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maio 25, 2023
maio 01, 2023
abril 10, 2016
Francisco Marins: grande perda para Botucatu!
Francisco Marins: grande perda para Botucatu!
Faleceu, nesta madrugada, na Misericórdia Botucatuense, o escritor
botucatuense FRANCISCO MARINS. Casado com Dona Elvira Bandeira de Mello Marins,
deixa filho, netos e bisnetos.
Nascido em Botucatu (Distrito de Pratânia), Francisco Marins
formou-se em nossa Escola Normal. Na capital, estudou e se formou pela
Faculdade de Direito da USP. Fez carreira na conceituada editora MELHORAMENTOS,
onde se projetou como livreiro experiente e inovador.
Sempre ligado à literatura desde os bancos escolares, Marins tem
obra dedicada à juventude e à saga do café.
Duas vezes presidente da Academia Paulista de Letras, era atualmente seu Presidente Emérito. Na ABL, com Hernâni Donato e Alceu Maynard de Araújo formou o trio de Patronos vivos. Botucatu prestou e reverenciou, sempre, seus escritores. Na posse de Marins, como presidente da APL e de Hernâni como secretário, o "VANGUARDA DE BOTUCATU" registrou o grande acontecimento:
(revista PEABIRU nº 31, de março/abril de 2011)
(revista PEABIRU nº 28, de novembro/dezembro de 2009)
Duas vezes presidente da Academia Paulista de Letras, era atualmente seu Presidente Emérito. Na ABL, com Hernâni Donato e Alceu Maynard de Araújo formou o trio de Patronos vivos. Botucatu prestou e reverenciou, sempre, seus escritores. Na posse de Marins, como presidente da APL e de Hernâni como secretário, o "VANGUARDA DE BOTUCATU" registrou o grande acontecimento:
Preocupado com a incidência do câncer que ceifava tantas vítimas,
trazendo o luto para as famílias, idealizou o HOSPITAL PREVENTIVO DO CÂNCER DE
BOTUCATU, ocasião em que trouxe o Diretor do Hospital do Câncer de Barretos,
Henrique Prata para que explanasse sua experiência na implantação do hospital
do câncer de Barretos. Foi o início. Ao depois, fomos a Barretos à convite de
Henrique Prata e pudemos conhecer a grandiosidade que goza, hoje, de fama
mundial, graças à alta tecnologia e à competência com que trata seus pacientes.
Na parte cultural, Francisco Marins promoveu, juntamente com Hernâni Donato, a realização da 1ª Reunião Ordinária da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, fora da capital, juntamente com a ABL – ACADEMIA BOTUCATUENSE DE LETRAS.
A revista PEABIRU presta suas homenagens ao Dr. Francisco Marins e
estende, à toda a sua família, os sentimentos de pesar, na certeza de representar
o sentimento de toda a cidade de Botucatu.
FRANCISCO MARINS, saudades!
março 30, 2013
João de Scantimburgo:
Perdemos um Intelectual!
Perdemos um Intelectual!
João de Scantimburgo:
Perdemos um Intelectual!
É sempre uma perda sentida e irreparável. Num país como o Brasil, carente de autênticos intelectuais, a “intelligentzia brasileira” marca com entusiasmo a caminhada do jornalista, doutor em Filosofia e Sociologia mas, sobretudo, um intelectual que exercia efetiva liderança. Membro da Academia Paulista de Letras e da Academia Brasileira de Letras, João de Scantimburgo tem uma obra literária de mais de 30 livros, tendo liderado na edição de jornais, com competência e modernidade.
No ano de 2001, ocorreu importante evento histórico-cultural, que foi a realização da Sessão Magna entre as Academias Paulista e Botucatuense de Letras, na cidade de Botucatu, com a maciça presença dos Acadêmicos da APL em sua primeira reunião formal no interior do Estado. Aliás, a cidade de Botucatu acaba de ser escolhida para sediar a também a primeira PINACOTECA DO ESTADO no interior paulista, que será abrigada no suntuoso prédio construído por Ramos de Azevedo (antigo fórum).
clique na imagem para ampliá-la
Pois bem, nessa Sessão Magna, além das presenças de Theodor Rosenthal, Célio Debes, Benedito Ferri de Barros, Sólon Borges dos Reis, Anna Maria Martins, Crodowaldo Pavan, Cyro Pimentel, Fábio Lucas, Geraldo Pinto Rodrigues, Hernâni Donato, Nilo Scalco, Paulo José da Costa Jr, Francisco Marins e a bibliotecária Maria Luiza, a solenidade contou com a honrosa presença dos acadêmicos Miguel Reale, Ligia Fagundes Telles e João de Sacantimburgo da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
Na oportunidade, foi festejada a comemoração dos 90 Anos do professor Miguel Reale. E a saudação oficial foi feita pelo acadêmico JOÃO DE SACANTIMBURGO em belíssimo improviso que reproduzimos abaixo, registrado pela revista PEABIRU nº 28:
Discurso do Acadêmico (APL), João de Scantimburgo, em homenagem aos 90 anos do Professor Miguel Reale:
“Nós estamos diante de um dos grandes nomes da cultura brasileira e foi comemorando os seus noventa anos, que foram postas em destaque as qualidades que ornam a sua personalidade, os atributos que fazem da sua personalidade uma das primeiras do Brasil. No campo da cultura o Professor Miguel Reale se destaca em primeiro lugar, não só pelo pensamento, como pela influência que exerce sobre larga proporção de estudiosos da filosofia e na sua específica profissão, no Direito. Professor de milhares de alunos: dez, vinte, trinta mil alunos, eles todos seguiram e seguem e espalham pelo Brasil inteiro as sua idéias, fazendo com que germine no direito o respeito à justiça e aos direitos humanos. O Professor Reale merece, portanto, neste momento, uma comemoração especial e é essa a dos seus noventa anos. Noventa anos de idade que não corresponde à sua juventude de espírito, basta ler os seus artigos no jornal “O Estado de São Paulo”, cada 15 dias, para ver que se está diante de um escritor de raça, com o pensamento superior sobre os assuntos mais importantes do momento. Ainda agora, acaba de escrever três artigos sobre a importância dos imigrantes no Brasil. Um artigo que destaca o líder, um homem cuja inteligência foi posta não a serviço dos seus interesses pessoais, mas, dos interesses de todo Brasil e fora do Brasil. Aqueles que seguem o seu pensamento como está ocorrendo na Franca, em Portugal, na Itália e no Estados Unidos, o número de seus discípulos aumenta cada vez mais, graças ás suas teses de Direito e de Filosofia. É com o maior interesse que aqui proclamo o Professor Miguel Reale uma das primeiras figuras da inteligência brasileira! Que a presença dele, nesta sessão, é uma presença honrosa para todos os que aqui se encontram e para Botucatu também, porque Botucatu recebe e registra, no dia de hoje, a presença de uma das figuras principais e culminantes do Brasil. Nos seus noventa anos faz com que o Professor Miguel Reale seja um dos nomes que o Brasil, com todo o respeito que ele merece, lhe faz a reverência pela importância que ele tem para todos nós. Como amigo e como conselheiro, como professor e como dono da palavra, no sentido pleno dela: como orador e, sobretudo, como guia espiritual no campo filosófico que é um dos seus campos prediletos, porque se não fosse Miguel Reale, com o seu esforço, com o seu trabalho, com a sua pertinácia, com a sua determinação de fazer aquilo que propõe a fazer, o Brasil não teria tido o desenvolvimento filosófico que teve.
Obrigado.”
Ao registrarmos essa magnífica peça histórico-cultural do acadêmico JOÃO DE SCANTIMBURGO, prestamos a nossa homenagem a esse brilhante intelectual paulista. Abaixo, o registro feito pelo jornal “O Globo”, sobre o seu falecimento:
“JOÃO DE SCANTIMBURGO (1915-2013)
Jornalista e acadêmico
Reproduzido do Globo, 23/3/2013
Nascido em Dois Córregos, no interior de São Paulo, em 31 de outubro de 1915, João de Scantimburgo fez seus estudos em Rio Claro. Foi lá que começou sua carreira como jornalista e exerceu o cargo de diretor do Correio de Rio Claro. Em 1940, Scantimburgo se mudaria para a capital, onde trabalharia primeiro na Rádio Bandeirantes e depois no jornal O Estado de S. Paulo e no Diário de S. Paulo. Após fazer parte da diretoria dos Diários Associados, ele comandaria ainda seu próprio jornal, o Correio Paulistano, que durou apenas seis anos.
Em 1960, um grande marco na sua carreira jornalística: Scantimburgo fez parte do grupo, liderado pela família Simonsen, que fundou a TV Excelsior em São Paulo, na qual ocuparia o cargo de presidente. Além de suas atividades como homem de imprensa, o jornalista fez mestrado em Economia, doutorado em Filosofia e Ciências Sociais e foi professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com 31 livros publicados, o jornalista ingressou na Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1992.
Scantimburgo faleceu na madrugada de sexta-feira (22/3), aos 97 anos, na clínica onde estava internado, em São Paulo. Ele estava muito debilitado pela diabetes. Viúvo, deixa uma sobrinha.”
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novembro 22, 2012
Hernâni Donato:
o grande Escritor...
Saudades!
o grande Escritor...
Saudades!
Faleceu, hoje, na capital paulista, o grande escritor, historiador e jornalista HERNÂNI DONATO (1922 – 2012). Na Academia Paulista de Letras formou o “trio botucatuense”, com Alceu Maynard Araújo e Francisco Marins. Com seu colega de estudos na adolescência, Francisco Marins, ocupou por duas gestões a Secretaria da APL, com Francisco Marins na Presidência. Pertenceu a inúmeras Academias de Letras do Brasil e do Exterior. Era PRESIDENTE EMÉRITO DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO.
Foi autor de filmes que marcaram o início do cinema nacional, como Chão Bruto e Selva Trágica. Com atuação profissional na imprensa paulistana, atuou na Editora Abril e na Editora Melhoramentos. Com extensa lista de livros publicados, inclusive traduções dos clássicos da literatura, como a “Divina Comédia, de Dante”. Para sua terra natal, Botucatu, deixou o “Achegas para a História de Botucatu” – verdadeira bíblia para os botucatuenses que lá encontram, em detalhes, o histórico da formação e evolução de seu município.
(ilustração de Vinicio Aloise)
Rapazes: o diretor do jornal não brinca em serviço. Chegou e mandou: Vanguarda quer inovar. Sacuda a nossa moçada. Dê-lhe um plá dosado para os males de Botucatu.
Bom, não tenho receituário para uso dos moços que insistem em abrir o seu caminho dinamitando a estradinha aberta pelos mais velhos. Mas concordo em que para Botucatu, o momento, mais do que nunca, é o de balançar a roseira. Mais do que nunca porque ela goza de privilégio único de receber, de golpe, o enriquecimento do sangue novo de milhares de universitários. Gente de sangue quente, às vezes descontrolada exatamente por causa do sistemático "pé na tábua"em que vive, mas de cuja generosidade é possível esperar tudo. Mesmo aquilo que é mais necessário para a cidade: giro de duzentos graus na bússola do comportamento coletivo.
Vou lhes dar 3 diagnósticos para um mal que é típico da gente serraçumana.
1º ato: Cornélio Pires, no palco do Casino, fim dos anos 30: "é difícil entender este povo. Gosta das minhas piadas porque ri de estourar. Mas não move as mãos, não aplaude. É frio!".
2º ato: um humilde botucatuense que nos anos 40 chegou a campeão brasileiro de um certo esporte: "o pessoal, lá na terra, parece que tem vergonha de me cumprimentar. É onde menos sou festejado!".
3º ato: d. Frei Henrique, anos 50, assistindo a um bem organizado desfile cívico-religioso, ali na Cel. Moura: "Aplaudam. Vamos aplaudir, ó povo frio. Não sabem o trabalho que dá?".
Tradução: se a rapaziada que forma com a Vanguarda ou em torno dela - excluída toda e qualquer conotação político-partidária - tem mensagem ou acredita tê-la e quer fazer algo pela cidade, não espere compreensão, nem aproveitar fundamentos existentes. Comece da base, feche os ouvidos, abra os olhos, veja as nossas lições mais práticas da história local e geral. E construa o legado da sua geração. Não espere aplausos. Haverá exceções, busca de diálogo, oferecimento de ajuda que afinal os voluntariosos estão em toda parte.
Se a bandeira da Vanguarda é fazer e renovar, não atacar ou destruir, tem um campo largo pela frente. E merece o apoio de quem sente que é preciso mudar a mentalidade para não ter que mudar de cidade. Espero que Vanguarda, liberta de ganchos políticos que a limitem e imobilizem, tenha forças para resistir aqueles que vão tentar destruí-la, pela omissão; negá-la, pela tentativa do ridículo; esfriá-la, pela inércia com que gelaram tantos outros empreendimentos igualmente generosos; desviá-la pelo descrédito organizado e sistemático. E que ajude a repor Botucatu entre as primeiras das nossas cidades. Se ela perdeu - quem negará que ela tenha perdido lastro, infelizmente? - foi só por culpa da sua gente. Gente que brinca com o futuro, com o voto, com as lideranças. Estou exagerando? Voltem a cabeça e vejam as conquistas e realizações dos últimos 10 anos. Individualizem os seus idealizadores. A constatação será melancólica.
Por isso - sem que isto signifique pronunciamento político ou grupal, mas apenas mais um voto de esperança, confio em Vanguarda. Como em todo movimento de juventude. Nós já tivemos freios demais. Precisamos de bons aceleradores.
Toque aqui, Vanguarda ! Prá frentex, gente."
O posicionamento de Hernâni Donato não deixa de ser uma aula de sociologia "botucuda". Era o quadro, sem tirar nem por, de nossa sociedade sedimentada mas com falta de perspectivas para o futuro...
No 10º aniversário do "Vanguarda de Botucatu", em 1980, mais uma vez a palavra amiga e incentivadora de Hernâni:
"Pelos Primeiros Dez Anos de o "Vanguarda"
Segundo as agências de propaganda, um jornal atinge a maioridade ao superar a marca do ano de publicação. Este período está para o jornalismo, assim como o nada saudoso "mal de sete dias"estava para crônica da mortalidade infantil nos velhos tempos. Mas, quando se trata de jornal interiorano, elas, as agências, exigem três anos de publicação. Aí sim, passam as folhas caboclas a gozar do "status" de jornal a merecer conceito, às vezes até uma programação que lhe oxigene os pulmões financeiros.
Pois o jornal do Delmanto está quebrando a barreira dos dez anos. Mesmo quantos não subscrevem a linha política que le imprimiu ou imprime ao "seu" jornal, hão de parabenizá-lo por vir respondendo ao gongo que tiranicamente o convoca para novos assaltos dessa luta sem intervalos que é o fazer imprensa. Principalmente - isto já é um refrão mas nem por isso é menos verdade - principalmente, imprensa interiorana.
Quantos amem Botucatu e respeitem o jornalismo - uma das formas de manter dignas as comunidades - hão de fazer coro ao nosso voto: o de que, pelos decênios em fora, o Armando saiba fazer bem o seu jornal. E seja feliz com ele e por ele".
FOTO HISTÓRICA DA COMEMORAÇÃO DOS 40 ANOS DA ABL:
Saudação feita pelo Acadêmico ARMANDO MORAES DELMANTO ao escritor e historiador botucatuenseHERNÂNI DONATO, em 29/03/2001, durante a SESSÃO MAGNA conjunta das ACADEMIAS PAULISTA E BOTUCATUENSE DE LETRAS, por ocasião da entrega do troféu "FLOR ROXA DE TAQUARA-PÓCA", por sua atuação positiva a favor da História de Botucatu.
-Autoridades Civis, Militares e Eclesiásticas,
-Casal Anfitrião, Dr. Francisco Marins e Dona Elvira,
-Familiares do saudoso Prof. Pedreti Neto,
-Familiares do Acadêmico Hernâni Donato,
-Senhoras e Senhores.
No final do ano passado, Hernâni Donato proferiu palestra no prestigioso Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Foi um sucesso. A revista Problemas Brasileiros, de janeiro/fevereiro deste ano trouxe, como encarte, a sua palestra: "No Brasil, o Paraíso - Um mito do descobrimento". Hernâni teve a gentileza de enviar-me o texto. Pois bem, li de um só fôlego o trabalho. E, ao agradecer por carta, conclui dizendo que o trabalho era fabuloso. E destaquei com letras maiúsculas e exclamações !!! (FABULOSO!!!!!)
Pois é com esse espírito e entusiasmo que faço, hoje, a saudação a Hernâni Donato.
Caríssimos Presidentes Erwin Theodor Rosenthal e Celso Vieira, SEM EXAGERO, podemos afirmar que o trabalho intelectual de Hernâni Donato é fabuloso. FABULOSO!!!!!
São mais de 60 livros! Desde livros infanto-juvenis, a contos, romances, traduções, biografias e historiografia. Historiografia de São Paulo ("A Revolução Constitucionalista de 32"), do Brasil ("Dicionário das Batalhas Brasileiras", "Breve História do Brasil" e "Os Índios do Brasil") e de Botucatu ("Achegas para a História de Botucatu"). É um Mestre no gênero!
Os livros de Hernâni Donato são conhecidos de todos nós.
Aliás, Hernâni Donato é uma das raríssimas UNANIMIDADES DE BOTUCATU!!!!
Começou jovem, na pré-adolescência. Juntamente com o amigo Francisco Marins teve seu primeiro trabalho publicado no suplemento juvenil do "DIÁRIO DE S.PAULO", da capital: a novela "O TESOURO". Na 5ª. Série da ESCOLA NORMAL, juntamente com Francisco Marins e com o Prof. José Sartori, que pertenceu à nossa Academia, recentemente falecido, dirigiu o jornal "O ESTUDANTE".
Aluno da ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO, agregada à USP, interrompeu os estudos para comandar um grupo que se propôs a retraçar o percurso do caminho pré-cabralino do PEABIRU, entre São Vicente e Cuzco, no Peru. O PEABIRU foi a grande paixão intelectual de Hernâni Donato. Em 1997, Hernâni publicou "SUMÉ E PEABIRU: mistérios maiores do século da descoberta", fruto de "mais de sessenta anos de pesquisa. No campo e nos textos". É, com certeza, obra única!
Na Capital, sempre atuou como homem de propaganda, de criação, de relações públicas. Presidiu a Editora Propaganda, atuou com destaque na Cia Melhoramentos, na Abril Cultural e foi um dos pioneiros da nossa televisão, produzindo um dos primeiros programas a ser campeão de audiência: "DO ZERO AO INFINITO".
Hernâni também foi um dos expoentes do jovem cinema nacional. Recebeu os prêmios SACI e GOVERNADOR DO ESTADO (1959) pela transposição para o cinema do seu romance "CHÃO BRUTO". Outro romance de Hernâni, "SELVA TRÁGICA", também cinematografado, foi exibido no Festival de Veneza.
Hernâni é botucatuense, filho de Antonio Donato e de Dona Adélia Leão Donato. É casado como Dona Nelly Martha e tem 3 filhos: Maria Cláudia, Maria Flávia e Antonio André. Hoje, é avô coruja de Bruno, Rodrigo, Fernanda e Natália.
Membro Efetivo do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO e da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, Hernâni Donato pertence a inúmeras outras Academias do Brasil e do Exterior sendo, com muita honra, PATRONO da ACADEMIA BOTUCATUENSE DE LETRAS. Como uma unanimidade municipal, por seu trabalho sobre a história de Botucatu, Hernâni tem o seu "ACHEGAS", como o livro oficial de nossa historiografia.
Todos os que estudam e pesquisam a história da cidade dos bons ares e das boas escolas temos, no "ACHEGAS" de Hernâni Donato o nosso norte, o nosso rumo! É o referencial histórico de Botucatu!
Mas eu gostaria de, ao homenagear Hernâni Donato por seu trabalho intelectual e, especialmente, por seu trabalho para a historiografia de Botucatu, citar dois fatos:
1)o primeiro, referente à primeira edição do "ACHEGAS" (1954), quando o então vereador Dr. SEBASTIÃO DE ALMEIDA PINTO (médico, escritor e historiador) propôs e prontamente foi atendido pelo Prefeito Municipal de Botucatu, EMÍLIO PEDUTI, dando o necessário numerário para que saísse a 1ª. Edição do livro de Hernâni. Logo após, também graças à sensibilidade desse prefeito, Hernâni Donato recebeu a incumbência para que fizesse o BRASÃO DO CENTENÁRIO!
Hernâni fez toda a criação intelectual imortalizada pela competência técnica do Prof. GASTÃO DAL FARRA. No BRASÃO DO CENTENÁRIO está tudo: desde o caminho do PEABIRU, a primeira capela, até os rios Pardo e Tietê. É uma beleza! É o retrato de Botucatu! O nosso 1º Símbolo Municipal até hoje é o preferido da população que espera seja oficializado pela municipalidade como o BRASÃO HISTÓRICO DE BOTUCATU!!
2) o segundo fato é referente à nossa história. Um dos mais importantes fatos da história de Botucatu: a criação da FACULDADE DE MEDICINA!
Esse fato, com certeza, mudou o destino de nossa cidade! Raramente não encontraremos a devida citação dos fatos de nossa história no "ACHEGAS". É Verdade! Sobre a história da conquista da FACULDADE DE MEDICINA, Hernâni começa por afirmar:
"...Por que não levar ao governo a sugestão de instalar ali (Rubião Jr) uma faculdade de medicina?A muitos, a idéia pareceu demasiada. Chegou a assustar o núcleo dirigente local. Receavam desencadear campanha que dificilmente chegaria a bom termo. Se fosse Direito... Mas a juventude adotou a ousadia. Na capital constituiu-se comissão de botucatuenses ligados à imprensa e à política para agitar o assunto, independente ou até contra o poder municipal..."
Nessa parte eu interrompo a leitura porque o texto de Hernâni, embora citando os pioneiros dessa luta, é por demais modesto...
E logo vocês compreenderão o porquê...
Busco no "MEMÓRIAS DE BOTUCATU", também fruto de muitas pesquisas e depoimentos, o final do relato:
"...Se havia o receio inicial das autoridade temerosas de uma empreitada impossível, o mesmo não ocorria com a juventude "botucuda". Nos jovens, o destaque para JOSÉ FARALDO que era jornalista dos então poderosos DIÁRIOS ASSOCIADOS, lotado no Setor de Imprensa do Palácio dos Campos Elísios, e para HERNÂNI DONATO, jornalista e escritor em ascensão que comandaram o Grupo de Ação inicial, "balançando" as estruturas, convocando as autoridades, mobilizando a população e realizando um trabalho de relações públicas (especialidade de Hernâni) junto à imprensa botucatuense e paulista...
O que aconteceu depois todos nós já sabemos...
O que aconteceu depois faz parte da história de nossa gloriosa FACULDADE DE MEDICINA, hoje pertencente à UNESP. E a história oficial da grande conquista é o exemplo e motivo para atual luta pela conquista da REITORIA da UNESP para Botucatu.
ESSE É O CENÁRIO!!!
O sempre Mestre, AGOSTINHO MINICUCCI, criou uma expressão de sucesso: CAMINHADA PEABIRUANA, que representa a caminhada de todos os botucatuenses dedicados a estudar a nossa história, valorizando-a, destacando seus principais feitos, divulgando seus heróis municipais, enfim, vivenciando a nossa cidadania.
Essa expressão é própria para o trabalho intelectual de Hernâni Donato!
A CAMINHADA PEABIRUANA de Hernâni Donato foi e continua sendo um SUCESSO!
Um sucesso fabuloso!
FABULOSO!!!!
Obrigado, Hernâni!
Parabéns! Avante!
S.P. 01.04.2001
Caro Armando Delmanto:Você mesmo terá provado o quanto é difícil o ser "profeta na sua terra", qualquer manifestação em contrário a esse afirmar retira do orgulho o selo do pecado. Isto entra no considerar tudo o que me tem sucedido em Botucatu, especialmente no 29.03.
Muito mais fico devendo quando a ode é cantada por um solista da sua qualidade. Não mereço tanto. Bem por isso, por favor, aceite o meu agradecimento. Pelo que fez e disse. Só por isso terá valido a festa.
Abraço. Grato.
HERNÂNI.
REGISTRO HISTÓRICO:
Ao apresentar os meus sentimentos a Dona Nelly e aos filhos e netos do Hernâni Donato, quero expressar os mais sinceros agradecimentos ao Grande Mestre que soube participar e legar para as gerações jovens a sua sabedoria e o seu idealismo.
SAUDADES, HERNÂNI!
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julho 22, 2011
Construíndo Catedrais!!!
Construindo seu próprio destino, pedra a pedra...
São muito conhecidas as duas interpretações que dois pedreiros deram para o serviço que prestaram na construção de uma bela Catedral:
Pedreiro 1: “eu trabalhei naquela obra como pedreiro de sol a sol...”
Pedreiro 2: “eu ajudei a construir aquela Catedral!!!”
A vida é assim... Uns constroem catedrais e embelezam a vida e chegam mais perto de Deus...Não importa o quanto fizeram...O que importa é que fizeram!
A sociedade organizada por pedreiros assim, realiza maravilhas! O sonho maior, mais difícil é realizável na somatória de esforços, de vontades e de esperanças.

Existem inúmeros exemplos pelo mundo todo e por este Brasil imenso. E no Estado de São Paulo, ouve um homem que acreditou muito, apanhou muito, sofreu muito Mas conseguiu erguer a obra médico-assistencial que é uma das que tem maior destaque nacional: o Hospital do Câncer de Barretos! O médico Paulo Prata e seu filho, Henrique Prata.
Hoje, com mais de 44 mil metros quadrados de área construída atende, prioritariamente, aos mais necessitados. Tornou-se referência mundial na prevenção e cura do câncer. Recebe apoio de todos, dos artistas, das autoridades realmente preocupadas com a saúde e da população brasileira.
E começou como um sonho da família Prata da cidade de Barretos. A ajuda providencial veio da mão segura de Dom Antonio Maria Mucciolo, então Bispo de Barretos e, ao depois, Arcebispo de Botucatu. Foi o apoio indispensável para a abertura das portas que realizam e concretizam sonhos... E foi essa mesma mão que viabilizou a Rede Vida de Televisão, com a parceria positiva de João Monteiro de Barros Filho.

Agora, nova caminhada. Como Arcebispo Emérito de Botucatu, Dom Antonio alavanca o sonho do escritor Francisco Marins – presidente Emérito da Academia Paulista de Letras! – para a construção do Centro de Diagnóstico Preventivo do Câncer na cidade de Botucatu, importante centro médico paulista.

Hoje, 22 de julho, pela Rede Vida de Televisão, no programa apresentado por ele, “Frente a Frente”, às 21h00, Dom Antonio estará abrindo caminhos para que a comunidade botucatuense possa viabilizar mais um grande sonho a estancar a insegurança dessa doença devastadora e a propiciar o encaminhamento seguro para o seu tratamento e cura.
São muito conhecidas as duas interpretações que dois pedreiros deram para o serviço que prestaram na construção de uma bela Catedral:
Pedreiro 1: “eu trabalhei naquela obra como pedreiro de sol a sol...”
Pedreiro 2: “eu ajudei a construir aquela Catedral!!!”
A vida é assim... Uns constroem catedrais e embelezam a vida e chegam mais perto de Deus...Não importa o quanto fizeram...O que importa é que fizeram!
A sociedade organizada por pedreiros assim, realiza maravilhas! O sonho maior, mais difícil é realizável na somatória de esforços, de vontades e de esperanças.

Existem inúmeros exemplos pelo mundo todo e por este Brasil imenso. E no Estado de São Paulo, ouve um homem que acreditou muito, apanhou muito, sofreu muito Mas conseguiu erguer a obra médico-assistencial que é uma das que tem maior destaque nacional: o Hospital do Câncer de Barretos! O médico Paulo Prata e seu filho, Henrique Prata.
Hoje, com mais de 44 mil metros quadrados de área construída atende, prioritariamente, aos mais necessitados. Tornou-se referência mundial na prevenção e cura do câncer. Recebe apoio de todos, dos artistas, das autoridades realmente preocupadas com a saúde e da população brasileira.
E começou como um sonho da família Prata da cidade de Barretos. A ajuda providencial veio da mão segura de Dom Antonio Maria Mucciolo, então Bispo de Barretos e, ao depois, Arcebispo de Botucatu. Foi o apoio indispensável para a abertura das portas que realizam e concretizam sonhos... E foi essa mesma mão que viabilizou a Rede Vida de Televisão, com a parceria positiva de João Monteiro de Barros Filho.
Agora, nova caminhada. Como Arcebispo Emérito de Botucatu, Dom Antonio alavanca o sonho do escritor Francisco Marins – presidente Emérito da Academia Paulista de Letras! – para a construção do Centro de Diagnóstico Preventivo do Câncer na cidade de Botucatu, importante centro médico paulista.
Hoje, 22 de julho, pela Rede Vida de Televisão, no programa apresentado por ele, “Frente a Frente”, às 21h00, Dom Antonio estará abrindo caminhos para que a comunidade botucatuense possa viabilizar mais um grande sonho a estancar a insegurança dessa doença devastadora e a propiciar o encaminhamento seguro para o seu tratamento e cura.
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Rede Vida de Televisão.
maio 25, 2011
ENSINAR ERRADO É CERTO?

Este blog se propôs, desde o início, a ser um FORUM CULTURAL para que os temas importantes para a nossa cidadania pudessem ser discutidos e aprimorados pela “intelligentzia brasileira”. Única forma de ajudarmos na contrução da nacionalidade. Assim, não poderíamos deixar de divulgar importante pronunciamento do escritor Francisco Marins, que dirigiu por 2 vezes a Academia Paulista de Letras e é, hoje, seu Presidente Emérito.
Por oportuno, deixamos registrados os dois trabalhos que fizemos sobre a Educação:
Educação: choque de gestão!/leia aqui
Educação: “apartheid” cultural ! / leia aqui
ENSINAR ERRADO É CERTO?
Sobre a pedagogia da ignorância em livro didático.
Francisco Marins

Uma das maiores celeumas que ocorrem no país, nestes últimos dias, refere-se a certa infeliz publicação, feita pelo Ministério de Educação e Cultura MEC e destinada a estudantes do ensino médio. Foram 485 mil volumes, impressos com dinheiro público e remetidos às escolas.
O malfadado livro “Por uma Vida Melhor” (preferimos dizer – por um estudante pior), da coleção “Viver, Aprender”, Editora Global, expressa tese esdrúxula e anti-pedagógica, de vez que jamais se deve ensinar errado a qualquer pretexto. Assim, ao invés de tomar como prioridade o ensino da língua escrita, aquela que é a “oficial”, com base no modelo gramatical, aconselha que estudantes brasileiros escrevam, sem nenhum “castigo”, mesmo em provas escolares, palavras e expressões da linguagem oral, chula, como estas: “os menino pega peixes” ou “nois vai, nois vem, nois fica”.
Infelizmente o Ministro da Educação Fernando Hadad, que deveria submeter a uma assessoria competente, antes de imprimir, material pedagógico, destinado a distribuição gratuita, chamado às falas, por grita geral em todo país, esquivou-se, como “peixe ensaboado” com esta frase que, por si só deveria condená-lo à cassação da pasta mais importante do atual governo: “Não posso interferir no conteúdo dos livros adquiridos pelo Programa Nacional do Livro Didático, nem julgar o que é certo ou errado em matéria do português cabendo-me apenas decidir sobre o adequado em política pedagógica”. (sic)
É espantoso que desconheça e não queira interferir em setor dos mais importantes do Ministério – que é o da feitura e aprovação prévia de livros, por Conselho competente.
O que está se tentando fazer com o português – diz o Presidente Marcos Vilaça da Academia Brasileira de Letras é, como se ensinar tabuada: “quatro vezes três é dez e não é doze”.
Em pronunciamento, de quem escreve estas notas, dirigido à Academia Paulista de Letras, da qual é presidente emérito e diretor do Departamento de Filologia, - solicitou-se à Diretoria da mais importante instituição cultural das letras:
“Esta Academia, que delegou-me a missão de ir à Lisboa e à Academia Brasileira de Letras para colaborar no Acordo Ortográfico de 1990, para a língua que tem hoje 250 milhões de falantes e é a quinta do mundo, a terceira do ocidente, ramificada em todo o universo, não pode ficar alheia à investida de banalizá-la e colocá-la contra os acordos internacionais da lusofonia.
Lembro-me que em uma das reuniões a que estive presente em Lisboa, junto com o professor Soares Amora e Antonio Houaiss, ouvi deste último, então o maior filólogo vivo do Brasil, a repetição de uma frase de Rui Barbosa: “a decadência de um país começa quando degenera sua língua”.
Estatística recente revela séria distorção: alunos que terminaram o segundo ciclo não conseguem interpretar, adequadamente, uma página de Machado de Assis ou Eça de Queiroz. Outros nunca leram todo um livro de escritor brasileiro e, assim, são analfabetos de leituras.
A Câmara Brasileira do Livro da qual fui Presidente por duas gestões, registra, em pesquisa recente, que cada vez mais as crianças, estão viciadas em vídeo games, e que adultos não adquiriram o hábito de ler. E, ainda, o país está em 65.º lugar no mundo entre os que publicam livros literários, em Buenos Aires existem mais livrarias do que em todo o Estado de São Paulo. Botucatu, há setenta anos passados com 20 mil habitantes possuía duas livrarias. Quantas têm hoje aos 130.000?
Em minha função como Diretor de Filologia, escrevi ao Presidente da APL Antonio Penteado Mendonça:
“A Academia que, em seu Estatuto, prioriza o cultivo do português e da literatura em proveito da unidade linguística, pois o idioma é o maior patrimônio do país, talvez mais importante que o território e a própria religião cristã, não ficará à margem dos que profligam e exigem a retirada dos volumes, em poder das escolas, a reposição aos cofres dos dinheiros rasgados e a produção de novos volumes, escritos por quem entenda do ensino e preservação do idioma paterno.
A Academia Paulista de Letras, reagiu veementemente contra a adoção, pelo MEC, do livro “Por uma vida melhor”. E disse: língua portuguesa tem regras internacionalmente discutidas e aprovadas em um acordo do qual o Brasil é signatário. Pretender, em nome de uma hipotética adequação do uso da língua, ensiná-la de forma contrária às regras gramaticais e é desrespeitar uma convenção aceita pelo país e mais que isto, condenar os alunos brasileiros a continuarem a ser mal avaliados em todos os exames de aferição de ensino e aprendizado. É também condená-los a não entenderem o que leem, inclusive em outras matérias. Ou seja é condená-los a permanecerem despreparados e a não serem profissionalmente competitivos. A Academia Paulista de Letras solicita das autoridades competentes a imediata proibição do uso deste livro na rede de ensino nacional.
O Jornal “O Estado” publicou na edição de 18 de maio: Ao impor a pedagogia da ignorância a pretexto de defender a linguagem popular, as autoridades educacionais prejudicam a formação das novas gerações. É por isso que um grupo de membros do Ministério Público, liderado pela procuradora Janice Ascari, anunciou que processará o MEC por “crime contra a educação”.
Que assim se faça.
Lembro-me de que em certa ocasião o MEC cometeu grave erro ao imprimir uma Cartilha na qual, entre outras sandices, aparecia esta lição:
“O menino atira a casca de banana na cabeça do vovô”. Os exemplares foram recolhidos e a professora exorcismada.
Espantoso o que ocorreu nesta semana – também com a atuação desastrosa e criminosa do MEC “Et caterva” – imprimi-se e distribui-se com dinheiro nosso – um “Kit gay”.
Movimentos de academias de letras, sociedades de escritores, institutos de educação, de professores e alunos, enfim dos que desejam preservar a língua e ainda agora a moralidade e os bons costumes, fazem-se necessários e urgentes.
A língua portuguesa é um esplendor pelos escritos de grandes de seus cultores!
Olavo Bilac:
Última flor do Lácio inculta e bela
Antonio Ferreira: Floresça, fale, cante ouça-se e Viva
A portuguesa língua!
Recordemos: Fernando Pessoa:
O português é a minha pátria.
Valeu a pena?
— Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
O acadêmico Antonio Carlos Secchin da Academia Brasileira de Letras em debates sobre o Acordo Ortográfico, no CIEE de que participamos, também com a presença de Arnaldo Niskier, disse apropriadamente:
... quando Bilac referiu-se, em seu célebre soneto, ao português como “esplendor e sepultura” estava a prever, quanto a esta última palavra, o de utilização bastarda ou impura do idioma.
Fiquemos com os bons escritores e condenemos o MEC.
24/05/2011.
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