
Sim, é verdade que o mensalão começou com o PSDB, que FHC comprou votos para a sua reeleição, que eles não foram sequer julgados e que a mídia pouco fala destes casos (mídia, aliás, que os dirigentes petistas criticam agora, mas que estando no poder há mais de 10 anos nada fizeram para democratizá-la.)
Acontece que a impunidade de uns não justifica a impunidade de outros. É preciso que este sistema político podre seja julgado e condenado. Para isso, seus beneficiários – sejam os operadores práticos, sejam os mentores – terão que ir ao banco dos réus. José Dirceu não é o único que merece estar lá. Mas que ele merece, não tenho dúvidas.
É claro que a condenação de José Dirceu não significa que agora a impunidade de corruptos e corruptores vai acabar. Ao contrário. Condena-se um, mas o balcão de negócios da política FHC-Lula-Dilma continua o mesmo. Ele é fundamental para o gerenciamento dos negócios capitalistas.
Por isso, aos que não aceitam fazer coro com a direita mas que também não querem conviver com a corrupção como um método aceitável para governar – consequência da escolha feita pelo PT que sucumbiu ao regime – resta construir uma alternativa política.
O PT fez história, mas sua veia de esquerda tenta alimentar-se de uma passado que não mais voltará. E hora de olhar para frente e construir o futuro.
(Luciana Genro, advogada, é ex-deputada federal
do PSOL. O artigo foi enviado por Mário Assis.)

novembro 16, 2012

“Ministro da Justiça dá
“tiro no pé!”

 “Com uma única frase, baleou os dois pés”.
                                            Augusto Nunes
Entre os políticos se comenta que os “projetos” futuros do ministro José Eduardo Cardozo são ou eram 2: primeiro, uma vaga no STF e segundo, ser o mais novo “poste” para o governo estadual paulista. O primeiro, dizem, já “dançou” e o segundo, dizem, já teria “dançado” também...
Se “peixe morre pela boca”, convenhamos que “poste não tem fala própria”... O ministro falou muito e indevidamente. Nessa “guerra” da bandidagem, num primeiro momento, desprezou São Paulo. E é daqui! Procurador de carreira e vereador na capital, sempre sem muito brilho e até desapercebido...Foi secretário municipal da justiça. Não podia estar falando tanto...

 

A presidenta Dilma acha que o ministro retratou uma realidade ao afirmar que as condições dos nossos presídios ferem os direitos humanos. Mas é preciso lembrar que o PT está há 10 anos no Poder!  Já os assessores de Dilma acharam “inoportunas” a declarações de José Eduardo Cardozo, dadas um dia após o ex-chefe da casa civil, José Dirceu, o ex-presidente do PT, José Genoíno e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares serem CONDENADOS a penas de prisão pelo STF.

BREVE RESUMO: Na Nova República, só considerando os governos do PSDB e do PT, são 18 Anos!!! Os 8 anos de Fernando Henrique + os 8 anos de Lula + os 2 anos de Dilma. Tá bom assim ou quer mais?!?
Era para o Brasil ter um Sistema Penitenciário EXEMPLAR!!!
A GUERRA TURÍSTICA DA BANDIDAGEM
Há anos o Rio de Janeiro era considerado o estado brasileiro onde o “crime organizado” mais agia... Era! Com as UPPs, os morros (territórios da bandidagem) foram “retomados”, sempre com “aviso prévio” e “sem resistência”... Estranhamente, no Rio, não há movimentação do “crime organizado” matando policiais e incendiando ônibus... São Paulo, que não tinha problemas nessa área criminal e até Santa Catarina passaram a ter, DIARIAMENTE, DEMONSTRAÇÕES de falta total de segurança pública... É muito estranho... Estão querendo “fritar” São Paulo... Quem?!? Quem?!? Quem?!?

 

A imprensa vem registrando a atuação da bandidagem e as falas do ministro José Eduardo Cardozo. Vamos lá:
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, acha as prisões brasileiras “medievais”. José Antonio Dias Toffoli concorda com ele (ver post). Muito bem! Coube aos ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello lembrar que o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) é um órgão do Ministério da Justiça, pasta de que Cardozo é titular. Reportagem de Andreza Matais, Gustavo Patu e Fernanda Odila, na Folha de hoje, demonstra que o ministro deixou de investir R$ 249,4 milhões no melhoramento das penitenciárias. Utilizou apenas R$ 63 milhões dos R$ 312,4 milhões que estavam no Orçamento. Leiam trechos. Volto depois.

Embora diga que as condições dos presídios são “medievais”, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) usou este ano só um quinto do que dispunha para gastar com a melhoria das penitenciárias. Há três ações com recursos fixados no Orçamento que não receberam nada em 2012. No total, o ministro dispunha de R$ 312,4 milhões para ações destinadas a “financiar e apoiar as atividades de modernização e aprimoramento” do sistema penitenciário. Usou R$ 63,5 milhões. Anteontem, o ministro afirmou que “preferia morrer” a ter que ficar muitos anos em algumas prisões brasileiras.
Com os R$ 250 milhões que deixou de gastar, o governo Dilma Rousseff poderia construir oito penitenciárias, ao custo de R$ 30 milhões por unidade -o mesmo previsto para o presídio de Brasília. Dados do ministério mostram que, em 2011, havia 471 mil presos para 295 mil vagas. Ações como “adequação física das penitenciárias”, liberdade vigiada por monitoramento eletrônico e construção da quinta penitenciária ainda não receberam nada. Para “apoio à construção de estabelecimentos prisionais nos Estados”, o governo utilizou 16,4% do que estava autorizado (R$ 39,1 milhões).
(…)

Voltei
Eis aí. Não obstante, quando saiu apontando o dedo contra São Paulo e mesmo agora, ao fazer sua declaração polêmica — como se não tivesse nada a ver com a área —, o homem ganhou todas as manchetes. Foi tratado como uma espécie de paladino da verdade que ninguém queria ver.
Mais uma vez, como a gente constata, Cardozo recorria ao expediente de livrar-se de suas próprias responsabilidades para jogar o peso nos ombros alheios. Não se esqueçam: em 2011, ele investiu R$ 1,5 bilhão a menos em segurança do que em 2010.
Uma coisa, no entanto, cresceu bastante. O orçamento do gabinete do ministro, em 2011, foi de R$ 10.760.863. Neste ano, é de R$ 37.388.691 milhões — um crescimento de 247,44%!
- Blog do Reinaldo Azevedo/15/11/2012 -

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - O desabafo de Ranauro é procedente. Temos um país de pernas para o ar. É triste ver um ministro da Justiça, há dois anos no cargo, dizer que prefere morrer a cumprir pena numa prisão brasileira. E o que o ministro José Eduardo Cardoso fez nesses dois anos para mudar esse quadro? O que o partido dele fez em relação a isso nos últimos 10 anos de governo? E o que os tucanos fizeram nos 8 anos deles? Como diz Ranauro: Nada X Nada. É desanimador. Se tivesse vergonha na cara, o ministro deveria pedir demissão. Mas o que esperar desse tipo de “autoridade”?…
(Antonio Ranauro Soares / Blog da Tribuna da Imprensa / 15/11/2012)
Leia aqui: A frase disparada pelo último porquinho de Dilma acertou o pé do ministro da Justiça e matou a candidatura a uma vaga no STF

O companheiro José Eduardo Cardozo mirava no Supremo Tribunal Federal ao acionar, nesta terça-feira, a espingarda que só dispara cretinices: “Se fosse para cumprir muitos anos em alguma prisão nossa, eu preferiria morrer”, comunicou ao país. Com uma única frase, baleou os dois pés. Além de confirmar que não merece continuar no cargo que ocupa desde janeiro de 2011, o ministro da Justiça desqualificou-se de vez para continuar sonhando com uma toga do STF.
Segundo o art. 1 ° do Decreto 6.061 de 15 de março de 2007, as atribuições do Ministério da Justiça incluem o “planejamento, coordenação e administração da política penitenciária nacional”. Ao confessar que prefere a morte a uma temporada nos presídios que governa há dois anos (e o PT há dez), José Eduardo Cardozo conferiu a ele próprio e a seu partido um vistoso atestado de incompetência ─ assinado por José Eduardo Cardozo. Deveria ter assinado no minuto seguinte o pedido de demissão.
A frase também proíbe Dilma Rousseff de indicar para uma vaga no STF o porquinho que sobrou da trinca completada por José Eduardo Dutra (que não voltou da viagem) e Antonio Palocci (abatido depois de comprovado que não tem cura). Não pode ser juiz quem acha que condenar um culpado à prisão equivale a entregar-lhe um vale-suicídio. No Supremo, Cardozo ampliaria, e tornaria ainda mais radical, a bancada dos ministros da defesa por enquanto restrita a Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.
Em março de 2010, ao anunciar que desistira de disputar a reeleição, o então deputado federal do PT paulista culpou o sistema eleitoral: “Já me submeti a situações constrangedoras, mas cheguei ao meu limite”, discursou. Nesta semana, Cardozo ultrapassou o limite da tolerância do Brasil sensato. Não seria má ideia culpar o sistema penitenciário e voltar para casa.
(Blog do Augusto Nunes / 14/11/2012)