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maio 01, 2023
abril 10, 2017
BOTUCATU NA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS - Registro Histórico!
BOTUCATU
NA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS
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Foram três os intelectuais pioneiros
de Botucatu a entrarem na ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – APL: ALCEU MAYNARD
ARAÚJO, FRANCISCO FERRARI MARINS E HERNÂNI DONATO!
Folclorista de renome nacional. Educador e
Intelectual festejado, Alceu Maynard Araújo foi o primeiro
botucatuense (ele sempre se considerou um botucatuense)
a galgar os degraus da glória
acadêmica, sendo o primeiro
botucatuense a ingressar na Academia Paulista de Letras. Lá, abriu caminho para os outros dois botucatuenses que
tanto tem valorizado Botucatu na cultura de nosso Estado: Francisco Marins e Hernâni Donato.
Em Botucatu, a ACADEMIA
BOTUCATUENSE DE LETRAS estará
completando, em 2017, seus 45
anos de
existência profícua, interagindo com a sociedade botucatuense, consolidando a
cultura e a história da cidade e realizando eventos culturais e literários. Nas
comemorações de seus 30 anos, a ABL teve seu histórico
registrado em uma Edição Especial Comemorativa da revista PEABIRU, nº
20, de julho/2002.
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A Academia Paulista realizava, assim, de forma pioneira, uma Sessão fora de sua sede, na capital. E, em SESSÃO MAGNA com a ACADEMIA BOTUCATUENSE DE LETRAS marcava o início dessa nova modalidade interativa entre os Acadêmicos Paulistas e os Acadêmicos das cidades do interior que tão bem cultuam e promovem a cultura, a literatura, as artes e o rico folclore brasileiro.
A ACADEMIA BOTUCATUENSE DE
LETRAS – ABL
Tudo começou em 1972, conforme podemos
ver na Edição
Especial Comemorativa da
revista PEABIRU, quando da
comemoração dos 30
anos da ABL:
Editorial
O passado está sempre no presente".
Mário Quintana
O 30º aniversário da ABL é um grande marco. É uma vitória! É a Botucatu cultural mostrando a sua sólida formação. Está completa mais uma caminhada peabiruana.
A Peabiru - revista botucatuense de cultura - não poderia deixar de participar, trazendo à nossa comunidade uma edição especial comemorativa de tão importante acontecimento. Desde a primeira tentativa, em 1936, até a segunda tentativa, em 1958, quando o idealismo de nossos intelectuais soube escolher o lema da Academia: " Non Omnis Moriar", ou seja, "não morrerei de todo", é que Botucatu vem tentando viabilizar a sua Entidade Cultural Maior: a sua Academia de Letras !
Finalmente, a terceira tentativa, em 1972...
Surgia, então, a Academia Botucatuense de Letras, sob o comando firme do Dr. Antonio Gabriel Marão à frente de ilustres botucatuenses e - grande privilégio! - contando com 3 Patronos vivos, 3 botucatuenses que representavam a nossa cultura na Academia Paulista de Letras:
Alceu Maynard Araújo, Francisco Marins e Hernâni Donato.
E a ABL surgia com suas particularidades de vanguarda: tinha, além dos 3 Patronos vivos, a presença inédita de 2 mulheres como Membros Efetivos: Elda Moscogliato e Dinorah Silva e Alvarez ( e nesse aspecto, antecedeu em alguns anos iniciativa idêntica da Academia Brasileira de Letras).
A ABL tem apresentado uma atuação positiva e constante na vida de nossa sociedade. Quer como parceira do Poder Público nas datas cívicas quer como promotora da cultura, cultuando datas, divulgando nossos intelectuais e resgatando a nossa história e a atuação prestante de nossos antepassados. A ABL tem sabido representar a cultura de Botucatu. A ABL tem sabido bem representar a cultura da "Cidade dos Bons Ares e das Boas Escolas..."
Especialmente sobre os três intelectuais pioneiros: ALCEU MAYNARD
ARAÚJO, FRANCISCO MARINS E HERNÂNI DONATO, destacamos, abaixo, os links de seus respectivos posts:
Alceu Maynard
Araújo: Centenário de Nascimento!
Francisco Marins –
Grande perda para Botucatu!
Hernâni Donato –
Grande Escritor...Saudades...
Marcadores:
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Francisco Ferrari Marins,
Hernâni Donato
março 14, 2017
OS BRASÕES DE BOTUCATU: REGISTRO HISTÓRICO!
O Brasão de Botucatu
Os Símbolos do Município de Botucatu tem sido, nos últimos tempos, objeto de acaloradas discussões, protestos e movimentos organizados. Isso revela que a nossa simbologia cívica está necessitada de uma maior adequação à história botucatuense.
Foram 3 os Brasões de Botucatu:
O 1º Brasão - o Brasão do Centenário - foi o que mais permaneceu oficialmente. Surgiu por ocasião das comemorações de nosso 1º Centenário. A municipalidade atendeu às reivindicações das forças representativas da comunidade e à necessidade de o município elaborar o seu símbolo representativo, designando o escritor botucatuenseHernâni Donato e o professor Gastão Dal Farra para que elaborassem o Brasão de Botucatu. Como era o nosso primeiro Brasão, contou com entusiástica colaboração doProf. Sebastião de Almeida Pinto. O Brasão elaboradotrazia em seu bojo a história de Botucatu, tendo passado pelo crivo exigente do Prof. Sebastião de Almeida Pinto, destacado historiador botucatuense, do Prof. José Pedretti Neto, também destacado estudioso de nossa história e do parecer minucioso de nosso 1º Arcebispo - Dom Henrique Golland Trindade.
Na perspectiva do preciosismo da heráldica, com certeza, em alguns aspectos técnicos do brasão, haveria falha técnica em sua elaboração. É compreensível. No entanto, destaque-se o encontro perfeito e completo de nossa história com o simbolismo gráfico do brasão.
O 2º Brasão surgiu no final dos anos 70. Foi uma grita geral. Após 26 anos, as autoridades constituídas resolveram mudar o Símbolo Oficial do Município. A ausência de participação dos botucatuenses e a pressa na mudança foi destacada por pronunciamentos dos Vereadores e claro posicionamento das Entidades representativas, com destaque para a Academia Botucatuense de Letras. Trabalho do Sr. Lauro Escobar, especialista em heráldica, o nosso 2º Brasão foi elaborado na mesma época que o Brasão da vizinha cidade de Anhembi. Eram parecidos. Nosso 2º Brasão estava condenado a ter vida curta...
No ano de 1983, a Prefeitura Municipal de Botucatu patrocinou nova mudança em nosso Símbolo Municipal.
Nosso 3º Brasão surgiu de consulta pública, sob a coordenação da Prefeitura Municipal e colaboração da Academia Botucatuense de Letras.
Embora aberta à participação da comunidade, a elaboração do 3º Brasão de Botucatu não empolgou, eis que não houve motivação suficiente para que os botucatuenses se mobilizassem.
É sabido que não basta ser perito em heráldica para ser capaz de compor um Brasão. É preciso ir além. É preciso conhecer o espírito do povo, a sua história, para que o Símbolo Oficial a ser elaborado seja, realmente, o intérprete desses fatores, quer sob o aspecto histórico, quer sob o aspecto de sua plasticidade técnica. Um perito em português, é sabido, nem sempre faz a melhor poesia...
Optou-se pela mudança , mais uma vez...No entanto, o 3º Brasão não empolgou a população , nem durante a sua feitura e, o que é mais grave, nem depois que se transformou, por força de lei, em Símbolo Municipal. De uma técnica perfeita e de uma plasticidade inatacável, o nosso 3º Brasão é irritantemente ínsipido e frio e vazio, em termos de mensagem e simbolismo.
O movimento pró-retorno do Brasão do Centenáriocontinua...Isso é significativo. Por ocasião das discussões à respeito da mudança de nosso Brasão, o historiador botucatuense escreveu vigoroso artigo e deixou o seu alerta: "...Em futuro não remoto, a Academia, o Centro Cultural, a Casa de Cultura, os jornais e as rádios bem que poderiam levar o assunto à tribuna irrecorrível: o plebiscito..."
Breve, Botucatu estará comemorando o seu 159ºaniversário. Quem sabe será uma oportunidade para que haja o tão esperado casamento entre os nossos Símbolos Municipais e a História deste povo que soube construir, no cimo da serra, uma comunidade participativa e orgulhosa de seu passado, vivenciando o seu presente e construindo o seu futuro.
SUGESTÃO: Já demos a nossa sugestão e vamos repetí-la: que se mantenha o atual Brasão e se eleve a nível de BRASÃO DO CENTENÁRIO o nosso Brasão Histórico, elaborado por Hernâni Donato e Gastão Dal Farra. Nos links apresentados na abertura “O Brasão de Botucatu I e II”, apresentamos toda a luta pela manutenção do Brasão do Centenário, com o o artigo do Hernâni Donato, os discursos dos vereadores e artigo dedicado ao nosso símbolo municipal. Vale a leitura
A seguir, daremos os aspectos técnicos de cada Brasão.
O Brasão do Centenário
1º Brasão (de 1952 a 1978)
Criado pela Lei nº 273, de 28/08/52, o 1º Brasão de Botucatu foi elaborado pelo historiador botucatuenseHernâni Donato e desenhado pelo também botucatuense Prof. Gastão Dal Farra. Prefeito: Emílio Peduti.
"Descrição : Escudo redondo português encimado pela coroa mural da municipalidade, dividido em dois quartéis sendo o primeiro cortado. No primeiro quartel, na parte de dextra, em sinople, três montanhas heraldicas, cortadas do leste para o oeste geográficos por um caminho em ascensão e ao pé das montanhas uma capela rústica encimada por uma cruz. No primeiro quartel, na parte de senextra, em blau, da esquerda para a direita um sol e uma estrela sobre dois rios paralelos. No segundo quartel, um livro, um báculo e um arado manual. Na coroa, em escudete, um fuso encimado pelo seu significado de atividade matriarcal, o orago da cidade. Como suportes, à dextra, um ramo de café frutado em goles, à senextra um ramo florido de algodão em cor natural. No listél, em letras de ouro sobre sinople, a palavra "Botucatu".
Justificativa: O escudo português, redondo, liga a origem da cidade e o povoamento do município à tradição lusitana no Brasil. No primeiro quartel, à dextra, as montanhas heraldicas mostram a Serra de Botucatu, balisa no caminho dos bandeirantes, principal distintivo geográfico da região e primeiro elemento da mesma que compareceu na História. O caminho ascendente lembra as estradas coloniais que fizeram da serra um carreadouro de civilização e de povoamento, a ponto de haver um governador da província determinado que a ida ou o retorno do sertão se fizesse atravessando aquelas serras. A capela ensina que a primeira construção e tentativa de povoamento é devida aos padres da Companhia de Jesus que ali mantiveram uma fazenda de criar, de 1719 até 1760, na qual fazenda nasceram os primeiros botucatuenses cristãos. A capela mostra ainda que a cidade nasceu para a civilização, tal como o Brasil e São Paulo, sob o signo da Cruz de Cristo. O campo em sinople relembra as pastagens que constituiram o motivo, a formação das primeiras fazendas e núcleos populacionais. Na parte da senextra, o campo blau diz da pureza do clima que veio dar o nome à região, sabido que Botucatu significa bons ares. A estrela, símbolo das virtudes teologais afirma que a cidade e o povo foram sempre firmesem sua Fé erguendo inúmeros templos de várias profissões religiosas; constante na sua caridade, mantendo asilos e casas de abrigo, e da sua permanente Esperança nos dias futuros. Os rios paralelos que são o Tietê e o Pardo, confirmam o ensinamento de que Botucatu cumpriu desde os seus primeiros dias a missão de conduzir através de seu território a civilização e a conquista. O Tietê conquistou o sertão do Brasil, nos séculos XVII e XVIII e o Pardo povoou o sertão de São Paulo no século XIX. No segundo quartel, o livro, o báculo e o arado dizem que a projeção da cidade e do município veio do seu trabalho profícuo e da sua atividade espiritual pois durante meio século Botucatu foi o maior centro educacional do sudoeste paulista e do território de sua diocese é que sairam os territórios de várias outras dioceses paulistas.
Na coroa, em escudete, o fuso, significando atividade matriarcal, demonstrando que o orago da cidade é Sat´Anna. Como suportes, à dextra um ramo de café frutado lembrando que o município não só foi grande produtor de café mas também origem de uma importante variedade: o "café amarelo" ou "café de Botucatu". À senextra, um ramo florido de algodão que foi outro importante produto agrícola da região. A final, é consignado o nome do município no listél, objetivando bem individualizar o brasão."
2º Brasão
(de 1978 a 1983)
Criado pela Lei nº 2.130, de 12/03/78, foi elaborado porLauro Ribeiro Escobar. Prefeito: Luiz Aparecido da Silveira.
"Descrição : Escudo ibérico, de blau, com um monte de três cabeços de jalde, movente da ponta, carregado de um fuso de goles, um aquilão de argente sainte de nuvens do mesmo, movendo do ângulo sinistro do chefe e bordadura de goles, carregada em chefe de uma cruz flordelizada, acompanhada em orla de sete flores de liz, tudo de jalde. O escudo é encimado de coroa mural de argente, de oito torres, suas portas abertas de goles e tem como tenentes, à dextra, a figura de um bandeirante e à sinistra, a figura de Minerva, em trajes característicos, ambos de carnação. Listél de blau, com o topônimo "BOTUCATU" e letras de jalde.
Justificativa :Escudo ibérico, em azul, usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil, evoca os primeiros colonizadores de Botucatu; um monte de três cabeças - em amarelo - simboliza a Serra de Botucatu; aquilão prateado, saindo das nuvens, simboliza o topônimo Botucatu: "Ybiti", ventos, ares, e "Katu", bons; fuso em vermelho, evoca Santana, padroeira da cidade; coroa prateada significa emancipação política do Município; bandeirante, à direita, evoca os bandeirantes que tinham seu marco na Serra de Botucatu, em sua caminhada para oeste; Minerva, à esquerda, deusa da Sabedoria representa o centro de cultura, que é Botucatu, pelas famosas escolas; listél com topônimo Botucatu, em amarelo."
3º Brasão
(desde 1983)
Criado pela Lei nº 2.397, de 10/11/83, foi elaborado a partir do concurso aberto, sob a Coordenação da Prefeitura e Academia Botucatuense de Letras, buscou, em substituição ao 2º Brasão, a elaboração de um brasão tecnicamente bem elaborado. Prefeito: Antonio Jamil Cury.
"Descrição :Escudo português. Portas abertas das torres. Campo azul. Fuso de prata. Terra do verde. Perfil da cuesta e ramos de café amarelo.
Justificativa : O escudo português indica a cultura que fundamenta a comunidade pátria e a local, cuja categoria de município é atestada pela coroa mural. As portas das torres, abertas em azul, asseguram a hospitalidade aos que chegam. O campo azul reflete o céu e o clima que inspiraram ao indígena o nome ybytukatu, significando bons ares. O fuso de prata, símbolo do trabalho e de Sant´Anna, a Padroeira, nele reverencia os fundadores da cidade e nela celebra as virtudes da Mãe e Mestra. O verde do terrado acentua a fertilidade da terra e evoca o dilatado território original botucatuense, matriz de muitos outros municípios. A faixeta de prata evidencia o perfil da cuesta, impressiva característica geográfica da região, recordando, ainda, caminhos que mesmo antes do descobrimento do Brasil, cruzando o chão municipal, serviam de intercâmbio de conhecimentos e riquezas, os ramos de cafeeiro, frutificados em amarelo ouro, realçam a variedade chamada "Café Amarelo" ou "Café Botucatu", privilégio das lavouras locais. O topônimo "Botucatu", em prata listél azul, valoriza o respeito dos municípios pelos legados do passado, reafirma o seu zelo pelas singularidades da terra e a perseverança nos valores espirituais e fraternos e garantias de futuro melhor." (AMD)
julho 05, 2016
Academia Botucatuense de Letras: Homenagem à “intelligentzia botucatuense”!
Academia Botucatuense de Letras: Homenagem à “intelligentzia botucatuense”!
Nas homenagens prestadas pela ACADEMIA
BOTUCATUENSE DE LETRAS, em seus 44 anos de existência à intelectualidade
botucatuense, – 09 de Julho de 1972/2016 – participamos e queremos destacar
três dessas justas manifestações de nossa ACADEMIA.
HERNÂNI
DONATO
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Quando da histórica reunião conjunta
da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – APL e
da ACADEMIA BOTUCATUENSE DE LETRAS – ABL, idealizada pelo presidente emérito da
APL, acadêmico Francisco Marins e presidida pelo acadêmico José Celso Soares
Vieira, presidente da ABL, realizada no
TEATRO MUNICIPAL “CAMILLO FERNANDES DINUCCI”, no dia 29 de março de 2001, foram
homenageados dois ilustres botucatuenses: prof. José Pedretti Neto ( in
memoriam – área da educação) e o escritor Hernâni Donato (historiografia).
A emoção deu o tom à cerimônia de entrega do troféu “A Flor Roxa de Taquara
Póca” aos homenageados na segunda parte da Sessão Magna das APL e ABL. A
premiação é uma realização do “Convivium – Espaço Cultural Francisco Marins”.
Na ocasião, a viúva de Pedretti Neto,
profa. Laurentina Peres Pedretti recebeu o troféu das mãos do Dr. Adolpho
Dinucci Venditto e o escritor Hernâni Donato recebeu seu troféu das minhas
mãos. Grande honra. Na ocasião, pude fazer o meu discurso em homenagem a esse
saudoso e importante escritor botucatuense. O dramaturgo botucatuense, Alcides
Nogueira, também discursou em seu nome e no de Leilah Assumpção. Ambos foram
premiados com o troféu há 2 anos.
(Diário da Serra, sábado/domingo, 31
de março/1º de abril de 2001 – A Gazeta de Botucatu, 06/04/2001))
MILTON
MARIANNO
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Em mais uma realização da ACADEMIA
BOTUCATUENSE DE LETRAS – ABL e do
CONVIVIUM – ESPAÇO CULTURAL FRANCISCO MARINS, em 21 de maio de 2004, no TEATRO
MUNICIPAL “CAMILLO FERNANDES DINUCCI”, foi entregue o prêmio “Flor Roxa de
Taquara Póca”, a dois ilustres botucatuense: o economista Milton Marianno e o
empresário e ex-prefeito de Botucatu, Emílio Peduti (in memoriam). A sessão foi
presidida pelo Dr. Fernando Marins, representando o Convivium e tendo como
apresentador oficial o acadêmico da ABL, Bahige Fadel.
Na ocasião, como presidente da ABL,
fiz a entrega do troféu ao ilustre botucatuense, ex-Diretor do Banco Sudameris,
Milton Marianno e o prefeito municipal, Mário Ielo, fez a entrega do troféu à
Sra. Lourdes Peduti Soares Batista, filha do homenageado e representante da
família.
(Diário da Serra,
25/05/2004 – A Gazeta de Botucatu, 28/05/2004)
GLORINHA
DINUCCI
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E, na terceira homenagem, a profa.
Maria da Glória Guimarães Venditto – a Glórinha Dinucci, pioneira do colunismo
social em Botucatu. Na ocasião, a
professora, jornalista e colunista tomou posse na ABL – ACADEMIA BOTUCATUENSE
DE LETRAS, em 04 de junho de 2004, em concorrida cerimônia realizada no Colégio
Santa Marcelina. A apresentação da nova integrante da ABL foi feita pelo
acadêmico Bahige Fadel. Em sua tese acadêmica, destacou o patrono de sua
Cadeira nº 21, o poeta VICENTE DE CARVALHO, que tinha orgulho em ser poeta que
gostava de escrever sobre o mar. A nova acadêmica destacou também a importância
de seus antecessores na ABL: TRAJANO PUPO JÚNIOR e ÁLVARO JOSÉ DE SOUZA.
O medalhão da ABL foi entregue por
mim, como presidente da ABL, sendo que o Diploma de Membro Efetivo foi entregue pelo
Secretário da ABL, acadêmico Marcos Luciano Corsatto. Na sessão, receberam o
“Diploma de Honra ao Mérito”, a professora e socióloga Jair Conti e o
economista Fúlvio Chiaradia.
(Diário da Serra,
11/06/2004 – A Gazeta de Botucatu, 11/06/2004)
abril 16, 2016
MARIA LÚCIA DAL FARRA E O BRASÃO DO CENTENÁRIO:
MARIA LÚCIA
DAL FARRA E O BRASÃO DO CENTENÁRIO:
DAL FARRA E O BRASÃO DO CENTENÁRIO:
Maria Lúcia Dal Farra disse...
Caro Armandinho: dirijo-me a você, amigo dos muito antigamentes, atencioso e ousado batalhador das causas do nosso município, estimado escritor e já agora responsável por este blog onde o vejo persistir como o botucatuense-mor que sempre conheci em você.
Sendo filha do Gastão e admiradora fervorosa de seus companheiros – e aqui refiro-me precisamente a essa trinca histórica: o Hernâni Donato, o Dr. Sebastião de Almeida Pinto e o Dom Henrique Golland Trindade - é natural que torça pelo nosso primeiro Brasão, aquele do Centenário. Jesumina, a minha Mãe, para quem a memória é o que nos constrói erguendo o espelho onde nos podemos reconhecer, tem lutado heroicamente em suas crônicas pelos monumentos da nossa História Botucatuense, muito embora debalde e em vão: pelo Bosque, pelo busto do Angelino retirado dali, pelo Paratodos, pela antiga Estação de Ferro Sorocabana, pelo Pontilhão, pelo Brasão do Centenário, etc, etc. Sua dignidade e elegância são, no entanto, incisivas, e tais motivos se converteram em causas verdadeiramente obsediantes para ela, das quais nunca abdicará – haja visto a mensagem que lhe enviou agora.
Da minha parte e das minhas irmãs, também participamos dessa sua dedicada preocupação. Embora distantes da nossa amada terra natal, nem por isso nos descuidamos dela. De maneira que tenho cogitado que se, pelo menos desde 1978, o Brasão do Centenário tem passado por vários maltratos políticos, muito se deve à identificação inevitável entre ele e o município vitorioso que ele representa, fundador, aliás, de uma tradição inolvidável. O Brasão tornou-se, ao longo das vicissitudes dos tempos, o espelho, a emblemática de uma pujança dificilmente ultrapassada, de maneira que, ao detratá-lo, supõe-se desmerecer nele o contexto histórico-político que o originou.
Por essa razão quero desagravá-lo e a todos que estiveram envolvidos na sua existência oficial de 26 anos, o que o inseriu definitivamente na nossa cultura - malgrado tudo o que se possa assacar a seu desfavor. O Brasão do Centenário é indiscutivelmente um dado cultural botucatuense, marca precisa da nossa idiossincrasia e, como tal, patrimônio histórico do nosso município.
Sem tangenciar, nem de longe, a legítima competência da equipe de peso responsável por ele, e sem menosprezar os argumentos contrários, admitamos, para especular, que uma de suas imperfeições resida (como nos querem fazer crer) na semelhança entre ele e outros brasões. E daí que eu pergunte logo de chofre, levantando uma pequena evidência: que semelhança não haverá entre vários e diversos brasões, uma vez que todos os brasões são produzidos, em princípio, pelos mesmíssimos preceitos da Heráldica?
Levando também em conta a segunda pecha a ele impingida que, no entanto, paradoxal e ingenuamente, anula a anterior, consideremo-la ainda assim. Se há de fato no nosso Brasão imprecisões ou incorreções ou falhas heráldicas - por que razão isso o desabonaria? Por que o suposto “erro” não pode ser antes uma de suas maiores virtudes? Afinal, se o cânone existe, não é para ser ultrapassado? Aliás, de que outra maneira as civilizações avançariam?!
Se olharmos ainda por outro ponto-de-vista, o tal “equívoco” pode, sim, consistir, com justeza, no esforço de conferir ao Brasão (dentro do duro espartilho do preceituário) a unicidade da terra que ele representa. Desse modo, haveremos de convir, o tal “desvio” de que o acusam se justifica largamente pela necessidade de seus autores atualizarem convenientemente a normativa heráldica à especificidade de um lugar de que nos ufanamos justo por ser inigualável: a nossa amada Botucatu.
De maneira que só me resta perguntar: a quem pode incomodar, então, que nós, botucatuenses, sejamos assim tão extraordinários?!
Grande abraço muito amigo da Maria Lúcia Dal Farra.
Lajes Velha, 14 de abril de 201 4.
16 de abril de 2014 11:49
abril 12, 2016
Minha Caminhada Peabiruana...
Minha Caminhada Peabiruana...
“...Mas o objetivo ainda estava por vir. O objetivo era Botucatu, a cidade de Botucatu: sua gente, suas coisas, seus problemas, suas perspectivas... Mas só Botucatu, ou antes e melhor, sempre Botucatu...”
O termo “Caminhada Peabiruana” foi criado pelo saudoso professor Agostinho Minicucci, a representar o histórico da cidade de Botucatu vivenciado através dos tempos e registrado na revista cultural PEABIRU.
E no Aniversário de 161 Anos de Botucatu quero relembrar a “Minha Caminhada Peabiruana”. Tenho procurado registrar os principais fatos históricos de Botucatu, com absoluta imparcialidade profissional, destacando, sempre, o lado positivo da cidadania. A HISTÓRIA DE BOTUCATU é assim, cheia de conquistas, de povos que tentaram ficar e que tiveram que partir e de outros que, através de lutas e, por que não, um certo amor pelo lugar, conquistaram o direito de povoar esta cidade. Viva o povo botucatuense! Que é tão rico em seu passado, e soube assim fazer o seu presente. Incomparável.
Em um de nossos posts, no BLOG DO DELMANTO, falamos da importância do prof. Agostinho em nossa vida literária e jornalística (http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2016/03/as-lembrancas-ficam-agostinho-minicucci.html) e essa interação professor/aluno, vem desde 1963, quando lancei o jornal “TRIBUNA DO ESTUDANTE”, órgão oficial do Colégio La Salle. Na apresentação do jornal, o prof. Agostinho escreveu a apresentação e falou da minha vocação. Terminado o 2º científico (eu ia fazer Medicina, mas fiz o teste vocacional com ele), passei para o Curso Clássico e fui fazer Sociologia e Politica e Direito...
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Hoje, quero fazer um retrospecto da presença da revista PEABIRU, dos jornais que dirigi e do BLOG DO DELMANTO que há 5 anos se dedica, também, a cultuar e promover Botucatu, defendendo e divulgando os seus objetivos, destacando seus Cidadãos Prestantes e construindo a sua rica história centenária que tanto orgulha os botucatuenses.
Eu sempre escrupulizo com assuntos que me dizem respeito. Mas não poderia deixar de registrar os comentários do prof. Agostinho Minicucci sobre o meu trabalho a favor de Botucatu e da importância da revista cultural PEABIRU no resgate da nossa história. Na verdade, cada manifestação do prof. Agostinho é uma aula de CIDADANIA! É isso. CIDADANIA e CIDADANIA MUNICIPAL, na certeza de que “as cidades, as vilas, as fazendas compõem o país. Quem ama o seu torrão natal é um grande patriota, que idolatra o seu berço para enaltecer a grandiosidade da nação,”
NA ACADEMIA DE LETRAS
Quando eu ingressei na Academia Botucatuense de Letras – ABL, na Cadeira nº 02, cujo Patrono é exatamente Alceu Maynard Araújo e tendo como Fundador o Dr. Sebastião de Almeida Pinto (meu padrinho na ABL), no distante ano de 1983, recebi de meu Mestre, o Professor Agostinho Minicucci, correspondência à respeito de minha posse e de meu Patrono. Por oportuno, transcrevo seu inteiro teor:
“São Paulo, 12/08/1983.
Prezado Armando,
Acabo de receber a faustosa notícia de que você se torna imortal em a nossa Academia. Quem o conhece desde estudante, quem tem acompanhado os seus sucessos, a sua ânsia de vencer, a sua determinação por acompanhar a via clara e prestigiosa dos Delmantos, o seu acendrado amor pela terra-mãe...pode avaliar inteiramente a sua escolha como acadêmico. Parabéns. Nós acompanhamos Maynard em São Paulo durante largos anos, quando fomos Diretor da Metropolitanas (FMU) e ele foi nosso Vice e nas Faculdades de Guarulhos, quando ele foi Diretor e nós fomos Professor. Há muitas facetas de rara riqueza na personalidade desse educador-escritor que só quem conviveu com ele, teve a felicidade de sentir.
Quando tanto se fala em folclore, é necessário reviver a obra de Maynard, divulga-la nas escolas, nas academias, na imprensa.
Tenho a certeza de que você irá fazer isso. Estou vibrando por isso tudo. Abraços.
Prof. Agostinho Minicucci.”
A CAMINHADA PEABIRUANA
Com a revista botucatuense de cultura – PEABIRU, começa a minha “Caminhada Peabiruana”, ou melhor, a nossa caminhada peabiruana, com as aulas de CIVISMO e de CIDADANIA. A PEABIRU foi lançada como revista cultural, bimensal, em janeiro/fevereiro de 1997. E em seu terceiro número, em maio/junho, lá estava a presença do Mestre, a incentivar e a delinear os caminhos:
“Grande Delmanto,
Estive fora de São Paulo e, por isso retardei dar-lhe minha opinião sobre esse original, excelente e rico material da revista Peabiru.
Digo-lhe grande, porque só você, com sua privilegiada criatividade, dinamismo, espírito de luta poderia ou teria coragem de vencer a inércia que, não raro, assola Botucatu e produzir uma obra dessa grandiosidade.
Nós que o conhecemos como aluno e víamos em você um potencial de realização tão amplo e prodigioso, somado a uma cultura que se enriquece dia após dia, dignificando a família Delmanto.
Você foi muito feliz na escolha do material, na ordenação dos textos, nos comentários, o que condiz bem com sua cultura polimorfa.
O seu entranhado amor a Botucatu é algo de um Édipo inteligente e psicanalisado que soube dignificar a mãe-pátria na sua cidade, no sentido de elas, as cidades, as vilas, as fazendas compõem o país. Quem ama o seu torrão natal é um grande patriota, que idolatra o seu berço para enaltecer a grandiosidade da nação.
Espero ainda um grande futuro na sua carreira profissional e, principalmente, na sua vocação literária e artística.
Botucatu lhe deve muito pela sua contribuição na divulgação poética de suas glórias e no desenrolar de sua história.
À história de Botucatu, um codificador de fatos, acontecimentos, glórias e lutas, como você tem sido devem orgulhar uma cidade.
Espero que Botucatu saiba agradece-lo pelo muito que você tem feito em divulga-la e leva-la a emparelhar com outras cidades metrópoles importantes de nosso país.
Há pessoas que se ligam, de tal forma, a eventos, fatos, cidades, tradições e, por que não a Destino, que eu poderia dizer: - Botucatu é o Delmanto.
A nossa cidade tem muitos traços de sua personalidade e a sua personalidade é uma extensão e decorrência de Botucatu.
Agradeço-lhe as palavras elogiosas a meu respeito, a preferência pelos meus livros e a maneira com que abordou os comentários.
Um grande abraço a um grande homem, na grandiosidade de uma pátria-nação, Botucatu.
Agostinho Minicucci.”
SOCIOLOGIA BOTUCUDA
“São Paulo, 03 de novembro de 1997.
Caro Delmanto,
Recebi Peabiru nº 5, não lhe pude escrever sobre o nº 4, em virtude de uma cirurgia que me retirou do trabalho por quase um ano.
Cumprimentá-lo pelo nº 5 é quase uma rotina, já que você inovou na literatura botucatuense, conseguindo, dentre outras coisas, congregar a elite intelectual de nossa Botucatu.
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Na minha parada obrigatória, ocorreu-me que você – não sei bem, ao certo – é um botucatuense, um botucatólogo ou um botucatuísta ou os três ao mesmo tempo.
Botucatuense é uma das riquezas da qual Botucatu se orgulha, pelo que você tem feito pela sua cidade, bem como, pela tradição dos Delmanto.
Por que você é também um botucatólogo e quiça o mais completo deles.
Deixe-me retornar aos “bons tempos” das aulas de Português e escandir o termo:
- Botucatu, nheengatu, e logos, um sufixo grego, que forma um hibridismo, traduzindo: o estudo histórico, geográfico, linguístico, político, social, educacional...de Botucatu.
Ao elenco de seus livros sobre Botucatu, você fez um estudo completo, diversificado, amplo – como não há outros – de nossa cidade e de nosso município. Em linguística, se dá a esse profissional o nome de “botucatólogo”, como tupinólogo, helenólogo, romanólogo e outros tantos.
Estaremos, assim, em paz, com a senhora Etimologia.
Nos Estados Unidos, as Universidades possuem muitos cientistas estudando principalmente a história e, essencialmente a política do Brasil. São os brasilianistas. Conhecem mais sobre o Brasil do que a maioria dos brasileiros.
A mim me ocorreu apanhar o sufixo ismo, ista, indicativos de profissão ou atividade cultural e julgar você o primeiro botucatunista ou botucatuísta do Brasil. Você discorre muito bem sobre assuntos sociais, políticos, religiosos, educacionais, culturais, enfim, de Botucatu.
Para seguir as pegadas de Machado de Assis, digo-lhe que lhe competem as três comendas: uma de origem, outra de cientista botucatuense e uma terceira de sociólogo de Botucatu.
Mais longe iríamos, caro botucatuense, botucólogo e botucatuísta, se o papel não pedisse uma trégua, para poder cumprimenta-lo também.
Um abraço do amigo,
Agostinho Minicucci.”
“São Paulo, 16 de dezembro de 1998.
Caríssimo Delmanto,
Recebi o nº 12 da Revista Peabiru, a mais disputada para leitura, na minha família.
Admira-me a sua pertinácia, o seu entusiasmo, o seu desprendimento, a sua dedicação às coisas de nossa Botucatu.
Agradeço-lhe a referência a meu irmão Domingos, que tinha, no Dr. Antoninho, o seu melhor amigo e conselheiro.
Outrossim, causou-me surpresa e alegria por que não, aquele bilhete que a Lúcia conservou, por tanto tempo, e acabou sendo uma profecia que vingou, já que ela se prepara para o seu primeiro livro.
Você é filho de Botucatu agradecida e revivida na trilogia do tempo, passado, presente e futuro.
Um feliz Natal e um promissor 1999, o ano do 1, a você e família.
Agostinho Minicucci.”
CAMINHADA DO PEABIRU
“São Paulo, 30/03/1999.
Caro Delmanto,
Cada vez mais, admiro o seu homérico trabalho como codificador da história de Botucatu. Você construiu o caminho histórico do Peabiru botucatuense, com esforço, carinho, dedicação e, por que não, ousadia.
Não sei se você lembra de um texto da Antologia Nacional que dizia:
“Um célebre poeta polaco descrevendo, em magníficos versos, a floresta encantada de seu país, imaginou que as aves e os animais ali nascidos, voavam e corriam e vinham todos morrer à sombra do bosque amigo em que tinham nascido.”
Você tem sido o poeta que tem escrito, em magníficas páginas, a epopeia de um recanto privilegiado onde seus filhos buscam a essência perfumada das tradições que enlaçam e aproximam todos aqueles que, nessa serra viveram, ou vivem, de olhos postos no anil do céu e na beleza de sua natureza.
Caro poeta da tradição botucatuense, do Peabiru que você construiu, eu lhe aceno a mão, polegar erguido, num sentimento de vitória.
Do amigo,
Agostinho Minicucci.”
“São Paulo, 13 de agosto de 1999.
Caro Delmanto,
Como professor de português, concordo em gênero, número e grau aumentativo e como linguista em morfologia, sintaxe e semântica, com as palavras sempre sábias de Hernâni Donato.
Não é necessário mais elogiá-lo, o vocabulário é pobre para tão relevante obra.
Poderia dizer que, na história de Botucatu, há um AD (antes de Delmanto) e um DD (durante Delmanto).
Você inovou a metodologia da história, na pesquisa, na divulgação e no conteúdo.
Quando alguém inova e cria uma obra, como a Peabiru, arregimenta uma plêiade se arautos, que vão à frente, anunciando o feliz evento.
Quero considerar-me um dos arautos, multiplicador de sons harmoniosos numa sinfonia heroica, como os ventos de ibitu que beijam a serra com mensagens catu.
Você está construindo pedra a pedra , esse caminho sagrado que marca o roteiro de uma cidade – Peabiru.
Pode-se dizer, como num provérbio: “Quem não leu Peabiru, passou por Botucatu, mas não viveu Botucatu. Olhou mas não enxergou.”
O sentimento patriótico de Botucatu se alicerça no caminho do Peabiru, ponto em que os viandantes dizem:
· Como te amo Botucatu.
· Como te agradeço mensageiro Peabiru.
Sou feliz por ser conterrâneo de DD.
Abraços do sempre amigo,
Agostinho Minicucci.”
MEMÓRIAS DE BOTUCATU III
(ilustração de Vinicio Aloise)
S.Paulo, 25/01/2000.
Caríssimo Delmanto,
Retornei hoje a São Paulo depois de um descanso necessário. Cheguei no aniversário de São Paulo, com muita saudade de Botucatu.
Na correspondência encontrei o presente de uma jóia – “Memórias de Botucatu III”. Corri os olhos, ansioso e pude notar numa vista rápida que o livro deveria chamar-se “A Bíblia de Botucatu”. Ele é um misto de alta literatura, científica, histórica, modelo de pesquisa, calendário de projetos, antologia de vultos históricos, sociologia psicológica de um povo, poema de uma cidade, geografia comunitária, um projeto de História da Educação de Botucatu, enciclopédia de vultos históricos e, sem dúvida, o roteiro político da continuidade do progresso de uma cidade que nasceu com perfil de gigante para não ficar eternamente deitado.
Você teve o dom de reunir séculos com estórias e histórias.
Volto a dizer que Delmanto é Botucatu, ou melhor, “Botucatu é Delmanto”
Preciso ler o Memórias III com mais vagar e sentimentos e essa leitura só pode ser feita na terra do Peabiru, isto é, a pátria do Delmanto.
Agradeço-lhe como sempre, as suas referências ao meu nome.
Um abraço AMIGO do,
Agostinho Minicucci.”
S.P., 20/01/2000.
Caro Armando M. Delmanto,
Começo melhor para o ano 2.000 no campo histórico-cultural-editorial não poderíamos ter em Botucatu. Obrigado pelas “Memórias III”. Modo original de fazer História juntando o documento e a sua análise. Li-o, apenas retirado do envelope.
Parece-me que mudaram o nome do aquífero para Aquífero Mercosul. É isso? Não se adiantou na pesquisa? O Paulo Henrique Cardoso conseguiu algo? Na Inglaterra é que está a solução do enigma.
Há décadas cheguei a esboçar um romance “A Fazenda” que não sendo a do Conde seria aquela. O antigo editor Diaulas Riedel, menino-jovem passou ali férias de verão e com entusiasmo e minúcias, descreve-a. A Condessa, idosa, mantinha quiosque no Boi de Bologne no qual, no inverno, oferecia café brasileiro. De certo, da fazenda. Imagine escravos abrindo picada, do Porto Martins à fazenda e transportando ardósias francesas, veludos italianos, mudas de pinho de Riga, piano alemão para a casa sede. Boa tarefa será um volume – elaborado sem pressa – para tal casa, a mais importante da região.
Abraço, obrigado.
Hernâni Donato”
S.P., 19/01/2000.
Caríssimo Armando,
Mal recebi e já mergulhei na leitura das “Memórias de Botucatu III”. Como sempre, você consegue aliar à pesquisa uma linguagem coloquial, o que torna a visão de nossa história ainda mais agradável e atraente. Fiquei emocionado com os detalhes da construção do nosso primeiro arranha-serra (bela expressão). As memórias do menino botucatuense misturam-se aos dados fornecidos pelo historiador. Como uma personagem do “Amacord”, também eu sempre imaginei a boate do Peabiru como palco de festas suntuosas e de encontros fortuitos. E, em minha cabeça, padres furibundos barravam o meu sonho felliniano.
O “Lawrence” é material para novela! Que história mais fantástica. E fiquei comovido ao ver a foto da casa da Sra. Leandro Dupré. Quero saborear cada página, pois sei que aprenderei muito com essa leitura. Mais uma vez você contribui, de forma incisiva, para que Botucatu não perca sua identidade, e para que nós tenhamos muito orgulho da cuesta.
Obrigado pela dedicatória tão gentil, parabéns pelo belíssimo trabalho, e um abraço a todos de sua família,
Alcides Nogueira.”
Em 2010, a criação de meu site. Também em 2010, o livro digital “HISTÓRIA DE BOTUCATU”. E, em 2011, o lançamento do “Blog do Delmanto”. Em 22 janeiro, o Blog completou 5 anos! Uma grande vitória! Estaremos passando de 1200 posts publicados, preparados com pesquisas, ilustrações e fotos, numa atuação jornalística realizadora. Próximo de alcançar 500 mil acessos, o Blog do Delmanto revolucionou a ampla divulgação de nossa História e dos principais acontecimentos de nossa cidade e região.
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Voltado à renovação política e à construção da cidadania, este Blog tem a missão de provocar o debate, convocando a “intelligentzia” brasileira (emprestemos a expressão russa para definir parte de nossa comunidade intelectual) para a discussão de temas de interesse do país, sempre valorizando o cidadão, despertando valores e delineando novos rumos para a solução dos problemas que estão dormentes há muito tempo...
Será que vale à pena?!?
Acreditamos que sim!
E a “Caminhada Peabiruana”, CONTINUA!
AVANTE!
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