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agosto 16, 2013

Tempos Revolucionários!

Tempos Revolucionários
Ontem, São Paulo e o Rio de Janeiro viveram
momentos de violência ao final de manifestações pacíficas. Esses PROTESTOS estão se tornando cada vez mais graves e contínuos

17 DE JUNHO: DIA DO RITUAL DA PASSAGEM!!!
Quem não se emocionou ontem com as reportagens pelas várias capitais do Brasil, não se emocionará mais... Foi, realmente, o RITUAL DA PASSAGEM de um BRASIL ADORMECIDO para aquele que ESCREVE A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA!
Foi emocionante, mas foi uma lavada d’alma que valeu a pena... Demorou. E chegou numa hora apropriada, na qual o Brasil vive um momento único, com as luzes do mundo voltadas para cá.
A CORRUPÇÃO, o MENSALÃO, a PRISÃO DOS CONDENADOS, a EDUCAÇÃO como PRIORIDADE, as VERBAS PARA A SAÚDE, enfim, um país administrado com competência e com TOLERÂNCIA ZERO para a CORRUPÇÃO, a CRIMINALIDADE e os MAUS POLÍTICOS!
E tem melhorado?!? NÃO, agora surge o TRENSALÃO... Até quando?!?
A VOZ DAS RUAS, repercutindo por todo o Brasil NÃO está sendo ouvida!!!
ACORDA BRASIL! VIVEMOS UMA REVOLUÇÃO SOCIAL!!!

 No post “Estamos vivendo tempos revolucionários!!! As pessoas querem mudar o mundo!”, a seguir reproduzido,  fazemos uma REFLEXÃO NECESSÁRIA para entendermos o que está acontecendo com o povo brasileiro. E, no final, links para posts sobre o mesmo tema. É grave a situação e é preciso uma união de todos para que o pior e o caos NÃO venham a se instalar no Brasil!!!

John C. Calhoun - 7º Vice-Presidente dos EUA

 
“O intervalo entre a decadência do antigo e a formação e o estabelecimento do novo constitui um período de transição, que deve sempre ser necessariamente de incerteza, confusão, erro e fanatismo selvagem e feroz”
John C. Calhoun/7º Vice-presidente dos EUA.

Essa “ONDA DE MUDANÇA” que está acontecendo nos países árabes e na Europa e, agora, no Brasil, traz de forma emblemática o desejo de “mudar o mundo”: suas estruturas superadas, sua economia superada, suas leis defasadas, seus partidos políticos ultrapassados, a corrupção crescente, sua moral discutível e seus valores estagnados... É o “antigo” a impedir que o “novo” se estabeleça. As mudanças ocorridas com a chamada REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO, com as redes sociais mobilizadas, realmente transformou o Planeta Terra na ALDEIA GLOBAL na qual estamos vivendo.

Em artigo no “Estadão”, de 07/07/2013, o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso observou bem que “a novidade, em comparação com o que ocorreu no passado brasileiro (nisso nosso movimento se assemelha aos europeus e norte-africanos), é que a mobilização se deu pela internet, pelos twitters e pelos celulares, sem intermediação de partidos ou organizações e, consequentemente, sem líderes ostensivos, sem manifestos, panfletos, tribunas ou tribunos. Correlatamente, os alvos dos protestos são difusos e não põem em causa de imediato o poder constituído nem visam questões macroeconômicas, o que não quer dizer que esses aspectos não permeiem a irritação popular.”

Então, as pessoas realmente sentem que podem mudar o mundo. Mas é muito difuso o movimento popular. Na frase que abre este post, o 7º vice-presidente dos Estados Unidos, John C. Calhoun, praticamente retrata o que vem ocorrendo, HOJE, em nosso Planeta, pela pesquisa da “Frase da Semana” da nossa colaboradora Regina Claudia Brandão dos Santos:

“O intervalo entre a decadência do antigo e a formação e o estabelecimento do novo constitui um período de transição, que deve sempre ser necessariamente de incerteza, confusão, erro e fanatismo selvagem e feroz”

Daí a importância do estudo do sociólogo Paolo Gerbaudo sobre as manifestações que estão assustando o mundo todo e a importância de um rumo, através de uma organização a ser estruturada em substituição à atual realidade política (partidos políticos) e à repulsa explícita aos políticos. É preciso conseguir ultrapassar esse INTERVALO entre a decadência do antigo e a formação e o estabelecimento do novo!!! Vejam o que diz esse sociólogo italiano Paolo Gerbaudo que saiu no Blog do Cesar Maia:

"AS PESSOAS SENTEM QUE PODEM MUDAR O MUNDO"!

(Paolo Gerbaudo, sociólogo e jornalista, estuda novas manifestações - trechos da entrevista à 08)
Folha de SP, 08)

“1. A ascensão das redes sociais permite que a sociedade se organize de forma mais difusa, especialmente as classes médias emergentes e a juventude das cidades. Isso desorientou os políticos e os velhos partidos, que estavam acostumados a buscar consensos através dos meios de comunicação de massa.

2. Os partidos têm pouco a fazer diante das novas formas de comunicação mediadas pelas redes sociais. A não ser que mudem completamente as suas práticas, baseadas no velho sistema de quadros e caciques locais, e se abram para novas formas de participação popular. Há um problema fundamental na democracia representativa como ela existe hoje. Ou os partidos encontram um caminho para reconquistar legitimidade, ou vão ser superados por novos partidos sintonizados com as demandas da sociedade pós-industrial de hoje.

3. A crítica à partidocracia é legítima. Por outro lado, às vezes parece haver nos movimentos uma crença quase religiosa de que é preciso eliminar todas as mediações. Eles parecem ter a ilusão de que a solução é eliminar os partidos, os sindicatos. A política é uma obra coletiva, não um agregado de indivíduos. São blocos diferentes que interagem. Para isso, você precisa dos partidos. Eles sempre existiram e sempre vão existir.

4. Mas, assim como aconteceu lá, é de se apostar que o outono brasileiro' vai ressurgir em novas ondas e novas formas. Estamos vivendo tempos revolucionários, em que as pessoas voltaram a sentir que podem mudar o mundo. Veja o que está acontecendo agora no Egito.”
(Blog do Cesar Maia – 08/07/2013)

julho 02, 2013

Esgotamento
da Paciência Popular!!!

ESGOTAMENTO DA PACIÊNCIA POPULAR!!!

Este blog se propôs a ser um Fórum Cultural e Político onde a “intelligentzia brasileira” pudesse discutir seus caminhos, suas prioridades e, principalmente, reforçar a sua caminhada cívica na construção de nossa Democracia, criando mecanismo a limitar e a enquadrar o Capitalismo. E é o que estamos fazendo.

O Blog do Cesar Maia traz, hoje, importante reflexão sobre a gravidade das manifestações populares e, praticamente, a inadequação de nosso sistema representativo perante a realidade virtual da participação popular. Fica claro o “ESGOTAMENTO DA PACIÊNCIA POPULAR!” E isso NÃO está sendo devidamente levado a sério. A desatualizada classe política brasileira está tratando as manifestações dos INDIGNADOS BRASILEIROS como uma simples manifestação do século passado e que vai passar com algumas migalhas concedidas pelo Sistema... Lêdo engano! Vamos ao texto citado:


“A PARLAMENTARIZAÇÃO DA CRISE E SEUS RISCOS!

1. As manifestações de rua demonstraram que o poder de mobilização das redes sociais finalmente chegou ao Brasil. A imprensa abriu espaço para pesquisadores e estudiosos do tema escreverem, serem entrevistados..., de forma a que se pudesse entender o que há de novo nesse processo.

2. Por feliz coincidência, o professor catalão Manuel Castels dava palestras em Porto Alegre e S. Paulo no início dessas manifestações e comentou o que já tinha escrito em seus últimos livros sobre o caráter de ruptura na dinâmica das redes sociais. Ele e outros afirmaram e afirmam que a democracia vive uma etapa em que a representação popular terá que mudar de caráter.

3. As redes sociais são horizontais, não hierarquizadas, redes de indivíduos empoderados pela informação multiplicada, etc. E nesse sentido o sistema parlamentar tradicional terá que ser repensado de forma a que essa transição seja previsível. No início das mobilizações a questão da dinâmica das redes sociais ocupou a preocupação política. Mas progressivamente isso mudou.

4. Intelectuais de peso passaram a tratar a questão na lógica do movimento de massas de antes, que teria tido uma erupção espontânea que as redes multiplicaram como se fossem micro-mídias. Seria um esgotamento da paciência popular. Essa visão tomou conta do Congresso. Esse passou a reagir a esse movimento de massas de forma tradicional, legislando, como resposta.

5. As palavras de ordem lançadas foram transformadas em decisões políticas, da redução de tarifas de ônibus, a derrubada da PEC 37 que reduzia o poder de investigação do MP, a lei dando caráter de crime hediondo à corrupção, a lei de aplicação dos royalties, reforma política com ou sem plebiscito... A expectativa era e é, que com isso se abasteça de satisfação o movimento de massas e esse esmoreça.

6. Com isso, o sentido das manifestações foi parlamentarizado. A imprensa foi tabulando: demanda X, resposta Y do Congresso. E todo o debate sobre as características das manifestações, origem, lógica e dinâmica, das redes sociais, foi sendo abandonado. Agora se trata de saber se a reforma política será aprovada em plebiscito ou referendo, quais serão as perguntas..., e por aí vai.

7. Essa parlamentarização, ao não tratar da dialética das redes sociais, ao deixar de lado seu caráter inovador, ou de ruptura, será a fórmula garantida de que as manifestações se tornem menos e menos administráveis. Tratar as manifestações de massa de hoje como um ciclo que volta, das grandes manifestações de massa de décadas anteriores é um equívoco grave, que será sentido de forma cada vez mais intensa. O tempo mostrará.
(Blog do Cesar Maia – 02/07/2013)

junho 28, 2013

FHC agora é Imortal...
Ele merece e o
Brasil se enriquece!

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO É ELEITO PARA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS! É O NOVO IMORTAL!
Posso falar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a sinceridade que falta aos bajuladores de sempre. Pertenci a uma geração de universitários que tinha em FHC o seu norte, o seu Mestre da Sociologia. Sim, Fernando Henrique representava tudo isso: professor da USP cassado pelos militares, sociólogo internacionalmente reconhecido, exilado político no Chile e na França (com incursões docentes na Sorbonne), político oposicionista na redemocratização do país, Senador da República, Chanceler da República, Ministro da Fazenda, viria a “ganhar” – esse é o termo exato! – a Presidência da República graças à implantação do Plano Real pelo presidente Itamar Franco. E dissemos “ganhar” exatamente porque Fernando Henrique era e é um político totalmente oposto ao político popular e carismático. Quem ganhou, efetivamente, foi o Plano Real. Na eleição e na reeleição!

Em 2010, lançamos o livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”, no qual historiamos aquela página heróica da atuação dos paulistas como forma de motivarmos a todos brasileiros à retomarem os ideais da legalidade e da cidadania. E, sobre FHC, dizíamos:

Explico: intelectual conceituado e sociólogo que orientou positivamente gerações de brasileiros, Fernando Henrique quedou-se ao “sistema” ao aceitar as regras de “convivência política” como preço maior para o exercício do poder...E, realmente, ele conseguiu ficar por 8 anos na Presidência da República. Até “conseguiu” obter do Congresso a possibilidade da reeleição... A que custo? Talvez já fosse o rascunho do que viria a ser o vergonhoso “Mensalão”...”

É isso. Eu me alinho entre os que se decepcionaram com a gestão presidencial de Fernando Henrique. Eu esperava que ele fizesse um governo revolucionário, convocando as novas gerações da USP (de Direito e de Economia) e da Fundação Getúlio Vargas. Era um “verdadeiro milagre” termos um presidente com a cultura e o preparo intelectual de FHC, o Brasil poderia ter se antecipado ao futuro. Enfim, esperava dele um governo ousado, um governo de mudanças a se antecipar ao que viria tempos depois pelo mundo todo como a Onda Democrática e o movimento dos Indignados na Europa, tudo fruto da Revolução da Informação que transformou o mundo realmente na Aldeia Global.

Mas, a sua escolha como o mais novo Imortal da Academia Brasileira de Letras premiou o conjunto da obra de um intelectual brilhante que já deu muitos ensinamentos ao país e à sua juventude e que – seja cada vez mais! – voltou a escrever, a dar palestras e a debater com sua capacidade de Mestre da Sociologia, os mais importantes temas da atualidade. De modo especial, a análise que fez das Manifestações que ocorreram e da atuação dos Indignados Brasileiros que transformaram o Dia 17 de Junho no Dia da Mudança para o NOVO BRASIL!

Fernando Henrique Cardoso foi eleito com 34 votos dos 39 acadêmicos. Quase uma unanimidade! Merecidamente! Ele é autor de 34 livros, sendo 23 de sociologia, tendo mais de cem artigos acadêmicos. Seus livros mais recentes: “O Presidente e o Sociólogo”, “A Arte da Política”, “Carta a um Jovem Político” e “A Soma e o Resto”. Além de FHC, dois outros ex-presidentes da república pertenceram à ABL: Getúlio Vargas e José Sarney, sendo que este último ainda pertence.

RESUMINDO: Que Fernando Henrique enriqueça intelectualmente a ABL e que produza mais livros e dê, ao Brasil, de forma suprapartidária, os rumos e caminhos a seguir neste nosso RITUAL DA PASSAGEM PARA O NOVO BRASIL!!!

junho 23, 2013

Constituinte Exclusiva =
Reforma Política!

CONSTITUINTE EXCLUSIVA !!!
clique na imagem para ampliá-la

REFORMA POLÍTICA – A MÃE DE TODAS AS REFORMAS!!!

Nós destacamos no post anterior sobre os INDIGNADOS BRASILEIROS que estão se manifestando no Brasil todo por REFORMAS. Vejam o texto:

RESUMINDO: A Revolução da Mobilização Social foi e estará sendo pra valer! Nada mais será como antes! A nossa DEMOCRACIA-MEIA SOLA, a CORRUPÇÃO e a IMPUNIDADE, ficou claro, PRESCISAM de MUNDANÇAS URGENTES! E não será com meras palavras, ditando regras, como fez a presidente Dilma, que se chegará a bom termo. NÃO! É preciso que ela CONVOQUE ou encaminhe ao CONGRESSO NACIONAL a CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE EXCLUSIVA, ou seja, para a REFORMA POLÍTICA! No Senado Federal,Cristovam Buarque já se posicionou a favor!”

Vejam o posicionamento do Senador:

"Cristovam volta a defender mini constituinte para realizar uma reforma política

Apesar de o país praticamente ter parado nas últimas 48h em decorrência de manifestações que ocorreram em várias capitais, entre elas o Recife, poucos senadores apareceram no Congresso para trabalhar.
Um deles foi Cristovam Buarque (PDT-DF) que defendeu num longo discurso a convocação de uma constituinte exclusiva para realizar uma reforma política.
Enquanto o senador discursava, um pequeno grupo de manifestantes tentava invadir o Palácio do Itamaraty, que fica a poucos metros do Congresso. A invasão não se consumou, mas mais de 60 vidros foram quebrados.
Segundo ele, os “ingredientes” dos protestos populares que pipocaram no país inteiro foram os seguintes: tolerância com a corrupção, a impunidade, a justiça morosa, o voto secreto no Legislativo, o analfabetismo, a desigualdade social, as prioridades equivocadas das políticas públicas, a falta de transparência nos gastos públicos, o transporte público caro e deficiente e baixos investimentos em saúde e educação, entre outros.
“Será que a gente não percebeu que um dia cairia a ficha de que o dinheiro gasto nos estádios (da Copa do Mundo) saiu das escolas e dos hospitais? Será que alguém tinha dúvida de que um dia essa ficha iria cair na cabeça do povo, que iria perceber que pagou por um estádio em que não vai conseguir entrar para assistir a um jogo porque não tem dinheiro, e que cada tijolinho dali significou um tijolinho a menos numa escola ou num posto de saúde?”, questionou."
(Blog do Inaldo Sampaio – 23/06/2013)

E no “Estadão” de hoje, o artigo do historiador Carlos Guilherme Mota, na mesma linha:

'Saída é uma constituinte para a reforma política', diz Carlos Guilherme Mota
Para o historiador, não se rompe o divórcio entre governos e governados sem critérios éticos na representação política
"A rebeldia atual nas ruas do Brasil não se prende, é claro, a tarifas de ônibus. Ela é uma grave e profunda denúncia da situação a que chegaram todos os serviços públicos - hospitais, transportes, portos, aeroportos, presídios. Agride o País o fato de não termos escolas nem hospitais "padrão Fifa". Só estádios.
O que esses acontecimentos revelam é que há mais vozes e atores sociais que os tradicionalmente visualizados. Que muito além dos jardins do Palácio do Planalto há gente. E muita, muita gente sofrida, ralada e até irada, vítima de aberrações que ocorrem há mais de 50 anos, por causa da opção automobilística que data dos tempos de Getúlio, JK e militares - e que aumenta até os dias de hoje, dias nefastos em que o automóvel é rei.
Até a tal "classe C" que pôde viajar para o exterior volta da viagem para as 11 horas de espera para atendimento de urgência num hospital, meses para uma cirurgia, tristes horas todo dia dentro de um ônibus.
Esse divórcio entre governados e governantes não é novo. Estava presente no fim da ditadura militar, no fim da ditadura de Vargas em 1945. Só não tínhamos então esses elementos novos, a cultura digital, as redes sociais, que independem de lideranças tradicionais para ter voz. O mundo político não estava preparado para essa súbita chegada da globalização a seus pagos.
A questão é que atravessamos uma crise de regime. Cabe lembrar que a Revolução Francesa, em 1789, eclodiu por causa do custo do pão - mas outros fatores concorreram para se detonar, então, o processo revolucionário: corrupção, injustiça, clientelismo, péssimas condições de vida, alta carga de impostos. Nossos governantes de hoje, de Gilberto Kassab a Geraldo Alckmin, de Eduardo Paes a Sergio Cabral, passando pelos Rui Falcão e Garotinhos, deviam prestar atenção ao que disse o historiador inglês Eric Hobsbawn, que definiu o Brasil como o "campeão da irresponsabilidade social". Mas um dos nossos problemas é que nos faltam estadistas.
Não por acaso, os radicais do movimento foram para cima dos símbolos do poder - Prefeitura e Bandeirantes em São Paulo, Assembleia no Rio, ministérios em Brasília, O susto já foi dado nas classes políticas. Certamente, está todo mundo reavaliando seu discurso, suas atitudes, suas conveniências.
Que a presidente Dilma, leitora de bons livros e conhecedora de exemplos que a História Mundial oferece, fique atenta. Em situações de grave crise nacional, o remédio que a História ensina é o da convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva - voltada especificamente para definir as diretrizes, enfim, de uma reforma política. Não se rompe o atual divórcio entre Estado e cidadãos sem limitação ao número de partidos, sem critérios etico-políticos na representação dos deputados e senadores - que devem atuar na defesa dos cidadãos, hoje reduzidos a meros súditos-contribuintes. E essa reforma poderia estar voltada, também, para melhor controle de gastos públicos, para uma definição mais concreta de obrigações do Estado no campo da saúde, da educação.
A sociedade manifestou-se claramente. Exige transparência, rigor e competência. Que sejam tomadas providências enquanto o quadro nacional não piore!" (“Estadão” – 23/06/2013)

CONSTITUITE: 30 Anos depois!/ Registro Histórico/ leia aqui
A SOCIEDADE CIVIL JÁ ESTÁ NAS RUAS!

E para que seja revestida de sucesso a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte Exclusiva seria indispensável a mobilização da juventude brasileira, especialmente dos estudantes universitários que são formadores de opinião. Hoje, eles já estão nas ruas! É pra já! Agora!

Na história política brasileira, a presença e a luta dos estudantes ajudaram muito a que o Brasil voltasse ao Estado de Direito. Assim foi durante o Estado Novo e durante o Regime Militar. No Regime Militar, durante os chamados “anos de chumbo”, a intelligentzia brasileira e os jovens estudantes se uniram e se mobilizaram.

O Blog do Delmanto se propõe a essa tarefa. Estaremos postando nossas idéias e nossos comentários sobre os mais diversos assuntos que interessem à renovação política e à construção da cidadania. Repetimos: é importante retomarmos a construção da democracia no Brasil. Não é mais possível convivermos com esse arremedo de democracia - verdadeira democracia meia-sola! -, enquanto a nossa população assiste, perplexa, a esse show de civismo, a essa explosão de cidadania. É a VOZ DAS RUAS!
O caminho é um só: a sociedade organizada partir para a Assembléia Nacional Constituinte!

ORGANIZANDO A SOCIEDADE CIVIL:

Os núcleos pensantes da sociedade, a vanguarda da intelligentzia brasileira são os seus centros universitários, a imprensa independente, os jornalistas com colunas ou blogs, os cientistas sociais, as lojas maçônicas, os clubes de serviço (Rotary, Lions), a OAB, a CNBB, a ABI, as Academias de Letras de todo o país, os órgãos representativos dos profissionais liberais e tantas outras entidades representativas e com destaque junto às comunidades às quais prestam serviços.

Enfim, é preciso que os cidadãos prestantes retomem o comando de seus próprios destinos e do destino da Pátria numa cruzada cívica a favor da construção da Democracia e do desenvolvimento sustentável e moderno da Nação Brasileira. Somente assim estaremos dando um RUMO à movimentação dos INDIGNADOS BRASILEIROS!!!

fevereiro 12, 2013

O Tempo Não Pára...


“As épocas saem umas das outras, como as bonecas russas. Não há rupturas absolutas. O Renascimento veio da Idade Média, como a Idade Média viera do Império Romano. O Iluminismo, a mais recente revolução histórica, não existiria sem o Renascimento, que lhe abriu as portas da percepção burguesa, para ficar na melhor interpretação marxista. Mas o Iluminismo está pedindo, agora, que de seu ventre venha nova época.



Plutarco atribui a Pompeu Magno uma frase que, repetida por Ulysses Guimarães, foi emblemática no processo de transição política nacional: navigare necesse est, vivere non est necesse. A máxima do grande general escapou da circunstância, para se tornar forte símbolo da política. Ela nos incita a resistir. A vida, qualquer vida, é um processo de resistência, e mais ainda na política.”
(Mauro Santayana – Blog Conversa Afiada)


Na crítica a essa “geléia geral” e mal cheirosa que é a política nacional, o grande mal que infecta o país – que é a corrupção! – fica o alerta de que ela, a corrupção, já tomou o tecido social, contaminando setores importantes da sociedade civil. Assim, no futebol, por exemplo, com a figura caricata que foi Ricardo Teixeira. São os sinais de que é preciso que haja mudança! Tiramos o "Chefão", mas a CBF ainda precisa de uma boa reciclagem...

É muito fácil a crítica gratuíta. É muito fácil o comentário negativo de expoentes da vida nacional. Mas, também, é verdade que existem ícones do “mal feito” ainda mandando e decidindo no exercício do Poder. E ponha tempo nisso...

Já abordamos a figura jurássica de José Sarney em outros posts e em datas diversas. Pode até parecer marcação injusta... Para que não pairem dúvidas sobre o negativismo desse elemento que sobrevive há décadas na política brasileira, vamos buscar alguns dados que definem o perfil de Sarney:

“Em todos os indicadores sociais, o Maranhão de José Sarney só ganha das Alagoas de Collor de Mello. Os dois estados têm os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) – Maranhão, 0,683, e Alagoas, 0,677 - ; lideram os rankings de analfabetismo e de mortalidade infantil - Alagoas com 66 mortes por mil de crianças até um ano de vida e o Maranhão com 39 em mil -, e o de menor expectativa de vida. Somam-se aí taxas pornográficas de saneamento: o Maranhão tem apenas 1,4% de esgoto tratado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico”. (Mary Zaidan é jornalista / Blog do Noblat – 26.06).


Sarney = Príncipe Salina/ leia aqui

Blog Conversa Afiada

A busca dessa figura política marcada pelo negativismo é proposital. Porque na busca do tempo da mudança, na espera das mudanças que estão varrendo o mundo, na expectativa de que a apatia aparente da Nação se transmutará na energia reparadora que fará do Brasil o país do presente e não do futuro, é que procuramos exorcizar os demônios que entorpecem a Nação Brasileira.

É simples assim. No Brasil, hoje, onde campeia a corrupção nas empresas estatais e nos ministérios, a predominância política é de personagens como Sarney, Temer, Renan Calheiros, Lula, Jader Barbalho, José Genoíno, Delúbio Soares, Wagner Rossi e tantos outros “políticos” do sistema.

Agência Nacional da Propina/ Blog do Noblat/ leia aqui

Flagrante da Corrupção no Brasil/ Luís Nassif/ leia aqui

Mas acreditamos, como tantos brasileiros, que “a vida, qualquer vida, é um processo de resistência, e mais ainda na política”, como disse na abertura Mauro Santayana. E, na “resistência democrática brasileira”, acreditamos, como ele, que está no tempo de vir uma nova época!

A “Revolução da Informação”, a “Rebelião dos Indignados”, acrescidas dos exemplos esparsos que tivemos, aqui mesmo no Brasil, como o “Movimento dos Bombeiros”(!!!), no Rio de Janeiro, nos leva a acreditar que é época de mudança, sim! É tempo de uma Nova Época!!!

E os Indignados Brasileiros ?!?/ leia aqui

Um de nossos últimos posts, os “E OS INDIGNADOS BRASILEIROS?”, deixamos a mesma pergunta : “e os indignados brasileiros?!?”

Vamos fazer as mudanças necessárias?
Vamos mostrar a nossa INDIGNAÇÃO?
Vamos iniciar uma NOVA ÉPOCA?!?