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outubro 04, 2017

Momento Itália/Brasil (2011) - 130 Anos da Imigração Italiana!



A exemplo do Ano da França (2009), a idéia é que o Momento Itália/Brasil (2011) destacasse as mais diversas facetas da identidade italiana no Brasil: a história e a memória, estreitando os laços afetivos entre os dois países. E nas comemorações dos 130 Anos da Imigração, nada mais justo e representativo da atuação dos imigrantes italianos no Brasil do que se destacar a vencedora trajetória do mais ilustre deles: CONDE FRANCESCO MATARAZZO!
130 Anos da Imigração Italiana
Transformações profundas mudavam o perfil da sociedade brasileira nos campos da literatura, da arte e da música: desde a revolucionária Semana de Arte Moderna de 1922 até a nova música que surgia carregada de folclore e brasilidade na maestria criativa de Heitor Villa Lobos...

Ao mesmo tempo que a crise de 1929/30 abalava, de forma definitiva, as estruturas econômicas e sociais da sociedade brasileira, havia algo de novo, havia esperança: era a crescente industrialização paulista! O grande fluxo de imigrantes italianos trazidos em sua grande maioria para a cafeicultura, passou a dar nova característica à sociedade paulista: muitos vieram tentar uma nova vida, nas cidades, ou como dizem, para “fazer a América!”

A Industrialização no Brasil
A Revolução Industrial Brasileira ainda não foi dimensionada, analisada, refletida e pesquisada. Não foi também programada para uma ampla pesquisa via internet. Quando isso acontecer, o grupo MATARAZZO terá, com certeza, reconhecida a sua inigualável importância.

Francisco (Francesco) Matarazzo , com 27 anos imigra para o Brasil em busca de novas perspectivas. Chega com espírito empreendedor (1881) e completa, em 1934, o auge de sua evolução econômico-social. No artigo “Conde Francisco Matarazzo: O Empreendedor do Século XX”, no link abaixo, pode-se ter uma completa visão do que foi a grande e vitoriosa experiência de Francisco Matarazzo no Brasil.

Conde Francisco Matarazzo: O Empreendedor do Século XX / leia aqui



Resumindo: em 1934, as Industrias Matarazzo assumiam o seu auge que foi crescente até 1950, quando chegou a possuir 38 mil e setecentos funcionários, com controle acionário majoritário ou expressivo em 365 empresas, possuindo 12 unidades navais, uma Casa Bancária, enfim, um complexo industrial que chegou a ter o terceiro orçamento do Brasil! É indiscutível a grandiosidade do “Império Matarazzo” no processo de industrialização do Estado de São Paulo e, portanto, do Brasil. O interior do estado e todo o Brasilse espelhava na força, ousadia e competência desse empreendedor valoroso.

A Industrialização no Interior/O exemplo é o Conde Matarazzo/ leia aqui

O ESTADO MATARAZZO

O ANO DE 1934 foi considerado o ANO MÁGICO para as INDÚSTRIAS MATARAZZO:
“Assis Chateaubriand vai chamar, em 1934, esse grupo industrial de “O ESTADO MATARAZZO”, lembrando que São Paulo tinha uma renda bruta de 400 mil contos e o parque industrial Matarazzo uma receita de 350 mil, acima de qualquer outra unidade federativa brasileira...O Conde Matarazzo, financeira e economicamente é o segundo Estado do Brasil...”
Matarazzo motiva o Empreendedorismo dos imigrantes italianos

No inicio dos anos 20, a então poderosa colônia italiana no Brasil e, em especial no Estado de São Paulo, atingia o auge de sua prosperidade. Era mais unida e o sentimento da origem comum ainda era forte. A colônia italiana tinha a sua escola, a sua banda musical, o seu jornal, o seu clube social, o seu teatro, os seus estabelecimentos comerciais, as suas fábricas e até a sua loja maçônica. Longe deles qualquer sentimento divisionista, ao contrário, o que havia era uma natural aglutinação de pessoas com a mesma origem, os mesmos costumes, a mesma paixão pelas coisas...

Como ocorrera, com muito sucesso, na capital, onde a colônia italiana erguera o imponente Hospital Umberto Primo (Hospital Matarazzo), em 1904, ampliando-o sucessivamente, o exemplo passou a ser seguido pelos núcleos mais expressivos dos imigrantes italianos nas cidades do interior do estado.

E, como exemplo, vamos retratar uma cidade do interior paulista: Botucatu. Estava situada no limite de onde chegara a Estrada de Ferro Sorocabana, em 1889 e dali partindo para a conquista do interior, “plantando” cidades com o progresso que as suas poderosas paralelas levavam: Lençóis Paulista, Bauru, Assis, Ourinhos e Presidente Prudente se destacando entre tantas outras...



Na segunda metade dos anos 20, Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) já tinha completado seu ciclo produtivo: com fazenda de gado, curtume, fábrica de calçados (máquinário importado da Alemanha) e loja de comércio, sendo que exportava calçados para a França e a Alemanha. Era um imigrante empreendedor de sucesso. Mas tinha um grande sonho: um hospital para atender a forte colônia italiana de Botucatu e dirigido por seu filho primogênito, Aleixo, que se formara em Medicina pela Real Universidade de Parma, na Itália. Assim, inaugurou a Casa de Saúde Sul Paulista, em 1928, trazendo como seu Diretor Clínico, o Professor Titular de Cirurgia Clínica da Real Universidade de Nápoles, Dr. Ludovico Tarsia que tivera que se exilar no Brasil por problemas políticos na Itália.



O exemplo de Botucatu é meramente referencial a mostrar o Empreendedorismo dos Imigrantes a se espalhar por todo o Brasil. No artigo “EMPREENDEDORISMO DOS “ORIUNDI” NA SAÚDE!/ CASA DE SAÚDE SUL PAULISTA – 1928”,que pode ser lido no link abaixo, além do artigo “Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado.../Progetti da Capomillenio, con i segni del passato...”, também no link abaixo, dá para visualizar o que foi a saga de uma família italiana, que veio em 1887 para o Brasil e soube construir o seu legado às futuras gerações. 



EMPREENDEDORISMO DOS “ORIUNDI” NA SAÚDE!/ CASA DE SAÚDE SUL PAULISTA – 1928/ leia aqui

Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado.../Progetti da Capomillenio, con i segni del passato.../ leia aqui

Um Matarazzo Mecenas da Cultura Brasileira

Francisco Antonio Paulo Matarazzo (Francisco Matarazzo Sobrinho), conhecido como Ciccillo Matarazzo, era sobrinho do Conde Francisco Matarazzo e nasceu na capital paulista. Após recusar por duas vezes o convite do Rei da Itália para que participasse do Senado Italiano, o Conde Matarazzo indicou seu irmão, Ângelo Andrea Matarazzo, pai de Ciccillo, para o Senado Italiano.



E Ciccillo Matarazzo viria a ser o grande promotor das artes, indiscutivelmente o grande Mecenas da Cutura Brasileira. Estudou dos 10 anos aos 20 anos na Itália, como era costume das famílias italianas, àquela época, mandarem estudar seus filhos na Pátria-Mãe. Também estudou Engenharia, sem concluir o curso, em Nápoles e na Bélgica. Juntamente com o primo Julio Pignatari dirigiu a Metalúrgica Matarazzo – Metalma. Em 1943, casou-se, no México, com Yolanda Penteado, de tradicional família paulista.

No artigo “Ciccillo Matarazzo: Mecenas da Cultura Brasileira”, que pode ser acessado no link abaixo, dá para se ter uma idéia da grandiosidade de sua obra cultural e da dedicação com que ele elevou a interação Itália/Brasil.

Ciccillo Matarazzo: o Mecenas da Cultura Brasileira!/ leia aqui 

A cultura brasileira teve a marca pessoal de Ciccillo Matarazzo: o Teatro Brasileiro de Comédia, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, a Cinemateca Brasileira, a construção do Parque do Ibirapuera, o Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o Presépio Napolitano, o Balé do 4º Centenário e as representações brasileiras nas Bienais de Veneza.

Momento Itália/Brasil – 2011

O ano de 2011 marcou um momento especial para a comunidade italiana no mundo e particularmente no Brasil. Motivos não faltaram:

- os 150 anos da unificação italiana;
- os 65 anos da proclamação da República;
- os 130 Anos da Imigração Italiana;
- os 100 Anos do Circolo Italiano;
- os 100 Anos do Colégio Dante Alighieri.


ITÁLIA UNIDA : 150 ANOS – 1861/2011

As festividades do Ano da Itália no Brasil (Momento Itália/Brasil) tiveram início no dia 15 de outubro, na Cinelândia/Rio de Janeiro, ao ar livre, com cem artistas italianos e brasileiros , entre acrobatas, dançarinos e atores. Em São Paulo, no dia 16 de outubro, foi realizado um concerto do quarteto da Osesp na Sala São Paulo, no dia 16 de outubro. Os músicos executarão obras de compositores italianos na primeira parte do espetáculo e de Villa-Lobos, na segunda parte. Além de uma exposição no Conjunto Nacional, outra iniciativa é um ônibus especial que fará um city tour por pontos ligados à colônia italiana na capital, chamado de “Conheça a Itália sem sair de São Paulo”.

Momento Brasil/Itália reserva grandes atrações para São Paulo/ leia aqui

Bienal do Livro de Alagoas dará destaque à Itália/ leia aqui

O Símbolo do Momento Itália/Brasil


A marca, a chancela, o símbolo do Momento Itália/Brasil foi criado pelo publicitário Washington Olivetto, também ele descendente de italianos. O Ano da Itália no Brasil, teve cerca de 500 eventos por 11 cidades de todo o Brasil. Já no dia 12 de outubro, os Correios emitiram um selo comemorativo do Momento Itália/Brasil, trazendo o bonito trabalho de Washington Olivetto que fez uma “parceria” entre o Coliseu e o Cristo Redentor. O cantor e ex-ministro Gilberto Gil fez a canção oficial em parceria com a cantora italiana Irene Grandi.


As comemorações vão com eventos de mostras de design e cinema até amistoso de futebol, além de uma edição especial da São Paulo Fashion Week. Nas principais cidades do país, os eventos já estão programados. O Embaixador da Itália, Gherardo La Francesca, animado em percorrer o Brasil, afirmou: “só no primeiro mês, rodaremos 19.345 quilometros. É como percorrer os extremos da Itália por 16 vezes.”

Com cerca de 30 milhões de descendentes italianos, o Brasil é um dos países que mais recebeu imigrantes. Em São Paulo são cerca de 6 milhões de descendentes, praticamente a metade da população da capital.

Esse é o MOMENTO ITÁLIA/BRASIL !

fevereiro 14, 2012

Matarazzo amplia a Cultura Paulista!


Absolutamente necessário que se dê crédito a quem trabalha efetivamente por São Paulo. Deixando de lado os “carimbos” que o qualificam de “serrista”, Andrea Matarazzo tem luz própria e uma tradição de trabalho que se confunde com a grandeza de São Paulo. Tem bom relacionamento com políticos de várias origens, como os saudosos Olavo Setubal e Herbert Levy, o empresário Antonio Ermírio de Moraes, o ex-prefeito Paulo Maluf, os ex-governadores Laudo Natel e Paulo Egídio Martins e com quase toda liderança do PSDB.

Foi ministro-chefe da Secretária de Comunicações da Presidência da República na gestão de Fernando Henrique Cardoso (1999/2001) e Embaixador do Brasil na Itália  (2001/2001). Já tinha sido presidente da CESP e Secretário Estadual de Energia no governo Mário Covas. A nível municipal, foi secretário de coordenação das subprefeituras, e Subprefeito da Sé e desde 2010 ocupa a Secretária de Cultura do Estado de São Paulo.

CICCILO MATARAZZO+ANDREA MATARAZZO
=CULTURA
É importante registrar os avanços culturais em São Paulo. Esse setor tem ficado um pouco parado nos últimos anos. Então, quando um jovem secretário estadual da cultura resolve arregaçar as mangas é preciso comemorar e divulgar.

O secretário Andrea Matarazzo tem destacado que o início de tudo começou com o então governador José Serra e foi concluído com o governador Geraldo Alckmin. Tudo bem.
Mas o grande mérito é de quem idealizou e efetivou essa grande obra cultural: o prédio idealizado, em 1951, no Ibirapuera, por Oscar Niemeyer será, 62 anos depois, ocupado por um rico museu, o MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA USP!
“Considerado um dos mais importantes museus de arte moderna e contemporânea da América Latina, o MAC-USP foi criado em 1963, quando Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo, doou centenas de obras de arte de sua coleção para a universidade. Sua intenção era garantir a preservação do acervo, vinculando-o à USP e, ao mesmo tempo, dar oportunidade ao público de conhecer obras tão importantes. Ligado à pesquisa universitária, o MAC-USP tem também oferecido exposições com os mais variados recortes e amplas possibilidades de percursos e leituras com obras de artistas brasileiros e estrangeiros, novos e consagrados, que não pertencem ao seu acervo.

A reforma do prédio começou há quatro anos, com uma delicada obra de restauro das fachadas, recuperação estrutural e adaptação do prédio, a cargo da Secretaria de Estado da Cultura. Foram executadas instalações elétricas e hidráulicas, de ar-condicionado, modernização dos elevadores e instalações dos brises (quebra-sóis). Também foram construídas paredes expositivas e duas torres para escadas de segurança e de serviço, refeitos o piso e a cobertura do prédio principal. Tudo isso sem alterar as linhas traçadas por Niemeyer, cuja arquitetura foi integralmente recuperada, como no caso dos brises na fachada, previstos pelo arquiteto no projeto original. Todo o complexo é dotado de acessibilidade e equipado com o que há de mais moderno em termos de tecnologia”. (divulgação MAC/USP)

A inauguração desse importante espaço cultural ocorreu em 29 de Janeiro de 2012 e foi marcada pela presença de grandes personalidades políticas e artísticas e pela abertura da exposição O Tridimensional no Acervo do MAC: uma antologia, que conta com esculturas de artistas nacionais e internacionais.

Nas palavras do próprio Secretário Estadual da Cultura, o registro histórico do importante evento:
“Hoje o acervo do MAC é um dos mais importantes de arte moderna da América Latina, com mais de 10 mil obras. Agora, no belíssimo Palácio da Agricultura, uma obra de arte e arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, terá um lugar compatível com a sua importância. Por isso, foi perfeita a ideia do então Governador José Serra de levar o Museu para o Palácio da Agricultura. Projetado por Oscar Niemeyer, o prédio é mais uma obra de arte que poderá ser vista pelo público. Foram três anos de obras no antigo Detran, concluídas por determinação do Governador Geraldo Alckmin. Um dos objetivos foi equilibrar o cuidado com a história e a arquitetura criada por Niemeyer e, ao mesmo tempo, modernizar e equipar o prédio para abrigar as obras de maneira segura.
Como paulistano e hoje Secretário de Cultura de Estado, sinto orgulho de, com o Governador Alckmin, entregar esse presente à cidade. A abertura da nova sede do MAC é a realização de um sonho de Cicillo Matarazzo e de todos que dão valor a arte e a cultura.”
NOVO MECENAS? NOVO CICCILO MATARAZZO?!?
Claro que não! É o jovem Andrea Matarazzo ocupando seus espaços e mantendo a tradição de trabalho e de cultura da Família Matarazzo. Como sobrinho-neto do CONDE FRANCESCO MATARAZZO, vem levantando a bandeira de trabalho da família com coragem, ousadia e competência. Assim, idealizou a INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA que consiste em levar para o interior, em exposições permanentes, obras artísticas de imenso valor. Assim, já anunciou a primeira PINACOTECA fora da Capital, para o município de Botucatu, que será instalada no prédio do antigo FORUM, obra arquitetônica de RAMOS DE AZEVEDO.

outubro 04, 2011

Momento MAIOR Itália/Brasil = Conde Matarazzo!


A exemplo do Ano da França (2009), a idéia é que o Momento Itália/Brasil (2011) destaque as mais diversas facetas da identidade italiana no Brasil: a história e a memória, estreitando os laços afetivos entre os dois países. E nas comemorações dos 130 Anos da Imigração, nada mais justo e representativo da atuação dos imigrantes italianos no Brasil do que se destacar a vencedora trajetória do mais ilustre deles: CONDE FRANCESCO MATARAZZO!

130 Anos da Imigração Italiana

Transformações profundas mudavam o perfil da sociedade brasileira nos campos da literatura, da arte e da música: desde a revolucionária Semana de Arte Moderna de 1922 até a nova música que surgia carregada de folclore e brasilidade na maestria criativa de Heitor Villa Lobos...

Ao mesmo tempo que a crise de 1929/30 abalava, de forma definitiva, as estruturas econômicas e sociais da sociedade brasileira, havia algo de novo, havia esperança: era a crescente industrialização paulista! O grande fluxo de imigrantes italianos trazidos em sua grande maioria para a cafeicultura, passou a dar nova característica à sociedade paulista: muitos vieram tentar uma nova vida, nas cidades, ou como dizem, para “fazer a América!”

A Industrialização no Brasil

A Revolução Industrial Brasileira ainda não foi dimensionada, analisada, refletida e pesquisada. Não foi também programada para uma ampla pesquisa via internet. Quando isso acontecer, o grupo MATARAZZO terá, com certeza, reconhecida a sua inigualável importância.

Francisco (Francesco) Matarazzo , com 27 anos imigra para o Brasil em busca de novas perspectivas. Chega com espírito empreendedor (1881) e completa, em 1934, o auge de sua evolução econômico-social. No artigo “Conde Francisco Matarazzo: O Empreendedor do Século XX”, no link abaixo, pode-se ter uma completa visão do que foi a grande e vitoriosa experiência de Francisco Matarazzo no Brasil.

Conde Francisco Matarazzo: O Empreendedor do Século XX / leia aqui



Resumindo: em 1934, as Industrias Matarazzo assumiam o seu auge que foi crescente até 1950, quando chegou a possuir 38 mil e setecentos funcionários, com controle acionário majoritário ou expressivo em 365 empresas, possuindo 12 unidades navais, uma Casa Bancária, enfim, um complexo industrial que chegou a ter o terceiro orçamento do Brasil! É indiscutível a grandiosidade do “Império Matarazzo” no processo de industrialização do Estado de São Paulo e, portanto, do Brasil. O interior do estado e todo o Brasil se espelhava na força, ousadia e competência desse empreendedor valoroso.

A Industrialização no Interior/O exemplo é o Conde Matarazzo/ leia aqui

O ESTADO MATARAZZO

O ANO DE 1934 foi considerado o ANO MÁGICO para as INDÚSTRIAS MATARAZZO:
“Assis Chateaubriand vai chamar, em 1934, esse grupo industrial de “O ESTADO MATARAZZO”, lembrando que São Paulo tinha uma renda bruta de 400 mil contos e o parque industrial Matarazzo uma receita de 350 mil, acima de qualquer outra unidade federativa brasileira...O Conde Matarazzo, financeira e economicamente é o segundo Estado do Brasil...”

Matarazzo motiva o Empreendedorismo dos imigrantes italianos

No inicio dos anos 20, a então poderosa colônia italiana no Brasil e, em especial no Estado de São Paulo, atingia o auge de sua prosperidade. Era mais unida e o sentimento da origem comum ainda era forte. A colônia italiana tinha a sua escola, a sua banda musical, o seu jornal, o seu clube social, o seu teatro, os seus estabelecimentos comerciais, as suas fábricas e até a sua loja maçônica. Longe deles qualquer sentimento divisionista, ao contrário, o que havia era uma natural aglutinação de pessoas com a mesma origem, os mesmos costumes, a mesma paixão pelas coisas...

Como ocorrera, com muito sucesso, na capital, onde a colônia italiana erguera o imponente Hospital Umberto Primo (Hospital Matarazzo), em 1904, ampliando-o sucessivamente, o exemplo passou a ser seguido pelos núcleos mais expressivos dos imigrantes italianos nas cidades do interior do estado.

E, como exemplo, vamos retratar uma cidade do interior paulista: Botucatu. Estava situada no limite de onde chegara a Estrada de Ferro Sorocabana, em 1889 e dali partindo para a conquista do interior, “plantando” cidades com o progresso que as suas poderosas paralelas levavam: Lençóis Paulista, Bauru, Assis, Ourinhos e Presidente Prudente se destacando entre tantas outras...



Na segunda metade dos anos 20, Pedro Delmanto (Pietro Del Manto) já tinha completado seu ciclo produtivo: com fazenda de gado, curtume, fábrica de calçados (máquinário importado da Alemanha) e loja de comércio, sendo que exportava calçados para a França e a Alemanha. Era um imigrante empreendedor de sucesso. Mas tinha um grande sonho: um hospital para atender a forte colônia italiana de Botucatu e dirigido por seu filho primogênito, Aleixo, que se formara em Medicina pela Real Universidade de Parma, na Itália. Assim, inaugurou a Casa de Saúde Sul Paulista, em 1928, trazendo como seu Diretor Clínico, o Professor Titular de Cirurgia Clínica da Real Universidade de Nápoles, Dr. Ludovico Tarsia que tivera que se exilar no Brasil por problemas políticos na Itália.



O exemplo de Botucatu é meramente referencial a mostrar o Empreendedorismo dos Imigrantes a se espalhar por todo o Brasil. No artigo “EMPREENDEDORISMO DOS “ORIUNDI” NA SAÚDE!/ CASA DE SAÚDE SUL PAULISTA – 1928”, que pode ser lido no link abaixo, além do artigo “Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado.../Progetti da Capomillenio, con i segni del passato...”, também no link abaixo, dá para visualizar o que foi a saga de uma família italiana, que veio em 1887 para o Brasil e soube construir o seu legado às futuras gerações.



EMPREENDEDORISMO DOS “ORIUNDI” NA SAÚDE!/ CASA DE SAÚDE SUL PAULISTA – 1928/ leia aqui

Projeto do Novo Milênio, com as raízes do passado.../Progetti da Capomillenio, con i segni del passato.../ leia aqui

Um Matarazzo Mecenas da Cultura Brasileira

Francisco Antonio Paulo Matarazzo (Francisco Matarazzo Sobrinho), conhecido como Ciccillo Matarazzo, era sobrinho do Conde Francisco Matarazzo e nasceu na capital paulista. Após recusar por duas vezes o convite do Rei da Itália para que participasse do Senado Italiano, o Conde Matarazzo indicou seu irmão, Ângelo Andrea Matarazzo, pai de Ciccillo, para o Senado Italiano.



E Ciccillo Matarazzo viria a ser o grande promotor das artes, indiscutivelmente o grande Mecenas da Cutura Brasileira. Estudou dos 10 anos aos 20 anos na Itália, como era costume das famílias italianas, àquela época, mandarem estudar seus filhos na Pátria-Mãe. Também estudou Engenharia, sem concluir o curso, em Nápoles e na Bélgica. Juntamente com o primo Julio Pignatari dirigiu a Metalúrgica Matarazzo – Metalma. Em 1943, casou-se, no México, com Yolanda Penteado, de tradicional família paulista.

No artigo “Ciccillo Matarazzo: Mecenas da Cultura Brasileira”, que pode ser acessado no link abaixo, dá para se ter uma idéia da grandiosidade de sua obra cultural e da dedicação com que ele elevou a interação Itália/Brasil.

Ciccillo Matarazzo: o Mecenas da Cultura Brasileira!/ leia aqui

A cultura brasileira teve a marca pessoal de Ciccillo Matarazzo: o Teatro Brasileiro de Comédia, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, a Cinemateca Brasileira, a construção do Parque do Ibirapuera, o Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o Presépio Napolitano, o Balé do 4º Centenário e as representações brasileiras nas Bienais de Veneza.

Momento Itália/Brasil – 2011

O ano de 2011 marca um momento especial para a comunidade italiana no mundo e particularmente no Brasil. Motivos não faltam:

- os 150 anos da unificação italiana;
- os 65 anos da proclamação da República;
- os 130 Anos da Imigração Italiana;
- os 100 Anos do Circolo Italiano;
- os 100 Anos do Colégio Dante Alighieri.


ITÁLIA UNIDA : 150 ANOS – 1861/2011

As festividades do Ano da Itália no Brasil (Momento Itália/Brasil) terão início no dia 15 de outubro, na Cinelândia/Rio de Janeiro, ao ar livre, com cem artistas italianos e brasileiros , entre acrobatas, dançarinos e atores. Em São Paulo, no dia 16 de outubro, será realizado um concerto do quarteto da Osesp na Sala São Paulo, no dia 16 de outubro. Os músicos executarão obras de compositores italianos na primeira parte do espetáculo e de Villa-Lobos, na segunda parte. Além de uma exposição no Conjunto Nacional, outra iniciativa é um ônibus especial que fará um city tour por pontos ligados à colônia italiana na capital, chamado de “Conheça a Itália sem sair de São Paulo”.

Momento Brasil/Itália reserva grandes atrações para São Paulo/ leia aqui

Bienal do Livro de Alagoas dará destaque à Itália/ leia aqui

O Símbolo do Momento Itália/Brasil


A marca, a chancela, o símbolo do Momento Itália/Brasil foi criado pelo publicitário Washington Olivetto, também ele descendente de italianos. O Ano da Itália no Brasil, terá cerca de 500 eventos por 11 cidades de todo o Brasil. Já no dia 12 de outubro, os Correios emitirão um selo comemorativo do Momento Itália/Brasil, trazendo o bonito trabalho de Washington Olivetto que fez uma “parceria” entre o Coliseu e o Cristo Redentor. O cantor e ex-ministro Gilberto Gil fará a canção oficial em parceria com a cantora italiana Irene Grandi.


As comemorações vão com eventos de mostras de design e cinema até amistoso de futebol, além de uma edição especial da São Paulo Fashion Week. Nas principais cidades do país, os eventos já estão programados. O Embaixador da Itália, Gherardo La Francesca, animado em percorrer o Brasil, afirmou: “só no primeiro mês, rodaremos 19.345 quilometros. É como percorrer os extremos da Itália por 16 vezes.”

Com cerca de 30 milhões de descendentes italianos, o Brasil é um dos países que mais recebeu imigrantes. Em São Paulo são cerca de 6 milhões de descendentes, praticamente a metade da população da capital.

Esse é o MOMENTO ITÁLIA/BRASIL, PARTICIPE!!!