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fevereiro 23, 2013

Fim da Novela Cubana:
“Eles passam, Cuba fica...”




“Eles passam, Cuba fica...”
E eu acrescento:
“Eles passam, Cuba fica...fica "Cuba Libre"!!!



Com a frase acima de Yoani Sánchez, em entrevista ao sociólogo Demétrio Magnoli, na televisão GLOBONEWS, pudemos ter a exata proporção do que foi a sua passagem pelo Brasil. Na tarde de ontem, ela já dera uma entrevista à BandNews FM. Tudo com muita clareza, serenidade e firmeza...


 Eu fiquei impressionado. A jovem Yoani, em cima de seus 37 anos, agindo com uma segurança raramente vista nos políticos mais tarimbados. E é preciso destacar: jovem, frágil e absolutamente sozinha. Teve a companhia do senador Eduardo Suplicy na Bahia, no Recife e em Brasília. E só... Aliás, há que se destacar a postura do Suplicy: representava ali a presença e o apoio de todo o povo brasileiro NÃO comprometido com os PPs = OS PETRALHAS PRIMATAS!!!

“Esses grupos mostram um culto à repressão de ideias — e, na prática, acabam involuntariamente dando razão a quem critica Cuba pela falta de liberdade.” Gilberto Dimenstein

 Em São Paulo, continuaram as orquestrações montadas pela Embaixada de Cuba e com a anuência do Governo Federal, uma vez que não se viu e nem se ouviu qualquer declaração oficial de proteção a essa importante visita internacional.


Na capital paulista os protestos foram contrapostos aos muitos aplausos. A jovem blogueira foi bem recebida e teve divulgado – graças ao impacto dos acontecimentos! – o seu livro. Sem querer, os “teleguiados” a colocaram em todos os telejornais e em todos os jornais e blogs... Sucesso!

Visitou, fez palestras, deu entrevistas, visitou na companhia do governador Geraldo Alckmin o prédio do antigo DOPS/DOI/CODI, onde estão os registros das torturas e  das prisões da época da Ditadura Militar.

Com sua postura serena, Yoani Sánchez em nenhum momento foi deselegante ou agrediu verbalmente os “donos temporários” de Cuba: os Irmãos Castro! Repetimos: serena e segura deixou a sua posição e o porquê de sua luta: “Cuba não é vermelha e nem verde oliva. É uma Ilha de muitas cores, lá há muita diversidade de opiniões. Essa é a Cuba que eu quero.”
E mais:
"Me parece que o governo do Brasil prefere o silêncio (sobre a situação dos direitos humanos em Cuba)", afirmou a jornalista, autora do blog “Generation Y”, que também recomendou ao Brasil “um posicionamento mais enérgico" na questão.
"Durante o governo Lula e Dilma, se estabeleceram muitos vínculos entre Cuba e Brasil, principalmente econômicos", disse Yoani. "É muito bom que o Brasil ajude Cuba. Cuba não é governo ou partido, somos todos nós. No entanto, acho que falta dureza, ou franqueza, do governo brasileiro na hora de exigir direitos humanos na ilha”.
A ativista cubana disse ainda que o regime cubano não é socialista, e sim o que nomeou de "capitalismo de Estado". "Cuba está vivendo um capitalismo de Estado, um capitalismo de um clã, onde o chefe não é alguém rico ou burguês, é o governo".
Questionada sobre a estrutura de saúde e educação de Cuba, cujos índices estão entre os melhores do mundo, a dissidente sustentou que a queda do Muro de Berlim, em 1989, que resultou no fim da União Soviética, em 1991, o sistema de saúde e educação cubano, que recebia investimentos soviéticos, entrou em colapso.
"A partir daí o sistema entrou em colapso material. Hoje vemos um êxodo dos profissionais desses setores", afirmou a blogueira, que se definiu ideologicamente como uma "pós-moderna" crítica ao comunismo.
Yoani Sánchez também voltou a falar sobre o embargo econômico que os Estados Unidos impõem a Cuba. "Há uma teoria, uma metáfora, que o embargo é uma caldeira. O fogo seria a precariedade econômica, material, que levaria as pessoas à rua. Mas o embargo não resulta em rebeldia, e sim na imigração dos cubanos".
Reafirmou ser contra o embargo econômico pois isso só serve de desculpa para o governo cubano justificar os seus erros e as suas omissões, afirmou.”
(“Umuarama Ilustrado”, 22/01/2013)

“Trocamos José Dirceu por Yoani”
“Cartaz exibido na Livraria Cultura, onde Yoani Sánchez se encontrou com blogueiros.
Eu apoio a troca.
Dirceu gosta de ditaduras, certo? Que fique numa ditadura, ué. Yoani gosta de democracia. Podemos, ao menos por enquanto, oferecer isso a ela, ainda que os dinossauros tentem provar o contrário.”
(Blog do Reinaldo Azevedo – 21/02/2013)

Boa essa. Muito boa!
Mandamos o José Dirceu para Cuba e mantemos a Yoani aqui no Brasil. José Dirceu já esteve em Cuba como exilado político, onde aprendeu técnicas de guerrilha (que nunca pôs em prática) e fez cirurgia plástica... e parece que gostou, recentemente implantou um “topetinho” na careca a “peso de ouro”. O Poder fez bem ao “garotão” que nunca fez guerrilha, preferiu ficar “escondido” no Paraná, durante a DITADURA!
E o Brasil ganha uma moça aguerrida, corajosa e que batalha pela Liberdade de Imprensa e pela construção da Democracia.
PROBLEMA: o esperto José Dirceu NÃO quer ir para Cuba. NUNCA MAIS...

FIM DA ÓPERA CUBANA:




Yoani no programa Roda Viva - TV Cultura/Chico Caruso

Sozinha, num país até então desconhecido, com uns “gatos pingados” gritando que ela era agente da Cia, com a ausência COMPLETA de um apoio que seria normal da oposição política, não fosse essa majoritariamente do conhecido partido “em cima do muro” que é o PSDB. Aliás, em sua visita rápida ao Congresso Nacional o candidato tucano à presidência em 2014, senador Aécio “traíra”Neves, passou, cumprimentou-a rapidinho e caiu fora...

YOANI SÁNCHEZ foi um sucesso na mídia e, com seu comportamento sereno e seguro, conquistou os brasileiros...e vai vender muitos livros!

- Esteja certa, cara Yoani, a sua frase na abertura deste post está certíssima! Cuba NUNCA mais será a mesma. A MUDANÇA VIRÁ, mais cedo do que se espera!!!
E digo mais:
“COM CERTEZA,
ELES  PASSARÃO!!!”



Roda Viva com Yoani Sánchez / veja vídeo aqui

março 28, 2012

Cuba nunca mais será a mesma depois da visita do Papa!

Sem o carisma do Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI chega a Cuba para tentar ajudar a passagem daquele país de uma ditadura “chinfrim” para um Estado de Direito. Nem precisa dizer muita coisa: a sua visita é “emblemática”. Tão só a presença do Papa é o bastante para mostrar que está próximo o fim da Ditadura que FUZILOU MAIS DE 17 MIL CUBANOS NO FAMOSO “PAREDON”...

Já dissemos várias vezes que eram grandes as discordâncias entre Fidel Castro e Che Guevara... Só com a saída de Che Guevara de Cuba é que Fidel perdeu o temor que tinha da liderança e da firmeza de Che Guevara...

Na verdade, se vivo fosse – COM CERTEZA! – CHE GUEVARA estaria convocando a população cubana para combater os “os traidores da revolução” e iria para SIERRA MAESTRA para combater e apear do Poder os Irmãos Castro!!!
No “Estadão” de hoje, 28/03/2012, a notícia:
“A visita do papa a Cuba
O papa Bento XVI se fez preceder em Cuba por um comentário com o qual hão de concordar, decerto apenas em conversa com os seus travesseiros, as mentes mais lúcidas que se presume existir em setores do em geral esclerosado regime de Havana. Perguntado pelos jornalistas que o acompanhavam sobre a situação na ilha que visitaria em seguida ao México, ele deu uma resposta comedida, típica do intelectual que é, mas nem por isso menos desprovida de sentido político imediato. "Hoje é evidente que a ideologia marxista, do modo como foi concebida, deixou de corresponder à realidade" - e conclamou os cubanos a "buscar novos modelos".

O modelo a que aspiram os 11,5 milhões de habitantes do país não é diferente daquele dos seus vizinhos no Continente, que combina acesso crescente às oportunidades de desenvolvimento pessoal, participação também crescente na sociedade de consumo, proteção social, direito de ir e vir - e a "liberdade negativa" de que falava o pensador Isaiah Berlin: não ter medo do Estado. Já o modelo que a elite dirigente cubana tem em vista é o do transplante para o Caribe da fórmula chinesa de economia aberta com ditadura política. A marcha do comunismo cubano para o sistema de mercado, iniciada por Raúl Castro, não passa pela transferência de poder do Partido (e do Exército) para a sociedade, mediante liberdade de imprensa e de organização de eleições reais - o óbvio ululante das democracias.

Em Cuba, onde apenas metade da população se diz católica e não mais de 10% costumam ir à missa, a Igreja percorre uma linha fina entre a defesa dos direitos humanos e a convivência com o regime que os sonega. As condições necessárias para o seu ativismo - a legitimidade no exercício da sua missão pastoral e o reconhecimento como interlocutora do Estado - começaram a ser construídas há 14 anos, com a visita do papa João Paulo II. Naquele 1998, um decênio depois da queda do Muro de Berlim e do desmoronamento do "socialismo real" no Leste Europeu - para o que a contribuição de Karol Wojtyla foi extraordinária -, Fidel era já um anacronismo. Ao lhe suceder, em 2006, Raúl entendeu que o regime já tinha problemas demais para manter uma atitude hostil à Igreja. E o Vaticano entendeu que, para ter alguma influência na ilha, precisaria admitir a legitimidade da Revolução.

Com isso, a principal autoridade eclesiástica no país, o cardeal Jaime Ortega, conseguiu negociar em 2010 com Raúl a libertação de dezenas de prisioneiros políticos, mandados - a maioria, a contragosto - para a Espanha. Ortega não esconde que "encorajar as reformas que o governo iniciou", como afirma o seu porta-voz Orlando Márquez, é a sua prioridade política. "É possível dizer que as mudanças têm sido lentas, insuficientes ou limitadas", reconhece o auxiliar. "Mas elas começaram." A estratégia de avançar (nas reformas) para consolidar (o papel institucional do catolicismo) não é isenta de contradições. Cubanos que ocuparam uma igreja dias antes da chegada de Bento XVI foram retirados pelas forças de segurança com a conivência dos sacerdotes. A detenção de 150 dissidentes parece ter sido encarada como um dado da realidade. E não houve espaço na agenda papal para um encontro com a oposição.

Mas, tão logo pôs os pés em Santiago de Cuba, onde rezaria missa pelo 400.º aniversário do achado de uma imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, a padroeira do país, Bento XVI fez uma inequívoca profissão de fé nas "justas aspirações e legítimos desejos de todos os cubanos, onde quer que se encontrem", numa alusão à diáspora provocada pela tirania castrista. Diante do anfitrião Raúl, falou também dos "presos e seus parentes", dos "pobres e necessitados". Pediu ainda "justiça, paz, liberdade e reconciliação" - 53 anos depois da implantação no país de uma ordem totalitária que prometia erradicar a pobreza e instaurar a igualdade. Talvez aquele seja o limite que o papa impôs às suas falas em Cuba. A ver se dirá algo a mais na missa de hoje na Praça da Revolução de Havana, o ponto culminante da visita”