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julho 09, 2014

Plínio de Arruda Sampaio: o vovô twitteiro!!!

Plínio de Arruda Sampaio:
o vovô twitteiro!!!



Eu não concordava com todas as bandeiras levantadas por Plínio de Arruda Sampaio, mas concordava com muitas posturas políticas que tinha.

Com sua morte ocorrida ontem, 08/07/2014, o Brasil perdeu um dos mais ativos políticos, com efetiva militância desde a sua formatura na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco até a sua militância no PSOL, como candidato à presidência da República, em 2010. Considerado, à época, mais ousado, moderno e preparado candidato. Não venceu...

Não venceu, mas teve o MEU VOTO!

Com muito orgulho, votei e trabalhei por sua candidatura na certeza de que estava trabalhando para o candidato mais coerente e preparado para os grandes desafios que o país teria e ainda terá que enfrentar.

Meu primeiro contato com Plínio de Arruda Sampaio foi quando ele se desligou do PT por não concordar com o MENSALÃO e com os rumos que o PT estava tomando. Telefonei para sua casa e lhe hipotequei solidariedade, colocando-me politicamente à sua disposição. Lembrou de meus parentes juristas e agradeceu o apoio, declarando que iria para o PSOL.

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO pertenceu ao valoroso grupo de jovens que formavam a Democracia Cristã, no Partido Democrático Cristão. Esse grupo de idealistas participou da campanha e eleição de Jânio Quadros para a Prefeitura de São Paulo e para o Governo do Estado. Além de Plínio de Arruda Sampaio, o PDC contava com Franco Montoro, Hélio Bicudo, Plínio Queiróz, Carvalho Pinto e tantos outros valorosos idealistas. No Governo de Carvalho Pinto, coordenou o PLANO DE AÇÃO, considerado o mais completo planejamento realizado no Governo do Estado de São Paulo, juntamente com as metas estabelecidas pelo governo de Armando de Salles Oliveira logo após a Revolução Constitucionalista de 1932!

Em 1962 elegeu-se Deputado Federal e participou da base de apoio ao governo de Jango Goulart, de quem Carvalho Pinto foi Ministro da Fazenda. Com o Regime Militar, foi exilado, morando no Chile e nos Estados Unidos. Pertenceu à AP – AÇÃO POPULAR, onde teve militância com José Serra.
Lutou pelo Socialismo contra o Capitalismo Primata

Retornou ao Brasil em 1976, participando da fundação do MDB – MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO. Aqui é importante trazer o relato da Wikipedia sobre a tentativa frustada da criação de um partido socialista:

“Exilou-se no Chile onde morou por seis anos, trabalhando como funcionário da FAO. Transferiu-se para Estados Unidos da América no ano de 1970, onde trabalhou no Programa FAO/BID, em Washington D.C., antes de cursar o mestrado em Economia Agrícola na Universidade Cornell. De volta ao Brasil em 1976, foi professor da Fundação Getúlio Vargas, fundou o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) e engajou-se na campanha pela abertura do regime militar e pela anistia dos condenados políticos. Ao lado de outros intelectuais do Cedec e do Cebrap, idealizou um partido à esquerda do MDB e, para isso, ao lado de Almino Affonso, Francisco Weffort e Fernando Henrique Cardoso, articulou-se com líderes emedebistas como Marcos Freire e Jarbas Vasconcelos. Paralelamente, Plínio, Weffort e Almino lançaram a candidatura de Fernando Henrique para o Senado pela sublegenda do MDB. O acordo entre eles era de construir um novo partido de esquerda, se Fernando Henrique ganhasse mais de um milhão de votos. O partido já tinha programa e manifesto e se chamaria Partido Socialista Democrático Popular (PSDP).
Na concepção de Plínio, a nova agremiação seria um partido democrático e de massas com base popular e programa socialista, organizado em núcleos de base. Porém, a ideia de criar um novo partido foi abortada pela mudança de planos de Fernando Henrique, que, após se eleger suplente de senador pelo MDB em 1978, declarou como prioridade o fortalecimento da legenda, apesar do compromisso firmado com Plínio, Almino e Weffort de construir um novo partido. Fernando Henrique chegou a receber 1.600.000 votos, derrotando o candidato da Arena, Claudio Lembo, assim conquistando a suplência do senador eleito Franco Montoro. Embora tivesse combinado com Plínio de construir um partido socialista, caso atingisse a marca do milhão de votos, o que demonstraria viabilidade eleitoral de candidatos de esquerda, Fernando Henrique alegou que, se cumprisse o combinado, estaria encorajando o divisionismo. Plínio, perplexo com a inversão de prioridades do colega, rompeu com o MDB.
Com o fim do bipartidarismo, Plínio se engaja ao lado de outras figuras ilustres na fundação do Partido dos Trabalhadores.”

Em 1980 participa da fundação do PT – PARTIDO DOS TRABALHADORES, onde permaneceu até 2005. Reeleito deputado federal, teve a segunda maior votação, só superado por Lula. Em 2005, deixou o PT por discordar do MENSALÃO
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CANDIDATO À PRESIDÊNCIA !



Foi um verdadeiro fenômeno nas eleições presidenciais de 2010, sarcástico e com tiradas geniais nos debates, marcou presença na campanha, sendo considerado o candidato das redes sociais e da modernidade.
REPITO: Não venceu, mas teve o MEU VOTO!
Descanse em paz!


novembro 29, 2012

Filha do ex-ministro Tarso Genro
põe a boca no megafone!!!

LUCIANA GENRO RASGA O VERBO!!!
E não fica pedra sobre pedra. É bom que os “militantes” do PT que receberam a “incumbência” de “atacar a decisão do STF”, leiam este artigo com atenção!
Hoje, Tarso Genro é governador do Rio Grande do Sul e sua filha Luciana milita no PSOL.
Vamos ao artigo:
“Luciana Genro exige o fim de todas as quadrilhas políticas
(Tribuna da Imprensa/ 29/11/2012)
Luciana Genro
Junto com Heloísa Helena, Babá e João Fontes, fui expulsa do PT por votar contra a Reforma da Previdência – a mesma que foi objeto da compra de votos através do mensalão. Quem comandou a nossa expulsão foi José Dirceu e quem executou foi Delúbio Soares, com a anuência de José Genoíno.
Conheço muito de perto todo este episódio da história brasileira. Condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha, agora querem se passar por vítimas, como se fossem perseguidos políticos ou condenados sem provas. Nada mais falso.
Estão sendo condenados por crimes de corrupção, por “comprar” parlamentares da direita, por desviar verba publica e uma série de condutas que tem como maior vítima o povo brasileiro.
O voto do Min. Joaquim Barbosa cumpriu importante papel para sepultar falácias, na medida em que nada constrange mais do que a apresentação dos fatos concretos que provam que toda a articulação era promovida pelo então ministro-chefe da Casa Civil. Ou alguém duvida que José Dirceu tivesse o completo “domínio dos fatos”?
Se o Supremo não fosse composto por uma maioria de ministros nomeada por Lula e Dilma, a suspeita de uma perseguição política até poderia ser legítima. Mas não é o caso. Oito dos onze ministros que iniciaram o julgamento foram indicados por eles.
Seria então um complô dos Ministros do STF, nomeados pelo PT contra o próprio PT, que instigados pela mídia anti-petista julgam e condenam sem provas pessoas inocentes? Alegação risível e patética que só serve para o PT tentar justificar o fato de que estes dirigentes condenados seguem filiados, e no caso de José Dirceu, ainda com considerável poder político no partido.
O falso discurso de defesa das garantias constitucionais também não cabe aqui. Nenhum dos réus do mensalão está desprotegido como os pobres que caem todos os dias nas garras do sistema jurídico-penal. O julgamento destes, em geral condenados e encarcerados em prisões imundas, não é notícia, exceto quando um juiz rebelde resolve soltá-los. Aos réus do mensalão não falta dinheiro – quiçá ainda do Valerioduto – e ótimos advogados.
Sim, é verdade que o mensalão começou com o PSDB, que FHC comprou votos para a sua reeleição, que eles não foram sequer julgados e que a mídia pouco fala destes casos (mídia, aliás, que os dirigentes petistas criticam agora, mas que estando no poder há mais de 10 anos nada fizeram para democratizá-la.)
Acontece que a impunidade de uns não justifica a impunidade de outros. É preciso que este sistema político podre seja julgado e condenado. Para isso, seus beneficiários – sejam os operadores práticos, sejam os mentores – terão que ir ao banco dos réus. José Dirceu não é o único que merece estar lá. Mas que ele merece, não tenho dúvidas.
É claro que a condenação de José Dirceu não significa que agora a impunidade de corruptos e corruptores vai acabar. Ao contrário. Condena-se um, mas o balcão de negócios da política FHC-Lula-Dilma continua o mesmo. Ele é fundamental para o gerenciamento dos negócios capitalistas.
Por isso, aos que não aceitam fazer coro com a direita mas que também não querem conviver com a corrupção como um método aceitável para governar – consequência da escolha feita pelo PT que sucumbiu ao regime – resta construir uma alternativa política.
O PT fez história, mas sua veia de esquerda tenta alimentar-se de uma passado que não mais voltará. E hora de olhar para frente e construir o futuro.
(Luciana Genro, advogada, é ex-deputada federal
do PSOL. O artigo foi enviado por Mário Assis.)