Mostrando postagens com marcador Andrea Matarazzo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Andrea Matarazzo. Mostrar todas as postagens

fevereiro 14, 2012

Matarazzo amplia a Cultura Paulista!


Absolutamente necessário que se dê crédito a quem trabalha efetivamente por São Paulo. Deixando de lado os “carimbos” que o qualificam de “serrista”, Andrea Matarazzo tem luz própria e uma tradição de trabalho que se confunde com a grandeza de São Paulo. Tem bom relacionamento com políticos de várias origens, como os saudosos Olavo Setubal e Herbert Levy, o empresário Antonio Ermírio de Moraes, o ex-prefeito Paulo Maluf, os ex-governadores Laudo Natel e Paulo Egídio Martins e com quase toda liderança do PSDB.

Foi ministro-chefe da Secretária de Comunicações da Presidência da República na gestão de Fernando Henrique Cardoso (1999/2001) e Embaixador do Brasil na Itália  (2001/2001). Já tinha sido presidente da CESP e Secretário Estadual de Energia no governo Mário Covas. A nível municipal, foi secretário de coordenação das subprefeituras, e Subprefeito da Sé e desde 2010 ocupa a Secretária de Cultura do Estado de São Paulo.

CICCILO MATARAZZO+ANDREA MATARAZZO
=CULTURA
É importante registrar os avanços culturais em São Paulo. Esse setor tem ficado um pouco parado nos últimos anos. Então, quando um jovem secretário estadual da cultura resolve arregaçar as mangas é preciso comemorar e divulgar.

O secretário Andrea Matarazzo tem destacado que o início de tudo começou com o então governador José Serra e foi concluído com o governador Geraldo Alckmin. Tudo bem.
Mas o grande mérito é de quem idealizou e efetivou essa grande obra cultural: o prédio idealizado, em 1951, no Ibirapuera, por Oscar Niemeyer será, 62 anos depois, ocupado por um rico museu, o MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA USP!
“Considerado um dos mais importantes museus de arte moderna e contemporânea da América Latina, o MAC-USP foi criado em 1963, quando Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo, doou centenas de obras de arte de sua coleção para a universidade. Sua intenção era garantir a preservação do acervo, vinculando-o à USP e, ao mesmo tempo, dar oportunidade ao público de conhecer obras tão importantes. Ligado à pesquisa universitária, o MAC-USP tem também oferecido exposições com os mais variados recortes e amplas possibilidades de percursos e leituras com obras de artistas brasileiros e estrangeiros, novos e consagrados, que não pertencem ao seu acervo.

A reforma do prédio começou há quatro anos, com uma delicada obra de restauro das fachadas, recuperação estrutural e adaptação do prédio, a cargo da Secretaria de Estado da Cultura. Foram executadas instalações elétricas e hidráulicas, de ar-condicionado, modernização dos elevadores e instalações dos brises (quebra-sóis). Também foram construídas paredes expositivas e duas torres para escadas de segurança e de serviço, refeitos o piso e a cobertura do prédio principal. Tudo isso sem alterar as linhas traçadas por Niemeyer, cuja arquitetura foi integralmente recuperada, como no caso dos brises na fachada, previstos pelo arquiteto no projeto original. Todo o complexo é dotado de acessibilidade e equipado com o que há de mais moderno em termos de tecnologia”. (divulgação MAC/USP)

A inauguração desse importante espaço cultural ocorreu em 29 de Janeiro de 2012 e foi marcada pela presença de grandes personalidades políticas e artísticas e pela abertura da exposição O Tridimensional no Acervo do MAC: uma antologia, que conta com esculturas de artistas nacionais e internacionais.

Nas palavras do próprio Secretário Estadual da Cultura, o registro histórico do importante evento:
Hoje o acervo do MAC é um dos mais importantes de arte moderna da América Latina, com mais de 10 mil obras. Agora, no belíssimo Palácio da Agricultura, uma obra de arte e arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, terá um lugar compatível com a sua importância. Por isso, foi perfeita a ideia do então Governador José Serra de levar o Museu para o Palácio da Agricultura. Projetado por Oscar Niemeyer, o prédio é mais uma obra de arte que poderá ser vista pelo público. Foram três anos de obras no antigo Detran, concluídas por determinação do Governador Geraldo Alckmin. Um dos objetivos foi equilibrar o cuidado com a história e a arquitetura criada por Niemeyer e, ao mesmo tempo, modernizar e equipar o prédio para abrigar as obras de maneira segura.
Como paulistano e hoje Secretário de Cultura de Estado, sinto orgulho de, com o Governador Alckmin, entregar esse presente à cidade. A abertura da nova sede do MAC é a realização de um sonho de Cicillo Matarazzo e de todos que dão valor a arte e a cultura.”
NOVO MECENAS? NOVO CICCILO MATARAZZO?!?
Claro que não! É o jovem Andrea Matarazzo ocupando seus espaços e mantendo a tradição de trabalho e de cultura da Família Matarazzo. Como sobrinho-neto do CONDE FRANCESCO MATARAZZO, vem levantando a bandeira de trabalho da família com coragem, ousadia e competência. Assim, idealizou a INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA que consiste em levar para o interior, em exposições permanentes, obras artísticas de imenso valor. Assim, já anunciou a primeira PINACOTECA fora da Capital, para o município de Botucatu, que será instalada no prédio do antigo FORUM, obra arquitetônica de RAMOS DE AZEVEDO.

agosto 13, 2011

SOS – TV Cultura – Atenção - Socorro !!!


clique na imagem para ampliá-la


“Todos os presidentes da TV Cultura nos últimos 16 anos foram indicados pelo governador do Estado. É curiosa essa confissão do Andréa sobre o fracasso de uma emissora que, antes desse desastre continuado, era um dos orgulhos de São Paulo. Antes da gestão Jorginho-Mendonça-Markun, era a emissora de maior respeitabilidade em todas as pesquisas realizadas em São Paulo.”

“Jorge Cunha Lima, que disse que o perigo das mudanças anunciadas por Sayad era colocar a emissora pública não no século XXI, como prevê Sayad, mas "de volta ao século XIX"


A TV CULTURA, da FUNDAÇÃO PADRE ANCHIETA pertence ao PATRIMÔNIO CULTURAL PAULISTA. Como pertenciam ao PATRIMÔNIO PAULISTA o BANESPA, a FEPESA, a CPFL, a ELETROPAULO! E as administrações do PSDB seguidamente praticaram uma gestão pela PRIVATIZAÇÃO DAS EMPRESAS ESTATAIS PAULISTAS que foram constituídas e consolidadas em uma luta CENTENÁRIA do povo de São Paulo. Foram privatizadas SEM A GARANTIA da continuidade de seus serviços e de seus patrimônios. Quer dizer: foram PRIVATIZADAS SEM CONTROLE DE QUALIDADE! Para o futuro, o Estado de São Paulo restou mais pobre em seu patrimônio e na qualidade dos serviços que deveria prestar à população.

O secretário estadual da cultura, Andrea Matarazzo, é o “retrato fiel” dos tucanos paulistas: foi secretário de energia do Mário Covas; ocupou a Secretária de Comunicação do FHC e foi Embaixador na Itália; foi subprefeito da capital com José Serra e, agora, é secretário da cultura de Geraldo Alckmin. Então, as suas posturas e as suas declarações são consideradas posturas da cúpula tucana. É o PSDB falando. Portanto, ATENÇÃO, a TV Cultura corre sérios riscos futuros!

Andrea Matarazzo abre o jogo sobre a TV Cultura/ leia aqui

TV CULTURA É FICÇÃO ?!?/ leia aqui

O caso da TV Cultura é diferente. Para evitar exatamente isso: o uso da TV Cultura para fazer política partidária e para manipulá-la, a sua constituição jurídica foi feita com muita competência: é uma Empresa Pública com regime de gestão de Direito Privado. Quer dizer, os governantes temporários NÃO PODEM ocupá-la politicamente! Para melhor entendimento e compreensão histórica, vamos dar todo o histórico da criação e idealização da TV Cultura – projeto jurídico que a livrou de administradores ocasionais que pudessem por em risco o seu futuro – como forma de reforçar a resistência dos que a defendem e de mostrar – aos ocupantes temporários do Poder! – que não conseguirão destruir mais uma empresa estatal positiva:

REVOLUÇÃO NA TELEVISÃO: TV CULTURA!

A fundação de uma emissora de televisão voltada à cultura e à educação representou, na segunda metade da década de 1960, uma verdadeira Revolução Cultural! Em pleno Regime Militar, o governo de São Paulo tomava a iniciativa pioneira, de levar a cultura e a educação pela televisão. Inédita no Brasil, mas já fartamente usada nos países do chamado primeiro mundo.

Em 1965, a TV Cultura dos Diários Associados, sofre um incêndio onde era o seu estudio. Pouco se salvou deste incêndio onde foi perdida, também, a primeira câmera de TV do Brasil, da Rede Tupi. Esse o principal motivo que levou Assis Chateaubriand a vender a emissora para o governo paulista, sendo que o Grupo dos Diários Associados já enfrentava a crise financeira que o inviabilizaria para o futuro.

TV CULTURA/Histórico Institucional/leia aqui

O governador Roberto Costa de Abreu Sodré, em setembro de 1967, cria a Fundação Padre Anchieta (Centro Paulista de Rádio e TV Educativa). Esta Fundação foi composta por diversos profissionais, faculdades (USP, Unicamp, PUC, Mackenzie, entre outras), sociedades privadas e públicas (ABI, UBE, etc.) e com 70 centavos de cada paulista. A Fundação Padre Anchieta adquire então dos Diários Associados a TV Cultura Canal 2 e as Rádios Cultura AM e FM.

A TV Cultura seria, então, a segunda emissora de TV educativa do Brasil (a primeira é a TV Universitária (TVU), da Universidade Federal de Pernambuco). Na verdade, a TV Cultura tinha uma abrangencia muito maior já alcançando, de início, todo o Estado de São Paulo O verde sempre foi a cor oficial da instituição.



Em 1968, o canal foi entregue à Fundação Padre Anchieta, que inaugurou a emissora em 15 de junho de 1969, tendo como seu primeiro presidente, José Bonifácio Coutinho Nogueira, com a apresentação dos discursos do governador, Roberto Costa de Abreu Sodré e do presidente da Fundação Padre Anchieta, José Bonifácio Coutinho Nogueira. Em seguida, foi exibido um vídeo mostrando o surgimento da emissora, os planos para o futuro e uma descrição dos programas que passariam a ser apresentados a partir do dia seguinte. Além disso, exibiram uma fita com o Papa Paulo VI, dando benção à TV Cultura.

É importante destacar a criatividade governamental (cujo principal articulador foi o Dr Nelson Marcondes do Amaral, Secretário do Governador e, posteriormente, Presidente do Tribunal de Contas do Estado) ao criar a Fundação Padre Anchieta como uma entidade de direito privado, para que tivesse seu destino desvinculado das vontades políticas dos sucessivos governos estaduais (seu Conselho de Administração era composto por Conselheiros Vitalícios representando órgãos da sociedade civil (FIESP, UBE, SENAC, APL, Associação Comercial ,etc) e desvinculados do Governo do Estado).

E isso funcionou. Já no governo seguinte, de Laudo Natel, buscou-se “alterar o relacionamento que o Estado mantinha com a emissora. Ao esbarrar nos estatutos que garantiam a independência da Fundação, passou a reduzir as verbas (o mesmo que estão fazendo agora! Os erros se repetem!!!) destinadas à manutenção da TV Cultura. Isso levou à saída de José Bonifácio Coutinho Nogueira da presidência. Toda a Diretoria, em solidariedade, pediu demissão”. O novo presidente, Rafael Noschese, ex-presidente da FIESP, manteve a emissora dentro das perspectivas culturais iniciais. Graças à sua natureza jurídica, a Fundação Padre Anchieta/TV CULTURA manteve, até os nossos dias, a sua independência administrativa.