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abril 29, 2016

ENSAIO SOBRE UM IMPEACHMENT - por ROBERTO DELMANTO


ENSAIO SOBRE UM IMPEACHMENT
               
                                   (Roberto Delmanto)





O Brasil foi, como diz a música de Jorge Benjor, “abençoado por Deus”. Sem terremotos, maremotos, vulcões ou tornados, com enormes riquezas naturais, extensa costa e a maior parte da Amazônia, tem um povo bom, alegre e otimista, que costuma contagiar os estrangeiros que nos visitam.

As elites que desde sempre o governaram, transformaram-no, entretanto, em um dos países socialmente mais injustos do mundo, hoje, sem dúvida, nosso maior drama. E quando um operário tornou-se Presidente da República e depois foi sucedido por uma ex-subversiva, tais elites jamais aceitaram.
Por outro lado, houve aqueles que acreditaram que subia ao poder um partido com ideologia, voltado aos mais pobres, e que seria um diferencial, inclusive moral e eticamente, no nosso quadro político. Esqueceram-se, todavia, da natureza humana. Se os mais afortunados foram em geral corruptos na vida pública, foi ingênuo acreditar que os mais pobres seriam diferentes.
Com efeito, a par da inegável ascensão das classes menos favorecidas, através de programas sociais reconhecidos internacionalmente, a corrupção mostrou-se endêmica.
Surpresa com a revelação dos imensos valores surrupiados, principalmente na Petrobrás, a população indignou-se. Aos que nunca haviam aceito a subida da esquerda ao poder, somaram-se aqueles que com que ela se decepcionaram. A situação agravou-se com a crise econômica, geradora de crescente desemprego, certamente um dos maiores flagelos sociais.
Apesar da Presidente Dilma ter apoiado todas as investigações em curso, dando absoluta independência à Polícia Federal, de nada adiantou. Como um tsunami, a população, principalmente das classes média e alta, foi às ruas. Os mais pobres, muitos igualmente frustrados, demoraram a reagir, só o fazendo quando se aperceberam que, caso a direita assuma o poder, suas conquistas sociais poderão estar ameaçadas.

Veio, então, o pedido de impeachment, subscrito por ilustres juristas. Aceito por um Presidente da Câmara denunciado criminalmente no STF, mas com grande influência entre seus pares, com apoio da mídia e da classe empresarial o processo foi admitido.

No Senado, segundo a imprensa, dá-se por certo a abertura do processo. Alguns senadores, esquecendo-se de que deveriam comportar-se como juízes, antes de ouvirem as provas e a defesa, já se pronunciam publicamente, não só pelo início do processo como também pela condenação da Presidente.
A tudo, somam-se as traições de aliados, a quem a história não costuma perdoar. Dante Alighieri, em sua imortal Divina Comédia, coloca os traidores no último Círculo do Inferno, o nono, ao lado de Judas e Brutus. Na época das caravelas, quando um barco estava prestes a afundar, os primeiros que o abandonavam eram os ratos. A comparação, embora dura, é válida, ao vermos partidos e políticos até há pouco ocupantes de ministérios e altos cargos, ou responsáveis pela indicação de seus titulares, abandonarem o governo.

A Presidente, ex-presa política submetida a torturas na mocidade pela ditadura militar, estoicamente resiste. Aliás, duas qualidades não lhe podem ser negadas: a honestidade, não maculada pelas dezenas de delações premiadas, e a coragem, que Aristóteles considerava a maior delas, porque é a que garante as outras.
Se o desfecho lhe for desfavorável, restará sempre o Supremo Tribunal Federal, guardião maior da Constituição e último escudo dos perseguidos.
Ao contrário de alguns, penso que ao Pretório Excelso caberá examinar não apenas o aspecto formal do processo de impeachment, mas também o seu mérito, para dizer se os crimes de responsabilidade imputados são típicos, ou seja, se encaixam nos tipos legais.

Isto porque, a meu ver, tal processo não é só político, como se apregoa, mas também jurídico. Tanto isso é verdade que, à semelhança do júri popular, em que os jurados são leigos, mas a presidência é de um juiz de direito, no impeachment, os julgadores, no caso senadores, terão como presidente o Chefe do Poder Judiciário.

E, a exemplo dos jurados, ao final do julgamento, deverão responder a quesitos específicos, ou seja, se a Presidente cometeu ou não determinados crimes de responsabilidade.
O processo será longo e doloroso, como já vem sendo, para a Presidente e para o país, mas nele, a ampla defesa, o contraditório e a paridade de armas, cláusulas pétreas de nossa Constituição, deverão ser plenamente respeitados, como é de rigor em um Estado de Direito Democrático.

Independente de seu resultado, parece-me que no fim do túnel somente uma luz, embora tênue, aparece: o parlamentarismo, exitoso no Brasil Império e capaz de evitar crises políticas prolongadas como a presente.

março 30, 2016

DATA MAXIMA VENIA, IMPEACHMENT SEM CRIME DE RESPONSABILIDADE É GOLPE, SIM SENHOR!!!

Data Venia.

Data Maxima Venia!


IMPEACHMENT sem CRIME DE RESPONSABILIDADE da Presidente da República 
É GOLPE, SIM!

EDITORIAL




Como CIDADÃO e ADVOGADO não poderia ficar calado quando se pratica a politicagem e se viola a Lei.

NÃO votei na presidente Dilma Rousseff e NÃO votei no tucano Aécio Neves, minha opção foi por uma nova política para o Brasil (logdodelmanto.blogspot.com.br/2014/08/novo-olhar-na-politica.html).
NÃO defendo a presidente Dilma e NÃO apoio a manobra urdida pela Oposição para chegar rápido ao Poder!

Mas DEFENDO a nossa CONSTITUIÇÃO e ela é clara, somente com a pratica de CRIME DE RESPONSABILIDADE, na vigência de seu mandato, é que o Presidente da República pode ser enquadrado E IMPEDIDO!   As chamadas “pedaladas fiscais” que são objeto do pedido de Impeachment são as referentes a 2015, que ainda NÃO foram apreciadas pelo TCU e nem pelo Congresso Nacional. Sempre lembrando que os ex-presidentes Lula, FHC, Itamar, Collor e Sarney praticaram essas mesmas "pedaladas fiscais"...

FALÁCIA!  FALÁCIA!  FALÁCIA!  FALÁCIA!

Na inconsistente argumentação da oposição são usadas as opiniões de juristas e de Ministros do STF na apreciação generalizada do IMPEACHMENT, ou seja, se é ele CONSTITUCIONAL ou não! Claro que todos afirmam que o IMPEACHMENTE NÃO É  GOLPE, eis que expressamente previsto na CONSTITUIÇÃO!

Ora, qualquer cidadão sabe que o IMPEACHMENT É CONSTITUCIONAL... O que É GOLPE é processar o IMPEACHMENT sem que haja CRIME DE RESPONSABILIDADE!!!

OS JURISTAS DA OPOSIÇÃO (?) JURISTAS?!?!?!


O advogado e professor Miguel Reale Júnior, filho do grande jurista MIGUEL REALE, foi meu professor na Faculdade de Direito da USP, em algumas aulas, substituindo o saudoso professor Manoel Pedro Pimentel, de Direito Penal. Hoje, ele é professor de Direito Penal, tendo a Dra. Janaína como professora integrante do Departamento de Direito Penal. NEM UM e NEM OUTRO são considerados especialistas em Direito Constitucional!

OS MINISTROS DA JUSTIÇA DE FHC

Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Ministério da Justiça passou por uma “alta rotatividade” no seu comando... Desde o conhecido jurista José Carlos Dias, passando por José Gregori, Nelson Jobim, Miguel Reale Júnior, sendo que até o atual presidente do Senado, Renan Calheiros foi MINISTRO DA JUSTIÇA de FHC... tendo o senador Jucá como líder do governo FHC, o mesmo Jucá (http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2011/07/romero-juca-esse-e-profissional.html) que, ontem, anunciou a “fuga” do PMDB do governo federal, como se o PMDB e o vice-presidente Michel Temer não fossem PARCEIROS da presidente Dilma e do PT!

RESUMINDO   RESUMINDO   RESUMINDO

Desde o resultado das eleições de 2014 que a chamada oposição não faz outra coisa que querer um TERCEIRO TURNO e chegar ao Poder no TAPETÃO!!!

Preparem um bom candidato para 2018 e apresentem um PLANO DE GOVERNO para o Brasil que a população brasileira saberá eleger um ESTADISTA para levar a PÁTRIA AMADA a um governo autossustentável, respeitando o ESTADO DE DIREITO e SOB O IMPÉRIO DA LEI!

Data venia!

DATA MAXIMA VENIA!!!

IMPEACHMENTE SEM CRIME DE RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA É GOLPE, SIM SENHOR!!!

setembro 28, 2012

Fernando Colllor: 20 anos após a renúncia e queda!

RENÚNCIA E QUEDA!!!
Fernando Affonso Collor de Mello (Rio de Janeiro, 12 de agosto de 1949) é um político, jornalista, economista, empresário e escritor brasileiro, tendo sido prefeito de Maceió de 1979 a 1982, governador de Alagoas de 1987 a 1989, deputado federal de 1982 a 1986, 32º presidente do Brasil, de 1990 a 1992, e senador por Alagoas de 2007 até a atualidade. Foi o presidente mais jovem da história do Brasil, ao assumir o cargo, na época com 40 anos de idade, e também o primeiro presidente eleito por voto direto do povo, após o Regime Militar (1964/1985). Antes destas eleições, a última vez que o povo brasileiro elegeu um presidente pelo voto direto, foi em 1961, com a eleição na época do candidato Jânio Quadros, como presidente eleito.(Wikipedia). Inocentado pelo Supremo Tribunal Federal da acusação de corrupção passiva, em 1994, Collor teve de aguardar, porém, o prazo previsto para readquirir o direito a concorrer a um cargo público.
Essa introdução histórica nos mostra como foi meteórica a ascensão de Collor na política brasileira. E como teve sorte. Contando com o apoio da poderosa Rede Globo, conseguiu derrotar seu adversário, Luís Ignácio da Silva (Lula), obtendo 35 milhões de votos contra 31 milhões de votos.
A foto de Jânio Quadros, que renúnciou à presidência e a capa da Veja mostrando Collor na mesma pose de Jânio revela a grande coincidência entre os dois: ambos governaram sem maioria no Congresso Nacional. Caso tivessem uma bancada majoritária a história teria sido diferente. Destacando que Jânio renúnciou para tentar voltar nos braços do povo e, Collor, caiu por impeachment que completa, ano dia 29 de setembro, 20 anos!
Em 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovou a perda do cargo do ex-presidente, marco do processo que levou à renúncia e perda dos direitos políticos de Collor por oito anos. Um dos principais fatos políticos na história do Brasil.
Após 2 anos de sua eleição, Collor viu ruir todo o seu governo, com os caras pintadas (última mobilização da juventude brasileira) exigindo o seu impeachment...
Mesmo tendo tomado medidas para a modernização do país, como a abertura aos produtos estrangeiros, forçando a indústria nacional a modernizar-se, rompendo a fase de produção “das carroças nacionais”, como ele definia o atraso da então indústria automobilística do Brasil. O outro lado, o lado “obscuro” manobrado pelo famoso PC Farias veio à tona pela denúncia fantástica do próprio irmão do presidente, Pedro Collor. Foi o seu final trágico !
Teve seus direitos políticos suspensos por 8 anos, apesar de sua renúncia antes da decisão do Congresso. Saiu pomposo, batendo o pé, ao lado de Rosana Collor... A história já estava escrita e seu destino traçado: o obscurantismo... Até de mulher trocou. Elegeu-se Senador, pelo PTB e, hoje, é um fiel aliado do ex-presidente Luís Ignácio Lula da Silva a quem derrotara em 1990. É registro histórico!

maio 24, 2011

ERA UMA VEZ EM BRASÍLIA...

ERA UMA VEZ EM BRASÍLIA... (nos seus tapetes vermelhos e poderosos)

Frase do Dia:
“Confio plenamente na integridade do ministro Palocci”.”
Deputado Paulo Maluf (PP-SP)
(Blog do Noblat)

Não adianta, caiu na boca do povão: É ele! É ele! É ele!
O ex-deputado federal e ex-ministro chefe da casa civil de Lula, o agora cassado em seus direitos políticos e atuante e próspero homem de negócios, José Dirceu, é um dos apontados como responsável por tudo o que está passando o atual chefe da casa civil da presidenta Dilma. Seria o FOGO AMIGO?!?!

Dilma diga alguma coisa/Blog do Noblat/aqui

As “conversas” palacianas dizem que há uma luta interna – luta brava! – entre as inúmeras correntes do PT. Dizem que na queda do Zé Dirceu que foi dramática por causa do “mensalão” e acabou com o ex-ministro chefe da casa civil levando a famosa bengalada de um velhinho, que o então ministro da fazenda, Antonio Palocci, não só não ajudou como deixou vazar fatos que empurraram de vez Zé Dirceu para fora do governo e da vida pública...



Velhinho dá bengalada em Zé Dirceu/Augusto Nunes/veja e leia aqui

A Câmara dos Deputados já blindou o Palocci. O deputado federal Paulo Maluf defendeu o ministro. Há uma movimentação a favor do “abafamento” do caso Palocci !




Maluf defende Palocci/leia aqui

Temer defende Palocci e diz que é lobby/leia aqui

Mas a ordem da cúpula do PT é ABAFAR! Durante a campanha política a coordenação coube a três auxiliares: José Eduardo Cardozo, José Eduardo Dutra e Antonio Palocci. A presidenta Dilma os chamava carinhosamente de os 3 porquinhos. Eles deram o ritmo da campanha, garantiram a retaguarda econômica, fizeram o relacionamento com os políticos das outras legendas, enfim, foram os comandantes da vitória petista em 2010.



A história dos 3 porquinhos da presidenta Dilma/aqui

Agora as acusações pesadas pelo enriquecimento espetacular de Palocci em apenas um ano (2010, o ano da eleição presidencial). Nada de se fazer comparações com PC Farias e outros menos votados (ex-chefes de campanhas políticas e responsáveis pelo ($) caixa). Mas a situação de Palocci é diferenciada. Ele conta com o apoio expresso do PT e da presidência da república. Mas, mais importante, é que o governo tem AMPLA MAIORIA NO CONGRESSO (Câmara e Senado)! Dizem as más línguas que se o Collor não fosse “marrento” e tivesse um bom relacionamento com o Congresso, NÃO teria havido o “impeachment” de Collor e nem o PC Farias teria sido descoberto...

Hélio Fernandes da Tribuna da Imprensa analisa Palocci/leia aqui

Senador Jarbas Vasconcelos pede a renúncia do Ministro Palocci/leia aqui

BOMBA! BOMBA! BOMBA:
Tinha um amigo político que dizia que “em política só não vira vaca voar...” Até o Carlos Heitor Cony aborda esse tema em sua coluna de domingo da Folha de São Paulo (21/05). Pois é, ainda as más línguas que transitam pelos tapetes vermelhos e poderosos de Brasília estão levantando uma tese curiosa: por conta de tudo que está acontecendo (Palocci, pneumonia da presidenta, livro apoiado pelo MEC da pedagogia “sem-vergonha” e daquela “falta angustiante” do Poder) a Presidenta Dilma RENUNCIARIA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. O vice-presidente (me acorda do pesadelo!) Michel Temer FICARIA 2 A 3 MESES NA PRESIDÊNCIA e convocaria novas eleições presidenciais, de acordo com a Constituição. E quem voltaria nos braços do povo?

Ficção não científica/Carlos Heitor Cony/Interessante/leia aqui

QUEM ? QUEM ? QUEM ?
ELE: Luiz Inácio Lula da Silva
Repetindo: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA !

Obs.: No blog àqueimaroupa, o ainda presidente Lula disse (20/12/2010) que “não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária”. E concluiu para quem quisesse ouvir: “vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer”.
Fica a pergunta: qual seria a hora certa?!?!