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abril 11, 2015

E da DISPUTA (tiroteiro) NA PORTEIRA surgiu Botucatu...

E da DISPUTA (tiroteiro) NA PORTEIRA surgiu Botucatu...






O conhecimento precisa ser amplo. É preciso que se conheça as mais conhecidas versões de quem fundou Botucatu e o que quer dizer seu nome. Ao longo da história foram adotadas diferentes versões... No futuro, quem sabe?!?

A HISTÓRIA DE BOTUCATU é rica e empolga a todos. Os pioneiros conquistaram o direito de fundá-la, com ousadia, coragem e até um pouco de violência...
BOTUCATU – dia 14 de ABRIL ! – estará comemorando seu 160º Aniversário!

SALVE, BOTUCATU !!!

Quem Fundou Botucatu

1) Os Padres Jesuítas:

Segundo essa interpretação histórica, Botucatu teria sido "Uma Grande Fazenda", formada pela elitizada ordem religiosa da Companhia de Jesus, em 1719. Portanto, Botucatu teria "nascido sob o signo da cruz" , segundo o Prof. Plínio Airosa, da USP, "...antiga fazenda, confiscada aos padres jesuítas em 1759, origem do mesmo município..." Em pesquisas realizadas em Sorocaba, o escritor botucatuense, Hernâni Donato, comprovou que os primeiros botucatuenses nasceram nessa fazenda. (in "Memórias de Botucatu I", de Armando M. Delmanto, págs. 16/17, 2ª edição 1995);

2) Simão Barbosa Franco:



"Dizem os estudiosos e historiadores que, em 1766, o barbudo e truculento Simão Barbosa Franco, fundando a freguezia de "Nossa Senhora das Dôres de Cima da Serra", plantou o marco inicial da nossa querida cidade. Um período de obscurantismo caiu sobre a vida do lugarejo que, em 1779, tinha apenas 7 fogos ou casas, com 48 moradores..." Essa versão é a que predominava nos idos do início do século, registrada no "Almanack de Botucatu de 1920". (in "No Velho Botucatu", de Sebastião de Almeida Pinto, pág.23, 2ª edição, 1994);

3) José Gomes Pinheiro e Joaquim Costa:



"Em 1835, com o aparecimento aqui do sertanista Joaquim Costa, que resolveu "possear" o Ribeirão que ficou conhecido como "Dos Costas", hoje Ribeirão Lavapés é que começou de fato a crescer o burgo sertanejo. Costa e sua gente, construiram algumas casas, sem alinhamento, no local onde é a atual Praça Coronel Moura. Em 1843, surgiu um litígio, questões de terra, entre os Costas e o Cap. José Gomes Pinheiro, fazendeiro na região, terminando a questão por um acordo. A famosa disputa da porteira, consagrada por um dos maiores escritores botucatuenses procura retratar a disputa entre as partes. O Cap. José Gomes Pinheiro, de acordo com o combinado, doou os terrenos em causa para o patrimônio de uma freguezia que seria fundada, sob o orago de Sant´Anna numa delicada homenagem a sua Exma esposa, Dª Anna Florisbela Machado Pinheiro. Esta freguezia foi elevada a distrito em 1846 e absorveu, logo, a antiga freguezia de "Nossa Senhora das Dôres de Cima da Serra..." Essa versão, hoje, é a predominante no meio oficial municipal. (in "No Velho Botucatu", de Sebastião de Almeida Pinto, págs. 23/24, 2ª edição, 1994).

Obs.: Ilustrações de Vinicio Aloise.

BOTUCATU: História de uma Cidade

Na comemoração de mais um aniversário de Botucatu, temos o histórico-institucional do município para que a memória de nossa cidade seja preservada e conhecida de nossa comunidade

QUE QUER DIZER BOTUCATU ?

Não é pacífica a interpretação do real significado do topônimo BOTUCATU. Pelo menos três interpretações procuram esclarecer o assunto e muitas formas gráficas trazem à luz a grande variedade e evolução das formas encontradas através dos tempos.

1. BONS ARES

A Interpretação Etimológica é a que busca a análise termo a termo do texto, atendendo à pontuação, à colocação dos vocábulos, à origem etimológica destes e outros dados dessa natureza. A interpretação etimológica é a que tem encontrado maior acolhida nos últimos tempos. A posição do Prof. Plínio Airosa, da Universidade de São Paulo, é clara: "botu" e "catu" surgiram de "ybytu" e "katu". Segundo Plínio Airosa, "ybytu" significa "hálito da terra", "ar corrente", ou seja, "aragem", "vento", e "katu" significa ""bem" ou "bom". Teríamos então "vento bom" ou "bons ventos", ou seja, "bons ares".

2. SERRA GRANDE

A Interpretação Histórica nos remete ao ensinamento do Superior dos Jesuítas no Brasil, o Tenente Estanislau de Campos, nos idos de 1719 : IBITICATÚ teria se formado pelo elemento "ibiti" que significa "serra" e "catú" que significa "grande" ou "boa". Isso nos daria SERRA GRANDE. Morador que foi daqui, na Fazenda Botucatu, da Companhia de Jesus, era grande conhecedor da língua gentílica. De Ibiticatú apareceu mais tarde a palavra Hubutucatú, ao depois Votucatú e, finalmente, Botucatu. No "ALMANACK DE BOTUCATÚ", publicado em 1920, por Augusto de Magalhães, essa era a interpretação predominante e que traduzia "fielmente a realidade de nossa natureza". Na busca da interpretação histórica do significado da denominação "BITICATÚ", nada mais certo do que se procurar a reconstituição das aspirações do momento em que surgiu a necessidade de se denominar a região e do por quê historicamente tenha sido adotada a denominação e o que significava para os que a utilizavam no dia-a-dia de então. Por esse prisma, o real significado da denominação IBITICATÚ será o de SERRA GRANDE, segundo ensinamento do Superior dos Jesuítas, eis que ele vivenciou o fato, ou seja, utilizou juntamente com os demais jesuítas a denominação com a interpretação dada. É o valor histórico da interpretação que supera a interpretação etimológica ou gramatical, que se funda sobre as regras da Lingüística.

3. TEMPLO DA SERPENTE



Interpretação Mística? Ou sonho? Ou lenda?
Frei Fidélis Maria Di Primiero, capuchinho que veio para Botucatu em 1952, era um historiador e um estudioso de nossas lendas. Um dos poucos historiadores que dominava a lingua SUMÉRIA, tinha uma concepção completamente revolucionária para explicar o povoamento das Américas : o povoamento teria ocorrido por pessoas de cultura suméria, praticantes do culto à Serpente Negra. A tradução suméria nos daria o seguinte :
"BUT UK" como "TEMPLO DA SERPENTE" e "A TU" como "ESCAVADO NA ROCHA". A verdade é que essa é a tradução literal da língua suméria. Dizia Frei Fidélis que "no Brasão da cidade de Botucatu (o 1º Brasão) notamos ao lado das Três Pedras, uma estrada que os autores do escudo entendiam relacionada com um caminho que os Brasis denominavam PEABIRU e que os Jesuítas deram como "Caminho de São Tomé".


 Os estudos do capuchinho centraram-se nas Três Pedras, às quais interpretou que eram formação rochosa (uma delas, a Pedra do Meio, com formato fálico) e seriam um "EX-TU" : TEMPLO NEGRO FÁLICO, catalizando em torno de si energias cósmicas profundas, constituindo-se em verdadeiro epicentro de fenômenos misteriosos. Para Frei Fidélis, o TEMPLO NEGRO FÁLICO não seria composto de formação rochosa natural e ,sim, um templo construído 5.000 mil anos atrás para ser o centro de um culto negro e que teria sido destruído por XUMÉ ou SUMÉ, Grão Sacerdote Sumério. Frei Fidélis dizia que o "Peabiru" era um caminho encontrado antes da vinda dos conquistadores europeus, caminho aberto miraculosamente pela passagem do Apóstolo São Tomé, o grande missionário das Índias, caminho largo, uns oito palmos, a estender-se por mais de duzentas léguas, desde a Capitania de São Vicente até as margens do Paraná, passando pelos rios Tibagy, Itahy e Pequery". O PEABIRU ia de São Vicente a Kusko, no Peru.

UMA GRANDE FAZENDA

No ano de 1719, A Companhia de Jesus, através do Tenente Estanislau de Campos, Superior da Ordem no Brasil, partia para a formação de duas fazendas, objetivando a sustentação do Colégio de São Paulo em termos de alimentos e renda originada da comercialização dos produtos : as Sesmarias que seriam a base para as fazendas de Guareí e Botucatu. A Fazenda de Botucatu era voltada à pecuária, com currais e ranchos de moradia, sendo que sua população oscilava sempre entre dez a vinte pessoas. Por 40 anos ela floresceu fornecendo carne para o Colégio de São Paulo e comercializando gado para todo o sertão. Desde o seu início até o leilão público, fruto da implacável perseguição do Marquês de Pombal aos jesuítas, a fazenda teve vida própria. OS PRIMEIROS BOTUCATUENSES nasceram na Fazenda Botucatu dos padres jesuítas, segundo pesquisa do historiador Hernâni Donato nos arquivos de Sorocaba, então Matriz de toda a região. Segundo relato de Hernâni Donato em seu "Achegas", a extensão da Fazenda Botucatu era grande: "...por um lado, a fazenda chegava ao Paranapanema enquanto do outro, conforme anota a doação de Campos Bicudo, tocava o Tietê. Para o sul, ligava-se à fazenda também jesuítica de Guareí". Em 1760, os jesuítas tiveram seus bens confiscados pelo Marquês de Pombal - o todo poderoso Ministro de Portugal - e foram expulsos dos territórios portugueses e, portanto, do Brasil. As benfeitorias (currais e ranchos rústicos), os escravos (13), as 440 cabeças de gado e os 43 cavalos dos padres ficaram como a mostrar que a fazenda tinha vida própria. Os índios catequisados fugiram, assim como muito gado escapou para o sertão.

SOB O SIGNO DA CRUZ

Citada por Hernâni Donato a posição de historiadores que reivindicam para os jesuítas os méritos maiores de povoadores e remotos fundadores de Botucatu, como Plínio Airosa : "...antiga fazenda, confiscada aos padres jesuítas em 1759, a origem do mesmo município." Em outras palavras : Botucatu teria sido uma fazenda, uma GRANDE FAZENDA JESUÍTA e os padres da Companhia de Jesus SEUS FUNDADORES, sendo certo, por registro passado e sacramentado, que os PRIMEIROS BOTUCATUENSES nasceram na Fazenda Jesuíta. Nascida sob o signo da cruz e desbravada pela competente e elitizada ordem religiosa dos jesuítas, a Fazenda Botucatu era parte de real importância no "CAMINHO DO PEABIRU", na "TRILHA DO SUMÉ" que ia de São Vicente até Kusko, no Peru.

SURGE O POVOADO

A partir de 1830, intensificou-se o afluxo de criadores e lavradores vindos de Tietê, Sorocaba e Itapetininga. Por essa época, a região já estava posseada e dividida em quatro (4) grandes fazendas de criação de gado : FAZENDA MONTE ALEGRE (englobando nossa atual parte central e os bairros do Lavapés, Tanquinho e Bairro Alto), sendo seu proprietário o Cap. José Gomes Pinheiro; a FAZENDA RIO CLARO, pertencente ao Cap. Ignácio Apiaí; a terceira fazenda era resultante da fusão das fazendas BOQUEIRÃO e PULADOR, pertencentes ao Cap. Joaquim Gabriel de Oliveira Lima e José Inocêncio Rocha; e a quarta, a FAZENDA BOM JARDIM, pertencente a um posseiro e criador de sobrenome Marques. Todos os proprietários eram residentes em Itapetininga. Dos muitos nomes citados como prováveis fundadores ou benfeitores de Botucatu, fora, é claro, a presença indiscutível dos jesuítas, GOMES PINHEIRO e JOAQUIM COSTA foram os que encontraram melhor acolhida entre os historiadores. Gomes Pinheiro como doador de terras e Joaquim Costa como consolidador e incentivador do povoado. Em 1845, o Cap. José Gomes Pinheiro doou parte de suas terras, já posseadas por Costa, para que se constituísse a Freguesia. Em 1846, o Governador da Província, Manuel da Fonseca Lima e Silva, promulgava a lei criando uma Freguesia no Distrito de Cima da Serra de Botucatu, sob a invocação de Sant´Ana. Pelos meados de 1855, havia em Botucatu aproximadamente 83 habitações, das quais 40 cobertas de telhas. No dia 14 de abril de 1855, foi criado o Município, só instalado a 27 de setembro de 1858.

FORMAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

O Distrito (freguesia) de Botucatu foi criado pela Lei Provincial nº 7, de 19 de fevereiro de 1846. A 14 de abril de 1855, por força da Lei Provincial nº 18, elevou Botucatu à categoria de cidade. A Comarca data de 20 de abril de 1866, criada pela Lei Provincial nº 61. Botucatu é constituída pelos Distritos de Rubião Junior e Vitoriana.


LOCALIZAÇÃO 

O município de Botucatu localiza-se na região centro sul do Estado de São Paulo e ocupa uma área de 1522Km2, mesmo após o desmembramento que deu lugar à formação do município de Pardinho e a perda do Distrito da Prata (Pratânia), que primeiro passou a integrar o município de São Manuel e, hoje, Pratânia é município autônomo. Pertenceram a Botucatu: Santa Bárbara do Rio Pardo, Lençóis Paulista, Anhembi, Bofete, Avaré, São Manuel, Aparecida de Água da Rosa, Pardinho e Pratânia. Os limites de Botucatu são com os municípios de Dois Córregos, Santa Maria da Serra, Pardinho, Itatinga, Anhembi, Bofete, São Manuel, Pratânia e Avaré.

BOTUCATU



LEITURA DINÂMICA - Em busca de progresso e desenvolvimento, Botucatu consegue as suas primeiras escolas, suas primeiras industrias (1º Ciclo Industrial), sua Diocese (1908), sua Escola Normal (1911), o Colégio dos Anjos - Santa Marcelina (1912), o Colégio Arquidiocesano Nossa Senhora de Lourdes, hoje, La Salle ( 1913), Escola de Comércio (1919), a Escola Profissional, posteriormente Escola Industrial, em 1936. Passa por uma grande crise (1929/30) que se arrasta pelos anos 30, passa por seu 2º Ciclo Industrial (meados dos anos 50 até meados dos anos 60), com dificuldades e poucas perspectivas consegue , em 1962, as Faculdades Oficiais (Medicina, Medicina Veterinária, Biologia e Agronomia - FCMBB), hoje destacados Campi da UNESP, acrescidos de outras Unidades de Ensino Superior como Engenharia Florestal, Zootecnia e Enfermagem. Em meados dos anos 70, tem início o seu 3º Ciclo Industrial que traz uma perspectiva sólida para seu futuro. Com uma população estimada em mais de 140 mil habitantes, Botucatu começa a representar importante polo de desenvolvimento industrial no Estado e são concretas as possibilidades de vir sediar uma Universidade Regional Estadual (Universidade Estadual Regional DR. VITAL BRASIL), moderna e ágil, tendo como base os campi local da UNESP. Para o século XXI, graças à privilegiada posição geográfica de Botucatu, fica para a cidade a esperança de vir a sediar a futura Capital do Estado de São Paulo, cuja mudança para o interior foi expressamente prevista pela Constituição Estadual, promulgada em 1989. (AMD)