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janeiro 13, 2013

Arthur Virgílio &
a Faxina de Manaus!


FAXINA DE MANAUS
E CORTE DE GASTOS!

Temos dado destaque para o perfil político do ex-senador Arthur Virgílio Neto. No post abaixo: “Arthur Virgílio: Guerreiro da Democracia”, fizemos um retrospecto da atuação dele, principalmente de seu papel republicano de líder da oposição (PSDB) ao governo de Lula. Fez uma oposição firme, constante, abordando os projetos e as iniciativas do governo federal com absoluta ciência dos assuntos e alertando quando necessário, apoiando o que era de interesse nacional e combatendo os erros com ética política.
Eleito com praticamente 66% dos votos para a Prefeitura de Manaus sabe, muito bem, que não irá exercer simplesmente um mandato de PREFEITO. Não! Arthur Neto está no cenário político brasileiro com a missão de mostrar: primeiro, que há oposição e que ela, no Poder, é competente: segundo, que existem políticos com formação e preparo para dirigir a Nação Brasileira dentro dos princípios republicanos e, terceiro, que agirá no exercício de seu mandato como um ESTADISTA, recebendo a presidenta Dilma Rousseff (que fez campanha em Manaus com Lula CONTRA ele) com todo o respeito e atenção que se deve à presidência da república!
No final deste post listamos alguns links sobre Arthur Neto. Podem registrar esse nome!
Na carência de lideranças políticas por que passa o Brasil, alguns nomes estão tentando resgatar a imagem positiva do político brasileiro: Arthur Neto em Manaus, Waldir Pires em Salvador, Cesar Maia no Rio de Janeiro e Gustavo Fruet em Curitiba.
Registrem. Acompanhem. Participem!!!
Prefeito de Manaus há + de 20 anos!

A FAXINA DE MANAUS E O CORTE DE GASTOS!

O “palco” era o estacionamento da prefeitura municipal. Arthur Virgílio após mais de 20 anos voltava a assumir o cargo de Prefeito de Manaus. E nesse “palco”, em cima de um caminhão da limpeza pública, vestido com as roupas de um gari, o novo prefeito anunciou o mutirão de limpeza à frente de uma equipe de mais de 500 funcionários do setor de limpeza pública.
Novamente Prefeito Eleito de Manaus - 2013
Assim, Arthur Virgílio quis mostrar, de forma emblemática, que uma nova realidade estava sendo vivida pela Capital: uma administração transparente, LIMPA e começando a cortar seus próprios gastos: na administração “enxuta”, os funcionários comissionados serão apenas 1.500 contra os 2.160 mil anteriores; as secretárias e/ou órgãos da administração indireta serão 25 ante os 33 anteriores e – grande surpresa! – a sua esposa, Maria Goreth do Carmo, assumirá a Secretária Municipal de Assistência Social e NÃO receberá salário.
Num primeiro momento, a economia será R$ 200 milhões anuais

outubro 28, 2012

Presidente da República (2014):
em Manaus está o Caminho!!!

Eleições Presidenciais (2014): em Manaus está o Caminho!!!

Nunca um político da oposição foi tão perseguido como o então senador Arthur Virgílio Neto. Sendo líder do PSDB no Senado, cumpriu à risca o seu papel de opositor enquanto o PSDB, como um todo, ficava na “moita” ou “em cima do muro”, que é a chancela dos tucanos.

No Senado Federal, Arthur Virgílio fez oposição firme e constante ao governo Lula, tanto que foi “jurado” de “morte política” pelo presidente. Mas sempre fez oposição estritamente dentro da ética. Nas eleições em que pleiteava sua reeleição, Arthur sofreu verdadeiro “massacre” eleitoral, com pressões, ondas de mentiras e até de irregularidades graves que estão para serem decididas pela Justiça Eleitoral...Perdeu a eleição. A “vendetta” estava feita... E Arthur Virgílio guardou uma mágoa: "Enquanto minha derrota era considerada questão de honra para Lula, o PSDB não se engajou para preservar meu mandato".

Voltou ao seu trabalho profissional, diplomata de carreira que é. Foi prestar serviços em Lisboa. Através da imprensa continuou a expor a suas idéias e a pregar a renovação política. Foi colaborador deste Blog. Estava disposto a sair candidato a vereador, para ajudar a renovação partidária , como fez Cesar Maia no Rio de Janeiro. Pressionado, aceitou assumir a sua liderança e saiu candidato a prefeito de Manaus. Com muito orgulho, iria combater aquela que foi a sua algoz ou a que foi “vestida” como sua adversária pelas imensas forças ocultas...

Com amplo apoio popular, Artur Neto (seu nome na campanha) está eleito PREFEITO DE MANAUS!
É o vencedor!

EM MANAUS ESTÁ O CAMINHO!!!

Sim, em Manaus é que houve o GRANDE EMBATE entre a OPOSIÇÃO e o GOVERNO. O ex-presidente Lula foi a Manaus na tentativa de “arrasar” a candidatura de Artur Neto, no 1º turno. FRACASSOU!

No 2º turno, foi a presidenta Dilma “tentar reverter” a situação favorável a Artur Neto. FRACASSOU TAMBÉM!
A candidata Vanessa Grazziottin (PTB) ao lado da presidente Dilma (com expressão negativa), do senador Eduardo Braga (PMDB) e do governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD)
A vitória de Arthur Virgílio Neto representa também a REFUNDAÇÃO DO PSDB! É a retomada das bandeiras da Social Democracia. Perde, com o retorno de Artur Neto à ribalta partidária, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o candidato derrotado à prefeitura paulistana, José Serra. De maneira extemporânea, em pleno primeiro turno da disputa, Alckmin atacou o Polo Industrial de Manaus, criando um inesperado problema de retaguarda para o candidato. Agora, com a questão superada, o troco será a forte aliança com o rival mineiro.

Arthur Neto assume a liderança nacional do PSDB, exatamente pela vitória que conseguiu no enfrentamento dos caciques do PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta (26) mostra Virgílio com 68% dos votos válidos, ante 32% de sua adversária Vanessa Grazziotin (PC do B).
Devendo receber 70% dos votos, a vitória é vista pelo partido como a mais "simbólica" este ano. Mais do que uma conquista pessoal, a eleição do líder da oposição no Congresso durante os oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representará um triunfo importante para o PSDB ou para uma NOVA OPOSIÇÃO com Nova Chancela Partidária...Sozinho à frente de seus amigos e correligionários, ARTHUR VIRGÍLIO NETO construiu a sua candidatura, interagiu com a população, apresentou as suas propostas, desmistificou as mentiras contra ele sacadas e partiu de “peito aberto” para o enfrentamento final. FOI VENCEDOR!

Um dos únicos OPOSICIONISTAS na política brasileira foi VENCEDOR! Quando já estava à frente nas pesquisas, de forma humilhante para os poderosos adversários, recebeu a visita e o apoio do senador Aécio Neves. Do PSDB, além dessa visita, só um vídeo de apoio de FHC...

O candidato Artur Neto, pouco antes de votar, deu entrevista ao “Estadão”, na qual disse que vai propor uma reunião nacional de seu partido depois do pleito para fazer um balanço dos resultados e reformular partes dos discursos políticos da legenda:
"Você não faz o futuro se não se preparar, inclusive reformulando pontos do discurso. Todos nós envelhecemos e o discurso também envelhece", disse Virgílio. "O partido tem que mergulhar em suas águas internas e emergir delas renovado, remoçado, com discurso novo e encontrar uma maneira de dialogar com a sociedade de uma forma mais direta".

No CAMINHO DE MANAUS está delineado o futuro para o Brasil: uma candidatura de oposição madura, competente, responsável e absolutamente idealista e renovadora. Essa candidatura para a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA encontra no “perfil político” do Prefeito de Manaus, ARTHUR VIRGÍLIO NETO, o nome ideal para a construção da DEMOCRACIA BRASILEIRA, promovendo a renovação dos quadros partidários e convocando a “intelligentzia brasileira” para essa nova caminhada que levará o Brasil para um Desenvolvimento Sustentável e na defesa do pleno ESTADO DE DIREITO!

Seu nome: ARTHUR VIRGÍLIO NETO!!!

OBSERVAÇÃO: esta matéria está sendo postada às 10:45h! SIM, antes do término da votação. É importante e é emblemática. Uma NOVA OPOSIÇÃO estará surgindo da espetacular vitória de Artur Neto!!!

Arthur Virgílio: A Esperança é Agora!/leia aqui

outubro 12, 2012

Arthur Virgílio:
A Esperança é Agora!

A Esperança começa agora!


“Este Blog já se posicionou claramente a favor de uma renovação política no Brasil. E essa renovação política terá que ser feita na busca suprapartidária de homens públicos comprovadamente honrados, coerentes e competentes. Assim, demos o exemplo do ex-senador Arthur Virgílio que deveria sair candidato nas eleições municipais deste ano.” (Blog do Delmanto, 03/08/2012)

O ex-senador Arthur Virgílio Neto foi o grande vencedor das eleições municipais deste ano no Brasil. Em cada eleição, temos um acontecimento que fica gravado: tivemos a vitória de Leonel Brizola como governador do Rio após a tentativa de “garfarem” a sua vitória com apoio das pesquisas e da poderosa Rede Globo; tivemos a eleição presidencial que elegeu Fernando Collor e conseguiu “quebrar” a perna do Lula no final da campanha, novamente com a Rede Globo, agora editando o último debate e “entregando na bandeja” a eleição ao Collor; tivemos a eleição para a prefeitura de São Paulo quando FHC, entusiasmado com as pesquisas tirou uma série de fotos sentado na cadeira de prefeito, antes do dia das eleições: Jânio foi o vencedor e virou “caricato” o que FHC havia feito...

Enfim, são fatos sempre envolvendo os famosos Institutos de Pesquisa. Agora, nestas eleições, além do “esperto” empate técnico entre os candidatos a prefeito da capital paulista, a “grande maldade” ou a “grande sacanagem” foi feita com esse aguerrido político de Manaus, o Arthur Virgílio Neto. Ainda bem que NÃO colou!

Nas últimas eleições presidenciais, o induzimento errôneo feito pelas pesquisas, levou Arthur Virgílio a perder as eleições para o Senado. Era prioridade máxima, para o então governo federal, a derrota do então líder do PSDB no Senado. Jogaram pesado. Pesadíssimo! Tanto é assim que está em juízo a validade da eleição da senadora Vanezza Graziotin (PCdoB).

Mas vamos ao excelente artigo escrito por Alexandre Farah:

quarta-feira, 10 de outubro de 2012 | 10:40
Vitória ampla de Arthur Virgilio abafa mais uma tentativa de fraude em Manaus


Alexandre Farah



Os mais de 20 pontos percentuais que separaram o candidato Arthur Virgílio Neto da senadora Vanezza Graziotin, na eleição para a Prefeitura de Manaus, impediram a concretização de mais uma fraude eleitoral, semelhante à que levou a parlamentar do PCdoB ao Senado em 2010, quando a pequena diferença de votos entre os dois candidatos facilitou o anúncio pelo TRE do Amazonas de um dos mais vergonhosos resultados eleitorais que se tem notícia.
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RELACIONAMENTO
Arthur Virgílio Neto já disse que considera democrático o apoio das duas maiores lideranças petistas à candidata Vanessa. E assegura que, se eleito, terá um relacionamento respeitoso e republicano com Dilma. Afinal de contas, esta é uma obrigação de governadores e prefeitos e a presidente vem estimulando esse convívio fraterno.
Mas é bom lembrar que Lula e Dilma apoiaram abertamente a candidata Vanessa no primeiro turno e ela chegou mais de 20 pontos percentuais atrás de Arthur Virgílio. Isso significa que o eleitorado de Manaus, embora fiel ao ex-presidente Lula, sabe que a parlamentar fraudadora não reúne condições morais e administrativas para ocupar o mais alto cargo do município. Logo, o mais provável é que a população confirme o voto em Arthur Virgílio, que inclusive deve receber o apoio de outros candidatos que disputaram a eleição e não chegaram ao segundo turno.
Dizem que castigo vem a cavalo. Em Manaus virá certamente montado num peixe boi. O Tribunal Superior Eleitoral deve julgar brevemente a ação contra a fraude que elegeu Vanessa para o Senado. E tudo indica que ela perderá o mandato. Como também vai perder a eleição para a Prefeitura, ficará sem nada e ainda inelegível por oito anos. Isso é o que se espera no Brasil de hoje, onde a corrupção – eleitoral ou não – começa a ser denunciada e efetivamente combatida.
Vanessa Graziotin se acostumou com a fraude. O usos do cachimbo faz a boca torta. Só que desta vez a tentativa não deu certo. É lamentável que uma parlamentar do PCdoB aja desta forma. Ela desrespeita os companheiros que lutaram, foram presos, torturados e morreram no Araguaia tentando transformar o Brasil numa nação justa e democrática.
A tentativa de fraude em Manaus não pode ficar impune. O Tribunal Regional Eleitoral tem a obrigação de investigar a fundo, identificar e processar todos os envolvidos, não importa se conseguiram ou não executar o que planejaram. E caberá ao presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, explicar como o instituto errou tão grosseiramente em Manaus, sob pena de ser suspeito de participação no plano para fraudar as eleições no Amazonas.
(Tribuna da Imprensa)


URGENTE: UM GRANDE EXEMPLO!
Na Bahia, o ex-ministro Waldir Pires é outro exemplo de idealismo político a ajudar a renovação política, mesmo com o “boicote anão” de seu próprio partido!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012 | 12:28
Waldir Pires, um senhor vereador em Salvador, Bahia

"Ex-governador, ex-ministro, ex-senador, ex-deputado, Waldir Pires dá a todo o país um exemplo edificante, agindo como o ex-presidente francês Giscard d’Estaing, que terminou sua carreira política como vereador.
Waldir Pires foi eleito vereador pela cidade de Salvador com 13.801 votos, na sexta colocação geral e em primeiro na coligação PP-PT-PTB, que fez 10 Vereadores em 43.
Abaixo segue a mensagem que Cristina Pires enviou a seu amigo, nosso companheiro Mário Assis, sempre presente aqui no Blog da Tribuna.
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Oi. Mário,
Acho que ele teve uma BELA vitória. A sua votação equivaleu a pouco mais de 1% dos eleitores e fez dele o mais votado do seu partido (bem a frente do seguinte).
Achei ótimo porque não lhe deram nem um segundo a mais do que qualquer outro candidato, mesmo ele tendo tanto a dizer depois de mais de 65 anos na política. Mas os seus 16 segundos, somados a um árduo trabalho corpo a corpo, se não foram suficientes para que um número maior de eleitores soubesse que ele era candidato (já que a falta de apoio também foi grande em material e a campanha foi bem simples), ao menos ajudaram no seu desempenho.
Eu, particularmente, fico perplexa com a falta de idealismo e de comprometimento político do governador de lá, que coloca o seu orgulho pessoal e a sua vaidade à frente até da possibilidade de dar mais espaço a um reconhecido puxador de votos.
O resultado está aí: candidatos bons – e até quem já tinha liderança na Câmara – não entraram. O partido na Bahia vai pagar o preço do medo de ter um político que não se deixa manietar.
É isso, Salvador tem agora como vereador um homem que eu acho que o Brasil gostaria (mas o partido não quis) de ter no Senado.
Enfim…meu pai permanece honrando a sua história.
Grande abraço,
Cristina"
(Tribuna da Imprensa)


BLOG DO NOBLAT
Enviado por Ricardo Noblat -19.10.2012| 20h15m
Política
Arthur Virgílio esmaga Vanessa Grazziotin em Manaus
Acaba de ser divulgada a mais recente pesquisa Ibope para prefeito de Manaus.
Levando-se em conta o total de votos, incluídos brancos e nulos, Arthur Virgílio (PSDB) tem 61% contra 29% de Vanessa Grazziotin (PC do B).
Levando-se em conta apenas os votos válidos, o placar é 68% a 32%.

agosto 03, 2012

Arthur Virgílio & a Prefeitura de Manaus & Renovação Política

RENOVAÇÃO POLÍTICA

Colaborador deste Blog por meses, Arthur Virgílio Neto será candidato a Prefeito de Manaus, capital do estado do Amazonas. Mesmo servindo em Lisboa, eis que é diplomata de carreira, Arthur Virgílio nunca deixou de manter a sua atividade política, enviando seus artigos, regularmente, a este Blog e a outros veículos da mídia tradicional ou da mídia virtual.
Este Blog já se posicionou claramente a favor de uma renovação política no Brasil. E essa renovação política terá que ser feita na busca suprapartidária de homens públicos comprovadamente honrados, coerentes e competentes. Assim, demos o exemplo do ex-senador Arthur Virgílio que deveria sair candidato nas eleições municipais deste ano. O objetivo seria a renovação política com qualidade. Poderia sair candidato a Vereador de Manaus – surpreendendo a todos! – ou sair candidato a Prefeito, indo no comando de uma boa equipe propugnando pela renovação política. Seu lema de campanha: “A Esperança é Agora!”
Arthur Virgílio
Na oportunidade dessa matéria, focalizamos, também, a possível candidatura do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, a Vereador do Rio de Janeiro, como um “puxador” de votos na batalha pela renovação política. Também poderia ter optado por sair candidato a Prefeito, mas optou pela candidatura à vereança para dar espaço à nova geração representada por seu filho, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que disputa a Prefeitura em uma aliança com o ex-governador Garotinho, que lança sua filha Clarissa Garotinho (PR) como candidata a Vice-Prefeita do Rio.
CESAR MAIA
A postura de ações cívicas na busca da renovação política, repetimos, tem que passar por um trabalho político suprapartidário na construção de um novo perfil político para o Brasil.
Desejando boa sorte ao nosso colaborador, Arthur Virgílio, em sua disputa pela Prefeitura de Manaus, queremos estender ao ex-prefeito Cesar Maia os votos de sucesso em sua campanha à vereança carioca. Sem dúvida é uma postura que eleva o sentido público de uma disputa política. Sendo o político que mais tempo ocupou o cargo de Prefeito do Rio de Janeiro – com uma boa administração! – despreza os degraus ascendentes da vaidade humana e da política e se lança – com ímpeto juvenil! – à candidatura de vereador da cidade do Rio, com os pés cravados literalmente no chão...

junho 02, 2012

Vai Aprender – artigo de Arthur Virgílio

                    
                               VAI APRENDER

                            *ARTHUR VIRGÍLIO

     O ex-presidente Lula perdeu os limites e a noção de escrúpulos. Seus oito anos de governo registram méritos na condução da economia (primeiro mandato, até a demissão de Antônio Palocci, sobretudo) e na aplicação de políticas sociais, prosseguindo e ampliando as linhas que herdou de Fernando Henrique. Mas anotam também irreparáveis deslizes éticos, a começar pelo mensalão e a concluir pela vulgarização das instituições republicanas.

     À medida em que se fortalecia popularmente, favorecido pelo país organizado que recebeu e pela conjuntura econômica internacional benigna, crescia igualmente em arrogância, perdendo o contato com a humildade. Incensado por incontáveis áulicos, tomou a si próprio como um semi-Deus, infalível, senhor das verdades universais.

     Claro que seu governo não inventou a corrupção. Seu período de mando, todavia, permitiu que ela se tornasse endêmica e sistêmica.

     Aproximou-se dos piores elementos da política brasileira, sempre disposto a lhes “conceder”, publicamente, “anistia” e “perdão”, como se fosse, ao mesmo tempo, o executivo, o legislativo e o judiciário. Como se fosse monarca absolutista, a intimidar opositores e submeter “súditos”.

     Prometeu não se intrometer nas decisões do governo de sua afilhada Dilma Rousseff, porém não faz outra coisa. Não consegue desencarnar do poder que não mais pode exercer. Por sinal, aceitava os elogios de Collor e Sarney e detestava as críticas de Itamar e Fernando Henrique. Em miúdos: ex-presidente só deveria falar se fosse para apoiá-lo.

     A cada dia, apequena sua imagem e seu legado. O desastre maior e mais recente foi o pedido indecoroso que fez ao ministro Gilmar Mendes, no sentido de que buscasse adiar o julgamento do mensalão. Mais: em evidente chantagem, ofereceu “proteção” na CPMI do Cachoeira (que alegou “controlar) a esse magistrado, que reagiu com o destemor dos que nada devem.

     De uma só vez, ofendeu a soberania do Parlamento e da Suprema Corte. Expôs o ministro Ricardo Lewandowiski, como se fosse ele mero subordinado seu. Chamou o ministro Joaquim Barbosa de “complexado”. Declarou que iria “conversar” com o ministro Ayres de Brito. Diminuiu o ministro Dias Toffoli, alegando que o pressionaria a não se considerar impedido de julgar o mensalão. Destratou o ex-ministro Sepúlveda Pertence e a ministra Carmen Lucia, anunciando que “mandaria” o primeiro “segurar” a segunda. Inaceitável.

     O tiro saiu pela culatra. Tentava blindar a Delta Construções na CPMI, por se tratar da empreiteira que seu governo mais brindou com obras do PAC. Pois nem seus aliados conseguiram impedir a quebra, em nível nacional, dos sigilos telefônico, fiscal e bancário dessa empresa.

     Abriu a guarda desabridamente para proteger os mensaleiros. Pois agora é que ficou mesmo irreversível que o julgamento comece em agosto.

     O Brasil é democracia sólida. Lula está aprendendo isso na prática.

     *Diplomata, foi líder do PSDB no Senado
         

maio 21, 2012

FUNDO DO POÇO - Artigo de ARTHUR VIRGÍLIO


FUNDO DO POÇO



*ARTHUR VIRGÍLIO

Nunca foi tão grande a distância entre sociedade e política. Nunca os políticos estiveram tão desmoralizados aos olhos do povo.
Há razões para isso: escândalos, incompetência, descaso. A prosseguir assim, a democracia se enfraquecerá e poderá surgir alguma figura estilo “salvador da pátria”, com o perigo de arrastar o país para a aventura.
A maioria das pessoas despreza partidos, sindicatos, associações. Comunica-se pela internet e, dessa forma, as instituições tradicionais de representação perdem terreno a olhos vistos.
É o cansaço de tanta impunidade, de CPIs que não dão em nada, do conluio que forma, em paralelo à tradicional, fundada em 1889, a “república do rabo preso”. É o mundo das propinas, das fortunas que florescem inexplicavelmente da noite para o dia, das obras superfaturadas, intencionalmente mal feitas ou até fantasmas.
As fotos dos bacantes de Paris, encabeçados pelo governador fluminense, Sergio Cabral, são o retrato da situação patética em que vivemos: gastos exorbitantes, presença de empreiteiros e fornecedores do estado, a começar por Fernando Cavendish. Constrangedor.
Retrata uma época: a mancebia entre o público e o privado, guardanapos grotescamente transformados em chapéus, dancinhas ridículas, sorrisos aparvalhados, deslumbramento e falta de compostura. Infelizmente é a nossa época.
Além dos aspectos morais, vejo a questão da linguagem. Os jovens da internet, ricos ou frequentadores de lan houses da periferia, não têm motivo para escutar mensagens de políticos fechados para as vozes de fora do seu mundo canhestro.
Não percebem que as redes sociais possibilitam a reunião de pessoas que, mesmo não se conhecendo pessoalmente, descobrem afinidades e passam a interagir sobre a realidade. Crescem, inclusive politicamente, à margem de práticas que não as sensibilizam ou mobilizam.
A “Primavera Árabe” mostrou isso. Foi a comunicação pelas mídias sociais a destronar tiranos instalados há décadas no poder sustentado pela força e pelo suborno. Não estou seguro de que esses países rumarão todos na direção da democracia. Registro apenas que cidadãos, com prevalência de jovens, derrubaram ditadores passando ao largo de partidos, sindicatos e entidades afins.
Evidente que se pode atingir objetivos ousados, utilizando as ferramentas contemporâneas de comunicação. Mas não se governa um país sem organização política eficaz, sem quadros capazes da boa gerência, sem expertise.
Aí está o divórcio. Os que desejam uma sociedade justa e digna não se entendem com representantes que não se mostram à altura do desafio proposto.
Não pode ser assim para sempre e quem precisa mudar, o quanto antes, é a política carcomida.

*Diplomata, foi líder do PSDB no Senado.

maio 17, 2012

TOTALITÁRIOS - artigo de*ARTHUR VIRGÍLIO


TOTALITÁRIOS

*ARTHUR VIRGÍLIO

Lisboa – Parte do PT, instigada por Lula, pretende transformar a CPI do Cachoeira, que terá de investigar a Delta Construções também, em tribunal de exceção contra a imprensa. Refiro-me, claro, à imprensa livre, que ousa criticar os poderosos, denunciar os escândalos. E não aos blogs amestrados e custeados com dinheiro público.
Temo que a CPI se transforme em biombo para proteger corruptos “amigos” da maioria parlamentar. Já falam em blindar o governador fluminense, Sergio Cabral, que mantém relações incestuosas com a Delta e seu proprietário, Fernando Cavendish. Com isso, pretendem fazer um gesto na direção do PMDB, evitando que esse partido empreste seus votos para a convocação de pessoas capazes de causar danos ao governo petista.
Pensam em não investigar a Delta, que é a maior empreiteira do PAC. Era pequena, antes da posse de Lula, em 2003, e virou a sexta maior do país. Mais do que atingir Sergio Cabral, o bacante de Paris, um mergulho nas entranhas da construtora certamente desnudará parte substancial das irregularidades que povoam a gestão petista.
Insistem na tentativa espúria de desqualificar o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, convocando-o para depor na CPI, por três razões básicas: a) impedi-lo de continuar a investigar o escândalo que começa no contraventor Cachoeira e em Cavendish e poderá abalar os alicerces da “república do rabo preso”; b) desmoralizar o homem que sustentará, no plenário do STF, a acusação aos réus do mensalão; c) enfraquecer a instituição que ele representa e tanta dor de cabeça causa a quem desrespeita a coisa pública.
Lula, que odeia intransitivamente, pensa na CPI como meio de investir contra adversários políticos, a exemplo do governador de Goiás, Marconi Perillo. Parece que sua alma atormentada já percebeu que o aconselhou mal: arrisca a pele de aliados e companheiros, ameaça paralisar o governo Dilma e ele próprio poderá sair bem arranhado. Afinal, na CPI dos Bingos, patrocinada pelo Senado durante seu segundo mandato, surgiu com força a acusação de que Carlos Cachoeira teria contribuído financeiramente com sua eleição.
A primeira vez, por sinal, que Cachoeira “brilhou”, no horário nobre das televisões, foi subornando Waldomiro Diniz, que trabalhara no quarto andar do Palácio do Planalto sob as ordens de José Dirceu. O mesmo Dirceu que, como “consultor” de empresas que trabalham com o governo petista, serviu à Delta. A partir daí a pequena empreiteira começou a se agigantar, abocanhando fatias cada vez maiores dos recursos federais para investimentos.
É hora de defender a imprensa livre das tentativas de amordaça-la que não saem da cabeça dos aprendizes de Hugo Chávez que mandam no Brasil de hoje. Eles querem diminuir e até extinguir a democracia.
São totalitários.

*Diplomata, foi líder do PSDB no Senado

abril 06, 2012

Economia Insegura – artigo de Arthur Virgílio


ECONOMIA INSEGURA

                                          *ARTHUR VIRGÍLIO

          Na semana da primeira eleição de Lula, em 2002, o real bateu sua menor cotação frente ao dólar: US1 = R$3,95. Daí em diante, a moeda só se valorizou, registrando pequeno recuo em meados de 2004 (época do mensalão) e ao longo do último trimestre de 2008, no rastro da crise mundial.

          Até antes da crise de 2008, quando o real experimentava constante valorização, os empresários não davam sinais de desespero, porque o mundo crescia e as commodities viviam preços esplendorosos. Logo que a crise se estabeleceu, porém, empurrando para baixo os preços das commodities, as moedas em geral se desvalorizaram fortemente face ao dólar, bancos quebraram, parecia o fim do mundo.

          A recuperação foi rápida. Os bancos centrais mundiais agiram com presteza, despejando liquidez no sistema financeiro, e o panorama começou a mudar para melhor. Mas foi melhora desigual. Depois de quase quatro anos de turbulências, alguns ativos retornaram aos patamares de 2008, como as bolsas americanas, a Bovespa chegando perto disso, claro que em termos nominais, isto é, sem considerar a inflação do período.

          Já os preços das commodities, setor vital para o Brasil, medido pelo índice Reuters/JeffereisCRB, utilizado pelo sistema financeiro e composto por 19 produtos cotados nas bolsas de Nova Iorque e Chicago, que tinha atingido a máxima no início de julho de 2008 (474 pontos), atualmente ainda se encontra na casa dos 300 pontos. Mesmo com a recuperação do preço do petróleo, que representa 30% do total do índice.

          O real vinha sendo um aliado do governo. Desde janeiro de 2003, conheceu valorização de 92,6%. Quando a moeda se valoriza, a sensação de riqueza das famílias aumenta, a inflação fica mais contida (os produtos importados chegam mais baratos ao país), as pessoas viajam para o exterior, os empresários importam máquinas novas e matérias primas a preços baixos.

          Isso, no entanto, deveria vir acompanhado de atitudes governamentais. O Brasil atravessou a bonança sem aproveitá-la. Não prosseguiu com as reformas que Fernando Henrique havia iniciado, não investiu na modernização da infraestrutura, não cuidou de educação, saúde e segurança, aceitou conviver, passivamente, com a intolerável carga tributária que nos asfixia o futuro.

          Agora que os preços das commodities pararam de subir, a inflação voltou a incomodar e todos sabemos que taxas acima de 5% por período prolongado tornam qualquer economia mais insegura. O governo erra, faz populismo. A conta agora se apresenta para ser paga.

          O “pacote” anunciado por Dilma e Mantega é tímido, paliativo, atrasado (protecionista, revive as nocivas reservas de mercado), aumenta a carga tributária e privilegia alguns setores econômicos (pródigos em financiar campanhas eleitorais), em detrimento da sociedade.

          A economia brasileira não vai bem.

          *Diplomata, foi líder do PSDB no Senado
 
                       

março 29, 2012

Fazem Falta - artigo de Arthur Virgílio




*ARTHUR VIRGÍLIO
          Num espaço curtíssimo de tempo, lá se foram Chico Anysio, mestre do humor no Brasil, e Millor Fernandes, o pensador, escritor, frasista, tradutor e cartunista. Fazem falta imensa a um Brasil que se tem marcado pela corrupção, pelas decepções, pelo rebaixamento dos valores.
     - Blog Conversa Afiada -   
Chico, quase 81 anos, fazia as pessoas felizes e sorridentes, sem deixar de praticar a crítica mais corrosiva aos desvios de conduta de políticos, de empresários, dos cidadãos. Os notáveis tipos que criou não seguirão com ele para o céu; ficarão conosco, com os nossos descendentes, para sempre.

          Millor, 88, um dos mais densos intelectuais que este país já produziu, foi sempre a representação da vanguarda, da ousadia e da coragem. Sobre esta última, os tempos heroicos do “Pasquim” atestam muito bem.

          O Millor das frases antológicas, que sempre me pareceu não ter idade, tamanha a sua capacidade de andar à frente dos tempos, nos faz herdeiros de obra plena de talento, humanidade, ironia, advertências. Faz a viagem para a eternidade logo depois de Chico, legando-nos a beleza que compôs, as ideias que o fizeram fonte de inspiração e aprendizado para brasileiros de algumas gerações.

          Não tive a honra de conhecer pessoalmente Chico Anysio. Mas percebo-o como da minha maior intimidade.

          Falei com Millor apenas uma vez, num restaurante no Rio, apresentado pelo querido amigo cineasta Silvio Tendler. Maravilhei-me em ouvi-lo por longo tempo que, quando acabou, pareceu curto demais.

          Chico me emociona pelo sentimento das pessoas e pela correção que sempre demonstrou com suas ex-mulheres e com sua última companheira. Do mesmo modo, sua luta para manter em atividade, na Globo, atores e atrizes veteranos, revelava sublime solidariedade. Era a expressão da generosidade, coração enorme, pulsando com muito amor pela vida.

          Millor sempre se me afigurou um personagem de mitologia. A morte de Chico me encheu de tristeza. A de Millor, de tristeza e estupefação: pensei que ele tinha algum acordo divino para não finar jamais.

- Blog do Noblat/Charge de Chico Caruso -
          Os dois, aliás, não morreram. Apenas o destino lhes oficializou a imortalidade.
          Ri muito com Chico e com Millor. Pensei com um e com outro.

          Agora, corroborando o pranto da nação, vejo um paradoxo, uma ironia. Os donos da verve, da crítica aos poderosos, do humor refinado, fazem uma longa viagem e nos deixam entristecidos.

          Com o tempo, sei que a dor dá lugar somente às melhores lembranças, é substituída por permanente celebração. Vejam Bandeira, Drummond, Machado de Assis? A dor por eles não virou celebração e orgulho?

          Bem sei que é assim, mas por agora, é de se registrar que essa última piada conjunta de Chico e Millor não teve graça nenhuma.

          *Diplomata, foi líder do PSDB no Senado       

março 23, 2012

A Samaumeira Gro Harlem - artigo de Arthur Virgílio



A SAMAUMEIRA GRO HARLEM

*ARTHUR VIRGÍLIO
         
A árvore que melhor simboliza a resistência natural do caboclo amazônico e da própria Região Amazônica é, sem dúvida, a samaumeira. Ela resiste ao igapó e à várzea. Raízes mergulhada na água ou em solo instável, tem a sabedoria de retirar o melhor alimento possível. Imensa, como o estereótipo montado no filme "Avatar", explode seus frutos na época certa, quando os ventos sopram mais fortes, e joga ao ar as sementes, envoltas em plumas levíssimas, espalhadas pela brisa na imensidão selvagem do território. Uma dessas árvores foi plantada pela ex-primeira-ministra da Noruega Gro Harlem, em 1992, durante visita a Manaus, no Parque Municipal do Mindu.
          Nada mais simbólico e justo.
          Gro é uma ambientalista legítima. O que diz é profundo. Foi a primeira pessoa a utilizar o termo "sustentabilidade" e a incutir-lhe o significado de uso dos recursos naturais sem destruir a natureza. Ela viaja o mundo, visitando locais como minha cidade, despejando sementes em forma de palavras, espalhando lucidez como as plumas da samaumeira.
          Escrevo sobre isso porque Gro esteve em Manaus, esta semana, para participar do 3º Fórum de Sustentabilidade. Quis levá-la, com o presidente Fernando Henrique, na cidade pelo mesmo motivo, na sexta-feira (22/02), às 9h30, ao Parque do Mindu, para que visse de perto como está a pequena árvore que plantou há duas décadas.
          O Mindu, em seus 33 hectares, é o maior parque ecológico urbano do Brasil. Prefeito, estava fechando o expediente no gabinete, fim de tarde, quando me chegou a informação de que um conhecido grileiro estava invadindo a área. Moradores do Parque 10 se mobilizaram para impedi-lo. Ele cercou-se de capangas. Fomos até lá, impedimos a invasão e iniciamos de imediato o processo que levou à criação do parque.
          O Mindu tem para mim significado muito especial. Empresta o nome do igarapé, pequeno curso d'água, que lhe corta as entranhas. Foi lá que meu pai me ensinou a nadar. O macaquinho sauim-de-coleira, hoje sauim-de-Manaus, mascote da capital amazonense, faz de suas matas seu habitat preferencial.
          Sonho com o dia em que verei as águas do Mindu límpidas. Sim, por mais que pareça impossível, não desistirei nunca da ideia de que meus filhos, netos ou bisnetos tenham novamente o prazer refrescante de um banho no local. Mesmo a mentalidade mais estúpida terá que sucumbir à avalanche de consciência ambiental do Planeta e ver que aquele curso d'água, hoje fétido, pútrido, depositário dos dejetos da vida moderna, corre por poucos metros, na nascente, como veio ao mundo – limpo, de um vermelho transparente, fresco, gelado.
          Consegui manter no Mindu suas árvores frondosas, tomando-o das mãos de um celerado acostumado a falsificar documentos e a ludibriar autoridades. Não desistirei da luta por saneá-lo, embora saiba que isso significa luta desigual.
          A samaumeira cresceu, primeira-ministra Gro Harlem. É testemunha da sua epopeia pelo mundo. Volte sempre para vê-la. Leve dela a lição da vida, a explosão dos frutos que dá em novas árvores. Exatamente como suas palavras espalham consciência ambiental.

*Diplomata, foi líder do PSDB no Senado


março 16, 2012

Vai Mal, artigo de Arthur Virgílio

                         

                                   VAI MAL

                           *ARTHUR VIRGÍLIO

          Lisboa – O governo Dilma Rousseff está paralisado. Não realiza as obras dos PACs por inapetência administrativa e/ou por restrições naturais que o TCU opõe a superfaturamentos e corrupção. Montou base “aliada” fisiológica, exageradamente numerosa, disforme, sem identidade, sem programa de país que supostamente pudesse uni-la.

          Em apenas 14 meses, Dilma perdeu 14 Ministros, a maioria deles sob pesadas acusações de corrupção. Falta expelir a extensa lista dos incompetentes.

          Inexiste a articulação política. Dilma entende pouco do assunto e as peças-chave do seu esquema são neófitas, conhecem pouco Brasília, desconhecem os meandros de cada partido, parecem matutos deslumbrados com os arranha-céus da cidade grande.

           A Presidente virou refém do mais deslavado “toma-lá-dá-cá” da história brasileira. O projeto montado por Lula funcionava porque ele, inegavelmente, é hábil político e porque tinha a protegê-lo as reformas do período Fernando Henrique, e a conjuntura internacional extremamente benigna. Agora, a margem de manobra é menor e, paradoxalmente, as demandas dos “aliados” são maiores, até porque o exército do rei Xerxes, flácido, frouxo, sem combatividade, era o maior do mundo.

          A oposição precisa encontrar o seu viés, numa e noutra Casa. Vozes isoladas a representam e isso dá fôlego a um governo fraco, deficiente, incompetente e inseguro.

          A corrupção grassa e o exemplo vem de cima. Não há tecido da máquina oficial que, espremido, não produza secreção purulenta. O aparelhamento político do Estado, com fins corruptos, chegou ao paroxismo. As agências reguladoras viraram apêndices dos Ministérios, perderam a independência, elas que nasceram para representar o Estado, que é permanente, e não os governos, que são transitórios, e que deveriam também proteger os interesses dos consumidores, hoje ignorados.

          O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, admite ter recebido R$50 mil do laboratório Hipolabor, quando dirigia a Anvisa. A Procuradoria–Geral da República afirma tratar-se de suborno. O acusado, “defende-se” dizendo tratar-se de “empréstimo” que fez a um lobista da União Química, outra indústria farmacêutica, e que esses R$50 mil seriam o ressarcimento do empréstimo.

          Por que o lobista de uma empresa pagaria “empréstimo” através de uma concorrente? E é justo, legal, decente, legítimo, um dirigente de agência reguladora “emprestar” dinheiro a lobista de setor que ele deveria fiscalizar com rigor, isenção, sem promiscuidades?

          O Brasil está virando um “clube dos cafajestes”. Os exemplos dados às novas gerações são os da amoralidade e da imoralidade.

          Nesse rumo, não iremos a lugar nenhum. Sermos o 6o PIB do mundo, com renda cruelmente repartida e corrupção institucionalizada, nos define como uma grande republiqueta, jamais como uma grande nação.

          *Diplomata, foi líder do PSDB no Senado

fevereiro 09, 2012

"Outro Desastre" – artigo de Arthur Virgílio

   O Blog do Delmanto abre espaço para o artigo de nosso colaborador, o ex-senador Arthur Virgílio Neto, ampliando os temas para debate da “intelligentzia” brasileira. Vamos ao artigo:                                              



OUTRO DESASTRE

                               *ARTHUR VIRGÍLIO

Lisboa – Em 13 meses de governo, a Presidente Dilma Rousseff se viu forçada a demitir sete Ministros, que a imprensa solidamente acusava de corrupção. E perdeu Nelson Jobim, da Defesa, que discordou abertamente da orientação do governo.

Como se fosse pouco, tem feito o impossível para segurar dois outros, que viraram fantasmas: Fernando Bezerra, da Integração, para não se chocar com Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, pela amizade que nutre por ele. Ou seja, não demite um porque teme enfrentar um governador poderoso e não demite outro, porque o considera uma espécie de “afilhado”.

Como se fosse tudo, dos 28 Ministros restantes, se a Presidente quisesse fazer justiça ao mérito, demitiria certamente mais da metade: inoperantes, invisíveis, inexpressivos, desconhecidos. Indago: será que algum brasileiro, incluindo a própria Dilma, sabe dizer, num fôlego só, sem gaguejar, os nomes de toda essa gente? Duvido muito!

Como se ainda não bastasse, a Presidente demite a Ministra das mulheres, cujo nome sinceramente desconheço, e indica, em substituição, a professora Eleonora Menicucci, sua antiga companheira de prisão. A referida senhora, em sua primeira entrevista, afirmou ser favorável à descriminalização do aborto que, hoje, somente é permitido, por lei, em caso de estupro ou de risco de vida para a mãe.

Advertida pela “chefe”, Eleonora, primária e escapista, declarou então que falara em nome próprio e que, como Ministra, seguiria a orientação do governo. Que orientação é essa, a própria Dilma não explicita, porque sabe que a clareza lhe tiraria votos em 2014.

Na campanha de 2010, fez terrível ginástica para fugir do tema e agora aparece sua fraternal Eleonora, embaraçando-a com afirmações desse tipo! Claro que com o tempo, a nova Ministra haverá de aprender que, nesse governo, nada é feito a sério: a “faxina” de Dilma é falsa; sua capacidade gerencial é peça criada pelo marqueteiro João Santana e, portanto, diante de um tema como o aborto, a posição oficial é “nem sim nem não, muito pelo contrario”.

O perfil de Dilma está claro para quem tem olhos de ver. Ao invés de “durona” e “resoluta”, é indecisa e virou refém dos partidos fisiológicos que a apoiam, a começar pelo PT. Longe de ser intolerante com os “malfeitos” (ela teme dizer a palavra corrupção), mantém, por meros laços de amizade pessoal, o “consultor” Fernando Pimentel; se fosse coerente, traria Antonio Palocci de volta para o governo, porque o delito de um é igualzinho ao do outro.

Distante de ser lúcida administradora, revela sentimentalismos descabidos, entregando um Ministério a uma companheira de juventude que, ao abrir a boca, criou um problema para seu governo.
Na eleição passada, o povo comprou“ouro de tolo”.

*Diplomata, foi líder do PSDB no Senado