Mostrando postagens com marcador Renovação Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Renovação Política. Mostrar todas as postagens

agosto 03, 2012

Tenebrosas Transações

"Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações"
(“Vai Passar /Chico Buarque de Holanda)

Foi uma verdadeira catarse nacional. O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, apresentou com detalhes e de forma didática o “MENSALÃO” e classifica  o esquema  de compra de parlamentares como “o mais atrevido” estratagema de corrupção de autoridades da história brasileira. Apresenta substanciosas provas da acusação demonstrando que ex-ministros, empresários, banqueiros e parlamentares atuaram em conjunto “sob o firme comando de José Dirceu”, na distribuição de mesada aos congressistas.

Mensalão/Mensalinho/Reeleição

Na verdade é a falência política do que se conhece por NOVA REPÚBLICA! Após o Regime Militar, o país passou a vivenciar a Nova República, com eleições diretas (Diretas, Já!) para a Presidência da República, e a subida ao Poder Político das chamadas“esquerdas brasileiras”...DECEPÇÃO! Já na reeleição de Fernando Henrique Cardoso funcionou no Congresso Nacional um “rascunho” do que viria a ser o “MENSALINHO”com os tucanos de Minas Gerais e, ao depois, com o já famoso “MENSALÃO”, no primeiro mandato de Lula, desmistificando o PT como um “partido diferente”...

No STF a tentativa de boicote

Ficou patente no primeiro dia do julgamento do  “Mensalão” a tentativa de boicote, com a atuação fraca mas adrede preparada do advogado Márcio Tomaz Bastos que teve o apoio imediato do ministro Ricardo Lewandoswisk que leu (por mais de 1 hora!) seu voto em apoio à tese do advogado citado. E todos se lembram da notícia da “visita” de Lula, acompanhado do Prefeito de São Bernardo do Campo, ao ministro Ricardo Lewandowisk (que é formado em São Bernardo e que chegou ao STF sem nunca ter prestado um concurso...)
(Blog do Noblat - 04/08/2012)
A atuação de Lewandowisk levou o ministro relator, Joaquim Barbosa a uma resposta dura: “me parece até irresponsável voltar a discutir essa questão (de desmembramento). A questão está desenganadamente preclusa (ultrapassada). Me causa espécie Vossa Excelência se pronunciar pelo desmembramento do processo quando poderia ter feito há seis ou oito meses. É deslealdade!

Resumo da Ópera do Mensalão

Qualquer que seja o resultado do julgamento do “MENSALÃO”, os réus já estão condenados pela opinião pública. E definitivamente nos resta a CERTEZA de que a  NOVA REPÚBLICA, como solução política para o Brasil, está FALIDA! Urge uma RENOVAÇÃO POLÍTICA, com partidos autênticos e com a convocação dos cidadãos prestantes, da “intelligentzia brasileira”, para uma Assembléia Nacional Constituinte que irá preparar o país para a construção da Democracia, sem corrupção e com desenvolvimento sustentável !

Arthur Virgílio & a Prefeitura de Manaus & Renovação Política

RENOVAÇÃO POLÍTICA

Colaborador deste Blog por meses, Arthur Virgílio Neto será candidato a Prefeito de Manaus, capital do estado do Amazonas. Mesmo servindo em Lisboa, eis que é diplomata de carreira, Arthur Virgílio nunca deixou de manter a sua atividade política, enviando seus artigos, regularmente, a este Blog e a outros veículos da mídia tradicional ou da mídia virtual.
Este Blog já se posicionou claramente a favor de uma renovação política no Brasil. E essa renovação política terá que ser feita na busca suprapartidária de homens públicos comprovadamente honrados, coerentes e competentes. Assim, demos o exemplo do ex-senador Arthur Virgílio que deveria sair candidato nas eleições municipais deste ano. O objetivo seria a renovação política com qualidade. Poderia sair candidato a Vereador de Manaus – surpreendendo a todos! – ou sair candidato a Prefeito, indo no comando de uma boa equipe propugnando pela renovação política. Seu lema de campanha: “A Esperança é Agora!”
Arthur Virgílio
Na oportunidade dessa matéria, focalizamos, também, a possível candidatura do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, a Vereador do Rio de Janeiro, como um “puxador” de votos na batalha pela renovação política. Também poderia ter optado por sair candidato a Prefeito, mas optou pela candidatura à vereança para dar espaço à nova geração representada por seu filho, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que disputa a Prefeitura em uma aliança com o ex-governador Garotinho, que lança sua filha Clarissa Garotinho (PR) como candidata a Vice-Prefeita do Rio.
CESAR MAIA
A postura de ações cívicas na busca da renovação política, repetimos, tem que passar por um trabalho político suprapartidário na construção de um novo perfil político para o Brasil.
Desejando boa sorte ao nosso colaborador, Arthur Virgílio, em sua disputa pela Prefeitura de Manaus, queremos estender ao ex-prefeito Cesar Maia os votos de sucesso em sua campanha à vereança carioca. Sem dúvida é uma postura que eleva o sentido público de uma disputa política. Sendo o político que mais tempo ocupou o cargo de Prefeito do Rio de Janeiro – com uma boa administração! – despreza os degraus ascendentes da vaidade humana e da política e se lança – com ímpeto juvenil! – à candidatura de vereador da cidade do Rio, com os pés cravados literalmente no chão...

junho 30, 2012

A ELEIÇÃO DO FACTÍVEL *ARTHUR VIRGÍLIO


A ELEIÇÃO DO FACTÍVEL

*ARTHUR VIRGÍLIO

 O Brasil mergulha no processo de escolha de prefeitos e vereadores. É momento delicado, mas também um dos raros em que o País tem a oportunidade de promover mudanças. O povo está cansado do quadro atual e sente, embora sem as elucubrações sócio-políticas dos especialistas, a necessidade de algo mais que uma Democracia de Paisagem, onde o representante popular pouco sabe ou procura saber da vida real – aquela que frequenta o supermercado e anda de ônibus, bem diferente da receptora dos salamaleques, salgadinhos e cafezinhos dos corredores do poder.

          O brasileiro está cansado de ter a vida consumida pelo trânsito, nas grandes e médias cidades, onde a falta de visão ameaça nos transformar num País de vielas. É preciso pensar num transporte coletivo factível, decente, capaz de oferecer uma alternativa a essa situação caótica.

          Também não é suportável que haja cidades brasileiras sitiadas pela insegurança e chefes do crime transformando-se em exemplo de sucesso para uma juventude desesperançada. Como um jovem, pobre, infeliz, sem opção de lazer, nascido e criado na periferia, não iria admirar o sujeito que anda de carrão, cheio de mulheres, se a sociedade não lhe deu o filtro para questionar a origem ou a ética por trás de tanta abastança?

          É hora de votar no melhor. E digo isso não como militante partidário, mas, suprapartidariamente, como alguém que deseja contribuir para a construção de uma Nação mais digna.

          A política está separando o povo dos políticos. As instituições estão desmoralizadas, desrespeitadas por alguns de seus próprios membros, que não entendem a necessidade de transmitir imagem de correção e honestidade à população.

          A maioria dos ocupantes dos cargos de vereador, prefeito, governador, deputado, senador e outros integrantes da burocracia do Estado não entende que há toda uma força pulsante, nas mídias sociais, por exemplo, fazendo críticas ácidas ao exercício do poder e tornando populares os perfis mais críticos. É uma massa que não se conforma com as fachadas, como a de um parlamento que se reúne para impor a força do poder e vira as costas aos anseios da sociedade em momentos cruciais, no que chamo de Democracia de Paisagem.

          É essa Democracia – a de Paisagem – que não constrói portos, aeroportos ou estradas capazes de oferecer raízes à admirável estabilidade econômica atual. Um comando que não é capaz de gerar massa crítica para dizer ao poder que é preciso investir em ferrovias, uma vez que as nossas são sucatas de um passado cada vez mais distante.

          A eleição deste ano, embora disputada no âmbito municipal, nos dá a chance de pensar em tudo isso. Tomara que sejam eleitos gestores e legisladores modernos, que apresentem ideias novas durante a campanha e daí se possa criar uma geração de políticos diferentes, na medida do que o futuro exige de nós.

          Sugiro ao eleitor que julgue as promessas, que normalmente vêm aos borbotões, no calor das eleições, com a lupa do factível. Ou o prometido é realizável ou execre-se o demagogo. O Brasil emergirá melhor das eleições, com medidas como essa.
          Boa sorte a todos nós.

          *Diplomata, foi líder do PSDB no Senado