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julho 02, 2014

PLANO REAL: NAS COMEMORAÇÕES AOS SEUS 20 ANOS A HOMENAGEM AO PRESIDENTE ITAMAR FRANCO!

                         Quando se comemora os 20 ANOS do PLANO REAL, nada mais justo do que relembrar o gesto de Estadista do Presidente ITAMAR FRANCO – o único PAI do PLANO REAL!
                           
    Em 05/07/2011, já fazíamos essa HOMENAGEM ao PRESIDENTE ITAMAR FRANCO:

    INGRATIDÃO: 20 Anos do Plano Real esquece o PAI DO REAL !!!

No final do artigo estão os links para os posts que trataram desse assunto na época devida. É muito feio querer se apropriar da obra alheia...
O PAI DO PLANO REAL é o então Presidente da República, ITAMAR FRANCO!
FHC tem seu mérito, claro, como ministro do presidente Itamar Franco.
ministro Fernando Henrique Cardoso em despacho com o presidente da república Itamar Franco.

É isso!
A HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL está cometendo essa grave distorção interpretativa: NÃO existe menção a ITAMAR FRANCO como PAI DO PLANO REAL e NEM existe citação de LULA como responsável pelo MENSALÃO ocorrido, sob as “suas barbas”, em seu governo, no governo do PT!
A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA terá que CORRIGIR essa interpretação que beira à canalhice...

Coisas da política...

Abaixo, artigo de Carlos Chagas sobre a comemoração dos 20 Anos do Plano Real:

Coisas da Ingratidão
Carlos Chagas

                           
    Algum filósofo, quem sabe um santo, pode ser até que um político, terá meditado estar a ingratidão no rol dos maiores defeitos da pessoa humana. Tome-se a reunião solene realizada ontem pelo Congresso para comemorar os vinte anos do Plano Real. Nada contra, não fosse a pouquíssima importância que se deu a quem decidiu acabar com a inflação e colocou em risco seu próprio mandato e sua imagem para a História. Se não desse certo, ele seria o responsável.
Fala-se do ex-presidente Itamar Franco. O executor seria o ministro Eliseu Resende, infelizmente demitido dias depois de empossado por haver permitido que uma empreiteira pagasse suas diárias num hotel de Nova York. Coisa naqueles idos rotineira, como mais ou menos hoje. Com Itamar, porém, era na moleira: qualquer auxiliar acusado de irregularidades via-se imediatamente mandado embora. Que fosse defender-se fora do governo, retornando caso declarado inocente. No caso de Eliseu, não houve defesa.
Assim, o então presidente defrontou-se com grave questão: encontrar logo um novo ministro para desenvolver o plano de recuperação econômica ou cair no descrédito. Sem opções, apelou para seu ministro de Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, então posto em sossego e conformado em encerrar sua carreira política entre banquetes e coquetéis desimportantes. Não se reelegeria senador e, mesmo para deputado, não parecia fácil.
Itamar encontrou o sociólogo numa embaixada em Washington e, em curto telefonema, fez o convite. FHC refugou de imediato. De jeito nenhum. Não era economista e estava muito bem no Itamaraty. Foi dormir certo de haver espantado aquele fantasma descabido e impertinente.
De madrugada o telefone toca outra vez, agora no hotel. Itamar de novo, mais ríspido do que o normal, participando ter encaminhado às oficinas do Diário Oficial decreto nomeando Fernando Henrique ministro da Fazenda. Era acatar a disposição ou demitir-se do ministério das Relações Exteriores.
De volta no avião, aliás, de carreira, não demorou muito para absorver a nova situação e veio pensando como desatar aquele nó monumental. Pensou primeiro em Pedro Malan, depois em José Gregori e enfim naquele grupo de cabeludos do Departamento de Economia da PUC do Rio. Desembarcou entregando seu futuro a Deus, mas logo reuniu a equipe. Em poucos dias fluíram as sugestões tidas por muita gente como doidinhas, a começar pela mudança no nome da moeda. De cruzeiro para real.
Não se pode tirar de Fernando Henrique o mérito de ter enfrentado o desafio e de submeter-se às propostas do grupo recém formado. Claro que pensou na hipótese de, diante do êxito, transformar-se em candidato presidencial.
Quem tomou a decisão fundamental, porque política, porém, foi o presidente Itamar Franco.Nem ele nem o novo ministro da Fazenda entendiam de economia. Sendo assim, soou um pouco estranha a homenagem prestada pelo Senado por iniciativa de Aécio Neves, que centralizou em Fernando Henrique Cardoso as lantejoulas, confetes e serpentinas pelos vinte anos do Plano Real. Se Itamar não foi esquecido, viu-se ao menos posto em cone de sombra. Coisas da ingratidão…
(Blog da “Tribuna na Internet” – 26/02/2014)


                           
   
                           
 Eis um resumo do testemunho do ex-presidente Itamar Franco, poucos dias antes de seu passamento, publicado na íntegra no blogConversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim:
“Para mim, Ricúpero [Rubens, ministro da Fazenda] é oprincipal sacerdote do Plano Real. Mais tarde tivemos ajuda, e grande, do ministro Ciro Gomes. Naquele momento, isso é o que o povo brasileiro não sabe, se for ler a história do real […], é o senhor Pedro Malan [ex-ministro da Fazenda]; senhor Pérsio Arida [ex-presidente do Banco Central], não sei mais quem…”.
Prossegue Itamar Franco: “De repente, até parece que foi o doutor Cardoso [FHC] que assinou a medida provisória [do Plano Real]”.
FHC deixou o governo em março e o Plano Real foi em julho de 1994.
“Ele tinha assinado a cédula [como ministro da Fazenda] e eu errei deixando que assinasse. Constitucionalmente, não podia”, lamentou Itamar.
                           
   
   O ex-presidente finalizou o depoimento com uma frase perturbadora para FHC:  “Ele entende de economia tanto quanto eu. Talvez eu entenda mais”.


                           
   
      Itamar Franco: Pai do Plano Real!/ leia aqui
FHC: Ministro/Arquiteto que venceu a inflação!/ leia aqui                   
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         

julho 05, 2011

Itamar Franco: Pai do Plano Real !

É O QUANTO BASTA:
PRESIDENTE DA REPÚBLICA COM MUITA HONRA E DIGNIDADE!!!!


Blog do Ricardo Noblat

O ex-presidente Itamar Franco faleceu no último dia 02 de julho de 2011. Fez aniversário no dia 28 de junho, já em coma no Hospital Albert Einstein. Deixou duas filhas e uma folha corrida na política raríssima: era íntegro e competente!

Eleito como vice-presidente de Fernando Collor de Melo, substituiu Collor após o impeachment. De atitudes sóbrias, destoava de todos os ex-presidentes anteriores e de todos os que lhe sucederam: ERA TRANSPARENTE. Era um político completamente previsível. Conseguia manter um liame de confiabilidade com a população.

Itamar por Reinaldo Azevedo/ leia aqui

No enterro do ex-presidente Itamar/ leia aqui

ÚNICO PAI DO PLANO REAL. Conseguiu eleger o seu sucessor, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. FHC seria sua terceira opção. A primeira opção era o embaixador Rubens Ricupero, que idealizou o PLANO REAL. Por problemas ocorridos em uma gravação televisiva não espontânea, Ricupero ficou queimado para qualquer embate político.


O comentário geral é que Itamar Franco elegeria quem ele quisesse. As más línguas dizem que se ele quisesse ele elegeria até o José Serra... Mas o FHC foi o escolhido. E se elegeu. Conseguiu aprovar a reeleição (rascunho do “mensalão”?). Foi reeleito. Tudo graças ao REAL e à confiança de Itamar Franco.

Mérito indiscutível por assumir o Governo Federal após o afastamento de Collor, ter conseguido estabilizar as instituições democráticas e ter passado o governo a seu sucessor com o país vivendo a estabilidade econômica e as instituições democráticas em perfeito funcionamento.

Itamar para Santayana: FHC foi por exclusão/ leia aqui

Dilma vai a enterro de Itamar/ leia aqui

Após deixar a Presidência da República, candidatou-se ao Governo de Minas Gerais e foi um Governador que defendeu firmemente a estabilidade econômica do Estado. Cotado para uma nova candidatura presidencial, saiu candidato ao Senado nas últimas eleições em dobradinho com o ex-governador Aécio Neves. Ambos se elegeram para o Senado.


RESUMINDO: líder estudantil, deputado, Prefeito de Juiz de Fora, Senador, Vice-Presidente da República, Presidente da República, Governador de Minas Gerais e Senador, ITAMAR FRANCO deixou uma folha corrida exemplar! Político ético e exemplar. Quando seu Chefe da Casa Civil foi acusado de corrupção, de imediato o afastou até a apuração de tudo. Comprovada a inocência, foi readmitido. Que exemplo!!!

As homenagens de todos os políticos. Todos os ex-presidentes foram ao seu enterro. Além da presidenta Dilma Roussef, lá estiveram a prestar homenagens a Itamar Franco, os ex-presidentes Luiz Ignácio Lula da Silva, Fernando Collor de Melo, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso. Foi pranteado como um exemplo de político honesto e competente. Provou que é possível fazer política com honestidade. PROVOU QUE O BRASIL É VIÁVEL!!!