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setembro 17, 2017

Ah, o Amor, o Amor Primavera...

Ah,  o Amor, o Amor Primavera...



Rancho das Namoradas/ ouça aqui

“Acorda, que lindo...
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu.”
(Ary Barroso e Vinicius de Moraes)


Às vésperas da PRIMAVERA é bom relembrar a parceria de Vinicius de Moraes e Ary Barroso. O nosso poeta teve muitas parcerias mas com Ary Barroso ficou marcada a linda canção “Rancho das Namoradas”. É um hino ao amor:

Rancho Das Namoradas
(Vinicius de Moraes/Ary Barroso)


Já vem raiando a madrugada
Acorda, que lindo
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu
O véu das nuvens que esvoaçam
Que passam pela estrela a morrer
Parecem nos dizer que não existe beleza maior do que o amanhecer
E no entanto maior, bem maior do que o céu
Bem maior do que o mar, maior que toda natureza
É a beleza que tem a mulher namorada
Seu corpo é assim como aurora ardente
Sua alma é uma estrela inocente, seu corpo uma rosa fechada
Em seus seios pudores renascem das dores
De antigos amores que vieram mas não era
Um amor que se espera, o amor primavera
São tantos os encantos que para os comparar
Nem mesmo a beleza que tem as auroras do mar

junho 11, 2017

12 de Junho - DIA DOS NAMORADOS (Amor Primavera)

AMOR PRIMAVERA!


Rancho das Namoradas/ ouça aqui

“Acorda, que lindo...
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu.”
(Ary Barroso e Vinicius de Moraes).



Às vésperas do Dia dos Namorados é bom relembrar a parceria de Vinicius de Moraes e Ary Barroso. O nosso poeta teve muitas parcerias mas com Ary Barroso ficou marcada a linda canção “Rancho das Namoradas”. É um hino ao amor:

Rancho Das Namoradas
(Vinicius de Moraes/Ary Barroso)

Já vem raiando a madrugada
Acorda, que lindo
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu
O véu das nuvens que esvoaçam
Que passam pela estrela a morrer
Parecem nos dizer que não existe beleza maior do que o amanhecer
E no entanto maior, bem maior do que o céu
Bem maior do que o mar, maior que toda natureza
É a beleza que tem a mulher namorada
Seu corpo é assim como aurora ardente
Sua alma é uma estrela inocente, seu corpo uma rosa fechada
Em seus seios pudores renascem das dores
De antigos amores que vieram mas não era
Um amor que se espera, o amor primavera
São tantos os encantos que para os comparar
Nem mesmo a beleza que tem as auroras do mar

junho 18, 2016

Quem diria: não sou CUPIDO mas atirei a flecha...rsrsrs

Quem diria: não sou CUPIDO mas atirei a flecha...rsrsrs


Rosemary Ventura disse...
Antes de conhecê-lo era sua fã de carteirinha. Fui conhecer o Bar Jogral e quando o vi pedir para ele cantar "Rancho das namoradas". Resultado: Estamos casados há 45 anos. Foi um tempo fértil de boas músicas. Inesquecível. Muito grata por esta postagem, Delmanto. Estamos fora da mídia vivendo em Guarapari/ES. Vou acompanhar o seu blog. Um abraço.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjx9AHM-spbc2m_VHHqb8gPQJ7xf7JNAYXg_GFV-MifPkP_hlRoyz8S9E4AXbzlIv3jh5Rw_wHnxqTO6hmBtODSn6SSyrVscHIJ-V2EQ2QS6bQ7MFRc5hKnCuDUCjDgMV4Xn4aBDOywSbQ/s35/vc.JPG
Delmanto disse...
Valeu, Rosemary. Seu comentário enriquece a minha matéria. Que bom que sua história com o Geraldo Cunha tenha começado com a música "Rancho das Namoradas". A minha geração foi fã de Geraldo Cunha. Um referencial na canção brasileira. Um grande abraço no Geraldo Cunha e em você. Sucesso. Saúde. Felicidades. Já somos amigos virtuais. 

RESUMINDO: HÁ 45 ANOS ( OU + OU -) NA SAUDOSA CASA DE SHOWS “O JOGRAL”, NA RUA AVANHANDAVA, EU PEDIA AO GERALDO CUNHA QUE CANTASSE “O RANCHO DAS NAMORADAS”, E VEJAM NO QUE DEU...
Leiam a matéria “GERALDO CUNHA: BOSSA & PRIMAVERA” no link abaixo: http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2014/09/geraldo-cunha-bossa-primavera.html





junho 11, 2015

12 de Junho: Amor Primavera!

AMOR PRIMAVERA!


Rancho das Namoradas/ ouça aqui

“Acorda, que lindo...
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu.”
(Ary Barroso e Vinicius de Moraes)


Às vésperas do Dia dos Namorados é bom relembrar a parceria de Vinicius de Moraes e Ary Barroso. O nosso poeta teve muitas parcerias mas com Ary Barroso ficou marcada a linda canção “Rancho das Namoradas”. É um hino ao amor:

Rancho Das Namoradas
(Vinicius de Moraes/Ary Barroso)

Já vem raiando a madrugada
Acorda, que lindo
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu
O véu das nuvens que esvoaçam
Que passam pela estrela a morrer
Parecem nos dizer que não existe beleza maior do que o amanhecer
E no entanto maior, bem maior do que o céu
Bem maior do que o mar, maior que toda natureza
É a beleza que tem a mulher namorada
Seu corpo é assim como aurora ardente
Sua alma é uma estrela inocente, seu corpo uma rosa fechada
Em seus seios pudores renascem das dores
De antigos amores que vieram mas não era
Um amor que se espera, o amor primavera
São tantos os encantos que para os comparar
Nem mesmo a beleza que tem as auroras do mar

junho 08, 2014

"A beleza que tem a mulher namorada...", por Vinicius de Moraes


AMOR PRIMAVERA!


Rancho das Namoradas/ ouça aqui

“Acorda, que lindo...
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu.”
(Ary Barroso e Vinicius de Moraes)


Às vésperas do Dia dos Namorados é bom relembrar a parceria de Vinicius de Moraes e Ary Barroso. O nosso poeta teve muitas parcerias mas com Ary Barroso ficou marcada a linda canção “Rancho das Namoradas”. É um hino ao amor:

Rancho Das Namoradas
(Vinicius de Moraes/Ary Barroso)

Já vem raiando a madrugada
Acorda, que lindo
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu
O véu das nuvens que esvoaçam
Que passam pela estrela a morrer
Parecem nos dizer que não existe beleza maior do que o amanhecer
E no entanto maior, bem maior do que o céu
Bem maior do que o mar, maior que toda natureza
É a beleza que tem a mulher namorada
Seu corpo é assim como aurora ardente
Sua alma é uma estrela inocente, seu corpo uma rosa fechada
Em seus seios pudores renascem das dores
De antigos amores que vieram mas não eram
Um amor que se espera, o amor primavera
São tantos os encantos que para os comparar
Nem mesmo a beleza que tem as auroras do mar

outubro 06, 2013

100 Anos de Vinicius de Moraes !!!

“De todos nós (poetas),Vinicius foi o único que viveu poeticamente
                     CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

 Consagrado no Sambódromo pela Escola União da Ilha - Helô Pinheiro: a Garota de Ipanema
Vinicius de Moraes e sua musa inspiradora: Helô Pinheiro.
Vinicius de Moraes foi o meu primeiro contato com a poesia do amor juvenil e com a música do amor verdadeiro. Adolescente, interno em São Paulo, eu me descobri na música “Chega de Saudade”, na voz de João Gilberto. Num ritmo diferente, gostoso, num tom envolvente e com uma letra apaixonante... Era letra de Vinicius e melodia de Tom Jobim. Foi o primeiro LP de João Gilberto com a música que marcava o surgimento da Bossa Nova.
Era o ano de 1959, o mundo e o Brasil estavam experimentando uma série de novidades... O rock estava surgindo e abalava as estruturas conservadoras da sociedade, com mudança de costumes, principalmente entre a juventude. No Brasil, até a música tradicional – o samba! – sofria uma mudança significativa, uma batida diferente. Parecia jazz ou blues... Era a Bossa Nova. E a sua chancela era a música “Chega de Saudade”...
No ano seguinte, 1960, eu devorava o livro “Antologia Poética de Vinicius de Moraes”, editado pela Editora do Autor, uma nova opção idealizada e comandada por Rubem Braga e Fernando Sabino.. “Percebe-se quando alguém começa a sentir os comichões literários que coçam mais que varíola agonizante”, foi o que disse, à época, meu professor de português, o sempre Mestre Agostinho Minicucci. Eu tinha as minhas preferências: “Sonêto de Intimidade”, “Sonêto de Fidelidade”, “Sonêto do Amor Maior”, “Sonêto da Separação”, “O Assassino” e “Poema Enjoadinho”.
O sucesso internacional da peça teatral “Orfeu da Conceição” (1956), escrita por Vinicius e musicada por Tom Jobim e com cenários de Oscar Niemeyer, deu origem ao grande sucesso do cinema brasileiro com “Orfeu Negro” (1959), co-produção franco-brasileira, mostrando ao mundo a genialidade poética de Vinicius de Moraes com a inspiração musical de Tom Jobim... E essa dupla não parou mais. Novas músicas da dupla, como “Garota de Ipanema”, que comemorou 50 anos em 2012 e é a música mais tocada em todo o mundo graças à gravação, em 1967, na consagrada voz de Frank Sinatra.
Vinicius foi abundante em suas parcerias: Baden Powel, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Toquinho e muitos outros. Parcerias intensas, com músicas inesquecíveis. Cada fase de Vinicius teve uma criatividade poética diferente. Particularmente, sempre preferi a da primeira fase, com Tom Jobim e Carlos Lyra. Mas gosto de todo o seu repertório.
Chamado carinhosamente de “poetinha”, por sua própria maneira de tratar seus parceiros: Tomzinho e Carlinhos... Na verdade, era um senhor poeta. Com vários livros de poesia, “com períodos distintos de sua poesia, como a fase transcendental , freqüentemente mística, resultante de sua fase cristã (1936) e, ao depois, a sua fase em oposição ao transcendentalismo, com trabalhos nitidamente marcados pela aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos. De permeio, foram colocadas as Cinco Elegias (1943), como representativas do período de transição. Entre aquelas duas tendências contraditórias.”
(Apresentação do livro “Antologia Poética de Vinicius de Moraes).
E teve seus período de diplomata de carreira, ao depois, cassado pelo Regime Militar e, com a democratização  do país, foi reintegrado ao Itamaraty e aposentado como Embaixador. Ao longo de sua atividade artístico-cultural, colecionou amizades dos expoentes da “intelligentzia brasileira”
 Da esquerda para a direita: Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Manoel Bandeira, Mário Quintana e Paulo Mendes Campos.
Manoel Bandeira,Chico Buarque, Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Fiel ao amor maior, que ele imortalizou na frase:
“Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure.”
E, assim, Vinicius teve 9 casamentos oficiais, fora o intermezzo recheado de doces ilusões vividas intensamente...
Nos links abaixo, importantes registros históricos de Vinicius, especialmente o programa especial Arquivo N, apresentado pela Globo News em homenagem ao seu Centenário (1913 – 2013). E duas músicas: “Chega de Saudade”, com João Gilberto e “Garota de Ipanema” com Frank Sinatra e Tom Jobim. Abaixo, um resumo da vida do poeta feito pelo seu Memorial:

Cem anos de Vinícius de Moraes

Nascido em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes foi músico, compositor, jornalista, dramaturgo, diplomata, escritor e poeta.
O “poetinha”, como foi apelidado por Tom Jobim, escreveu seus primeiros versos enquanto ainda estava na escola. Também durante o período letivo, fez parte do coral do Colégio Santo Inácio e montou pequenas peças teatrais.
Através do contato com os irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, começou sua carreira de compositor, em meados dos anos 1920. Em 1929, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, aonde conheceu o romancista Otavio Farias, que o incentivou à produção literária. Até o dia de sua morte, em oito de julho de 1980, foram registrados 18 livros e mais de 450 poesias sob a autoria de Vinícius.
Como músico, escreveu mais de 300 canções, entre composições próprias e parcerias com grandes nomes da música popular brasileira, como Tom Jobim (com quem escreveu “Garota de Ipanema”, “Eu sei que vou te amar”, “Chega de Saudade”, entre outras), Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque, Dorival Caymmi,Carlos Lyra, entre outros.
Além disso, trabalhou como jornalista, tornando-se crítico de cinema do jornal “A Manhã” e colaborando para a revista “Clima”, em 1941, e idealizando a revista “Filme”, lançada em 1947, em sociedade com o crítico e cineasta, Alex Vianny. Vinícius também atuou como diplomata por alguns anos. Em sua segunda tentativa, foi aprovado no concurso para o Ministério das Relações Exteriores, em 1943, mudando-se primeiramente para Los Angeles (EUA) e depois para Paris (França) e Roma (Itália).
Como dramaturgo, Vinícius escreveu as peças “As Feras”, “Cordélia e o Peregrino”, “Orfeu da Conceição” e “Procura-se uma Rosa”, inspirada em uma notícia veiculada na imprensa carioca, que abordava a história de uma mulher que se perdeu do marido em uma estação de trem e nunca mais voltou.
Mas foi para a música que Vinícius viveu os últimos tempos de sua vida, excursionando pelo mundo todo ao lado de seus companheiros e de sua garrafa preferida de whisky. Suas canções foram traduzidas para diversos idiomas e são tocadas até hoje no Brasil e em vários outros países.
Tudo que se escrever sobre Vinícius de Moraes parece pouco e defini-lo beira o impossível. Manuel Bandeira disse que ele “tem o fôlego dos românticos, a espiritualidade dos simbolistas, a perícia dos parnasianos (sem refugar, como estes, as sutilezas barrocas) e, finalmente, homem bem do seu tempo, a liberdade, a licença, o esplêndido cinismo dos modernos” (citado por Flávio Pinheiro, no site oficial do poeta, www.viniciusdemoraes.com.br). A perplexidade poética expressa em seu poema “Fim” permanece viva e é a de todos nós:
Será que cheguei ao fim de todos os caminhos
E só resta a possibilidade de permanecer?
Será a Verdade apenas um incentivo à caminhada
Ou será ela a própria caminhada?
Terão mentido os que surgiram da treva e gritaram – Espírito!
E gritaram – Coragem!
Rasgarei as mãos nas pedras da enorme muralha
Que fecha tudo à libertação?
Lançarei meu corpo à vala comum dos falidos
Ou cairei lutando contra o impossível que antolha-me os passos
Apenas pela glória de tombar lutando?
Será que eu cheguei ao fim de todos os caminhos…
Ao fim de todos os caminhos?
(Fundação Memorial

junho 07, 2013

Rancho das Namoradas

AMOR PRIMAVERA!


Rancho das Namoradas/ ouça aqui

“Acorda, que lindo...
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu.”
(Ary Barroso e Vinicius de Moraes)


Às vésperas do Dia dos Namorados é bom relembrar a parceria de Vinicius de Moraes e Ary Barroso. O nosso poeta teve muitas parcerias mas com Ary Barroso ficou marcada a linda canção “Rancho das Namoradas”. É um hino ao amor:

Rancho Das Namoradas
(Vinicius de Moraes/Ary Barroso)

Já vem raiando a madrugada
Acorda, que lindo
Mesmo a tristeza está sorrindo
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu
O véu das nuvens que esvoaçam
Que passam pela estrela a morrer
Parecem nos dizer que não existe beleza maior do que o amanhecer
E no entanto maior, bem maior do que o céu
Bem maior do que o mar, maior que toda natureza
É a beleza que tem a mulher namorada
Seu corpo é assim como aurora ardente
Sua alma é uma estrela inocente, seu corpo uma rosa fechada
Em seus seios pudores renascem das dores
De antigos amores que vieram mas não era
Um amor que se espera, o amor primavera
São tantos os encantos que para os comparar
Nem mesmo a beleza que tem as auroras do mar

fevereiro 11, 2013

Centenário de Vinicius deVinicius de Moraes!!!

“De todos nós (poetas),Vinicius foi o único que viveu poeticamente
                     CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

 Consagrado no Sambódromo pela Escola União da Ilha - Helô Pinheiro: a Garota de Ipanema
Vinicius de Moraes e sua musa inspiradora: Helô Pinheiro.
Vinicius de Moraes foi o meu primeiro contato com a poesia do amor juvenil e com a música do amor verdadeiro. Adolescente, interno em São Paulo, eu me descobri na música “Chega de Saudade”, na voz de João Gilberto. Num ritmo diferente, gostoso, num tom envolvente e com uma letra apaixonante... Era letra de Vinicius e melodia de Tom Jobim. Foi o primeiro LP de João Gilberto com a música que marcava o surgimento da Bossa Nova.
Era o ano de 1959, o mundo e o Brasil estavam experimentando uma série de novidades... O rock estava surgindo e abalava as estruturas conservadoras da sociedade, com mudança de costumes, principalmente entre a juventude. No Brasil, até a música tradicional – o samba! – sofria uma mudança significativa, uma batida diferente. Parecia jazz ou blues... Era a Bossa Nova. E a sua chancela era a música “Chega de Saudade”...
No ano seguinte, 1960, eu devorava o livro “Antologia Poética de Vinicius de Moraes”, editado pela Editora do Autor, uma nova opção idealizada e comandada por Rubem Braga e Fernando Sabino.. “Percebe-se quando alguém começa a sentir os comichões literários que coçam mais que varíola agonizante”, foi o que disse, à época, meu professor de português, o sempre Mestre Agostinho Minicucci. Eu tinha as minhas preferências: “Sonêto de Intimidade”, “Sonêto de Fidelidade”, “Sonêto do Amor Maior”, “Sonêto da Separação”, “O Assassino” e “Poema Enjoadinho”.
O sucesso internacional da peça teatral “Orfeu da Conceição” (1956), escrita por Vinicius e musicada por Tom Jobim e com cenários de Oscar Niemeyer, deu origem ao grande sucesso do cinema brasileiro com “Orfeu Negro” (1959), co-produção franco-brasileira, mostrando ao mundo a genialidade poética de Vinicius de Moraes com a inspiração musical de Tom Jobim... E essa dupla não parou mais. Novas músicas da dupla, como “Garota de Ipanema”, que comemorou 50 anos em 2012 e é a música mais tocada em todo o mundo graças à gravação, em 1967, na consagrada voz de Frank Sinatra.
Vinicius foi abundante em suas parcerias: Baden Powel, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Toquinho e muitos outros. Parcerias intensas, com músicas inesquecíveis. Cada fase de Vinicius teve uma criatividade poética diferente. Particularmente, sempre preferi a da primeira fase, com Tom Jobim e Carlos Lyra. Mas gosto de todo o seu repertório.
Chamado carinhosamente de “poetinha”, por sua própria maneira de tratar seus parceiros: Tomzinho e Carlinhos... Na verdade, era um senhor poeta. Com vários livros de poesia, “com períodos distintos de sua poesia, como a fase transcendental , freqüentemente mística, resultante de sua fase cristã (1936) e, ao depois, a sua fase em oposição ao transcendentalismo, com trabalhos nitidamente marcados pela aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos. De permeio, foram colocadas as Cinco Elegias (1943), como representativas do período de transição. Entre aquelas duas tendências contraditórias.”
(Apresentação do livro “Antologia Poética de Vinicius de Moraes).
E teve seus período de diplomata de carreira, ao depois, cassado pelo Regime Militar e, com a democratização  do país, foi reintegrado ao Itamaraty e aposentado como Embaixador. Ao longo de sua atividade artístico-cultural, colecionou amizades dos expoentes da “intelligentzia brasileira”
 Da esquerda para a direita: Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Manoel Bandeira, Mário Quintana e Paulo Mendes Campos.
Manoel Bandeira,Chico Buarque, Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Fiel ao amor maior, que ele imortalizou na frase:
“Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure.”
E, assim, Vinicius teve 9 casamentos oficiais, fora o intermezzo recheado de doces ilusões vividas intensamente...
Nos links abaixo, importantes registros históricos de Vinicius, especialmente o programa especial Arquivo N, apresentado pela Globo News em homenagem ao seu Centenário (1913 – 2013). E duas músicas: “Chega de Saudade”, com João Gilberto e “Garota de Ipanema” com Frank Sinatra e Tom Jobim. Abaixo, um resumo da vida do poeta feito pelo seu Memorial:

Cem anos de Vinícius de Moraes

Nascido em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes foi músico, compositor, jornalista, dramaturgo, diplomata, escritor e poeta.
O “poetinha”, como foi apelidado por Tom Jobim, escreveu seus primeiros versos enquanto ainda estava na escola. Também durante o período letivo, fez parte do coral do Colégio Santo Inácio e montou pequenas peças teatrais.
Através do contato com os irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, começou sua carreira de compositor, em meados dos anos 1920. Em 1929, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, aonde conheceu o romancista Otavio Farias, que o incentivou à produção literária. Até o dia de sua morte, em oito de julho de 1980, foram registrados 18 livros e mais de 450 poesias sob a autoria de Vinícius.
Como músico, escreveu mais de 300 canções, entre composições próprias e parcerias com grandes nomes da música popular brasileira, como Tom Jobim (com quem escreveu “Garota de Ipanema”, “Eu sei que vou te amar”, “Chega de Saudade”, entre outras), Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque, Dorival Caymmi,Carlos Lyra, entre outros.
Além disso, trabalhou como jornalista, tornando-se crítico de cinema do jornal “A Manhã” e colaborando para a revista “Clima”, em 1941, e idealizando a revista “Filme”, lançada em 1947, em sociedade com o crítico e cineasta, Alex Vianny. Vinícius também atuou como diplomata por alguns anos. Em sua segunda tentativa, foi aprovado no concurso para o Ministério das Relações Exteriores, em 1943, mudando-se primeiramente para Los Angeles (EUA) e depois para Paris (França) e Roma (Itália).
Como dramaturgo, Vinícius escreveu as peças “As Feras”, “Cordélia e o Peregrino”, “Orfeu da Conceição” e “Procura-se uma Rosa”, inspirada em uma notícia veiculada na imprensa carioca, que abordava a história de uma mulher que se perdeu do marido em uma estação de trem e nunca mais voltou.
Mas foi para a música que Vinícius viveu os últimos tempos de sua vida, excursionando pelo mundo todo ao lado de seus companheiros e de sua garrafa preferida de whisky. Suas canções foram traduzidas para diversos idiomas e são tocadas até hoje no Brasil e em vários outros países.
Tudo que se escrever sobre Vinícius de Moraes parece pouco e defini-lo beira o impossível. Manuel Bandeira disse que ele “tem o fôlego dos românticos, a espiritualidade dos simbolistas, a perícia dos parnasianos (sem refugar, como estes, as sutilezas barrocas) e, finalmente, homem bem do seu tempo, a liberdade, a licença, o esplêndido cinismo dos modernos” (citado por Flávio Pinheiro, no site oficial do poeta, www.viniciusdemoraes.com.br). A perplexidade poética expressa em seu poema “Fim” permanece viva e é a de todos nós:
Será que cheguei ao fim de todos os caminhos
E só resta a possibilidade de permanecer?
Será a Verdade apenas um incentivo à caminhada
Ou será ela a própria caminhada?
Terão mentido os que surgiram da treva e gritaram – Espírito!
E gritaram – Coragem!
Rasgarei as mãos nas pedras da enorme muralha
Que fecha tudo à libertação?
Lançarei meu corpo à vala comum dos falidos
Ou cairei lutando contra o impossível que antolha-me os passos
Apenas pela glória de tombar lutando?
Será que eu cheguei ao fim de todos os caminhos…
Ao fim de todos os caminhos?
(Fundação Memorial