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março 23, 2019

Os Tropeiros, o Turismo Raiz e as Novas Comitivas...

Os Tropeiros, o Turismo Raiz

e as Novas Comitivas...










Antes das estradas de ferro, e muito antes dos caminhões, o comércio de mercadorias e animais era feito por tropeiros, nas regiões onde não existiam alternativas de navegação marítima ou fluvial para sua distribuição. As regiões interioranas, distantes do litoral, dependeram durante muito tempo desse meio de transporte por mulas. Eram as COMITIVAS dos TROPEIROS...

É muito importante o trabalho que está sendo feito de regaste de nossas tradições rurais através das NOVAS COMITIVAS...

Muito bom. Os bons empresários e as prefeituras espertas estão partindo para a valorização do nosso interior. Em Piracicaba tem um escritor, Cecílio Elias Netto, que publicou o “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano” (Arco, Tarco, Verva). No dicionário, TARCO ”é o mesmo que talco. Piracicabano, como se sabe, sempre fica em dúvida, no barbeiro, entre tarco (talco), arco (álcool) e Acqua Verva (Velva). Mas, com muié, prefere tarco. Muié diz: “Depois do banho meu marido sempre qué qui eu use tarco!.

É isso mesmo! As prefeituras estão incentivando (sempre em parceria com a iniciativa privada) a formação de monitores para a implantação do Turismo Rural. São dadas aulas de “caipirês”, com toda a terminologia da língua caipira. São contratados violeiros que conheçam as mais clássicas musicas caipiras. Cursos de culinária regional, com as receitas dos pratos típicos das comitivas. Enfim, proporcionar o resgate da cultura rural do século retrasado e implementar o poderoso e rentável ramo turístico.
E nada melhor do que sair , num final de semana da capital, com seu trânsito louco e a correria de sempre, chegando num bucólico interior, com cachoeiras, cabras, vacas e cavalos, bebendo leite “direto da fonte”, pisar na terra e tomar um belo banho no riozinho de águas limpas...





http://img1.blogblog.com/img/blank.gifQuem é nascida ou nascido no interior sabe dar valor às boas coisas e causos da gente simples da zona rural. A mais famosa música caipira é a “Tristeza do Jeca”, do Angelino de Oliveira, de Botucatu. Essa música é conhecida no mundo todo. Na 2ª. Grande Guerra Mundial foi tocada nas tropas aliadas, era um código. Ela retrata muito bem como era o homem simples e de como ele via e vivia a vida. Já foi gravada pelos melhores cantores do Brasil. Vejam que linda letra: 

“Nestes versos tão singelos
Minha bela, meu amor
Pra você quero contar
O meu sofrer a minha dor
Sou igual o sabiá
Quando canta é só tristeza
Desde o galho onde ele está
Nesta viola eu canto
E gemo de verdade
Cada toada representa
Uma saudade
Eu nasci naquela serra
Num ranchinho a beira-chão
Todo cheio de buraco
Onde a lua faz clarão
Quando chega a madrugada
Lá no mato a passarada
Principia o barulhão
Nesta viola eu canto
E gemo de verdade
Cada toada representa
Uma saudade

Lá no mato tudo é triste
Desde o jeito de falar
Pois o jeca quando canta
Dá vontade de chorar
E o choro que vai caindo
Devagar, vai se sumindo
Como as águas vão pro mar
E o choro que vai caindo
Devagar, vai se sumindo
Como as águas vão pro mar”

É a riqueza do interior deste Brasilzão! É o valor da raça brasileira!

É muito importante lembrar a mais famosa parceria da música raiz nacional: Raul Tôrres e João Pacífico. Raul Tôrres, botucatuense que trabalhou na então Estrada de Ferro Sorocabana, era um poeta nato e um músico de mão cheia. “Moda da Mula Preta”, “Cabocla Tereza”, “Pingo D’Água”, “Chico Mineiro” são algumas das suas músicas que alcançaram sucesso nacional, com destaque especial para “Saudades de Matão”, cuja letra é comprovadamente de Raul Tôrres e a melodia atribuída a Jorge Galati e Antenógenes Silva.

A televisão precisa fazer uma matéria completa sobre esse importante período da música raiz, e lembrar das duplas Raul Tôrres e Florêncio e, depois, com o surgimento da dupla que ficou a mais famosa do país na música caipira: Tonico & Tinoco! 

O BLOG DO DELMANTO realizou ampla pesquisa sobre esse tema empolgante. No link http://blogdodelmanto.blogspot.com/2016/01/o-tropeirismo-e-as-novas-comitivas.html, temos todo o histórico do TROPEIRISMO, DA MÚSICA RAIZ E DAS NOVAS COMITIVAS. Vale a leitura !




julho 16, 2016

PIAPARA E SUA IGREJA, A ÁGUA MEDICINAL, MESTRE VINICIO E O ZÉ MARIA LEONEL...

PIAPARA E SUA IGREJA, A ÁGUA MEDICINAL, MESTRE VINICIO E O ZÉ MARIA LEONEL...


De Piapara são sempre lembrados os nomes do saudoso Mestre do Desenho e da Ilustração, o prof. Vinício Aloise e também do professor, escritor e conhecido comunicador da Rádio Municipalista, José Maria Benedito Leonel. Divulgaram e promoveram a antiga Alambari. Recentemente, noticiou-se o empenho do Zé Maria para que fosse asfaltada a estrada vicinal que liga Botucatu à Piapara...

RECADO: O asfaltamento da estrada que liga Botucatu a Piapara é possível. Existe verba estadual para essas estradas vicinais, BASTA TER VONTADE POLÍTICA!

Esse é o caminho. Já tentado várias vezes e em várias administrações. Mas a hora de Piapara há de chegar!
Este post é mais um apoio à definitiva inclusão de Piapara no planejamento turístico de Botucatu. É uma preciosidade que está isolada, exatamente, pela dificuldade de acesso.

IGREJA DE SÃO DOMINGOS – novamente em uma iniciativa corajosa e pioneira do TONINHO SANCHES, do “GRUPO DE CAMINHADAS PAPA-TRILHAS”, que há 10 anos organiza e realiza a “ROMARIA A PÉ DE SÃO DOMINGOS”, entre o Bairro Alto e Piapara, completando um percurso de 20 km, temos a divulgação do folheto em homenagem à IGREJA SÃO DOMINGOS, trazendo o histórico da vida de São Domingos e da atuação dos Frades Dominicanos por todo o mundo, inclusive na bela e bucólica Piapara (ex-Alambari).

Com a sua água comprovadamente medicinal, o saudoso mestre Agostinho Minicucci, quando se referia ao Aqüífero Botucatu/Guarani, lembrava de Paraguaçu Paulista que fez um grande empreendimento aproveitando as águas sulfurosas do Aqüífero Botucatu para banhos medicinais, piscina de água quente no seu moderno resort enquanto nós, dizia Agostinho Minicucci, continuamos a molhar os pés no ribeirão Lavapés...
 Vamos empreender em parceria com a iniciativa privada!
Vamos prestigiar PIAPARA! 
Para complementar um olhar completo sobre Piapara, vamos, a seguir, reproduzir dois posts deste Blog: “ALAMBARI/PIAPARA: O TURISMO RAIZ” (de 09/04/2014) e “JOSÉ BENEDITO LEONEL: O ROLANDO BOLDRIN DE BOTUCATU” (de 09/04/2014):

Alambari / Piapara: O Turismo Raiz!

Alambari em 1945, atual Piapara. Ilustração do saudoso Mestre Benedito Vinício Barreiros Aloise, feita para o seu livro “Uma História Desenhada”, 2007.
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          Há muito tempo se discute a importância do turismo no desenvolvimento de Botucatu.  E mais : discute-se a validade da assertiva de que o turismo é uma industria e que bem direcionado pode suprir as necessidades sócio-econômicas de um município.  Na Europa e nos Estados Unidos isso já é realidade há muitos anos.  Também no Brasil, nos últimos 15 anos, o turismo vem sendo tratado de forma empresarial, objetivando o lucro mas sem deixar de respeitar a ecologia  e as características próprias de cada região.
         O turismo empresarial tem se tornado mais visível no Norte e Nordeste do país.  Empreendimentos audaciosos, com aporte de capital estrangeiro, em parceria com empresários nacionais, tem sido a tônica dos últimos anos.  Encabeçados por Fortaleza, vão do Amazonas ao Rio Grande Norte e Natal.  Aliás, Fortaleza tem se revelado como a capital-surpresa do Brasil : levou o primeiro lugar entre as mais eficientes administrações públicas do Brasil, como a provar que o dinheiro público pode e deve ser bem gerido.  Ao mesmo tempo, mergulhou fundo no apoio ao turismo-empresa, valorizando e prestigiando a iniciativa privada.  A parceria com a iniciativa privada tem sido a principal característica desses empreendimentos no Norte e Nordeste do país.  O Poder Público entra apenas no disciplinamento e no apoiamento desses projetos junto aos Governos Estaduais e Federal e junto às Instituições de Crédito para que o necessário aporte de capital viabilize esses empreendimentos.
         No Estado de São Paulo, encontramos iniciativas nesse sentido, mas de forma isolada em algumas Prefeituras Municipais.  Santa Barbara do Rio Pardo, São Pedro, Barra Bonita, Avaré, Paraguaçu Paulista, Presidente Prudente e outras, tem procurado profissionalizar o turismo como forma efetiva de incentivar o desenvolvimento de seus respectivos municípios. 
         É difícil ?  Não tenham dúvidas de que é...  Mas é possível.  É viável !
         Nesse CENÁRIO como se situa a cidade de Botucatu ?!?  Simplesmente, não se situa...
         E que não se veja nessa afirmação uma crítica a quem quer que seja.  Simplesmente é uma constatação...

 O  PERFIL DE  BOTUCATU

         Há muito tempo vem se discutindo qual seria o PERFIL da cidade de Botucatu.  Qual a vocação de Botucatu???
         Botucatu teria um perfil industrial?  Acreditamos que não. Em que pese a presença de grandes empresas em nossa cidade , Botucatu não é um polo industrial como o são Diadema, Santo André, São Caetano, São Bernardo e mesmo Marília, Jaú ,Araraquara e Franca.  Os nossos 3 Ciclos Industriais estão a atestar essa afirmativa.  Sempre serão bem vindas industrias não poluidoras para a nossa cidade, mas Botucatu, com certeza não é um polo industrial.        É de outra INDUSTRIA que Botucatu está precisando : a Industria do Turismo!
         Sim, esse o caminho a seguir.
         Botucatu encontrando o seu perfil.  Botucatu encontrando a sua vocação.
         O  P E R F I L de Botucatu é o de um grande centro universitário, caracterizado pela excelência da qualidade de suas Unidades de Ensino e, também, um grande centro turístico, aproveitando o magnífico potencial que a natureza lhe agraciou.
         Botucatu possui em sua área territorial o Rio Tietê, a principal Hidrovia do país, conhecido entre nós como o Rio Bonito. Lá já há uma procura espontânea pelo lazer e pelo turismo. Mas é uma procura absolutamente desarticulada de qualquer orientação ou coordenação do Poder Público, como seria uma Política voltada para o Turismo.  Esse é um dos pontos que poderão ser objeto de estudos pela Prefeitura Municipal de Botucatu.  A implantação de um grande empreendimento turístico em área ainda preservada poderia ser sucesso garantido.  Sempre com a participação da iniciativa privada, a implantação de um Hotel  Resort, com certeza , seria um empreendimento que traria desenvolvimento e riqueza para o nosso município.  Isso quer dizer, em outras palavras, mais empregos para a nossa juventude e mais dinheiro girando no comércio local.

Na futura Avenida Turística, temos o Mirante da Cuesta e a visão privilegiada das Três Pedras.

         No entanto, Botucatu possui uma região privilegiada pela natureza.  Afora as nossas magníficas cachoeiras (ainda inexploradas), o Morro de Rubião Jr. (inexplorado turisticamente), a CUESTA que poderia ter a Avenida Turística (de Vitoriana até a Rod. Marechal Rondon, no "topo" da Cuesta), nós temos uma região muito especial : PIAPARA (Alambari), que possui toda a beleza própria do interior, com um povoado típico e,principalmente, possui uma das melhores e mais saudáveis águas de todo o Brasil.

 BALNEÁRIO E TERMAS DE PIAPARA

1936
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         Não é essa uma descoberta nossa.  Outros botucatuenses, de muita visão e amor a Botucatu, já sonharam muito com um empreendimento turístico em Piapara.  E não ficaram no sonho : mandaram examinar  a água e idealizaram um empreendimento adequado à época. Piapara era sempre escolhida para as festas da colônia italiana, para os encontros e confraternizações...

(revista PEABIRU nº09 -maio/junho/1998)
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         Em meados de 1936 (Há 77 anos atrás !!!) já se pensava em um empreendimento hoteleiro com estação de águas para Piapara. Todos os jornais botucatuenses publicaram no ano de 1936 o anúncio (a propaganda) publicitário que estamos reproduzindo como ilustração desta matéria.
         O Balneário "São Domingos" idealizado por Gastão Pupo, Trajano Pupo e Aluizio de Azevedo Marques possuía "água grandemente mineralizada, proveniente de um poço artesiano com 480 metros de profundidade. Efeito surpreendente no tratamento de enfermidades do Estomago, Nervos e Pele".     E os idealizadores do empreendimento não tinham conhecimento da existência do Aqüífero Botucatu/Guarani e nem sabiam que o IPT - Instituto de Pesquisas Técnológicas já vem estudando o assunto e comprovando  a qualidade dessa água subterrânea.  Na edição anterior da Revista PEABIRU, no artigo-reportagem sobre o Aqüífero de Botucatu, dizíamos que "...A água que jorra em Paraguaçu Paulista tem uma temperatura de 75 graus centígrados.  Tanto é assim, que o IPT está fazendo estudos para os que desejarem utilizar "o precioso líquido" em projetos turísticos no oeste do Estado.  Foz do Iguaçu já está experimentando esse "boom" : seus melhores hoteis estão perfurando poços artesianos para abastecer suas piscinas com água quente (com mil metros de profundidade tem-se água com temperaturas entre 40 e 60 graus centígrados)."

estação de Piapara
         A coordenação do sonhado empreendimento da Botucatu dos anos 30 era de Nello Pedretti, que previa em sua propaganda à população botucatuense "diversões - locais para pescarias e caçadas - passeios agradáveis -alimentação salutar - paisagens imponentes - piscina - leite puro - esportes - banhos em águas medicinais e de sol - cinemas".
         Na propaganda da água a mesma ênfase:
"S. Domingos" - Água Mineral Natural.  Bastante Alcalina, Sulfatada, Cloretada, Sulfidrica e Radioativa".
         E sem estarem na atual onda turística, promoviam Botucatu : " - Passe as suas férias em Botucatu - Cidade Ideal para Férias e Para Descanso".
É VIÁVEL  ? ! ? Basta ter vontade política e capacidade de coordenação junto a empresários do setor.
         É viável.  O Poder Público teria que oferecer o mínimo de infra-estrutura, ou seja, conseguir do Governo do Estado o asfaltamento da estrada vicinal que leva até Piapara.  Investir em termos de melhoria da infra-estrutura do povoado e BUSCAR a parceria com a iniciativa privada, propiciando o acesso dos empresários às linhas de financiamento que existem a nível do Governo Federal (EMBRATUR/BNDES).
            Esse é um caminho viável para que se dote Botucatu do tão almejado desenvolvimento.  A falta de dinheiro das Prefeituras e, por consequência, da Prefeitura de Botucatu é indiscutível... Daí a necessidade de muita criatividade e de se buscar o caminho que está viabilizando todos esses empreendimentos no Brasil : a parceria com a iniciativa privada.
          O BALNEÁRIO E TERMAS DE PIAPARA é um empreendimento viável !
         BOTUCATU  " é uma cidade ideal para férias e para descanso"... (AMD)
(Revista Peabiru nº 02 - Ano I - março/abril de 1997)

Zé Maria Benedito Leonel: o Rolando Boldrin de Botucatu...


"certas canções que ouço, cabem tão dentro de mim, que perguntar carece, como não fui eu que fiz...”

É sempre assim: uma frase, um artigo, uma musica, uma crônica ou um livro parecem ter saído do fundo da nossa alma. Será? Tem até uma canção do Milton Nascimento e do Tunai (irmão do João Bosco), chamada CERTAS CANÇÕES, cuja primeira frase reproduzimos acima, na abertura do artigo.

É isso, sim. Em uma crônica muito bem escrita, eu gostaria de poder dizer:
EI, AMIGO, ESTE ARTIGO É MEU!!!!
Mas o artigo, infelizmente, NÃO é meu. É artigo de origem registrada. Faz parte das crônicas do livro “APENAS UMA HISTÓRIA”, publicado em abril de 2007, com ilustrações do Prof. Vinício! O livro é o primeiro lançamento do José Maria Benedito Leonel, educador consagrado e comunicador tarimbado.

Zé Maria Leonel  e esposa em uma cavalgada

Eu que estava à época – após 25 anos – fechando o meu ciclo de participação e militância na ABL – Academia Botucatuense de Letras, uma das tarefas, das “lições de casa” que eu não consegui fazer com sucesso, foi levar o Zé Maria, como é chamado o escritor, para ingressar e enobrecer a ABL...

Amigo de infância, fizemos o ginásio juntos no La Salle, fizemos o Tiro de Guerra juntos, tivemos amigos e “sonhamos” com tantas morenas bonitas na mesma época que eu diria, sem errar, que o Zé Maria foi e é um amigo para ser guardado para sempre...Seguimos caminhos diversos: ele, Educador; eu, Advogado, com militância cívica...Mas ambos sonhadores e “apaixonados” pela cidade de Botucatu de um modo geral e, ele, de modo especial, por sua “Piapara”. O Zé Maria tem a alma do caboclo da nossa região. Escreve como o caboclo fala. Ele é – em minha opinião de escritor – o “nosso” Rolando Boldrin. E o artigo que eu gostaria de ter escrito, diz o seguinte:

“Agora já sei que o tempo não para, que o dia que passo não vorta mais. Agora já sei que a vida engana a gente. Tudo vai embora: o tempo da criança, a mocidade, as canturia, as varsa que dancemo, as sabedoria das prosa, os laços arrebentados pelo tempo, os agrados, os desafetos.
Tudo vai embora. Vai embora a vaidade, a arrogância, o poder. A vida vai quebrando o nosso orgulho, domando nossas valentia, acomodando nossos repente, silenciando as cordas da viola Tudo vai embora. Vai embora a força do braço e do abraço. Vai embora as certezas que a gente defendia. Nada é tão certo assim, tão verdadeiro assim. Quem acha que é, que fique achando. Eu também já achei e não acho mais. Tudo vai embora. Na memória da gente vai ficando sobras, vurtos...”
E conclui: “O que é a vida da gente? Até onde a gente é dono das rédea, troteando os dia de acordo com o nosso querê? Até onde o destino tem que sê cumprido? Que hora é a hora de muda a sorte, escolhê outra estrada, anda por outros ataio?”

São trechos que escolhi. Que beleza! Quanta brasilidade, não é mesmo?!?
Finalizando, a FRASE QUE EU GOSTARIA DE TER ESCRITO, saída da sabedoria do sempre mestre Agostinho Minicucci:

”A mãe-pátria é a nossa cidade, no sentido de que elas, as cidades, as vilas, as fazendas compõem o país. Quem ama o seu torrão natal é um grande patriota, que idolatra o seu berço para enaltecer a grandiosidade da nação... Antes de vivermos para nós mesmos é preciso que vivamos para a nossa Pátria e ela se chama Botucatu.”

E para encerrar estas reminiscências tão saborosas, ficamos com a música “Tristeza do Jeca”, de autoria de Angelino de Oliveira, feita especialmente para a cidade de Botucatu, a cidade que escolhera como sua...pra sempre...É considerada a melhor música do cancioneiro raiz brasileiro.
ANGELINO DE OLIVEIRA

“TRISTEZA DO JECA”, de Angelino de Oliveira, com Tonico &Tinoco/ ouça aqui
Tristeza do Jeca
de Angelino de Oliveira, com
Tonico & Tinoco

Nestes versos tão singelos
Minha bela, meu amor
Prá você quero contar
O meu sofrer e a minha dor
Eu sou como um sabiá
Que quando canta é só tristeza
Desde o galho onde ele está
Nesta viola canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira-chão
Todo cheio de buracos
Onde a lua faz clarão
Quando chega a madrugada
Lá no mato a passarada
Principia um barulhão
Nesta viola, canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
Lá no mato tudo é triste
Desde o jeito de falar
Pois o Jeca quando canta
Dá vontade de chorar
E o choro que vai caindo
Devagar vai-se sumindo
Como as águas vão pro mar.




julho 15, 2016

A Magia e o Sucesso do Turismo Raiz em Botucatu !

A Magia e o Sucesso do Turismo Raiz em Botucatu !



É  muito importante o apoio e a divulgação do TURISMO RAIZ DE BOTUCATU!

A publicação oficial da prefeitura e da iniciativa privada  de "SABORES DA CUESTA", trazendo os principais locais onde o botucatuense e o visitante possam encontrar a autêntica comida caipira servida com a generosidade também típica da nossa região, já é um positivo sucesso. 

O "GRUPO DE CAMINHADAS PAPA-TRILHAS", sob o comando competente do TONIHO SANCHES, há muito tempo vem alicerçando a divulgação e a construção do turismo em nossa região, a região da CUESTA DE BOTUCATU.

Essa publicação, em parceria com a prefeitura municipal, é muito positiva. E, por oportuno, transcrevo, abaixo, matéria deste Blog referente ao turismo. Vale a leitura:



Os Tropeiros, o Turismo Raiz

e as Novas Comitivas...


(de Benedicto Calixto – Rancho Grande (dos Tropeiros)

Antes das estradas de ferro, e muito antes dos caminhões, o comércio de mercadorias era feito portropeiros, nas regiões onde não havia alternativas de navegação marítima ou fluvial para sua distribuição. As regiões interioranas, distantes do litoral, dependeram durante muito tempo desse meio de transporte por mulas. Desde fins do século XVII, as lavras mineiras, por exemplo, exigiram a formação de grupos de mercadores no comércio interiorano. Inicialmente chamados de homens do caminho, tratantes ou viandantes, os tropeiros passaram a ser fundamentais no comércio de escravos, alimentos e ferramentas dos mineiros. Longe de serem comerciantes especializados, os tropeiros compravam e vendiam de tudo um pouco: escravos, ferramentas, vestimentas etc. A existência do tropeirismo estava intimamente relacionada ao ir-e-vir pelos caminhos e estradas, com destaque para aEstrada real -- via pela qual o ouro mineiro chegou ao porto do Rio de Janeiro e seguiu para Portugal. O constante movimento, o ir-e-vir das tropas, não só viabilizou o comércio como também se tornou elemento chave na reprodução econômica do tropeirismo.

TROPEIRO

Tropeiro é a designação dada aos condutores de tropas,assim designadas as comitivas de muares, e cavalosentre as regiões de produção e os centros consumidores, a partir do século XVII no Brasil pelos Bandeirantes. Mais ao sul do Brasil, também são conhecidos como carreteiros, pelas carretas com as quais trabalhavam.
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Revista Hippus (Edição nº 42, de março/83, páginas 40 e 41, com o título de"Tropeirismo em Botucatu")


Num sentido mais amplo também designa o comerciante que comprava tropas de animais para revendê-las, e mesmo o"tropeiro de bestas" que usava os animais, para além de vendê-los, transportar outros gêneros para o comércio nas várias vilas e cidades pelas quais passava.

Além de seu importante papel na economia, o tropeiro teve importância cultural relevante como veiculador de ideias e notícias entre as aldeias e comunidades distantes entre sí, numa época em que não existiam estradas no Brasil.

Um dos marcos iniciais do tropeirismo foi quando aCoroa Portuguesa instalou em 1695 na Vila de Taubaté, a Casa de Fundição de Taubaté, também chamada de Oficina Real dos Quintos. A partir de então, todo o ouro extraído das Minas Gerais deveria ser levado a esta Vila e de lá seguia para o porto de Parati, de onde era encaminhado para o reino, via cidade do Rio de Janeiro.

Ao longo das rotas pelas quais se deslocavam, ajudaram a fazer brotar várias das atuais cidades do Brasil. As cidades deTaubaté, Sorocaba, Viamão, Santana de Parnaíba, Castro, Cruz Alta e São Vicente são algumas das pioneiras que se destacaram pela atividade de seus tropeiros.(Wikipédia, a enciclopédia livre)


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TURISMO RURAL/TURISMO RAIZ/REGISTRO HISTÓRICO/PARTE I/leia aqui

TURISMO RURAL/TURISMO RAIZ/REGISTRO HISTÓRICO/PARTE II/leia aqui

As Novas Comitivas

A exploração das áreas de antigas fazendas, sítios e Vilas Rurais para atividades turísticas está sendo tratada com a seriedade própria de empresários que sabem que aí está um filão muito pouco explorado e que pode render muito para regiões que entraram em decadência após o ciclo produtivo de seu meio rural. Muitas Prefeituras, com a ajuda e orientação do Sebrae, promovem seminários e fornecem orientação e assessoria aos interessados em ingressar nesse novo ramo empresarial.

Assim, procurando definir o perfil rural de uma típica cidade que vivenciou o Tropeirismo, é que fomos buscar na história de Botucatu, os elementos para que possa ser"adotado" o novo conceito das NOVAS COMITIVAS. E para que possamos planejar o nosso turismo ruralexplorado empresarialmente é preciso que o Poder Públicoestabeleça as regras para o trabalho em parceria com a iniciativa privada.

Além de visitação a tudo o que tenha em termos da cultura de café, como o Museu do Café e as antigas Fazendas , é preciso que se tenha um projeto inicial para a exploração empresarial do turismo rural, do turismo-raiz na cidade de Botucatu/SP.

A idéia das Novas Comitivas surgiu exatamente para incorporar a tradição rural de Botucatu que é tipicamente RAIZ na atuação dos tropeiros e das comitivas do passado.

Assim, somando à atuação das comitivas temos a música sertaneja-raiz, a chamada música caipira, mais uma vez Botucatu é privilegiada: os maiores expoentes da implantação e divulgação da música caipira são de Botucatu. Os nomes de Angelino de Oliveira, Raul Torres e Serrinha, estão gravados definitivamente na história da musica caipira, da música sertaneja-raiz.


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Nas matérias TURISMO RURAL/TURISMO RAIZ – PARTES I e II, nos links citados, temos todo o histórico do Tropeirismo, das Comitivas e da verdadeira Música Raiz.