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junho 03, 2012

Rainha Elisabeth II – 60 Anos de Reinado -Jubileu de Diamantes

Uma MONARQUIA DEMOCRÁTICA, MODERNA E QUERIDA pelo povo. Os índices de popularidade da Monarquia Britânica atingiram recordes históricos num momento em que o país celebra o Jubileu de Diamantes da rainha Elizabeth II, que neste ano completa 60 anos de reinado.
Para 69% dos britânicos, o Reino Unido iria piorar se a monarquia desaparecesse, enquanto apenas 22% considera que a instauração de uma república melhoraria a nação. A pesquisa foi publicada no jornal "The Guardian".

Todo o Reino Unido se prepara para as comemorações festivas. Verdadeira “febre patriótica” vem tomando conta do país. Desde os preparativos para as próximas OLÍMPIADAS DE LONDRES/ 2012 (Jogos da XXV Olimpíada, de 27 de julho a 12 de agosto), até as festividades em toda as áreas culturais, esportivas e empresariais. Londres está toda mobilizada, engalanada, além de brindes e revistas especializadas. Tudo é festa!

Livrando o mais alto posto do país de aventureiros e deslumbrados, a Monarquia Britânica soube adaptar-se à modernidade e à democratização do Poder Real. Na Inglaterra, o Soberano é o Rei ou a Rainha e, o Primeiro-Ministro cuida dos assuntos do Governo. No Parlamento, semanalmente, o primeiro-ministro presta contas no plenário, ouve as críticas da oposição, frente a frente, recebe sugestões e dá as explicações solicitadas. Em caso de crise, substitui-se o primeiro-ministro, enquanto o Soberano ou Soberana permanece acima das disputas políticas  e partidárias.

Assim é a mais famosa e sólida MONARQUIA do mundo. Evoluiu. Preparou seus sucessores. Respeitou as mudanças institucionais. Tornou-se símbolo de um povo orgulhoso de seu passado...

Reinando desde fevereiro de 1952, a Rainha Elisabeth II foi oficialmente coroada em 3 de junho de 1953. São 60 anos de um reinado respeitado e admirado pelos súditos e pelo mundo. Sempre soube manter uma postura dignificante a seu país. Sempre discreta, mas presente, firmou a imagem popular que é adorada pelo povo. Nas comemorações do Jubileu de Diamantes, a mobilização é total na Inglaterra, no Reino Unido, além da Austrália e do Canadá.

O Museu “Madame Tussauds” faz nova estátua da rainha Elizabeth II. Seu rosto é sempre remodelado, desde 1928, quando tinha 2 anos e sua primeira esfingie entrou no Madame Tussauds.

Em roupa de gala, a figura é mais uma homenagem a seu Jubileu de Diamante

O mais famoso Museu de Cera do Mundo, o MUSEU MADAME TUSSAUDS, em Londres, tem recebido milhares de ingleses e turistas de todo o mundo que admiram e tiram fotos com seus ídolos. A Família Real Britânica é muito requisitada para fotos. A nova estátua da Rainha Elisabeth foi recentemente exposta ao público. É uma perfeição e faz um grande sucesso.

A MONARQUIA BRASILEIRA
Por oportuno, vamos lembrar de nossa distante Monarquia e da importância que teve para a consolidação desta grande Nação. O Brasil deve a sua integridade territorial e lingüística à vinda, em 1808, de Dom João VI e toda a Corte Portuguesa para o Brasil. Tudo se consolidando sob o comando de Dom Pedro I e, ao depois, pelo longo (40 anos) reinado de Dom Pedro II.

A MONARQUIA BRASILEIRA moldou a Nação Brasileira.

Com Dom Pedro II tivemos um longo período positivo de governo. No trabalho abaixo, “1808 – 2008 – 200 Anos da Redescoberta do Brasil”, publicado na revista PEABIRU ( 24 de maio/junho de 2008) pudemos mostrar um pouco da personalidade de Dom João VI. Uma personalidade bem distante da imagem negativa que os críticos festivos sempre procuram mostrar.
É REGISTRO HISTÓRICO.
1808 - 2008
200 anos da redescoberta do Brasil
"Foi o único que me enganou"
Napoleão Bonaparte, nas suas memórias escritas pouco antes de morrer no exílio da ilha de Santa Helena, referindo-se a D. João VI, rei do Brasil e de Portugal.
A citação é destaque no livro "1808", de Laurentino Gomes, edição Planeta, 2007. Ao procurarmos trazer o perfil definitivo de Dom João VI, em homenagem à colônia portuguesa de Botucatu, esse desabafo de Napoleão é marcante. Hoje, praticamente integrada, essa colônia foi muito importante na formação de nossa cidade. Através do Sr. Manuel Rosa Cardoso, representante consular de Portugal em Botucatu - cidadão respeitado e benquisto - apresentamos à colônia portuguesa e seus inúmeros descendentes as nossas saudações positivas.
Ao fazermos uma interpretação sociológica da vinda da família real e da corte portuguesa para o Brasil colônia, não poderíamos cair na análise fácil e caricata dos apressados que estudaram esse evento sem a seriedade e a profundidade que ele merece. Sem graçolas e sem arroubos da análise festiva...
Aspectos individualizados, posturas ocasionais e desmembradas do contexto histórico levam qualquer interpretação a erro. O que interessa, historicamente falando, é a realidade no contexto final. É a análise imparcial dos fatos e seus resultados. A família real, sob o comando do então príncipe regente, acertou ou errou ao transferir-se para a sua principal e mais rica colônia? Foi uma decisão intempestiva e medrosa ou foi uma decisão idealizada e planejada? Foi uma fuga ou foi um recuo estratégico perante um inimigo momentaneamente mais poderoso?
Com certeza, hoje, podemos afirmar que a família real acertou ao optar, em 1807, pela vinda para o Brasil colônia, em uma decisão madura e estratégica.
Já em 1580, quando surgiram as primeiras ameaças ao reino é que começou a crescer a hipótese da transferência da sede do reino para a América. Assim, em 1736, 1762, 1801 e 1803 a viabilidade de planos tão ousados quanto antigos foi num crescente na corte portuguesa. No livro "1808", já citado, temos a afirmação de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, então chefe do Tesouro: 'Vossa Alteza Real tem um grande império no Brasil...Portugal não é a melhor parte da monarquia, nem a mais essencial.."
Dom João VI, de personalidade tímida e insegura, soube sempre cercar-se de bons conselheiros que o levaram a um perfil de um soberano bem-sucedido, especialmente quando se analisa as outras casas reais com seus titulares destronados, perseguidos ou mortos pela implacável força napoleõnica.
A exemplificar esse perfil definitivo de Dom João VI, basta lembrarmos que na vizinha Espanha, cuja casa real aceitou todas as imposições de Napoleão, a desgraça aconteceu: o rei Carlos IV que entregara seu reino sem luta e de forma subserviente viu, em pouco tempo, a traição de Napoleão invadindo a Espanha. Desesperado, ainda tentou preparar os navios para transferir-se para as colônias espanholas na América. A destempo. Tarde demais. Napoleão obrigou a ele e a seu filho e herdeiro, Fernando, que abdicassem a favor de seu irmão, José Bonaparte. A estratégia portuguesa não pode ser imitada pela Espanha.
Há 200 anos atrás, o Brasil praticamente não existia como país. As capitanias eram estanques e isoladas: nem comércio comum tinham. Era estratégico: o isolamento das regiões era vital para o colonialismo. No livro citado, esse quadro fica claro: "...Cada capitania tinha o seu governante, sua pequena milícia e seu pequeno tesouro; a comunicação entre e/as era precária, sendo que geralmente uma ignorava a existência da outra..."E mais: "...Mantida por três séculos isolada no atraso e na ignorância, a colônia era composta por verdadeiras ilhas escassamente habitadas, distantes e estranhas entre si."
Quando a corte real portuguesa chegou ao Brasil, em 1808, tudo estava por ser feito. Com uma população quase analfabeta, muito pobre e rústica, o país não era atrativo para nada.
Dom João VI mudou esse quadro. Já em sua chegada, em Salvador, criou a primeira escola de ensino superior do Brasil: a Faculdade de Medicina, na Bahia. Em 1811, foi criada a primeira fábrica de ferro, em Minas Gerais. Em 1814, era criada a Real Fábrica de São João de lpanema( siderúrgica), em Iperó/Sorocaba/SP. Dom João criou outras escolas de "..técnicas agrícolas, um laboratório de estudos e análises químicas e a Academia Real Militar, cujas funções incluíam o ensino de Engenharia Civil e Mineração. Estabeleceu ainda o Supremo Conselho Militar e de Justiça, a Intendência Geral de Polícia da Corte (mistura de Prefeitura com secretaria de segurança pública), o Erário Régio, o Conselho da Fazenda e o Corpo da Guarda Real. Mais tarde, seriam criadas a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional, o Jardim Botânico e o Real Teatro São João..." "...As transformações teriam seu ponto culminante em 16 de dezembro de 1815. Nesse dia, véspera da comemoração do aniversário de 81 anos da rainha Maria l, D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves e promoveu o Rio de Janeiro a sede oficial da Coroa."{da obra citada).
A verdade é que o plano de mudança da sede do império de Portugal não se limitava à formação de um país, mas, também, a afirmar essa soberania portuguesa no mundo, especialmente perante os adversários europeus, procurando punir e conquistar seus territórios na América: ainda em 1808, forcas portuguesas invadiram a Guiana Francesa, que se rendeu sem resistência. Era uma espécie de "troco" à invasão francesa de Portugal... O mesmo ocorreria com a chamada Banda Oriental do Rio da Prata (Uruguai), que foi invadida em represália à postura da Espanha. É registro histórico.
O historiador português Antônio Ventura, professor da Universidade de Lisboa, definiu com maestria a importância da vinda da família real para o Brasil: "A transferência da corte, afinal, terminou sendo mais importante para o Brasil do que para Portugal. É o seu momento fundador. De 1808 a 1822, o Brasil é o centro da monarquia. £ são assim criadas as condições para a independência do país. Costumo dizer aos meus a/unos que, em 1822, fazer a independência do Brasil era colher um fruto maduro." (caderno +mais-n°817/Folha de São Paulo, de 25/11/2007).
O historiador mineiro José Murilo de Carvalho (autor do livro "Dom Pedro 2° - Ser ou Não Ser", Cia das Letras), professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destaca que a unidade territorial é a responsável pelo Brasil de hoje. Carvalho afirma que "...O príncipe dom João podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso, o Brasil com certeza não existiria. A colônia se fragmentaria. Como se fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil de hoje, cinco ou seis países distintos. É positiva a recuperação das imagens de dom João 6° e de Carlota Joaquina e seu resgate em relação às abordagens caricatas do tipo exibido no filme de Carla Camurati ("Carlota Joaquina - Princeza do Brazil", 1995). Sobre a Independência, o importante é discutir como e/a se deu. A grande diferença em relação à América Espanhola foi a manutenção da unidade da colônia portuguesa e a monarquia. Dai, veio o Brasil de hoje. Se para o bem ou para o mal, é Guimarães Rosa quem decide: "Pãos ou pães, questão de opiniães. "(caderno +mais-n° 817/Folha de São Paulo).
Brasil, com sua unidade territorial é a grande herança da vinda da família real portuguesa para a América. Descoberto em 1500, com certeza, o Brasil foi redescoberto em 1808. (AMD)