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julho 02, 2014

PLANO REAL: NAS COMEMORAÇÕES AOS SEUS 20 ANOS A HOMENAGEM AO PRESIDENTE ITAMAR FRANCO!

                         Quando se comemora os 20 ANOS do PLANO REAL, nada mais justo do que relembrar o gesto de Estadista do Presidente ITAMAR FRANCO – o único PAI do PLANO REAL!
                           
    Em 05/07/2011, já fazíamos essa HOMENAGEM ao PRESIDENTE ITAMAR FRANCO:

    INGRATIDÃO: 20 Anos do Plano Real esquece o PAI DO REAL !!!

No final do artigo estão os links para os posts que trataram desse assunto na época devida. É muito feio querer se apropriar da obra alheia...
O PAI DO PLANO REAL é o então Presidente da República, ITAMAR FRANCO!
FHC tem seu mérito, claro, como ministro do presidente Itamar Franco.
ministro Fernando Henrique Cardoso em despacho com o presidente da república Itamar Franco.

É isso!
A HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL está cometendo essa grave distorção interpretativa: NÃO existe menção a ITAMAR FRANCO como PAI DO PLANO REAL e NEM existe citação de LULA como responsável pelo MENSALÃO ocorrido, sob as “suas barbas”, em seu governo, no governo do PT!
A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA terá que CORRIGIR essa interpretação que beira à canalhice...

Coisas da política...

Abaixo, artigo de Carlos Chagas sobre a comemoração dos 20 Anos do Plano Real:

Coisas da Ingratidão
Carlos Chagas

                           
    Algum filósofo, quem sabe um santo, pode ser até que um político, terá meditado estar a ingratidão no rol dos maiores defeitos da pessoa humana. Tome-se a reunião solene realizada ontem pelo Congresso para comemorar os vinte anos do Plano Real. Nada contra, não fosse a pouquíssima importância que se deu a quem decidiu acabar com a inflação e colocou em risco seu próprio mandato e sua imagem para a História. Se não desse certo, ele seria o responsável.
Fala-se do ex-presidente Itamar Franco. O executor seria o ministro Eliseu Resende, infelizmente demitido dias depois de empossado por haver permitido que uma empreiteira pagasse suas diárias num hotel de Nova York. Coisa naqueles idos rotineira, como mais ou menos hoje. Com Itamar, porém, era na moleira: qualquer auxiliar acusado de irregularidades via-se imediatamente mandado embora. Que fosse defender-se fora do governo, retornando caso declarado inocente. No caso de Eliseu, não houve defesa.
Assim, o então presidente defrontou-se com grave questão: encontrar logo um novo ministro para desenvolver o plano de recuperação econômica ou cair no descrédito. Sem opções, apelou para seu ministro de Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, então posto em sossego e conformado em encerrar sua carreira política entre banquetes e coquetéis desimportantes. Não se reelegeria senador e, mesmo para deputado, não parecia fácil.
Itamar encontrou o sociólogo numa embaixada em Washington e, em curto telefonema, fez o convite. FHC refugou de imediato. De jeito nenhum. Não era economista e estava muito bem no Itamaraty. Foi dormir certo de haver espantado aquele fantasma descabido e impertinente.
De madrugada o telefone toca outra vez, agora no hotel. Itamar de novo, mais ríspido do que o normal, participando ter encaminhado às oficinas do Diário Oficial decreto nomeando Fernando Henrique ministro da Fazenda. Era acatar a disposição ou demitir-se do ministério das Relações Exteriores.
De volta no avião, aliás, de carreira, não demorou muito para absorver a nova situação e veio pensando como desatar aquele nó monumental. Pensou primeiro em Pedro Malan, depois em José Gregori e enfim naquele grupo de cabeludos do Departamento de Economia da PUC do Rio. Desembarcou entregando seu futuro a Deus, mas logo reuniu a equipe. Em poucos dias fluíram as sugestões tidas por muita gente como doidinhas, a começar pela mudança no nome da moeda. De cruzeiro para real.
Não se pode tirar de Fernando Henrique o mérito de ter enfrentado o desafio e de submeter-se às propostas do grupo recém formado. Claro que pensou na hipótese de, diante do êxito, transformar-se em candidato presidencial.
Quem tomou a decisão fundamental, porque política, porém, foi o presidente Itamar Franco.Nem ele nem o novo ministro da Fazenda entendiam de economia. Sendo assim, soou um pouco estranha a homenagem prestada pelo Senado por iniciativa de Aécio Neves, que centralizou em Fernando Henrique Cardoso as lantejoulas, confetes e serpentinas pelos vinte anos do Plano Real. Se Itamar não foi esquecido, viu-se ao menos posto em cone de sombra. Coisas da ingratidão…
(Blog da “Tribuna na Internet” – 26/02/2014)


                           
   
                           
 Eis um resumo do testemunho do ex-presidente Itamar Franco, poucos dias antes de seu passamento, publicado na íntegra no blogConversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim:
“Para mim, Ricúpero [Rubens, ministro da Fazenda] é oprincipal sacerdote do Plano Real. Mais tarde tivemos ajuda, e grande, do ministro Ciro Gomes. Naquele momento, isso é o que o povo brasileiro não sabe, se for ler a história do real […], é o senhor Pedro Malan [ex-ministro da Fazenda]; senhor Pérsio Arida [ex-presidente do Banco Central], não sei mais quem…”.
Prossegue Itamar Franco: “De repente, até parece que foi o doutor Cardoso [FHC] que assinou a medida provisória [do Plano Real]”.
FHC deixou o governo em março e o Plano Real foi em julho de 1994.
“Ele tinha assinado a cédula [como ministro da Fazenda] e eu errei deixando que assinasse. Constitucionalmente, não podia”, lamentou Itamar.
                           
   
   O ex-presidente finalizou o depoimento com uma frase perturbadora para FHC:  “Ele entende de economia tanto quanto eu. Talvez eu entenda mais”.


                           
   
      Itamar Franco: Pai do Plano Real!/ leia aqui
FHC: Ministro/Arquiteto que venceu a inflação!/ leia aqui                   
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         
                           
                           
                           
                         

fevereiro 26, 2014

INGRATIDÃO: 20 Anos do Plano Real esquece o PAI DO REAL !!!

INGRATIDÃO: 20 Anos do Plano Real esquece o PAI DO REAL !!!

No final do artigo estão os links para os posts que trataram desse assunto na época devida. É muito feio querer se apropriar da obra alheia...
O PAI DO PLANO REAL é o então Presidente da República, ITAMAR FRANCO!
FHC tem seu mérito, claro, como ministro do presidente Itamar Franco.
ministro Fernando Henrique Cardoso em despacho com o presidente da república Itamar Franco.

É isso!
A HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL está cometendo essa grave distorção interpretativa: NÃO existe menção a ITAMAR FRANCO como PAI DO PLANO REAL e NEM existe citação de LULA como responsável pelo MENSALÃO ocorrido, sob as “suas barbas”, em seu governo, no governo do PT!
A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA terá que CORRIGIR essa interpretação que beira à canalhice...

Coisas da política...

Abaixo, artigo de Carlos Chagas sobre a comemoração dos 20 Anos do Plano Real:

Coisas da Ingratidão
Carlos Chagas


Algum filósofo, quem sabe um santo, pode ser até que um político, terá meditado estar a ingratidão no rol dos maiores defeitos da pessoa humana. Tome-se a reunião solene realizada ontem pelo Congresso para comemorar os vinte anos do Plano Real. Nada contra, não fosse a pouquíssima importância que se deu a quem decidiu acabar com a inflação e colocou em risco seu próprio mandato e sua imagem para a História. Se não desse certo, ele seria o responsável.
Fala-se do ex-presidente Itamar Franco. O executor seria o ministro Eliseu Resende, infelizmente demitido dias depois de empossado por haver permitido que uma empreiteira pagasse suas diárias num hotel de Nova York. Coisa naqueles idos rotineira, como mais ou menos hoje. Com Itamar, porém, era na moleira: qualquer auxiliar acusado de irregularidades via-se imediatamente mandado embora. Que fosse defender-se fora do governo, retornando caso declarado inocente. No caso de Eliseu, não houve defesa.
Assim, o então presidente defrontou-se com grave questão: encontrar logo um novo ministro para desenvolver o plano de recuperação econômica ou cair no descrédito. Sem opções, apelou para seu ministro de Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, então posto em sossego e conformado em encerrar sua carreira política entre banquetes e coquetéis desimportantes. Não se reelegeria senador e, mesmo para deputado, não parecia fácil.
Itamar encontrou o sociólogo numa embaixada em Washington e, em curto telefonema, fez o convite. FHC refugou de imediato. De jeito nenhum. Não era economista e estava muito bem no Itamaraty. Foi dormir certo de haver espantado aquele fantasma descabido e impertinente.
De madrugada o telefone toca outra vez, agora no hotel. Itamar de novo, mais ríspido do que o normal, participando ter encaminhado às oficinas do Diário Oficial decreto nomeando Fernando Henrique ministro da Fazenda. Era acatar a disposição ou demitir-se do ministério das Relações Exteriores.
De volta no avião, aliás, de carreira, não demorou muito para absorver a nova situação e veio pensando como desatar aquele nó monumental. Pensou primeiro em Pedro Malan, depois em José Gregori e enfim naquele grupo de cabeludos do Departamento de Economia da PUC do Rio. Desembarcou entregando seu futuro a Deus, mas logo reuniu a equipe. Em poucos dias fluíram as sugestões tidas por muita gente como doidinhas, a começar pela mudança no nome da moeda. De cruzeiro para real.
Não se pode tirar de Fernando Henrique o mérito de ter enfrentado o desafio e de submeter-se às propostas do grupo recém formado. Claro que pensou na hipótese de, diante do êxito, transformar-se em candidato presidencial.
Quem tomou a decisão fundamental, porque política, porém, foi o presidente Itamar Franco.Nem ele nem o novo ministro da Fazenda entendiam de economia. Sendo assim, soou um pouco estranha a homenagem prestada pelo Senado por iniciativa de Aécio Neves, que centralizou em Fernando Henrique Cardoso as lantejoulas, confetes e serpentinas pelos vinte anos do Plano Real. Se Itamar não foi esquecido, viu-se ao menos posto em cone de sombra. Coisas da ingratidão…
(Blog da “Tribuna na Internet” – 26/02/2014)



Eis um resumo do testemunho do ex-presidente Itamar Franco, poucos dias antes de seu passamento, publicado na íntegra no blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim:
“Para mim, Ricúpero [Rubens, ministro da Fazenda] é o principal sacerdote do Plano Real. Mais tarde tivemos ajuda, e grande, do ministro Ciro Gomes. Naquele momento, isso é o que o povo brasileiro não sabe, se for ler a história do real […], é o senhor Pedro Malan [ex-ministro da Fazenda]; senhor Pérsio Arida [ex-presidente do Banco Central], não sei mais quem…”.
Prossegue Itamar Franco: “De repente, até parece que foi o doutor Cardoso [FHC] que assinou a medida provisória [do Plano Real]”.
FHC deixou o governo em março e o Plano Real foi em julho de 1994.
“Ele tinha assinado a cédula [como ministro da Fazenda] e eu errei deixando que assinasse. Constitucionalmente, não podia”, lamentou Itamar.
O ex-presidente finalizou o depoimento com uma frase perturbadora para FHC:  “Ele entende de economia tanto quanto eu. Talvez eu entenda mais”.




Itamar Franco: Pai do Plano Real!/ leia aqui
FHC: Ministro/Arquiteto que venceu a inflação!/ leia aqui

FHC: Um Quase Tratado Sobre FHC e o PSDB!

fevereiro 04, 2013

FHC e as suas “dúvidas cruéis”...

PRESIDENTE POR 8 ANOS!!!
Em sua coluna no jornal “O Estado de S.Paulo”, de 03/02/2013, o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso relatou conversa que teve com intelectuais, incluindo José Serra. Mas o seu diálogo foi principalmente com Roberto Schwarz, amigo de mais de 50 anos...
Destaco a pergunta feita por Schwarz: “Quando vocês (em tese) eram socialistas, o que queriam e no que acreditavam?” Resposta de FHC: “nosso objetivo era maior igualdade, o meio para isso seria eliminar a apropriação privada dos meios de produção, tudo o mais era secundário, mesmo a liberdade...”
A DÚVIDA CRUEL...
FHC foi o mestre da minha e de outras gerações de estudantes universitários. Foi... Eleito presidente da república, graças ao Plano Real, sucesso do governo de Itamar Franco (e do qual tentou e ainda tenta assumir a paternidade!), mudou completamente, ou seja, “na prática a teoria é bem diferente...”
Por oportuno,lembro-me de uma afirmação feita pelo competente jornalista de saudosa memória, Paulo Francis:
“Educação só pode ser de elite e uma elite é até necessária como breque ao asneirol de políticos. Dificilmente, num país onde houvesse mais instrução, teríamos tido aquela cena grotesca de Zélia apresentando ao Senado seu plano para a dívida com apoio dos senadores, reunião de que Fernando Henrique Cardoso foi o “arquiteto”, Fernando que tem conhecimentos acima da média dos colegas, ele e José Serra, mas fascinados pelo poder, ambiciosos, fazem o jogo falso, do antiintelectualismo e populismo. Eu teria vergonha de me olhar no espelho se compactuasse com essa patuscada...” (o artigo, “O que é preciso saber”, publicado no “Estadão”,em 10/11/1990, portanto, bem antes da eleição de FHC para presidente em 1994!!!!).
RESUMO DA ÓPERA: Paulo Francis conhecia, acompanhava e já havia entrevistado várias vezes FHC. Ele o conhecia bem... Em meu livro “História da Vitória Política Paulista: 1934”, à pág. 31/32(2010), faço a indagação do porquê FHC como presidente não passou de mais um “político mineiro esperto” do antigo e pegajoso PSD... Na análise, destaco que os presidentes do país, após a queda do Regime Militar foram limitados em seus compromissos republicanos e afirmo que FHC, por sua história, teria que ser melhor. Em sua gestão nada poderá justificar a total falta de espírito republicano na não implantação das reformas necessárias, mas principalmente, na não implantação da mãe de todas as reformas: a reforma política:
“intelectual conceituado e sociólogo que orientou positivamente gerações de brasileiros, Fernando Henrique quedou-se “ao sistema” ao aceitar as regras de “convivência política” como preço maior para o exercício do poder...E, realmente, ele conseguiu ficar por 8 anos na Presidência da República. Até “conseguiu” obter do Congresso a possibilidade da reeleição... A que custo?!? Talvez já fosse o “rascunho” do que viria a ser o vergonhoso “mensalão”...
Efetivamente, o país jamais poderá compreender esse seu procedimento altamente nocivo para o Estado de Direito e para o povo brasileiro. O procedimento dos “olhos fechados” para a nossa triste realidade política... Em nome de uma cômoda e discutível governabilidade, o povo brasileiro tem visto, repetidamente, seus governantes abdicarem dos ideais democráticos da boa, reta e honesta gestão da coisa pública...
O que se esperar dos políticos representativos da elite da esquerda, considerada moderna e sintonizada com os países mais evoluídos? E o então presidente Fernando Henrique representava tudo isso: professor da USP cassado pelos militares, sociólogo internacionalmente reconhecido, exilado político no Chile e na França (com incursões docentes na Sorbonne), político oposicionista na redemocratização do país, viria a “ganhar” – esse é o termo exato! – a Presidência da República graças à implantação do Plano Real pelo presidente Itamar Franco. E dissemos “ganhar” exatamente porque Fernando Henrique era e é um político totalmente oposto ao político popular e carismático. Quem ganhou, efetivamente, foi o Plano Real. Na eleição e na reeleição!
Por isso, afirmamos que a Nação Brasileira jamais poderá compreender esse seu procedimento de não realizar ou pelo menos batalhar pelas esperadas reformas, especialmente a política. A nosso ver, deveria Fernando Henrique colocar como principal objetivo a implantação de reformas no país, com a modernidade desejada. Dirão alguns que é sonho muito difícil de se realizar. Dirão, até, que a realidade política “engole” os que as tentam realizar... Pode ser... Mas o Brasil espera que seu presidente paute o seu desempenho executivo como um Estadista e não como mais um que espertamente conseguiu empurrar, empurrar, empurrar...as soluções dos problemas!
Mas de Fernando Henrique todos esperávamos o melhor. Pois o “milagre” de termos um Presidente da República com a formação e a dimensão democrática dele dificilmente se repetirá. E, realmente, o “milagre” da eleição é devido ao Plano Real. Quando teremos o impacto de uma ação presidencial como essa que o presidente Itamar Franco proporcionou ao Brasil?!?
De Fernando Henrique restou-nos o “esqueçam o que escrevi...”
E para quê? Para ficar 8 anos na presidência?!? E daí? O ex-presidente, Luís Ignácio Lula da Silva, torneiro mecânico e líder sindical,também ficou... Grande coisa.Mas para a Nação Brasileira, NÃO! Serão – com certeza! – mais 16 anos de tempo e esperanças perdidas...
Caímos na ilusão fácil com a qual os tapetes vermelhos do poder envolvem os vaidosos na mordomia da corte, incansáveis viagens internacionais e na bajulação dos agregados de todos os tempos... Na Fogueira das Vaidades, com certeza, o torneiro mecânico impactou o mundo político internacional – ávido por excentricidades do 3º mundo – tanto quanto o sociólogo gabaritado que adorava viajar, viajar, viajar...”
“esqueçam o que escrevi...”
FHC desmentiu ter dito essa frase. Tudo bem... Mas, certamente, os seus atos como presidente da república a confirmaram, dia a dia, viagem a viagem...
RESUMINDO:
Impossível deixar passar essa conversa tornada pública por FHC. Como se ele não tivesse exercido a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA por 8 longos anos... Esse bate-papo entre "velhos” amigos deixa claro as "dúvidas cruéis” de FHC nesta altura do “campeonato”...
Como presidente, ele deveria ter feito as reformas ou, não conseguindo, deveria ter reunido a “inteligentzia brasileira”, o nosso “núcleo pensante”, a “vanguarda” da USP e da FGV/SP, apenas para citar 2 excelentes instituições culturais do país, para um esforço conjunto a favor das reformas INDISPENSÁVEIS para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
NÃO FOI O QUE ELE FEZ!
Do post elencado no final deste texto, “Oposição: Silêncio Criminoso!”, quero destacar alguns trechos que mostram a atuação de FHC, de fato:
“E, no domingo passado, em artigo no jornal “O Estado de S. Paulo” (07/08/2011), denominado Davi e Golias, o ex-presidente expõe, COM clareza, o PORQUÊ ele age assim, pensa assim e ERRA assim!!! 
ATENÇÃO: Querendo dar conselho de como agir à presidenta Dilma, FHC mostra o que pensa da arte de governar: 
“Explico-me: a presidenta é herdeira de um Sistema, como dizíamos no período do autoritarismo militar. Este funciona solidificando interesses do grande capital, das estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos e de um conjunto desordenado de atores políticos que passaram a se legitimar como se expressassem um presidencialismo de coalizão no qual se troca governabilidade por favores, cargos e tudo mais que se junta a isso.”(grifo nosso). 


“Na presidência, FHC agiu como todos os outros presidentes. O arguto jornalista Ricardo Kotscho, na TV, lembrou que no final da segunda gestão de FHC, lhe fez uma pergunta direta, mais ou menos, nestes termos: “Presidente, o senhor já está indo para o final do mandato, porque não dispensa essa turma de fisiológicos (PMDB), afinal o senhor não depende mais deles?” E FHC teria respondido:“Você quer me derrubar? Não se governa sem essa gente!” 
RESUMINDO: Em nossa análise sobre o período presidencial de FHC, ele teria deixado de exercer o papel do GRANDE ESTADISTA! Porque o Fernando Henrique representava tudo isso: professor da USP cassado pelos militares, sociólogo internacionalmente reconhecido, exilado político no Chile e na França (com incursões docentes na Sorbonne), político oposicionista na redemocratização do país, viria a “ganhar” - esse é o termo exato ! - a Presidência da República graças à implantação do Plano Real pelo presidenteItamar Franco. E dissemos ganhar exatamente porque Fernando Henrique era e é um político totalmente oposto ao político popular e carismático. Quem ganhou, efetivamente, foi o Plano Real. Na eleição e na reeleição!” 
Então, o que ele escreveu no domingo é o que ele realmente pensa. Uma pena! É adepto do “é dando que se recebe” e fim de papo! E após expressar essa opinião pétrea, ele diz: 
 
“...cada parte do Sistema precisa da outra para funcionar e o próprio Sistema necessita da anuência dos cooptáveis pelas bolsas e por empregos de baixo salários e precisa de símbolos e de voz.” E termina “descobrindo” o problema político da presidenta Dilma e dando a solução:”...É neste ponto que o bicho pega. A presidenta é menos leniente (leia-se conivente, do que foi ele próprio e o ex-presidente Lula) com certas práticas condenáveis do Sistema. Entretanto (prestem atenção no que ele diz!), quando começa a fazer faxina, quebram-se as peças da engrenagem toda. Sem leniências e cumplicidades entre as várias partes, como obter apoios para a agenda necessária à modernização do País?” (ou seja, ele quer dizer que a “faxina” que a presidenta Dilma está fazendo NÃO é boa para o país!!!)"

julho 05, 2011

Itamar Franco: Pai do Plano Real !

É O QUANTO BASTA:
PRESIDENTE DA REPÚBLICA COM MUITA HONRA E DIGNIDADE!!!!


Blog do Ricardo Noblat

O ex-presidente Itamar Franco faleceu no último dia 02 de julho de 2011. Fez aniversário no dia 28 de junho, já em coma no Hospital Albert Einstein. Deixou duas filhas e uma folha corrida na política raríssima: era íntegro e competente!

Eleito como vice-presidente de Fernando Collor de Melo, substituiu Collor após o impeachment. De atitudes sóbrias, destoava de todos os ex-presidentes anteriores e de todos os que lhe sucederam: ERA TRANSPARENTE. Era um político completamente previsível. Conseguia manter um liame de confiabilidade com a população.

Itamar por Reinaldo Azevedo/ leia aqui

No enterro do ex-presidente Itamar/ leia aqui

ÚNICO PAI DO PLANO REAL. Conseguiu eleger o seu sucessor, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. FHC seria sua terceira opção. A primeira opção era o embaixador Rubens Ricupero, que idealizou o PLANO REAL. Por problemas ocorridos em uma gravação televisiva não espontânea, Ricupero ficou queimado para qualquer embate político.


O comentário geral é que Itamar Franco elegeria quem ele quisesse. As más línguas dizem que se ele quisesse ele elegeria até o José Serra... Mas o FHC foi o escolhido. E se elegeu. Conseguiu aprovar a reeleição (rascunho do “mensalão”?). Foi reeleito. Tudo graças ao REAL e à confiança de Itamar Franco.

Mérito indiscutível por assumir o Governo Federal após o afastamento de Collor, ter conseguido estabilizar as instituições democráticas e ter passado o governo a seu sucessor com o país vivendo a estabilidade econômica e as instituições democráticas em perfeito funcionamento.

Itamar para Santayana: FHC foi por exclusão/ leia aqui

Dilma vai a enterro de Itamar/ leia aqui

Após deixar a Presidência da República, candidatou-se ao Governo de Minas Gerais e foi um Governador que defendeu firmemente a estabilidade econômica do Estado. Cotado para uma nova candidatura presidencial, saiu candidato ao Senado nas últimas eleições em dobradinho com o ex-governador Aécio Neves. Ambos se elegeram para o Senado.


RESUMINDO: líder estudantil, deputado, Prefeito de Juiz de Fora, Senador, Vice-Presidente da República, Presidente da República, Governador de Minas Gerais e Senador, ITAMAR FRANCO deixou uma folha corrida exemplar! Político ético e exemplar. Quando seu Chefe da Casa Civil foi acusado de corrupção, de imediato o afastou até a apuração de tudo. Comprovada a inocência, foi readmitido. Que exemplo!!!

As homenagens de todos os políticos. Todos os ex-presidentes foram ao seu enterro. Além da presidenta Dilma Roussef, lá estiveram a prestar homenagens a Itamar Franco, os ex-presidentes Luiz Ignácio Lula da Silva, Fernando Collor de Melo, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso. Foi pranteado como um exemplo de político honesto e competente. Provou que é possível fazer política com honestidade. PROVOU QUE O BRASIL É VIÁVEL!!!

junho 05, 2011

Até tu, Dilma ???

“ATÉ TU, BRUTUS?” - “TU QUOQUE, BRUTE, FILII MEI!”

Caindo em desgraça perante o seu império, foi assassinado, em pleno Senado, por 60 conjurados, entre eles um familiar insuspeito: o seu sobrinho e filho adotivo – Brutus! A traição de Brutus acabou eternizando a célebre frase de Júlio César, que disse em latim: “Tu quoque, Brute, filii mei?” (Até tu, Brutus, meu filho?).

Quando Willian Shakespeare escreveu, em 1599, sobre a Tragédia de Júlio César, ficou famosa a frase acima, em português e em latim. A peça representa a luta pelo poder, a inveja, a intriga, a traição, a grandeza e a fatalidade. Uma pessoa trair a confiança de outra é algo tão antigo que é costume repetir essa frase que tem mais de 2 mil anos de existência!




E estamos vivendo novamente um caso igual...No ano de 2011, na Terra Brasilis, a luta pelo Poder, os famosos tapetes vermelhos que inflam as vaidades, reduzem a fidelidade e constroem novos caminhos, estão começando a fazer história... Lula e Dilma: será possível uma traição? Ou a palavra certa é libertação e não traição??? Quem viver, verá!

O certo é que em toda a história da humanidade, em todos os tempos, o “Até tu, Brutus?” vem se repetindo. Limitando ao Brasil, a nossa pesquisa, desde o Império cabeças rolaram graças a “ação” de “amigos por toda a vida”... Na República, também! E nos três níveis de governo: municipal, estadual e federal. Os personagens, quase sempre mas não necessariamente, são os “vices”. Amizades cantadas em prosa e verso. Técnicos distantes da política. Inibidos e discretos que nunca chegariam a nenhum lugar pelo voto popular! É isso, a história registra! Não dá para brigar ou negar os fatos...

PRIMEIRO EXEMPLO DE “ATÉ TU, BRUTUS?” – ADHEMAR:



Já tinha exercido o cargo de Interventor Federal durante a Ditadura de Getúlio Vargas. Era Governador do Estado de São Paulo e, esperto, escolheu o seu Secretário Estadual de Obras e Serviços Públicos, o professor Lucas Nogueira Garcez. Com o título de Professor Catedrático de Hidráulica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, avêsso à política, tímido, religioso, considerado um cidadão acima de qualquer suspeita, era o candidato ideal para garantir a sua volta ou o seu vôo para cargos mais altos... Doce ilusão... Romperam no decorrer do período de governo. O eleito, na sucessão, foi o arqui-inimigo Jânio Quadros ! “Até tu, Brutus?”

SEGUNDO EXEMPLO DE “ATÉ TU, BRUTUS?” – JÂNIO:



Considerado o maior fenômeno político já ocorrido no Brasil. Carreira meteórica! Vereador na Capital, Prefeito da Capital, Governador, Deputado Federal, Presidente. Ufa! Como Prefeito de São Paulo já tinha escolhido como seu Secretário Municipal das Finanças, o Professor Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto(Fac. de Direito da PUC/SP). Eleito Governador de São Paulo, novamente o escolheu como seu assessor, agora no cargo de Secretário Estadual da Fazenda. O prof. Carvalho Pinto era democrata-cristão, como o Jânio em determinado momento (faziam parte desse movimento figuras que fariam história na política: Hélio Bicudo, Plínio de Arruda Sampaio e Franco Montoro). Era, também, muito tímido, religioso e avêsso à política partidária. Foi o escolhido para a sucessão. Eleito governador, rompeu com Jânio no decorrer do mandato. Consta que, por conta disso, teria levado um sopapo do ex-presidente... O eleito na sua sucessão foi o arqui-inimigo Adhemar de Barros ! “Até tu, Brutus?”

Veja Jânio/Adhemar/Garcez/Carvalho Pinto/ aqui

RESUMINDO: Nunca diga “dessa água não beberei!” O caso mais recente (e não foi de vice!) foi o do presidente Itamar Franco que elegeu FHC como seu sucessor. Nunca teria chegado lá por força própria... Acho que nem “obrigado”, Itamar ouviu de Fernando Henrique Cardoso. Restou abandonado...