RUI BARBOSA: O BRASIL DO FUTURO!!!
"De tanto ver triunfar as nulidades;
De tanto ver crescer as injustiças;
De tanto ver juntarem-se os poderes
nas mãos dos maus;
De tanto ver o caráter diminuir-se
da virtude;
O homem chega a rir-se da honra e
envergonhar-se de ser honesto".
RUI BARBOSA
Quando estamos a quase um ano das eleições presidenciais de 2014, nada melhor do que repassar e memorizar a postura daquele que era considerado o “maior brasileiro vivo” e, hoje, considerado como o único que poderia ter sido um Presidente Estadista!
Rui Barbosa. Fez a 1ª Constituição da República e em suas campanhas presidenciais NUNCA aceitou o “cabresto” do Partido Republicano. Muito menos o "mando" dos Militares, tanto que sua campanha foi chamada de "Campanha Civilista!" A “máquina” conseguiu derrotá-lo: as eleições ainda eram manipuladas, com cédulas adrede distribuídas e sob o comando do famoso PR. Hoje, ninguém se recorda dos dois que se elegeram presidente contra Rui Barbosa, mas todos tem orgulho desse brasileiro que soube honrar o Brasil e os chamados países em desenvolvimento na Reunião Internacional de Haia (Holanda). Na ocasião, enfrentou o chanceler alemão e o chanceler inglês, pregando a igualdade das Nações e o direito de decidirem os seus respectivos destinos...
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Dia da Cultura e Dia de Rui Barbosa!/ leia aqui
1ª Constituição da República/ leia aqui
AS DUAS CANDIDATURAS DE RUI
“Disputou a Presidência em 1910, num movimento popular sem precedentes (maior até que esse que está nas ruas e na TV), que ele e o que existia de opinião pública chamaram de “Campanha Civilista”. Rui enfrentou as três maiores forças do País: Exército, Igreja, Partido Republicano.
Chegou muito perto do vencedor, que tinha tudo isso e mais a máquina do Poder: o adversário, ministro da Guerra, general Hermes da Fonseca (sobrinho do marechal Deodoro), apoiado pelo presidente Nilo Peçanha.
Em 1914, nova candidatura presidencial de Rui, que já era tido e havido como o “maior brasileiro vivo”. Como sempre, independente. O país continuava com um único partido, o Republicano. Pinheiro Machado, que dizia que fazia e desfazia presidentes (menos a ele mesmo), jamais conseguiu. Procurou Rui, os dois eram senadores.
Fez a proposta: “Rui, o Partido Republicano quer lançar a tua candidatura, você estará eleito. Só temos um pedido, a reforma da Constituição. Rui ouviu, pediu três dias para responder. Pinheiro concordou, brincou, “faltam seis meses”.
Rui Barbosa não esperou tanto. Foi para a tribuna, denunciou tudo: “Estou RENUNCIANDO à minha candidatura presidencial, o senador Pinheiro Machado quer que eu seja candidato único pelo Partido Republicano, em troca de concordar com a REFORMA DA CONSTITUIÇÃO, que ainda não completou 23 anos?”. (De 1891 até esse ano de 1914). Deixou de ser presidente, por convicção.
EM 1919, a última candidatura, contra Epitácio Pessoa, que estava em Paris, descansando, depois de representar o Brasil na rendição incondicional da Alemanha, em Versalhes, 11 de novembro de 1918. Epitácio não precisou voltar ao Brasil, uma emenda constitucional permitia. Rui morreria logo, em 1923, sem ter sido presidente. Teria sido o único presidente estadista de nossa História”.
(Tribuna da Imprensa – 29/06/2013)


